Mundo Submerso

9 Através do Espelho


Notas iniciais
"E o ar estava cheio De varias Tempestades e Santos Rezando pela Rua À medida que os bancos começaram a quebrar E eu estou no meio Deles, Em algu lugar no ventre da Besta." — Vairous Stroms e Saints, Florence And Machine ** Gente desculpem o atraso, semana de prova e problemas.

Petter

Quando saio do espelho tudo parece normal, não me lembro de nada e do lado de fora parece que nada mudou, exceto o repouso de Amy, este está aberto, sigo até o mesmo e ela não está lá. Olho em volta e a vejo na beirada da Montanha.

-Majestade. – cumprimento, ela vira o rosto, é perfeita, seu cabelo é branco e a raiz do mesmo preta, ela se levanta e vai até mim com os pés descalços

— Por favor, me chame de Amélia. – fala

— Como acordou Maje.. Amélia. – esse era seu nome verdadeiro, não Amy como todos a chamavam, seu rosto se encheu de pavor e medo, olho para trás e Duncan está lá segurando uma espada.

— Duncan? – pergunto surpreso

— Saia daí Pit, ela é um monstro. Igual a irmã. – afirma

— O que? Não. – digo, ele avança e tenta ataca-lá mas eu a defendo com minha espada. – O que está fazendo?

— Matando-a! – ele desvia e faz um corte em meu braço o qual segurava a espada, o mesmo vai até Amélia que corre para o penhasco. Levanto-me e seguro a espada com o braço bom e vou atrás dele, ele se vira e me ataca, porém, defendo, ele levanta sua espada e bate o cabo em meu rosto, sangue desce pelos meus olhos, empurro-o mas nada adianta, ele me ataca novamente, desta vez um corte no meu abdômen, sinto a lâmina perfurar a minha pele, dor e surpresa invadem meu corpo, ferrugem, esse é o sabor de minha boca. Ele tira a espada de minha barriga e se volta para Amy, ela tenta se defender, porém, Duncan a corta, junto toda a minha força para tentar salvá-la, levanto com dificuldade e vou em sua direção, ele se vira e tenta me atacar, eu desvio e levo minha espada em seu peito. Caído e molhado de seu próprio sangue, como pude fazer isso? Como ele pode fazer isso?

— Salve-o! – grito a Amélia, mas ela não faz nada. – Me Desculpe – choro ao seu lado, seu olhar esta fixo ao meu.

— Deixe-o! — afirma A Rainha. – Ele não importa.

— Ele o que? – pergunto olhando-a com ódio. Ela mexe a mão direita fazendo Duncan se transforma em fumaça e meus ferimentos sumirem ou cicatrizarem. – O.. O que? O que você fez?

— Ele não está morto Petter e nunca esteve aqui. – explica

— Aqui? – não entendo de início. – Estamos no Espelho. – ela concorda com a cabeça.

— Sei que é duro, porém, é necessário.

— Necessário? Acha necessário matar aqueles que amo por você? – indago.

— Não. Acho necessário que você saiba o que terá de enfrentar por aquilo que acredita.

— E o que mais terei de enfrentar?

— Isso é você que irá me dizer, eu sou apenas sua guia.

Dandara

Estou novamente na ponte que leva a Fortaleza, um brilho próximo aos meus pés me chama a atenção é uma espada com cabo idêntico a um galho de roseira surge, pego-a e vou em direção ao meu pior pesadelo.

O cheiro de morte ainda permanece, procuro por algo quando escuto um barulho, aponto a espada ao virar-me e então que a vejo, a minha frente, a Rainha do Baralho.

— Esther? – pergunto

— Eu ficaria muito agradecida se pudesse abaixar a arma.

— Me desculpe. – digo e abaixo a espada. – Por que estamos aqui?

— Por ela! – afirma balançando a mão direita e fazendo com que um espelho mostrasse seu próprio reflexo, porém, na época em que era a Rainha vermelha. – Venha. – fomos andando até próximo do espelho – Dandara, eu paguei um preço muito caro pelo que fiz e devido a isso, matei muitas pessoas, sua maior parte inocente. Não cometa o mesmo erro que o meu. Saiba até onde pode ir. Quando o escudo que protege o País for quebrado, você terá que cuidar de muitas coisas, dentre elas, terá que cuidar de mim.

