Mundo dos répteis - Cobrina
3 O Jantar
Notas iniciais
Pensem que cagada que eu fiz, eu fui postar um capitulo novo aqui ontem e postei em outra fic, pessoal ficou tipo "isso é dramione ou cobrina", KKKKKKKKKKKKKKKKK, que mancada, de bobeira em! :/
Enfim, foi previsto para segunda mais eu já termineeeeeeeeeeeei, êêêê!!
– Eu conheço você? — ele disse olhando meu corpo, pois é eu também achei isso ridículo — não, acho que não, com certeza eu iria me lembrar de se conhecesse.
Aquilo já estava ficando chato, resolvi ignorar ele, continuei caminhando até a porta do meu quarto sem olhar para trás, fechei a porta na cara dele e tranquei. Seria estranho morar com o Cobra se ele continuasse me tratando assim, se for para morar com um tarado prefiro achar outro apartamento. Enxuguei-me e enrolei a toalha na cabeça, coloquei meu sutiã preto de renda que dava certo com todas as minhas blusas e uma calcinha que lembrava uma cueca, mais que era ótima para esconder imperfeições. Procurei pela minha saia jeans preta, mais só a achei embaixo da cama, acho que quando fui arrumar baguncei ainda mais. Coloquei uma blusinha preta com formas geométricas coloridas que ganhei em um dos desfiles no qual participei. Me olhei no espelho, perfeito. Meu celular vibrou."Vem pra cá, nosso pai convidou alguns alunos para o jantar. — Bi” Preciso secar o cabelo. Mais para secar o cabelo é preciso de um secador, e eu não sei onde esta o meu secador, e vou para casa do meu pai daqui a pouco. Mais antes vou falar com Cobra, tenho que acertar o preço do apartamento. Peguei meu celular minha carteira e mais algumas coisas e joguei dentro da minha bolsa.Abri a porta e andei pelo corredor. Chamei por ele.– Eu estou aqui na sala. — ele respondeu. Cheguei à sala e me sentei no sofá de frente para ele, ele estava assistindo UFC na tv a cabo e não tirou os olhos durante um segundo sequer. Ao contrário do sofá lá da casa do meu pai, esse era macio e aconchegante num tom de marrom acetinado que era gostoso só de ver. — Que foi?– Quero saber quanto você vai cobrar por mês pelo quarto.– Sei lá, duzentos? — disse ele, mais aquilo pareceu mais uma pergunta.Abri minha bolsa e peguei a carteira, achei meu talão de cheques e minha caneta, fiz um cheque no valor de R$: 2,550 reais e deixei na mesa.– Isso da para esse mês e o ano que vem inteiro. — eu disse me levantando para ir até a casa de meu pai. Senti um aperto forte no meu braço.– Espera, eu te conheço de algum lugar — ele disse estudando meu rosto, ele olhou no fundo dos meus olhos, e eu não resisti, encarei de volta.–Preciso sair, se você puder me soltar eu agradeço.Ele concordou com a cabeça e eu sai, caminhei pela praça, eu estava pensando em como Cobra não estava me reconhecendo. Ele só podia estar de brincadeira, eu não podia ter mudado tanto ao ponto de não ser reconhecida. – K, anda logo! – escutei Bianca chamando da porta da casa. Eu andei até ela, e a abracei, apesar do que ela havia me feito no passado eu a amava, afinal, ela é minha irmã.– Cheguei a tempo? – perguntei brincando.– A tempo de arrumar esse cabelo, né? – retrucou ela me arrastando para dentro da casa.– Calma Bi – ela me arrastou direto para o quarto, quando passei pela cozinha só pude sentir o cheiro maravilhoso da comida de Dandara – oi Dandara, isso está cheirando muito bom.Bianca arrumou o meu cabelo, (que ficou melhor do que eu esperava) ela adquiriu prática com o passar dos anos, ela o modelou com tanta facilidade que até cheguei a ter inveja. Ela me maquiou, uma coisa com que protestei, eu gostava da minha pele do jeito que ela estava.– As pessoas já devem estar começando a chegar, vem. – novamente fui arrastada pela casa como uma bonequinha de pano.– Você está linda Ka – disse Dandara sorrindo amorosamente.– São seus olhos. – disse a abraçando.– Não, realmente você está linda, cunhadinha. – eu não havia notado a presença dele ali até ele dizer isso, fui até ele e o abracei – Senti sua falta, os treinos não são os mesmos sem você.