Muito Bem Acompanhada

14 Capítulo Quatorze


Notas iniciais
Boa leitura, leiam as notas finais.

Muito Bem Acompanhada”

CAPÍTULO QUATORZE.

***

No Capítulo Anterior:

Por mais que quisesse, não conseguia achar as palavras certas e as lágrimas já escorriam por seu rosto claro sem nenhuma vergonha, ali diante de Sasuke não tinha mais a “Sakura segura de si, a médica esplêndida, a mulher brincalhona, feliz, decidida e sorridente”, existia ali apenas uma mulher apaixonada encarando intensamente o homem de sua vida questionar se ela realmente o amava.

— Sim. – Respondeu mais baixo do que poderia imaginar, o sorriso de canto começou a surgir aos poucos no rosto bonito de Sasuke, quando deu por si, já era agarrada e beijada pelo moreno, com um sorriso bobo estampado em seu rosto.

O beijo era o mais apaixonado possível, a sua volta várias saúvas de palmas e gritos eram escutados, porém Sasuke e Sakura estavam presos em próprio mundo para prestar atenção nesses detalhes.

***

Os dias estavam passando rápido e seu casamento se aproximando, Ino mal conseguia acreditar que dali cinco dias subiria ao altar e se tornaria esposa de Gaara.

Naquela manhã estava disposta a se entender com Gaara, desde que acordou e de ter feito sua ginástica matinal, estava decidida a mostrar para o noivo que eles poderiam ser muito felizes, bastava eles quererem. Assim que chegou de sua corrida matinal, tomou um longo banho de espumas e vestiu uma roupa qualquer, minutos depois já se encontrava dentro do carro indo em direção à casa do ruivo, em um bairro próximo ao centro.

A casa que dali a alguns dias se tornaria seu novo lar, coisa que jamais pensou que faria, se casar. Sorriu ao lembrar-se de quando o conheceu. Gaara era tão encrenqueiro, mesmo sendo calado, o primeiro contato deles havia sido em uma festa, a festa que Ino jamais esquecera, pois naquela noite havia conhecido o grande amor de sua vida, mesmo sem saber, mas a festa que a marcou, havia sido outra.

Flash Back Ativo.

Suspirou e se afastou do grupo de amigos, já não estava mais aguentando ser a única solteira daquele meio, até porque, ela sabia o quanto suas “supostas” amigas falavam dela por seu status. Ino sabia que estava em meio a um covil de cobras, mas também entendia que se afastasse das outras, ficaria sozinha, até porque, não era muito boa em ter amigas.

Entrou no emaranhado de pessoas que dançavam e se agarravam na sala onde tinham improvisado uma pista de dança arrastando os moveis dos Inuzuka para os cantos. Espremeu-se para sair dali e revirou os olhos ao ser empurrada, mais uma vez. Havia inventado inúmeras desculpas para ficar em casa aquela noite, não estava com clima para festejar, não quando havia se dado mal com mais um cara.

Só queria ficar em casa tomando sorvete, assistindo filme e tomando Coca-Cola para afogar suas magoas, mas infelizmente, suas amigas a arrastaram para aquela maldita festa na casa de Kiba, pois só rolava festas lá, quando os pais do moreno não estavam na cidade, e esse era o caso.

— Finalmente… – Sussurrou respirando aliviada quando se viu fora daquele tumulto. – Hora de beber.

Caminhou em passos firmes até o bar e sentou-se em um dos bancos, encarou bem os litros de vidros e cheio de líquido de várias cores sorriu. Precisava ficar bêbada e pelo jeito logo atingiria seu objetivo. Mordeu o canto do lábio e pegou uma garrafa de uísque Jack Daniel’s. abriu-o de forma rápida e habilidosa, e antes que alguém chegasse e se metesse em sua vida, mais ainda, tomou um longo gole, sentindo o líquido âmbar queimar sua garganta e cair como um peso em seu estômago.

