Mundo obscuro dos mortos

5 Capítulo 5 - Terror nas alturas


Notas iniciais
Um voo que parecia tranquilo acaba se tornando um dos piores para esse Piloto... Era um voo com o destino para a morte

–A torre não esta responde ao nosso chamado. – O piloto mexia nos controles do avião tentando falar com alguém. – Solicitamos permissão de pouso, alguém na escuta?

Era uma noite muito linda vista de cima, parecia que a poluição havia diminuído e muito, o avião cortava o céu frio daquela noite e tudo parecia calmo demais. Era um avião de porte grande lotado de passageiros, tudo estava indo com calma, exceto a tarde quando passava por ali, ocorreu uma turbulência vinda após um barulho ensurdecedor e com a chegada da noite, já estavam a um bom tempo tentando comunicar-se com a torre que não respondia... A última coisa que conseguiram ouvir antes de perder comunicação, foi uma especie de grunhido estranho, eles pensaram que seria um erro por causa do barulho de antes, um teste de bomba deve ter afetado as frequências de rádios... Isso não era surpresa para o piloto já que seu dia não estava sendo um dos melhores, estava aguentando as pessoas reclamarem de calor, de dor... Como se a culpa de tudo fosse dele... Ser piloto não era fácil.

–Desisto, vamos ter que atrasar esse voo e ir direto para a próxima cidade, quem sabe lá os rádios estejam pegando.

Um barulho insuportável de gritos vinham de trás deles... As pessoas estavam gritando e num minuto depois, paravam... Aquilo estava ficando chato já.

O piloto pegou um aparelho, que parecia uma especie de radio e falou.

–Senhores passageiros fiquem em silencio por favor! O barulho pode tirar nossas concentração, grato.

Por um momento parecia ter funcionado... Logo um barulho vinha da porta da cabine o que pareciam ser varias pessoas batendo ao mesmo tempo. O piloto pede para seu amigo abrir a porta e ver o que estava acontecendo la fora e isso foi uma péssima ideia. Assim que a porta se abriu cerca de 5 para mais zumbis caíram em cima dele e outros vieram tentando entrar ao mesmo tempo. O piloto ficou assustado olhando a cena horrorizado enquanto seu amigo era mastigado vivo... Até que chegou sua vez de ser o almoço. O avião começou a descer naquela noite tranquila, começou a descer mais rápido ainda o bico já estava fazendo um angulo de 90º. A velocidade aumentava e o avião ia caindo mais rápido ainda... Faltava alguns minutos para a colisão, a área era aberta e não havia nada ali; ao longo se via uma construção, mas não seria danificada com a queda.

Um grande barulho ensurdecedor cortou a noite, uma grande explosão e ali estava: Um gigantesco avião em pedaços no chão e o barulho atraiu a atenção de outros zumbis. Alguns saíram ilesos de dentro do avião e outros perderam a cabeça ou outros membros que fosse. Isso não foi a unica coisa, por que todos da casa acordaram assustados e correram para a porta para ver o que havia acontecido. viram uma tremenda “fogueira” perto dali tinha vários zumbis que iam naquela direção e outros voltavam-se para Michael e sua equipe.

–Temos que fugir daqui logo!

–Não temos pra onde ir pai, não temos carro, lanternas ou algo do tipo.

–Felizmente eu tenho um carro... E infelizmente... Ele esta estacionado la fora, atras da casa. – Bryan ainda assustado com o barulho coçava sua barba.

–Não importa só peguem suas armas, facas e corram comigo.

Bryan pegou as chaves, uma mochila e a encheu de alimentos, garrafas de água e o que encontrasse pela frente que seria útil para a situação. Eles correram para trás da casa, só precisaram eliminar dois ou três zumbis que estavam no caminho. Eles entraram em um Corsa branco, Anne e Jason correram para os bancos de trás enquanto Bryan entregava as chaves para Michael que ainda estava atônito. Ele colocou a chave na ignição e deu partida, ficando aliviado quando o motor ligou. Eles adentraram mais ainda na mata, indo em direção a estrada. O carro era confortável, um pouco bagunçado com CD’s espalhados pelos bancos. A viagem continuou por minutos, horas. Anne acabou adormecendo no ombro de Jason, que estava quieto olhando para a janela, pensativo... O que seria deles agora, não tinham noção do que fazer, como seria a vida deles dali em diante? Muitas duvidas surgiam em sua cabeça... Muitas perguntas para poucas respostas. O tempo passava até que Anne acordou, quando o carro pulou ao passar por um buraco. Ela estava com o rosto amassado, mas continuava bonita do mesmo jeito. A luz do amanhecer batia em seus olhos verdes, deixando-os mais bonitos do que já eram.

–O que foi? Tem alguma coisa em meu rosto? – Ela passava a mão rapidamente tentando limpar.

–Não.. é que, não é nada, me desculpe. –Jason não levava jeito com meninas, não sabia onde esconder seu rosto, mal tinha percebido que estava a olhando no fundo dos olhos, por um tempo.

–Tudo bem... A gente ainda está na pista? – Ela arrumava seus cabelos escuros, passava a mão varias vezes.

–Sim, estamos... a um bom tempo. – Ele arriscava dar uma arrumada em seu cabelo, não era um cara que se preocupava muito com estar bem arrumado... Mais ele sentiu a necessidade de estar bem, pela primeira vez.

Ele sentia que seu rosto estava vermelho; Ele olhava para frente, quando percebeu que Michael observava os dois, pelo retrovisor interno do carro. Isso o deixou ainda mais sem graça. Ela estava usando um colete preto e por baixo, uma camiseta branca sem detalhes. Ela usava um short médio jeans. Jason nunca havia se apaixonado por uma garota antes.. Ele não era muito de sair, até na escola ficava queto em seu canto. A escola... Seus amigos, tudo ele havia perdido naquele dia.

Anne brincava com algo em suas mãos, ela batia em suas pernas, tornava a mexer e apertar.

–Vou sentir saudades de usar isso... Ligar para amigos, mandar mensagens, aplicativos... Tudo –Agora dava para ver o objeto; Era um celular.

Isso o fez lembrar que o dele estava no bolso, não tinha mais utilidade.

Eles continuaram a vagar sem rumo.. Até que uma sinalização estranha vinha surgindo ao decorrer que se aproximavam na estrada. Era uma grande seta pintada de vermelha, era feita de madeira e apontava para a direita. Uma construção, rodeada com uma cerca enorme. Parecia ter alguns carros estacionados, dois homens de pretos estavam parados ao lado do portão, sinalizando para eles.

–Será que é um abrigo? – Michael tentava ver melhor da distancia que estava

–É... Vamos ver, pegamos algumas coisas, informações e partimos se o local for ruim... Caso contrario, pode ser um “lar” – Bryan coçava novamente sua barba, enquanto olhava para os portões.

E assim eles foram em direção ao portão, procurando um lar... Alguma proteção contra tudo aquilo, ou ate mesmo se prepararem novamente.