– Eu sei. – eu respondi brincalhona, ele me soltou no momento em que a campainha tocou – Deixa que eu atendo Dandara.– Nossa, que garota má. – Duca murmurou.– Você precisa de uma garota má para te surpreender – eu disse sorrindo em tom de deboche me virando em direção da porta quando a abri pensei alto de mais – que bela definição de alguns que Bianca me deu.– Oi Karina. – disse Jade acompanhada de João, não respondi, apenas entrei e me sentei-me à mesa emburrada, não gosto dela, quando eu namorava com o Pedro ela tirou uma foto minha de calcinha e sutiã no vestiário e mandou para todos. Eu fiquei observando os dois, estava rolando um climinha meio climão, eu só percebi isso depois que vi Jade beijando João, e para ser bem sincera, eu não gostei nada disso, Jade não era uma boa pessoa e nem iria mudar.– Tá olhando os dois né? – cochichou Bianca – no começo eu também estranhei, mais ela realmente gosta dele e ela só tem ele e o Ed agora que a mãe dela morreu.– Lucrécia morreu? – eu perguntei espantada e Bianca assentiu, apesar de não gostar da bailarina senti pena dela, eu sei como é não ter mãe – Eu vi ela no QG, achei que ela estivesse com o Cobra.– O Cobra não trabalha mais no QG, agora ele é o dono, e ele e Jade terminaram um pouco depois que você foi embora, o Cobra terminou porque queria realizar um sonho, ele ganhou varias competições pela Khan e hoje em dia ele voltou para academia do papai, e ganhou o k1. E Jade acabou conhecendo João no QG, Cobra e João são melhores amigos, mais não admitem. – Bianca sussurrava informações para mim, até que eu fui ajudar Dandara na cozinha.
Muitos alunos do meu pai chegaram, entre eles Cobra, eu não fazia ideia de que ele agora era da academia do meu pai até Bianca ter me dito, mais ele tinha subido no meu conceito por isso.Dandara me chamou para ajudar a servir a mesa, todos estavam sentados juntos e estavam conversando, com os rostos acesos, por qualquer que fosse o assunto. Quando entramos, o barulho alto das conversas parou imediatamente, como se alguém tivesse desligado um interruptor. Todos os olhos se voltaram para mim.Eu devolvi o olhar dos meus ex-colegas de academia com um sorriso, tentando ver se algo mudara entre eles. Não. Nada parecia ter mudado entre eles, as mesmas pessoas, sempre fiéis ao seu mestre. Jade mantinha o ar afetado de sempre, piranhazinha, ao lado dela estava uma menina muito bonita, que sorriu para mim quando eu a olhei. Mais para o lado, Pedro, observava de olhos arregalados, tão bobo quanto antes. E na outra ponta da mesa estavam Cobra e Duca, pelo jeito hoje em dias eles se davam bem, melhor que antes, eu espero. Nossa caminhada, graças a Deus, chegou ao fim, coloquei o que Dandara me deu no lugar em que ela mandou e me encaminhei para o lugar reservado para mim, ao lado de Cobra. Me sentei, e não olhei para o lado, as conversas voltaram, escutei a garota ao lado de Jade perguntar quem eu era. – Então Karina, está gostando de dividir apartamento comigo? – sussurrou Cobra em tom de provocação, mais se ele achou que eu iria deixar essa provocação barata.– Melhor seria se nós dividíssemos a cama. – eu ri com a cara dele, ele ficou vermelho tomate, será que ele achou que eu estava falando sério? Ele não falou mais nada, então decidi observar quem mais estava ali, Wallace, Ruiva, Zé, Marcão e mais alguns que eu ainda não conhecia mais Zé estava um gato, daqueles que você para no meio da rua para olhar e acaba sendo atropelada. – Limpa a baba. – disse Cobra percebendo que eu estava olhando para Zé, fiquei sem graça, mais decidi responder.– Boa fala, devia ter dito isso hoje mais cedo, você babou bastante. – eu fui cruel, eu sei mais ele realmente mereceu o que eu disse, ele não era nenhum santo para me dizer aquilo. Ele ia me responder mais meu pai bateu três palmas, chamando a atenção de todos para ele.