Fez uma careta e deixou um riso escapar, já que teria que ser obrigada a ficar ali, pelo menos não se lembraria de nada, se divertiria até dizer chega, mesmo que para isso ficasse sem fígado.

Tudo em sua vida estava desandando, não tinha sido aceita na faculdade que queria em Tóquio e havia pegado em flagrante o cara que estava envolvida engolindo outra em um beco, sua prima, que sempre quis ser amiga, estava achando que ela era uma bela vadia. Tomou mais um longo gole da bebida alcoólica e encarou o grande espelho do bar.

Ela não era feia, sabia se vestir bem, era educada, carinhosa, atenciosa, podia ser considerada a namorada perfeita por qualquer cara, mas porque só atraia cafajeste? Talvez seus dedos para homens fossem podres, ou melhor, talvez a sua mão inteira fosse podre.

Suspirou e segurou a vontade de chorar. Sentia-se um lixo. Confessava que às vezes sentia uma inveja grande de Sakura. Sakura era inteligente, havia passado na universidade que sempre quis e sairia dali, tinha um cara que fazia tudo por ela e o principal, uma família por perto. Não que seu pai fosse uma família ruim, só que às vezes ela sentia falta de ter uma mãe para lhe aconselhar, assim como Sakura tinha.

— Se continuar bebendo assim ficará bêbada e perderá a festa. – Alguém falou ao seu lado.

Virou-se lentamente e encontrou sentando ao seu lado um de seus tormentos. Gaara era um cara bacana e legal, mas infelizmente, namorado de sua prima e cá entre nós, o povo gostava de falar, principalmente de Ino e Gaara. Pegavam algumas aulas juntos, e querendo ou não, mantinham contato por causa de Sakura.

Mas tinham um pequeno problema, sempre que podiam, acabavam brigando e muitas vezes por besteira, o que dava motivos para todos falarem que onde havia ódio existia amor, e que Ino estava atrás dos namorados da prima, e infelizmente, Sakura acabava acreditando.

— Essa é a intenção. – Ino retrucou voltando a olhar pra frente.

— Quem te viu, quem te vê, perdendo uma festa dada pelo Inuzuka para ficar bêbada? – Gaara falou irônico, tomando a garrafa das mãos da loira e bebendo um gole.

Suspirou e revirou os olhos azuis-celestes, pegou sua garrafa das mãos do Sabaku No e voltou a beber, concentrando-se em qualquer outra coisa, menos no namorado perfeito da prima. Às vezes queria odiar o ruivo, mas algo em seu corpo não permitia isso, odiava ter que sentir suas mãos suarem e seu estômago revirar ao vê-lo, mas infelizmente, havia se encantado por ele, mas claro, levaria aquele segredo para o túmulo. Tal pensamento fez seu estômago revirar de enjoo.

— Você não deveria está com sua namorada? – Soltou ressentida encarando-o.

— Deveria… – Gaara comentou baixo.

— Ela te contou, não é? – Questionou já imaginando que Sakura havia falando ao ruivo que iria embora, coisa que ele não queria. O silêncio só confirmou o que Ino já sabia. – Bebe, você precisa mais do que eu.

Empurrou a garrafa para o ruivo que deu mais um gole longo. O barulho de risos misturado com a música era o único barulho que se ouvia entre os dois, que dividiam a garrafa de uísque. Cada um estava perdido em seu pensamento, Ino pensando em uma nova oportunidade que havia tido há uma semana e Gaara na sua relação com Sakura e como ficaria.

A Garrafa já estava no meio, quando Ino resolveu puxar assunto.

— E o que vai fazer? – Perguntou.

— Não sei… – Gaara resmungou olhando-a. – E você? Sei que não passou na universidade que queria.

Sentiu seu mundo ruir, não queria que ninguém soubesse de seus fracassos, mas pelo jeito, notícias daquele tipo se espalhavam logo.

— Eu não sei, talvez ficar por aqui e fazer outra coisa. – Desabafou.

O silêncio caiu sobre eles mais uma vez. O tempo foi passando, a bebida acabando e sendo trocada por outra, a conversa era curta, mas, ao mesmo tempo, reveladora.

