Mulher Maravilha
1 Capítulo 1 O retorno titânico
Notas iniciais
Parte: um
Gateway City, Embaixada de Themyscira pela manhã.
A cidade estava lotada, não era por menos, pois era nela que a Mulher-Maravilha acabara de construir uma Embaixada.
Placas, cartazes e camisas estavam decorados com o símbolo da amazona, além de dezenas de mulheres e crianças vestindo camisetas com a foto da Mulher Maravilha.
Era um dia especial para Gateway City, o sol estava intenso, mas ao mesmo tempo refrescante e o céu claro como nunca sem nenhum resquício de nuvens. Tudo parecia perfeito para a inauguração da Embaixada de Themyscira.
- Olhem gente, é a Mulher-Maravilha!! – gritava um homem apontando para o céu.
Nesse mesmo segundo, milhares de vozes ecoavam gritando e aclamando a princesa amazona que pousava graciosamente como um anjo. Seus cabelos negros mantinham o percurso da corrente de ar, seus olhos azuis expressavam felicidade e seu corpo nunca pareceu tão simétrico e perfeito.
- Bom dia! – dizia calmamente Diana olhando para as milhares de pessoas a sua frente. Ao seu lado direito estava o prefeito da cidade e sua secretária e ao seu lado esquerdo estava uma companheira amazona conhecida como Ártemis.
- O dia não poderia estar melhor, agradeço aos deuses por garantirem um clima tão agradável para um dia tão especial para mim... – toda a população estava calada para ouvir a voz maravilhosa da amazona.
- Há muito que tenho vivido no mundo patriarcado e estou plenamente satisfeita em receber tal recepção e respeito, agradeço a vocês por terem largado seus trabalhos para presenciar minha nova morada, que não deixa de ser um vínculo entre o mundo patriarcado e, o de minhas irmãs, amazonas... Mas não perderei mais tempo, vamos à inauguração. – nesse instante a população vibra, enquanto Diana pegava uma tesoura com o prefeito e caminhava até a faixa vermelha que cercava a porta da Embaixada.
- Eu declaro, hoje, aberta a Embaixada de Themyscira! – Agilmente, Diana cortou a faixa, enquanto ouvia palmas e mais gritos, toda a imprensa filmava tal momento glorioso.
Perto dali...
Uma senhora estava sentada em seu sofá presenciando a inauguração da Embaixada de Themyscira enquanto comia um balde de pipoca.
- Filha, você está perdendo a Mulher-Maravilha – dizia a senhora gritando sem virar seu rosto para trás.
- Já estou indo, mãe – surgira uma garota de apenas dezessete anos, loira e de olhos azuis, carregando consigo dois copos cheios de refrigerante. Rapidamente pula no sofá e entrega um copo a sua mãe.
- Ela é maravilhosa, mãe... — dizia a garota chamada Cassandra Sandsmark, filha de Helena Sandsmark uma arqueóloga.
- Realmente, filha, e possui um carisma inexplicável – dizia tomando um gole do refrigerante.
- Queria um dia encontrar com ela, mãe... – suspirava Cassie.
- Você não quis ir a essa inauguração, moramos bem perto...
- Eu sei, mas eu não gosto de “muvuca”, prefiro ficar em casa vendo pela tv. – ao terminar de falar, mergulha sua mão no balde de pipoca.
- Realmente, parece estar muito lotado, nunca vi tanta gente reunida assim...
- Só podia ser a Mulher-Maravilha...
Enquanto isso, em algum lugar da Grécia...
Uma misteriosa mulher encapuzada andava lentamente pelas ruínas de um templo grego desconhecido, mantinha seu rosto coberto e fugia de qualquer pessoa que surgira por lá.
Ao andar alguns metros, chegara aonde quisera... Um altar montado recentemente esculpido por ouro.
- Está na hora de minha vingança... – dizia à mulher que retirara seu capuz revelando ser Circe, uma deusa feiticeira poderosíssima e rival das amazonas.
