Mundo Arco-Íris
7 Apegp
Notas iniciais
Nossa sétima história começa com uma garota que tinha um cabelo maravilhoso, ele era grande e totalmente cacheado (Era o cabelo do qual nós chamamos de Encaradorelado).
Mas ela não gostava.
Mas de qualquer forma, ela continuava vivendo, a vida não iria virar de cabeça pra baixo por causa disso. Ou ia?
Foi quando em um belo dia, nossa pequena garotinha peidou... E foi para o BEACH PARK!
Se divertiu tanto que ficou com fome, então foi para um restaurante, e lá achou Vlasg na seção dos pratos, e juntas, comeram (literalmente) todos os pratos. Cheias, resolveram olhar para o céu, ele estava escuro, sinal de que ia chover. Então, aos poucos, começou a cair gotas de chocolate do céu, quando menos perceberam, estava tendo uma tempestade de Panetone.
E a piscina virou gelatina.
Vlasg e a garota, que se chamava Alice resolveram ficar pulando, mas quando uma tragédia ocorreu. Alice ficou tão empolgada pulando, que quando menos percebeu, elas se afundou na gelatina, e ficou por lá. Após alguns minutos tentando sair, ela viu um panetone, e foi até ele e o comeu.
E aconteceu uma magia:
Alice. Panetone. Encaradorelado. Gelatinosa. Pratosa.
Na Apegp, e ela foi andando por todo o Beach Park no estilo ~Divah~ com seu cabelo esvoaçando no ar.
— Ai meu deus, é sério isso?
Eu tinha acordado, me arrumado, engolido a comida, e cheguei na escola, eu precisava contar essa história pra Glória, e parece que ela adorou.
— E como ela é? A Apegp?
— Querida, ela é uma panetone com cabeça de prato, braços e pernas de boneco palito e o cabelo lindo cacheado.
— ENCARADORELADO — Ela falou quase como se fosse brigando comigo — Minha querida, a linguagem dos sonhos nunca mentem, é assim como se deve falar.
Eu ri do jeito que ela ficou movimentando os braços agindo como uma advogada, mas o sinal tocou, tivemos que nos virar pra frente e prestar atenção na aula.
No recreio, ficamos comendo o bolo arco-íris que eu trouxe e ela também:
— Pensou a mesma coisa que eu?
— Parece que sim, Ana... — Então ela olhou pro arco-íris no céu, eu fiz o mesmo
— Ele é lindo — Falamos praticamente juntas, no mesmo momento, olhamos pro rosto uma da outra e começamos a rir.
Mas depois eu olhei novamente para o arco-íris que até hoje não saia do céu, ele era mesmo teimoso, insistia em ficar no mesmo ligar intrigando todo mundo.
Mas não me intrigava mas.
Eu venho tentando me libertar da vida chata que todos nós temos, então foi exatamente o que eu disse (não sei porque):
— É chato ser normal. É chato viver a vida sem acreditar em unicórnios. É chato ser um ser humano.
Glória ficou me olhando com uma cara de que eu perdi a noção do espaço-tempo, mas depois ela continuou:
— É chato viver nesse mundo. É chato a lei da gravidade. É chato ser normal.
E terminou com a frase que eu tinha começado, e sorrimos, mas faltava alguma coisa, eu olhei para o arco-íris e fui seguindo ele com meu olhar até eu me lembrar da árvore:
— GLÓRIA — Eu praticamente gritei, algumas pessoas olharam pra mim, mas eu não fiquei envergonhada, não vou perder meu tempo com isso — Eu preciso te contar uma coisa que eu vi... Teve um dia que eu resolvi seguir o arco-íris e ele tem um fim... Ele não é normal, ele acaba, ou começa, em uma árvore, eu fiquei meio assustada e fiz uma burrada: eu sai correndo, me arrependo até hoje.
Ela deu sua última garfada no seu precioso bolo e assim que engoliu, olhou pro meu rosto e disse em palavras lentas e baixas: Precisamos ir lá.
Eu cheguei em casa e almocei, fiz meus deveres e depois avisei para minha mãe que eu ia sair.
Cheguei no início da floresta como eu tinha combinado com a Glória. Ela chegou um pouco depois de mim:
— Depois você vai ter que me ajudar com o dever de matemática, empaquei na questão cinco. — Eu sorri e fiz sim com a cabeça — Então, agora seguimos o arco-íris?
— Sim, por ali.
Fiz o mesmo caminho, lembro de quando fiz isso pela primeira vez, não fazia a menos ideia do que era aquele arco-íris, não fazia a menor ideia do que era vida. Eu precisava fazer aquilo mais uma vez, mas dessa vez, eu iria amar fazer aquilo.
Chegamos na árvore, me aproximei mais dessa vez e vi que ela tinha um buraco no meio dela:
— Parece um altar — Olhei rapidamente pra Glória — Será que é pra colocar alguma coisa aqui?
Eu ri da ideia, mas até que não é tão ruim.
Ela pegou um pedaço de bolo arco-íris da sua mochila e deixou lá, mas o quê? Ela disse que se ninguém vir pegar, fica para as formigas:
— Não é isso Glória, é que eu ainda me impressiono de ainda ter sobrado bolo, na minha casa já terminaram tudo na sobremesa do almoço.
Ela riu e olhou para cima, a faixa colorida ia até o outro lado, ela simplesmente foi andando pra lá, rapidamente segui ela.
Chegamos.
Em uma árvore que parecia ter sido cortado tinha uma pedra, sim, uma pedra, mas era uma pedra totalmente colorida, Glória pegou e estendeu pro alto:
— Achamos o segredo que o Universo tanto esperava — E pareceu que a pedra até brilhava.

— Mas Glória, calma, não podemos mostrar isso para ninguém, todos vão achar estranho — Me aproximei mais dela e sussurrei — E vão querer roubar ela de nós, e não poderemos descobrir seus segredos.
Ela rapidamente guardou ela em sua mochila, e disse que depois decidiríamos o que fazer com ela.
Voltamos para a árvore onde deixamos o bolo, caminhando lentamente:
— O que você acha que deveríamos fazer com essa pedra?
— Não sei, até decidimos para o que ela serve, devíamos manter ela em segredo, por isso, mantenha guardada bem, ouviu? Sua mochila não é um bom lugar...
— Eu sei Ana, mas onde podemos colocar?
— Me dê ela, eu vou guardar no meu cofre por enquanto, nem meus pais abrem ele.
Ela pegou sua mochila, colocou entre as folhas no chão daquela floresta, pegou aquele artefato colorido e entregou na minha mão. Fiquei olhando para ele, estranho, mas eu achei normal, dentre tudo que eu sonhei até agora, ele era só mais uma peça de um quebra cabeça.
— ANA — Eu olhei rapidamente pra cara da Glória — O PEDAÇO DE BOLO SUMIU!
Fale com o autor