Mundo obscuro dos mortos
10 Capítulo 10 - O sequestro do traidor
Notas iniciais
Jason viu Anne caminhando para fora e decidiu segui-la. Ela estava usando uma blusa agora, encostada na parede, suas mãos estavam nos bolsos enquanto olhava para o céu noturno. Jason não podia deixar de reparar que os olhos dela brilhavam, o jeito de como o seu cabelo dançava com aquela brisa gelada. Ele ficou tentado a se aproximar e falar algo, mas decidiu espionar mais um pouco, ela era incrivel.
– Espiar é feio Jason.
Ele se assustou e acabou derrubando uma caixa da pilha; envergonhado ele se aproxima dela, coçava seu rosto tentando deixar seu rosto normal novamente.
–O que você faz aqui? Está frio, vá para dentro.
–Apenas estou pensando sobre tudo isso que esta acontecendo, tenho muitas perguntas sem respostas. Ela trocava o peso de um pé para o outro.
–Eu também tenho muitas perguntas sem respostas... Mas é melhor esquece-las, não deixe que fiquem martelando sua cabeça... Nada mais faz sentido, isso vai deixar você destraida e é a última coisa que você precisar estar.
Por um momento um silencio pairou no ar, o vento soprava frio mais do que antes; Anne olhou para Jason, abriu a boca para falar algo mas a fechou rapidamente enquanto olhava para baixo... Passou alguns segundos e ela tornou a olhar.
–Você tem razão tenho mesmo que esquecer dessas coisas, pois, estão num apocalipse nada mais tem sentido... Mortos estão sobre a terra não é? Viu, não existe sentido.
Ambos soltaram o que parecia uma risada, mas logo foi apagado ao escutar um gemido de um morto.
–Você parece calmo com tudo isso, como consegue?
–Como eu lhe disse, apenas estou começando a aceitar como é, não estou criando expectativas para algo que não possa acontecer, tipo a cura para isso... Se você sonhar com isso pode acabar se decepcionando se não for como queria.
Eles se entreolharam por um tempo enquanto uma coruja passava voando por ali. O clima de tensão ja tinha sumido e a noite parecia voltar a ficar calma como sempre; Sem os barulhos de carros, pessoas gritando ou até mesmo sem essa poluição... Era até que bom, o silencio.
–Se não fosse só isso... Vou te confessar algo, estou com medo Jason!
–Não tenha medo, não vou deixar que nada aconteça com você... É uma promessa!
Ele não sabia por que tinha falado aquilo... As palavras sairam naturalmente de seus labios, desta vez ele não ficou envergonhado, pois, queria falar aquilo mesmo. Anne se afastou da parede e abraçou Jason, que se assustou no inicio mas faz o mesmo; Passaram um bom tempo abraçados.
–Eu acredito em você... Confio mesmo. – Ela chorava enquanto estava envolvida nos braços de Jason.
Sem palavras ele a abraçava mais forte ainda queria que aquele momento nunca acabasse.
–Vamos entrar agora, está muito frio... E aquele zumbi ainda está olhando aqui, não fico confortavel com isso.
Eles arriscaram uma outra risada enquanto entravam para dentro. De cima da torre de vigilancia, James observava a cena enquanto chorava ao segurar uma foto dele com seus dois amigos, não queria acreditar no que tinha acontecido.
–Talvez esse garoto tenha razão mesmo, temos que deixar de achar que isso não está acontecendo e começar a aceitar os fatos!
Com a foto em sua mão direita, a pressionou contra seu peito com força enquanto com a outra secava seus olhos. Ele não queria deixar a morte de seu amigo ser em vão, faria o que fosse necessario para acabar com aquilo, mesmo que significasse se sacrificar... Ele iria tentar mesmo.
Michael saiu da instalação para ir atras de comida, saiu sem um aviso não queria que ninguem soubesse. Era uma manhã escuro e fria com o tempo nublado, um chuvisco frio caia do céu; Após um mês aquela seria a primeira chuva que cairia desde o incidente. Ele caminhava até a estrada e estranhou não haver nenhum zumbi por ali, teve um pensamento engraçado e imaginou que os zumbis tivessem medo de chuva. Continuou andando pela estrada, eram apenas alguns quilometros até a pequena cidade.
Um zumbi surgiu em seu caminho mas diferente dos outros esse corria rapído como uma pessoa normal, Michael não hesitou e deu um tiro certeiro na testa do morto que caiu com seu rosto no chão; Um barulho de motor alto estava se aproximando e Michael tentou se esconder mas era tarde demais. Um caminhão parou perto dele e um homem com uma roupa de proteção desceu.
–Olha quem eu achei, como esse mundo se tornou pequeno. – O homem arrumava seu bone olhando para Michael.
–Seu desgraçado, você usou aquelas pessoas e então roubou e fugiu, o pior de tudo foi que colocou a vida de varios em risco. –Ele apontava sua FAMAS em direção do homem. – Me de um motivo para não colocar uma bala na sua cabeça agora.
–Não queremos uma confusão aqui, melhor baixar essa arma. –Com dois dedos levantados ele fez um gesto, que imediatamente cinco homens armados com roupas da SWAT apareceram cercando Michael, apontando suas armas. –É melhor baixar essa arma, como já disse não quero confusão... Vejo que você está bem equipado, parece estar alimentado, quer dizer que você está vivendo até que bem, poderia mostrar pra gente onde está?
–Nunca vou revelar nossa localização, para que você quer isso? Para ir até lá roubar novamente?
Após uma longa gargalhada, um pequeno sorriso aparece em seu rosto.
–Sim, isso mesmo! Se você não quer colaborar de forma facil... Sera da dificil. – Ele fez outro gesto com os dedos, seus homens se aproximaram mais ainda de Michael.
–Você acha que vou falar? Não adianta. –Ele mirou sua arma novamente na direção do traidor e apertou o gatilho fazendo com que um tiro acertasse seu ombro.
–Desgraçado, você está louco? – Imediatamente ele baixou seus dois dedos, um de seus soldados atirou e atingiu Michael no pescoço caindo na mesma hora. –Levem o corpo para o caminhão e peguem o Kit, preciso curar esse braço logo...
O caminhão começou a andar e soltava fumaça, a chuva começou a ficar mais intensa tirando um pouco a visão, mesmo assim seguiram em frente na sua jornada.
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