Já se encontravam caminhando pelas ruas vazias de Konoha, Ino gargalhando de alguma coisa dita por Gaara, que tinham um pequeno sorriso, talvez a bebida os tivessem deixados alegres e sinceros, mas não bêbados.

— Sakura é uma puta sortuda… – Falou suspirando tentando recuperar o fôlego da gargalhada anterior.

— Por quê? – Gaara questionou encarando a loira.

Ino o encarou sorrindo de forma debochada; Gaara até podia ser inteligente, mas, ainda assim, era homem, e diziam que tinham por obrigação de serem lerdos, o que ela achava uma grande perda de tempo. Mordeu o canto dos lábios e o encarou nervosamente. Não sabia como seria a reação do ruivo, mas era algo que ela precisava falar.

— Você é tudo o que uma mulher deseja, Gaara; é inteligente, atencioso, carinhoso mesmo sendo assim, fechado. – Desabafou desviando o olhar.

Gaara olhava para o chão, quando a loira lhe falou aquelas palavras, algo acendeu dentro de si, por mais que fosse difícil de admitir, ele gostava do jeito de Ino, ela o atraia como Sakura nunca o atraiu. Não que a namorada não fosse tudo o que ele queria, mas tinha algo em Sakura que não o completava, como Ino, indiretamente, completava.

Às vezes ele se sentia confuso em relação ao seu relacionamento com Sakura, mas as vezes sentia que aquilo era certo, que eles foram destinados a ficarem juntos, casarem, construírem uma vida juntos, mas quando se encontrava com Ino, isso tudo mudava, sabia mais da vida e dos planos da prima da namorada, do que da própria namorada, e isso era realmente confuso.

Ela gostava de Gaara, isso era fato, mas sabia que ele era inalcançável, outro grande fato, era que ela não conseguia mais esconder aquilo dela. Gaara a entendia, a escutava, mesmo quando eles brigavam, e querendo ou não, ele se interessava por sua vida, sabia que queria se formar em direito depois de passar um tempo modelando pelo mundo. Ele se interessava por ela, quando ninguém fazia isso, nem mesmo seu pai.

— Porque você acha isso? – Gaara questionou, quando parou na praça que ficava próxima a escola.

Observou Ino soltar um riso descrente e sentar-se em um dos balanços ali e começar a se balançar, jogando o corpo para trás para que pudesse observar as estrelas. Mais uma coisa que achou interessante na garota, ela gostava das estrelas e da escuridão.

— Quando eu olho para as estrelas de madrugada, vejo que me assemelho a elas… – Ino começou deixando o corpo relaxar e as palavras saltarem de seus lábios. – São muitas estrelas, mas elas se sentem solitárias, presas em um grande painel azul-escuro, umas brilham mais que as outras, mas ainda assim, são solitárias… Eu pareço com elas.

Endireitou-se e tomou mais um impulso com os pés na areia fofa, pouco se importando se aquilo estragaria seu salto alto, ou não, apenas queria se sentir feliz, por mais que fosse infantil o que fazia.

— Existem várias pessoas a minha volta, mas me sinto solitária, sozinha e incompreendida… – Encarou Gaara que estava com as mãos no bolso parado a sua frente, lhe olhando de volta, como se lhe entendesse. – Sakura tem sorte de ter você, porque você é o cara certo, se ela se sente sozinha você mostra a ela que não esta, já eu, não tenho sorte de encontrar um cara assim, um cara que tenha coragem de me dizer que sou única, que ele sempre estará ali, que eu não estarei sozinha.

Encaravam-se intensamente, cada um tentando decifrar os pensamentos do outro. Naquele momento, palavras não eram necessárias, eles se entendiam mesmo que indiretamente, cada um já tinha passado por poucas e boas, onde as experiências marcaram suas vidas.

