Mundo De Sombras :: O Amor De Um Vampiro
3 Capítulo 3 - Um vampiro, com certeza!
– Temos que investigar isso. Com certeza isso não é o trabalho de um psicopata!
– Essa historia de vampiro é uma idiotice, Naruto! Isso simplesmente não tem cabimento. – disse a rosada já impaciente com o loiro cabeça-dura.
– Então vamos fazer um teste.
– Tudo bem, Kiba-kun. Mas que teste seria esse? – perguntou Hinata.
– Nós vamos até a cova de Shion, se ela foi mesmo mordida pelo vampiro ela deve estar viva lá dentro.
– Deixa de idiotice garoto! – disse Ino com os nervos à flor da pele. – Você é louco ou o que? Acha mesmo que vamos violar o tumulo da Shion?
– Mesmo se vocês não forem, nós iremos. – disse Naruto decidido. E todos sabiam que quando o Uzumaki estava assim, nada podia para-lo.
– Tudo bem! – disse Sasuke. – Nós todos vamos.
– Sasuke-Kun, mas... – Sakura tentou cortar Sasuke, mas ele não permitiu.
– É melhor todos nós irmos juntos. Assim ninguém vai ficar protestando contra se o caso do vampiro for verdadeiro, e caso contrario, ninguém vai continuar com essa historia de vampiro se ela for falsa.
– Tudo bem. Vai ser melhor assim.
Hinata concordou – não pela ideia de Sasuke, que era boa, mas sim por que ela também queria dar um fim naquela historia. Mas e se o vampiro existisse? Como eles iriam acabar com aquilo? E se ela ou suas amigas fossem as próximas da lista?
Hinata temia a todos esses pensamentos, mas não queria parecer abalada assim como Sakura, que até agora lutava contra a hipótese do vampiro, não por que era incrédula a isso, mas sim por que no fundo ela temia que aquele vampiro fosse real.
– Então nós iremos hoje, às 16hs, Ok? – perguntou Naruto. E logo todos afirmaram positivamente com a cabeça.
Todos foram para suas casas, pois no momento em que estavam conversando, eles estavam voltando para casa.
Naruto e Kiba estavam excitados com a investigação. Sasuke estava meio ansioso, mas também sentia um pouco de medo. Pois o garoto sempre temeu a coisas sobrenaturais, em que ele sabia que não estava a altura para rebater cara a cara. Sakura e Hinata estavam com medo, mas queria acabar logo com aquela história. Com Ino a coisa era diferente, a loira tinha certeza de que aquela historia de vampiro era apenas uma lenda que agora Naruto e Kiba tentavam por no mundo real.
“Bobagem, eles não passam de dois lunáticos!”, pensou a Yamanaka.
Já eram 16hs. Todos já estavam nos fundos do cemitério, todos menos Kiba, que estava atrasado.
Depois de esperarem pelo amigo por mais 10min, ele finalmente chegou.
– Desculpa galera. É que eu tive alguns probleminhas pra resolver antes de vir.
– Que tipo de problemas eram esses para você se atrasar para o nosso encontro? – perguntou Naruto irritado.
– Isso não é da sua conta, Uzumaki. – Kiba respondeu ignorante.
– Então vamos logo. Deixem pra brigarem depois, tudo bem pombinhos? – disse Sasuke brincando com os garotos, mas na verdade estava mesmo tentando evitar perder tempo ali.
– Ah, vamos logo, ainda precisamos dar a volta... – disse Ino começando a andar.
– Você é louca? – perguntou Kiba segurando o pulso da loira. – Esse cemitério tem horários restritos para entrar, e numa hora dessas eles já devem estar é retirando as pessoas e não autorizando a entrada.
– Mas então como nós vamos entrar? – perguntou a rosada.
– Pulando o muro.
– O que? – perguntou (lê-se: reclamou) Ino. Todos já estavam prevendo, a loira estava prestes a fazer um escândalo. – Mas eu estou de saia, e...
– Sakura também está de saia, e nem por isso ela está reclamando.
– Mas...
– Chega, parem vocês dois! – disse Naruto. – Vocês estão brigando por qualquer coisa, affs! O vampiro está contaminando a mente de vocês fazendo com que a gente entre em desunião, tô certo!
– Tudo bem Naruto. Chega de teorias, vamos logo para a parte pratica! – disse Sakura tentando acelerar mais as coisas.
Kiba pulou o muro primeiro, depois Sasuke subiu em cima do muro e ajudou Hinata (a única que estava de short). A Hyuuga saltou para dentro do cemitério com a ajuda de Kiba. Depois Naruto subiu, e ficou com Sasuke para ajudar as duas garotas que ficaram. E logo todos estavam dentro do cemitério.