A feiticeira de cabelos roxos, trazia consigo uma manta vermelha cor sangue, usando-a para cobrir o altar.
Além da manta, Circe trazia um saco de lama que o despeja sobre a manta.
- Está na hora, amazonas... – dizia em alto e bom som.
Circe começara a movimentar suas mãos, enquanto dizia palavras em latim, parecia estar invocando algo, mas estava moldando o barro despejado. Tomava forma aos poucos, já se identificava ser um corpo de uma mulher de cabelos longos.
Aos poucos o barro se formava, e ao término era visto um corpo similar ao de Diana, a Mulher-Maravilha.
- Agora só falta um toque final... – Circe, em um sorriso sarcástico, trazia na sua mão esquerda uma jarra de ouro fechada.
Ao abrir a jarra, algo invisível aos olhos mortais flutuava até o corpo de barro, nesse instante, o corpo toma a forma de uma mulher humana, era visto seus cabelos longos e negros, pele caucasiana e olhos azuis.
- Seja Bem Vinda guerreira... – Dizia feliz
- O quê? Quem é você? – perguntava a garota nua que se levantava devagar.
- Aqui está à mulher que queriam agora me dêem o que eu quero... – gritava Circe para o céu, que nesse instante se tornava nublado.
- Muito bem, feiticeira, o trato está cumprido... – soava uma voz rouca e estrondosa.
A mulher nua olhava e procurava pelo dono de tal voz.
- Venha comigo mortal... – chamava a voz misteriosa, enquanto um portal se formava a sua frente. A garota confusa, sem saber o que fazer, segue a voz e adentra o portal sumindo das ruínas.
Circe olhava tudo atentamente enquanto esperava seu prêmio.
Em segundos surgira uma caixa pequena dourada lacrada em cima do altar. A deusa feiticeira pega a caixa e sorri se teleportando do local. O céu já tinha tomado a sua cor azul e o altar tinha sumido.
À noite, na Embaixada de Themyscira.
- Diana? Onde está, princesa? – perguntava Ártemis, enquanto procurava a amazona pela casa.
- Estou na sacada, Ártemis!- respondia a princesa.
- O jantar já está pronto...
- Já estou indo... — faz-se uma pausa, enquanto a Mulher-Maravilha olhava para o horizonte.
- Tudo bem, princesa? – preocupada, Ártemis chegava mais perto de Diana, encostando-se a seu ombro.
- Eu não sei, só senti um aperto no coração, parecia que algo foi arrancado de mim... Um pedaço da minha alma...
- Impossível irmã... Deve estar cansada depois do dia de hoje.
- Deve ser mesmo, bom... Vamos ao jantar? – Diana sorria para Ártemis que correspondia com um sorriso também.
Enquanto isso, em outra dimensão.
A misteriosa mulher nua chega a um lugar estranho, o céu era negro e sem vida, o chão frio e duro, além de sentir estranhos calafrios... O local realmente não era agradável.
- Seja Bem Vinda a nossa dimensão, mortal... – dizia uma voz feminina.
- Onde estou?
- Está segura! – respondia enquanto surgia à frente da morena. Era uma mulher alta trajando roupas gregas, possuía cabelos longos e loiros e olhos azuis penetrantes.
- Eu sou Rhéia e estou aqui para cuidar de você.
- Rhéia? Cuidar de mim? Não estou entendendo nada... – Rhéia pegou em sua mão e a levou até um enorme labirinto de templos que formavam um círculo.
- Você foi escolhida para nos libertar... – dizia suavemente Rhéia, enquanto vestia magicamente a garota misteriosa.
- Nós? Quem são?
- Os titãs mitológicos, os Deuses Gigantes!
Nesse momento, fez-se uma paz e mais onze presenças podiam ser sentidas pela garota.
- Fique calma, criança... — Rhéia falava muito calmamente sorrindo.
Não sabendo como, a garota se sentia mais confortável e retribuía o sorriso abraçando a deusa mitológica.
Continua...
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