Ino estava passando por um momento de dúvida, não sabia o que fazer, até porque, onde sempre sonhou em estudar, não havia respondido seu pedido de ingresso, e já havia passado as datas de respostas, para o trabalho de modelo, havia uma proposta de emprego na coreia, ela teria que abandonar tudo, para se jogar naquela nova vida, e ela tinha que decidir se ia ou não em menos de seis meses, e pelo andar da carruagem, isso estava próximo.

Gaara já havia sido aprovado para ingressar na Universidade de Direito, logo partiria para sua nova vida, a vida de universitário, a universidade que havia sido aprovado, não era longe de Konoha, ele poderia voltar a cidade, sempre que quisesse, mas como sua vida estava indo, talvez ele preferisse manter-se longe de Konoha por alguns anos.

Sentou-se no outro balanço e olhou para um escorregador a sua frente, há quanto tempo ele não conversava sobre sua vida, como fazia agora? Muito tempo, sua namorada havia se distanciado quando recebeu a carta de aprovação para a universidade que seu pai sempre quis, mal conversavam, mal se viam, mal existia namoro.

— Você não esta sozinha… – Começou sem saber como falar aquilo, apenas sabia que tinha que falar. – Eu sempre estarei aqui.

Aquelas palavras a deixaram feliz, a ponto de abrir um grande sorriso, era bom saber que poderia contar com Gaara, mesmo que ele não soubesse disso.

**

— Esta entregue em segurança. – Gaara falou quando pararam em frente a porta da varanda na casa de Ino.

Ninguém falava nada, Ino não queria que aquela noite terminasse, até porque, foi à noite mais divertida que ela já teve, durante anos. Gaara a deixava confortável, e ele também ficou confortável, pois conversaram por horas, só se deram conta que era tarde, quando o sol começou a nascer.

— Obrigada… – Ino começou, alisando o braço. – Por tudo, por hoje.

O encarou e sorriu abertamente, fechando os olhos, deixando-se levar pelo momento de leveza, pois ela sabia que os próximos meses não seria nada leves. Abriu os olhos abruptamente ao sentir um toque delicado e carinhoso em sua bochecha do lado esquerdo. Seus olhos estavam grudados nos verdes de Gaara, deixando-a sem ar.

— O… Que esta… Fazendo? – Ino perguntou sentindo borboletas embrulhar em seu estômago.

— Eu acho que vou te beijar. – O rapaz respondeu se aproximando mais ainda.

Antes mesmo que pudesse falar alguma coisa, sentiu os lábios de Gaara tocar aos seus, fazendo-a prender a respiração. Aquilo não deveria esta acontecendo, mas foi impossível não retribuir a aquele beijo, quando a razão se esvaneceu e o coração tomou de conta, mas para seu azar, Sakura veio em seu pensamento, fazendo-a abrir os olhos e afastar Gaara com um empurrão.

—Droga… – Ino falou encarando Gaara. – Isso não deveria ter acontecido.

Flash Back Desativo.

***

Depois do beijo, Ino entrou para casa e evitou ao máximo encontrar com Gaara, mas pareceu ser impossível, já que aonde ia, o encontrava, naquela mesma semana, aconteceu o inevitável, eles caíram em tentação e passaram uma noite juntos. E aquela noite de prazer, acabou mudando tudo.

Acabou decidindo por aceitar o trabalho de modelo na Coreia para se afastar dali e de Gaara, onde viajou o mundo, teve vários amantes, um deles, Sasuke, e sempre, mesmo depois rompimento de sua prima com Gaara, manteve contato, indiretamente, com o ruivo, que acabou de tornando um grande amigo, mas aquela noite, nunca era mencionada.

Passou três anos modelando, em uma dessas viagens, teve um momento com Sasuke e com outros homens para esquecer o Sabaku No, mas desde o início, seu coração sempre pertenceu a Gaara, nas poucas vezes que visitou Konoha, encontrou e saiu com Gaara, no seu último ano como modelo, antes de retornar ao Japão para poder fazer a faculdade de Direito, ela e Gaara assumiram um relacionamento sério, o que não surpreendeu muito as pessoas.