Sasuke tomou a liderança, pois ele foi o único a ir ao enterro de Shion, portanto ele era o único que sabia onde ela foi enterrada.
Era um local mais reservado do cemitério, melhor dizendo, um lugar reservado exclusivamente para a família da garota. A família de Shion era uma das mais ricas de Konoha, então eles faziam questão de ter seus privilégios expostos.
O local parecia uma cabana, só que de luxo, claro. Havia uma porta bem pesada de mármore, o ‘lugar’ era toda revestido em cerâmicas brancas e nas bordas da porta haviam algumas partes em ouro. Naquele momento todos estavam mais preocupados com suas duvidas pessoas sobra a família do que com Shion, mas logo todos voltaram a sanidade.
– Gente, acho que nós deveríamos voltar. Isso não é certo, violar túmulos não é legal, e se pegarem a gente aqui nós podemos ir parar na cadeia.
– Ino. Vira essa boca pra lá. – Kiba falou. – Se você continuar a falar isso, você vai acabar atraindo coisas ruins!
– Kiba para de enrolar e vem aqui ajudar a gente! – disse Naruto se estrebuchando enquanto tentava afastar a porta junto com Sasuke.
Kiba aproximou-se dos dois, e os três começaram a empurrar a porta para o lado, que correspondia lentamente.
Depois de um tempo eles enfim conseguiram abrir a porta, todos entraram. Kiba ligou uma lanterna que havia em sua bolsa, pois o local estava escuro. O lugar era grande. Havia uns 12 túmulos ali dentro – provavelmente para toda a família. Todos começaram a procurar pelo tumulo pertencente à Shion.
– Gente, aqui! – disse Hinata em um tom de voz alto, quase gritando, para ter certeza de que todos ouviriam.
O resto da turma se aproximou de onde a Hyuuga estava, confirmando ser mesmo o tumulo de Shion.
– Eu estou com medo! – admitiu Sakura, que antes estava decidida a ir em frente, e agora, encolhia os ombros e descansava as mãos em frente à boca.
– Sakura-Chan, agora não da mais para voltar. – disse Naruto ansioso para abrir o tumulo, mas também tentando convencer à amiga, na verdade, amada, mas isso era um assunto que cabia a apenas ele.
– Vamos abram logo, assim a gente acaba logo com essa historia. – disse Hinata decidida surpreendendo a todos.
A lapide era presa a gesso, os três garotos começaram a raspar com pedaços de ferro quaisquer que haviam achado em meio ao local. Os garotos passaram um tempo raspando, mas enfim conseguiram terminar.
Agora eles tinham que afastar a lapide também de mármore. Na verdade essa era a parte mais difícil. As garotas estavam sentadas em cima de outros túmulos. Sakura estava em outro mundo, Ino impaciente e Hinata curiosa com o que estaria por vir.
– Argh, isso é muito pesado. – disse Naruto com o resto de ar que existia em seus pulmões.
– Deixa de ser mole, só mais um pouco e a lapide cai para o lado com o próprio peso. – disse Sasuke ainda empurrando junto com Kiba.
Naruto voltou a empurrar, e mais um pouco, a lápide caia. Para a sorte dos ‘rebeldes’ ali presentes o som foi abafado, impedindo de que o som ultrapassasse o local.
Naruto pulou para dentro do tumulo afoito, começou a retirar o pouco de terra que cobria o caixão. Quando o loiro avistou o caixão, notou que o mesmo estava levemente aberto, pois um pedaço de cimento seco impedia que o caixão se fechasse completamente.
Ao notar isso, Naruto sentiu uma corrente elétrica correr por sua espinha e borboletas levantarem voo em seu estomago. Uma pequena quantidade de medo começava a martelar na cabeça do garoto.
– Gente, o caixão não esta fechado! – disse o Uzumaki com um nó na garganta.
Todos foram domados por uma pequena mistura de medo e curiosidade. Todos foram se descolando de onde estavam para perto do tumulo onde o loiro Uzumaki estava. Ao se aproximarem, olharam para dentro procurando algo que confirmasse as palavras do loiro.
– Da pra ser mais rápido, Naruto? – disse a loira Yamanka impaciente.
Os presentes ao redor pareciam acordar de um transe feito pela curiosidade no tumulo.
– Abra logo para acabarmos logo com isso, Dobe. – disse Sasuke curioso também sentindo borboletas no estomago.
– Tudo bem, tudo bem...