— Como? — Esther colocou as mãos no espelho que ficou completamente branco, de dentro do mesmo ela puxou um rosa, sua pétalas eram negras do lado de fora e vermelhas no lado de dentro.

— Está sou eu, e todo o meu poder. – você deverá protegê-lo de tudo e todos

— Eu irei. – a rosa flutuava por entre nossas mãos.

— Um Solstício de Inverno está chegando, prepare-se, tudo que conhece irá mudar, uma guerra está por vir, lembre-se de tudo o que te falei.

— Um Solstício? Impossível, nós... – não acredito no que ela pode estar insinuando – Quem teria poder suficiente para quebrar o escudo? – indago, porém, quando olho para trás Esther já não esta mais lá.

Subo novamente para a entrada da Fortaleza, porém, não saio lá, estou no topo do castelo de Copas, é horrível. A Barreira está em chamas, a corpos no campo, a floresta está queimando, a um exército lá embaixo vindo em direção ao castelo. Sinto um respirar ao meu lado, viro-me e lá está ela, A Rainha Vermelha, ela grita me fazendo assustar e correr. É tudo tão horrível, a pessoas assustadas, chorando e sangrando pela escada do castelo, uma delas segura meu tornozelo me fazendo cair, dor invade meu corpo quando chego ao fim, sangue escorre pela minha boca mas não paro, ela esta bem atrás de mim, continuo correndo, a porta da frente do castelo está quebrada, saio por ela e corro ainda mais rápido, as rosas estão lá e é por elas que vou, meu vestido rasga e minha pela corta, A Amaldiçoada aparece na frente do castelo e com um movimento faz com que as rosas me segurem, pavor, fim, morte é o passa por todo meu corpo, espinhos cortam toda a minha perna estou a desistir quando vejo uma grande poça d'água próxima a mim, me rastejo ate ela mergulho o rosto no liquido raso e vejo uma parte da Floresta Negra... era um espelho.

Pit

— Agora que concluiu o desafio eu serei bem clara quanto ao preço. – falou Amélia

— Diga.

— Quando sair do espelho, você também terá lembranças, características e modos de seu irmão. Você não será nem ele, nem você. Será alguém completamente novo, com lembranças antigas. Você esquecerá algumas coisas e este será seu preço.

— Se terei lembranças de meu irmão então que dizer que ele está morto? – pergunto

— Há vinte e cinco anos Carlos veio até mim e renegou seus poderes em troca de uma passagem para o outro mundo. O preço foi pago, desde aquele dia não tenho conhecimento sobre o mesmo. Não posso te dizer se eles está ou não vivo, me desculpe. – explica ela

— Tudo bem. – respondo. – Eu entendo o preço, quando eu atravessar tanto Petter quando Carlos não existiram mais. – digo olhando meu reflexo através do espelho.

— Sim. Precisará de um nome, diga-me qual é? Diga-me para quem estou olhando. – pergunta

— Você está olhando para – olho pela última vez meu reflexo, lembro-me pela última vez de tudo, “Petter não morreu” tento lembrar dessa frase quando digo – Carter! – e só então atravesso o Espelho.

Dan

Forço-me para sair o mais rápido da poça, do outro lado, na Floresta, eu não estou num lado que nunca havia visto antes, a brasa no chão em minha frente e nela repousa um ovo de dragão vermelho, procuro pela mãe, mas não a acho, o que vejo é bem diferente, uma enorme cobra de fogo flutuante, é ela, a protetora da floresta, Boitatá. — A lenda diz que ela é um dragão que foi amaldiçoado pelo próprio dono e transformada em uma Naja, depois de muito tempo rastejando ela entrou na Floresta, Esther a fez forte e devolvê-a o dom do fogo e em troca Boitatá prometeu proteger a Floresta para sempre.— Não era um ovo de Dragão, era um ovo da grande Boitatá, a Naja de Fogo, a mesma não me atacou, ela apontou para o ovo e eu tentei pega-lá mas ela sibilou, recuei e foi quando percebi que ela queria que eu viesse buscá-lo quando saísse do espelho. Sigo ela pela floresta ate um campo, ao longe vejo o espelho, eu sigo até o mesmo, olho para trás, para a cobra de fogo e o atravesso.

Notas finais
#FORATEMERGOLPISTA