Mundo dos répteis - Cobrina
1 Adeus
Notas iniciais
Eu estava tomando meu café da manhã quando meu pai chegou trazendo um embrulho de tamanho médio nas mãos.
- Me dá o meu presente — eu disse pulando em cima de meu pai. Meu pai se debateu muito até conseguir me tirar de cima dele.
- Calma Karina, esse presente não é seu — ele disse olhando para mim, eu fiz bico esperando pelo meu presente — esse é o vaso novo do meu bonsai, que o seu namoradinho quebrou. Esse aqui é seu, e a propósito, parabéns garotinha. — ele me entregou outro embrulho, estava em um papel de presente laranja néon, abri com cuidado tentando não rasgar a embalagem. Era perfeito!
- Obrigado pai! Eu queria essas luvas a um tempão, são lindas. Obrigado mesmo.
- Ganhou luvas novas para me dar porradas, esquentadinha?
- Não bate mais na porta?
- Foi mal mestre. — disse Pedro vindo em minha direção e me dando muitos beijinhos — parabéns minha esquentadinha linda, muito eu pra você. — disse Pedro me dando muitos beijos.
- Obrigado Pê — Pedro é meio exibido, eu sou tímida, não gosto quando ele começa com essas de me agarrar em público, é constrangedor, ainda mais na frente do meu pai — vou tomar banho, me espera?
- Por você eu espero o tempo que for. — ele disse brincalhão.
Fui em direção do banheiro, escutei meu pai saindo para ir na academia, entrei no banheiro e notei que havia acabado o shampoo, eu falo pra Bianca que ela tem que cortar esse cabelo, ela gasta todo o shampoo do mundo com um cabelo tão grande. Abri a porta o mais disxretamente que pude, não queria que o Pê me visse assim, de toalha, fui até o quarto ver se tinha shampoo, só um da Bianca, mais vai esse mesmo, ela usa o meu, tomei banho o mais rápido que pude e me vesti, fui em direção a sala mais parei.
— Achei que não ia durar tanto tempo sabe, mais eu realmente amo a K. — era a voz de Pedro.
— Ainda mais do jeito que começou não é mesmo Bianca. — João estava ai também e o Du. Escutei um barulho de tapas.
— Ai, não bate em mim, não tenho culpa se a sua namorada pagou para o Pedro namorar com a Karina, se vocês querem saber, eu acho isso muito errado e tenho uma vontade imensa de falar para ela, e acho que é isso que vou..
— Vai me contar João? Agora não precisa mais, EU JÁ ESCUTEI! — eu disse olhando para cara de assustada de Bianca — Quanto? — ela perguntou olhando nos olhos de Bianca.
- Do-dois mil. — Bianca gaguejando ja nervosa.
— Como você pode? Você é a minha irmã. — vendo que Bianca não iria responder se virou para Pedro — Sai da minha casa Pedro.
- Mais minha Esquentadinha, eu te amo.
- E eu não te perguntei, sai agora. — ele veio andando em minha direção, hesitante, eu ia rasgar a cabeça dele, há se ia, mas a imagem do meu pai dizendo "Força e Honra" me impediram de fazer isso — se você não sai, saio eu.
Eu sai correndo o mais rápido que pude quando vi que ele não ia sair mesmo, eu precisava lutar até que esbarrei em alguém que eu iria xingar.
- Que isso novinha. — disse ninguém mais ninguém do que o Cobra — K? O que houve?
- Nada, eu só quero lutar, por favor Cobra.
- Pra eu te machucar de novo Karina? Você é meio doidinha mesmo, já fizemos isso uma vez, lembra? E eu sou da Khan, por quê não luta com o Duquinha?
- Você não vai me machucar, sim, eu lembro, foi a única coisa que me ajudou quando eu estava mal, eu só melhoro quando luto, e eu não quero falar com o Duca, pelo menos não nessa vida. — eu voltei a chorar lembrando do que o Pedro me fez.
- K, vem cá. — disse Cobra me puxando em direção ao QG, ele me colocou em uma cadeira e cuidou de mim, trouxe água com açúcar e me fez cafuné, até que eu parei de chorar. — Ei? Tá melhor? O que houve? — disse ele passando a mão no meu cabelo de um jeito até meio paternal.
- Tô sim cara, valeu, não aconteceu nada. — eu o abracei, o que foi estranho, no começo ele ficou meio duro e sem jeito, mais depois correspondeu, então ele se afastou um pouco e olhou bem no fundo dos meus olhos, ele estava muito perto agora.. Então eu comecei a vibrar, ou melhor, meu celular começou a vibrar e ele se afastou abruptamente por causa disso, fiquei vermelha como um tomate, então chequei e era apenas uma mensagem, mais o que eu li foi realmente uma surpresa.
"PUCPR: KARINA, parabéns pela aprovação no Vestibular PUCPR. Confirme sua matrícula até 27/12..."
- Cobra eu passei!! — eu disse pulando de alegria.
- Você vai mesmo? — Cobra me olhou sério, ele ainda constrangido com a minha aproximação.
- Eu sempre quis fazer faculdade, e agora tenho 18, mestre Gael não pode me impedir, e assim me livro da Bianca, do Pedro e mais alguns, pode ser a última vez que você me vê por aqui esse ano Cobrinha.
- O que o mané te fez Karina? Eu vou acabar com a raça dele.
- Nada que importe muito, não agora, posso ficar aqui hoje? — eu o olhar que ele me lançou e corei mais ainda percebendo que o que eu tinha dito tinha duplo sentido, fiquei mais envergonhada ainda quando percebi — Para dormir, apenas. Eu não quero ir para casa, não quero ver a Bianca, nem o Duca e muito menos o Pedro, e eu tenho certeza que vão todos estar lá me esperando para me bombardear com desculpas e mais desculpas.
- Claro, desde que o Gael não me mate amanhã. — disse o garoto com um sorriso malicioso. Uma coisa que eu gosto no Cobra é que ele me entende, e não me faz perguntas idiotas. Eu dormi no quartinho dos fundos do QG, eu na cama e Cobra no chão, lógico, por pior que digam que ele é, eu sei que ele é bom.
Karina contou a Gael que tinha sido aceita e que iria ir, e não adiantava ele esperneiar porque ela agora era maior de 18. Ela confirmou a matricula e foi um dia depois.
- Tchau pai. Eu te amo. — Mestre Gael me olhou triste — tchau Bianca, eu te perdôo por tudo — eu disse a minha irmã — espero realmente que você e o Duca voltem.
- Tchau Cobra — eu o abracei me despedindo dele no aeroporto — vou me lembrar de você sempre.
- Tchau K, boa sorte. — ele disse entregando algo na mão da garota — e quero que saiba que você foi e sempre vai ser minha única amiga. — Karina sorriu e partiu em direção a sua nova vida.
Notas finais
xoxo,
Lu Malfoy
#cobrina4ever ♥
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