Mundo Descolorido
11 Capítulo 10
Notas iniciais

Domingo [08:17]
Acordei-me com barulho vindo do andar térreo, como ontem. Mas eu já sabia o que era, era minha família. Quase todos os domingos minha família vinha para minha casa almoçar.
Tomei um banho e fui para o andar térreo.
Lá estavam minhas tias com os meus tios, e meus primos, Kevin e Nicholas.
Kevin tem 18 anos, um ano mais velho que eu. Nicholas tem 15.
Eles são irmãos, os dois tem olhos castanhos claros, como os meus. São altos, mais altos que eu, e tem os cabelos pretos.
– Oi pessoas. – Falei.
– Eae, Lucy! – Disse meu primo Kevin.
– Bom dia, Lucy. – Disse Nicholas com o videogame na mão.
– Por quanto tempo vai ficar, mamãe? – Disse minha tia, Katherine.
– Vamos embora amanhã, querida. – Disse a minha avó.
– Mas já? – Disse meu tio, Nick.
– Nós só viemos fazer uma visita, não vamos morar aqui... – Disse meu avô.
[12:12]
Estava no meu quarto com meu primo, Nicholas, jogando videogame quando minha tia, Elizabeth, entrou no meu quarto:
– Vamos almoçar crianças! – Disse minha tia.
– Não somos crianças. – Disse Nicholas.
– Você vem ou não? – Perguntou minha tia.
Fomos almoçar.
Almoço em família é assim, tem sempre aquelas tias chatas que ficam dando bronca toda hora, tem aquele que só vem pra comer, tem o primo viciado em videogames, tem também aquela pessoa na família que sabe cozinhar bem, e não podia faltar, claro, as comidas. É tanta comida que as vezes eu nem sei por onde começo.
Depois do almoço, fui dar uma volta com Kevin.
Kevin pretende se formar em medicina, e atualmente está solteiro.
Eu sinceramente ainda não sei em que vou me formar, talvez em medicina veterinária, ou biologia...
– Você tá namorando ou ainda tá solteira? – Perguntou Kevin.
– Solteira não, mas namorando também não... – Falei. Rimos.
– Então você tá ficando com alguém? – Perguntou Kevin.
– Sim. Ele se chama Matt. – Falei.
– Matt? Um garoto de olhos azuis, alto? – Perguntou Kevin olhando para mim.
– Sim, conhece ele? – Perguntei.
– Sim! Conheço ele faz um tempinho quando eu estudava em minha antiga escola, ele estudava lá também. As meninas corriam atrás dele, mas ai as pessoas foram deixando ele de lado porque ele começou a curtir Rock e o pessoal tinha um certo preconceito com pessoas que curtem Rock, então ele acabou ficando sozinho. Não completamente sozinho porque ele tinha os amigos pra conversar... – Disse Kevin.
– Não sabia disso... – Falei.
– Mas sabe, as meninas que corriam atrás dele eram daquelas que ficavam com todo mundo, desde que fosse bonito... Só por questão de “status”. – Falou Kevin.
– Odeio esse tipo de garota. – Eu disse.
– Mas e você, não está namorando ninguém? – Perguntei.
– Atualmente não, nem ficando... Da última vez que namorei a menina era muito idiota, ela ficava me fazendo ciúmes de proposito, ficava se abraçando com outros caras... Mas sabe, vou focar no meu estudo, se aparecer alguém, eu tento fazer com que der certo...
Voltamos para casa e eu fui assistir com minha tia, Elizabeth.
[17:06]
– Já vamos indo... – Disse minha tia, Katherine.
– Fiquem mais um pouco. – Disse
– Não, já já da 18:00 horas e nós ainda estamos aqui, amanhã é dia de trabalho. – Disse tia Elizabeth.
Nos despedimos e eu fui para meu quarto escutar música.
Depois fiquei trocando mensagens com Matt:
“Oi lindo.” “Oi linda.” “Eu te amo s2” “Eu também te amo, meu amor s2” “Ainda tá de castigo amor?” “Tô sim, amor.” “Tô com saudades.” “Eu também...” “Como foi seu dia?” “Bem, mas poderia ter sido melhor... E o seu?” “Bem também...”
Nós estávamos falando sobre coisas diversas, sobre o nosso futuro, enfim... Uma casa, dois filhos, um emprego bom e que eu ganhe bem, e um pula-pula no quintal, haha...
Parece que acontece alguma coisa no seu cérebro que você fica todo(a) bobo(a) quando está apaixonado... Sabe, quando você fica chamando seu amado(a) por apelidos afetivos, fica chamando ele(a) de “Amor”, quando você fica pensando nele toda hora, enfim... Essas coisas idiotas que todo apaixonado faz. Nunca pensei que fosse fazer todas essas idiotices, e falar todas essas coisas bobas. É tudo tão estranho pra mim, mas eu acabo me acostumando.
Confesso que é até engraçado...
Engraçado, mas fofo... Nunca pensei que fosse dizer essa palavra, “Fofo”.
Matt me pediu para que eu enviasse uma foto minha para ele, pra colocar como papel de parede do seu celular, mas eu achei melhor que quando fossemos nos encontrar, para tirarmos juntos...
Depois de um tempo conversando com Matt, fiquei com sono e resolvi ir dormir. Me despedi de Matt, depois escovei os dentes e fui para a cama.
Mal deitei e já fui dormindo, estava cansada, amanhã ainda tinha que falar com Matt sobre o que meu irmão me falou de apresentar ele a família, no próximo domingo seria um dia bom dia para que ele se apresentasse, afinal, minha família viria almoçar aqui de novo... Talvez ele fique com mais vergonha do que eu esteja pensando... Mas ele não vai morrer só porque vai conhecer a minha família, quer dizer, eu acho que não, hahaha...
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