Muito mais do que os olhos podem ver
3 Crime e castigo
P.O.V. Alec.
Jane disse que está com um mal pressentimento sobre o fato de Caius e Aro quererem roubar o livro da bruxa e os maus pressentimentos de Jane são sempre avisos.
—Mestres, não façam isso. Algo vai dar errado Mestres.
—Bobagem Jane. Que mal há em ler um livro?
—Vocês quem sabem. Mas, eu avisei.
P.O.V. Caius.
Ela me paga. Vou usar o poder dela contra ela.
Entrei no quarto sem problemas, as velas acenderam sozinhas, mas ela ainda estava adormecida o cadeado do livro abriu-se sozinho e ele começou a se auto folear até chegar numa folha específica.
Entretanto, quando recitei o feitiço algo aconteceu e eu vi uma figura conhecida.
—Obrigado querido. Você me libertou, mas alguém tem que tomar meu lugar.
Ela começou a recitar as palavras do livro:
—Caius Volturi, por sua deslealdade e traição agora você irá pagar, pois a sua vida irei... tirar. Sua alma vai vagar sem descanso até que você aprenda a dar sem nada em troca receber. E com essas palavras eu amaldiçoo você!
Ela abriu uma caixa e senti-me ser sugado por ela. E depois vomitado.
Eu estava na sala do trono, mas as coisas estavam todas ao contrário. E eu estava preso. De repente senti alguém atrás de mim e vi aquela figura novamente.
—Olá meu amor. Lembra-se de mim? Eu vou sair agora.
Mary Tudor. Eu a havia enganado, torturado e arrancado seus olhos com um bisturi.
Ela saiu e eu fiquei preso naquele lugar estranho.
—Socorro! Socorro! Alguém me tire daqui!
P.O.V. Heide.
Eu vi uma mulher passar. Ela usava roupas antigas e seus cabelos estavam descabelados, ela foi direto para o quarto da bruxa e atravessou a porta trancada. Era uma alma penada.
Corri até a sala do trono.
—Mestres! Algo saiu errado, tem uma alma penada no quarto da bruxa!
—O que?
—Onde está o mestre Caius?
—Eu não sei.
De repente uma mulher entra pela porta.
—Ora, o que temos aqui? Uma reunião familiar. Que lindo.
—Quem é você?
—Sou Mary Tudor. Mas, todos me conhecem como Maria Sangrenta o fantasma do espelho. O seu irmão me matou, ele quis mexer com o que não conhecia e algo deu errado.
—Alec, vá acordar a bruxa. Agora!
Ele foi.
P.O.V. Jane.
Eu sabia que era um erro. Caius se deu mal.
P.O.V. Alec.
Eu acordei a bruxa Cullen chacoalhando-a.
—Ai, o que foi? Isso é cheiro de vela queimada?
Ela acordou assustada.
—Não. Não. Não! Deixaram ela sair?! Idiotas! Imbecis!
Ela correu tão rápido que eu não consegui acompanhar. Quando cheguei na sala do Trono ela estava possessa.
—Quem foi?! Quem foi que mexeu no meu grimório?!
A Cullen olhou em volta e berrou cheia de raiva:
—Caius!
Trovões, raios e um vendaval terrível vieram parar dentro da sala do trono.
—Ela vai atrás do Malum. Cadê o espelho?
—Ali.
Ela se dirigiu ao espelho, se colocou diante dele e disse:
—Eu ordeno conjuro e comando que se mostre para nós! Eu ordeno conjuro e comando que se mostre para nós!
E em alguns minutos Mestre Caius apareceu no espelho.
—Eu sabia. Faz alguma ideia do mal que você liberou?! Agora, devo me empenhar para desfazer o dano descomunal que você causou. Tragam-me algo de ferro. Ferro puro.
Dei um atiçador de lareira na mão dela.
—Obrigado. Todo mundo pra trás.
Ela maiou aquilo no espelho quebrando-o em milhares de cacos e foi destruindo cada caco um a um até virarem pó. Depois ainda jogou no fogo recitando um feitiço.
Caius saiu da moldura se arrastando e foi puxado pelos cabelos.
—Mexa no meu grimório outra vez e vai desejar nunca ter saído de dentro da vadia da sua mãe. Entendeu?
—Tá.
Ela jogou Caius de cara no chão.
—E o mesmo vale para todos. Mexam no meu grimório e vocês morrem.
Renesmee Cullen saiu da sala soltando fogo pelas ventas.
—Espera.
—Que é?!
—E o fantasma?
—Destruindo o espelho original, cortei sua conexão com o mundo mortal, sua âncora e ela fez a travessia. Agora eu vou dormir.
Daquele dia em diante, não conseguimos mais passar da porta do quarto onde ela estava hospedada e ela dormia com o livro em baixo do travesseiro.
Ela sabia lutar e aprendia muito rápido, muito mais rápido do que qualquer outra pessoa e era completamente imune aos nossos dons psíquicos. Até mesmo ao Dimitre.
P.O.V. Dimitre.
Uma pessoa imune a mim? Tai que essa é nova.
Ela tinha habilidades dos mais variados tipos. Mas, a mais destrutiva de todas veio quando eu cometi o erro de irritá-la.
Era pra ser só uma pegadinha, mas deu tudo errado.
Flashback ON.
Uns membros da guarda e eu vamos fazer uma pegadinha com a bruxa, pegamos ela enquanto dormia e a amarramos numa cadeira amordaçada.
—Acorda!
Ela tentou falar. Estávamos todos encapuzados e ela começou a se apavorar. O medo dela afetou o ambiente, mas quando tiramos os capuzes e dissemos:
—Pegadinha do malandro!
Foi ai que o bicho pegou mesmo. As coisas se desintegraram viraram pó.
Metade do castelo e grande parte dos guardas. Quando os Mestres ficaram sabendo quiseram tirar satisfações.
—Porque fez aquilo?!
—Não foi minha culpa. Foi do Dimitre. Ele me deixou com medo e depois irritada ativando a minha Magia Negra.
—Magia Negra?
—Minha mãe fala que eu sou uma ogiva em forma de adolescente.
Disse a garota orgulhosa e sorridente.
—Se você não tivesse me amarrado e me apavorado, eles ainda estariam vivos. A Magia Negra vem da raiva ou do medo ou da raiva e do medo e como eu sou Balcoin a minha é mais forte do que qualquer outra. Perguntas?
—Balcoin? Como Francis Balcoin?
—É. Ele é meu ancestral pela parte do meu pai e a parte da minha mãe é Petrova. Por isso sou duplicata. Acredite minha família é muito mais poderosa do que vocês possam imaginar. Então, não encham o meu saco.

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