– Eu queria agradecer a presença dos meu lutadores aqui – ele sorriu erguendo a taça – e gostaria de propor um brinde pela volta de minha linda filha, Karina!Todos brindaram e comeram bastante, Dandara tinha feito panquecas de frango com molho branco, eu estava com saudades das panquecas de Dandara, e do arroz também, ela cozinha maravilhosamente bem. As pessoas se fartaram, então veio à sobremesa, strogonoff de morangos, é um creme de chocolate com morango, eu realmente adorava Dandara, ela fez minhas comidas prediletas. – Mestre – chamou Duca, Gael o olhou e assentiu como se desse permissão para que ele falasse – o que o senhor acha de nós nos reunirmos neste natal e fizermos um inimigo secreto?– É, pai. Isso é uma ótima ideia, pai. – se intrometeu Bianca, Gael estudou a garota como se quisesse notar segundas intenções na ideia. – Está bem – todos ficaram felizes e começaram a conversar animadamente – mas, temos regras, NÃO QUERO PRESENTES QUE SEJAM BONS, isso é um inimigo secreto e não um amigo, então quem faz o sorteio? – Eu. – se habilitou Bianca. Bianca escreveu todos os nomes na folha recortou com uma paciência, eu já teria jogado todos aqueles papeis no ar se fosse ela. Cobra estava ao meu lado tentando me irritar mais eu já tinha me acostumado e o ignorava. Fui para sala quando Cobra e Duca começaram a conversar animadamente, era minha oportunidade de me livrar dele. Não percebi que estava sendo seguida.– Esquentadinha? – Oi Pedro.– Eu queria te pedir desculpas, pelas coisas que aconteceram uns anos atrás – ele disse coçando a cabeça num gesto nervoso. Eu sorri, ele mal imagina o bem que me fez.– Não precisa se desculpar, eu já te perdoei faz um tempo, na verdade aquilo tudo me ajudou a definir quem eu sou hoje. – eu respondi, ele abriu os braços e perguntou:– Posso? – abracei-o, ele ia ser um bom amigo, depois de me soltar ele sorriu – Obrigado.– Eu paro de falar com você durante dois minutos e você já corre para os braços de outro? – disse Cobra tentando me irritar, ele finalmente notou que eu havia escapado. Eu apenas ri.– Você me trocou pelo Duca – eu disse irônica, decidi jogar o jogo dele – estou até pensando que você trocou de lado.– Será mesmo? – Ele me puxou pela cintura, fiquei muito perto dele, eu podia sentir sua respiração na minha boca e foi como se o mundo parasse de girar, só existíamos nós. Eu e Cobra. Até eu escutar um pigarro. Pedro às vezes pode ser inconveniente.– Desculpe mais Bianca esta nos chamando para o sorteio. – ele disse levantando os braços como quem se rende.Todos já tinham sorteado menos nós três. Eu fui à primeira, e adivinha? Jade. Não gostei muito de inicio, mais me lembrei de que era inimigo secreto e não amigo. Então fiquei super feliz.– Pai eu já vou indo, amanhã vou acordar cedo, quero procurar emprego. E obrigado pelo jantar Dandara. – eu disse tchau a todos, e estava saindo. – Me espera Ka, já vou também galera.– E quem disse que eu quero que você vá comigo? – provoquei.– Se não quisesse não estaríamos morando juntos. – Retrucou ele. Fiquei sem ter o que responder todos me olharam chocados por eu estar morando junto com ele.– Só estou dividindo apartamento, não é nada demais! – eu disse olhando para meu pai que não estava com a cara muito boa. Resolvi sair e parar de falar, aquilo só estava me complicando cada vez mais. Segui irritada para casa, Cobra é um idiota, cheguei ao elevador e só ai notei a presença dele, ignorei.– Você fica linda irritada. – ele brincou.– E você vai ficar lindo de olho roxo. – eu respondi a altura. O elevador parou, estávamos na porta do apartamento, eu estava indo pelo corredor quando cheguei à porta do meu quarto senti que duas mãos estavam na minha cintura. Me virei para ele.– Será que eu não ganho nem um beijo de boa noite? – ele estava sendo irônico, eu sabia mais decidi brincar também, me aproximei e quando faltavam milímetros para chegar à boca, desviei o percurso e me afastei. – Não. – e entrei, deixando um Cobra paralisado atrás da porta.
Notas finais
Enfim, não vou postar em outra fic, prometooooo! HAHAHAHHAHA amo vocês, beijooooooo :*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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