Naruto pôs os quatro dedos da sua mão direita na pequena brecha da “porta” do caixão, que se encaixava perfeitamente aos seus dedos invasores. O Uzumaki começou a levantar a “porta” do caixão lentamente, certamente o loiro estava muito curioso, porem também estava com muito medo. Mas a sua curiosidade era maior, o que o impulsionava a continuar com aquilo.
Na verdade o loiro não queria estar ali, fazendo aquilo, mas algo em si insistia naquilo, algo em si lhe prendia ao mistério envolto em sua mente.
Em um impulso mais forte do que o necessário o Uzumaki abriu de vez o caixão, e a cena contida ali era a menos desejada possível.
Todos estavam estáticos com a visão. Alguns queriam simplesmente virar o rosto para não aterrorizar a si mesmo com aquela visão, porem seus pescoços não obedecia aos seus comandos silenciosos.
De fato, a loira estava lá. Mas não estava viva, nem descansando em paz.
Shion realmente estava morta, mas seu corpo estava em uma pose que denunciava uma tentativa inútil de defesa, os olhos arregalados com o medo ainda estampado nos olhos arroxeados da garota, a boca aberta como se implorasse por misericórdia, os braços frente ao corpo como se tentasse evitar qualquer golpe – o que aparentemente não funcionou –, e uma estaca de madeira apunhalada em seu peito, onde provavelmente mais abaixo estaria o coração.
Todos continuavam olhando para o corpo de Shion. O local possuía um cheiro muito forte de podridão, mas nenhum se importava com isso, estavam chocados demais para pensarem em qualquer coisa. Até que um grito estridente pôde ser ouvido no local.
– AAAAAAAHHHHHH! – a loira Yamanaka gritou o mais auto possível até que seu fôlego acabasse.
Logo a loira voltou a gritar, dessa vez fazendo com que alguns de seus colegas voltassem ao mundo.
Todos tentavam acordar de vez daquele pesadelo mental em que si prendiam. Foi quando uma voz grave e desconhecida se vez presente nas redondezas do local.
– Tem alguém aí?
Perguntou o possível porteiro. Depois de ouvir a voz do homem, Kiba voltou a si, olhou para todos que se recuperavam do choque, e depois para Naruto que ainda estava dentro do tumulo, estático.
– Temos que sair daqui!
Kiba disse segurando Naruto pelo braço na tentativa de tira-lo dali. O garoto parecia estar pesando 4 toneladas, Kiba segurou o outro braço de Naruto para reforçar a força que ele usava para tirar o Uzumaki dali, não adiantou.
– Sasuke ajuda aqui! – Kiba pediu quase sem ar.
O Uchiha se aproximou rapidamente, ajudou o Inuzuka a tirar o loiro dali, e quando conseguiram, a voz do guarda se fazia presente nas redondezas do local.
– Ei, tem alguém aí?
– Vamos Naruto!
Kiba disse fazendo o loiro voltar à sanidade. Sakura e Hinata estavam na porta do local, Sasuke pegou Ino nos braços, a loira estava estática chorando e com certeza não conseguiria sair dali com as pernas tremulas.
– Miina, essa é a nossa chance, vamos sair logo. – disse Hinata chamando a atenção de todos. – O guarda e o porteiro não estão por perto.
– Vamos logo antes que eles voltem! – disse Sakura complementando as palavras de Hinata.
Naruto e Kiba se aproximaram das duas que se encontravam na porta, olharam para o Uchiha com uma confirmação muda, e Sasuke que era o mais afastado da saída correu para fora com Ino nos braços que ainda chorava compulsivamente. Logo depois Sakura correu sendo seguida por Kiba.
– Hinata-Chan vá à frente, quero garantir que você estará segura.
– Hai.
Então a garota começou a correr e Naruto foi logo em seguida, dando uma pequena olhadela para o tumulo de Shion antes de sair do local.
Todos corriam frenéticos e ainda assustados com a imagem de Shion em mente. O cemitério era grande, estavam tão atordoados que nem sequer sabiam por onde estavam indo, só sabiam que de alguma forma desconhecida encontrariam a saída.
– Ei, vocês aí, parados! – gritou o guarda do cemitério, logo sendo seguido pelo porteiro.
Ao ouvir a voz do guardo todos pararam sem hesitar, talvez se entregar fosse a melhor coisa a se fazer naquele momento.
Todos se aproximaram lentamente uns dos outros enquanto o guarda ainda se aproximava do pequeno grupo de adolescentes.
“Agora ferrou!”, era isso o que todos pensavam.
Notas finais
Reviews?
Fale com o autor