Agora lá estava ela, sentada em um banco em frente ao Konohagakure Palace, onde seu casamento aconteceria dali alguns dias, sentindo-se desolada e em dúvida, pois quando chegou para falar com Gaara, havia descoberto que o noivo havia ido até a cidade vizinha resolver alguns assuntos do escritório. Confessava que seu pobre coração se apertava, e as lágrimas fugiam sem controle algum de seus olhos.

A única coisa que queria, era ficar sozinha e pensar se realmente valia a pena, tudo aquilo que estava passando, e chegou à conclusão de que não tinha a menor ideia. O soluço veio mais alto ao recordar-se que havia perdido a prova do vestido para o ajuste final.

— Ino? – A voz masculina chamou sua atenção, fazendo-a tirar sua atenção do colo e mirar a pessoa a sua frente. – Você está bem?

Era Sasuke, ele estava lhe olhando estranho, talvez por nunca ter encontrado uma mulher, que logo se casaria, aos prantos em um banco de uma fonte em frente ao um hotel de luxo.

— Não… – Confessou soluçando em seguida. – Eu não sei mais o que eu estou fazendo.

Quando decidiu sair naquela manhã para conhecer alguns lugares de Konoha, jamais imaginou encontrar a prima da mulher porque quem ele é apaixonado aos prantos em frente ao hotel, suspirou e sentou-se ao lado da loira, que agora murmurava coisas sem sentido.

— Eu nunca imaginei que aquele beijo e aquela noite que passamos juntos quando ele ainda namorava a Sakura, daria em tudo isso, mas veja só, agora eu estou aqui, chorando que nem uma louca com o casamento marcado para daqui a alguns dias e não faço a mínima ideia se o meu noivo, o cara por quem eu sou perdidamente apaixonada, realmente gosta de mim, porque ele está distante, frio e mal fala comigo.

Aquilo era informação demais, então quem havia tomado a iniciativa em tentar algo, fora Gaara, e não Ino? Talvez Sakura estivesse equivocada em relação à prima.

— Você o ama? – Perguntou vendo a mulher limpar as lágrimas.

— Mais do que a qualquer pessoa. – Ino confessou encarando Sasuke.

— Então vale a pena. – Rebateu acomodando-se preguiçosamente no banco.

***

Sentia-se feliz nos últimos dias. Seu relacionamento com Sasuke ainda não tinha sido definido, mas sentia-se satisfeita com o rumo que eles estavam tomando. Os preparativos para o casamento que seria dali a cinco dias estava a todo vapor, as coisas estavam entrando no eixo, mas para o desespero de Sakura e do resto das madrinhas, Ino havia passado na loja de vestidos e feito modificações em todos, escolhendo outro vestido tanto para ela, quanto para as madrinhas.

Adentrou a loja e ouviu as amigas rirem e cumprimentá-la. Só agora que ela percebera que sentia falta delas, sempre tão animadas, felizes e fazendo-a sorrir. Elas foram uma das melhores partes de sua adolescência naquela cidade.

— Quase acreditei que ela nos deixaria bonitas em seu casamento! – Exclamou largando a bolsa sobre uma das cadeiras em uma sala reservada.

— É o grande dia dela, se vocês tem esperança de ficarem bonitas no meu grande dia, podem esquecer. – Hinata exclamou risonha.

Não resistiram e gargalharam, notava-se de longe que Naruto influenciava Hinata mais do que todos imaginavam, e isso era algo bom, pois Sakura sabia o quão apaixonado era o primo pela garota de olhos claros. Sentou-se e encarou a vitrine onde havia vários vestidos de noivas em arraras, mordeu o lábio inferior e dobrou a cabeça para o lado.

Sakura pensava se um dia seria ela, a ter a honra de desfilar com um traje daquele porte, de véu e grinalda, pelo grande corredor coberto de pétalas de rosas, para encontrar o cara com quem ela passaria o resto de sua vida, ou pelo menos, se tornaria seu esposo. A Haruno não era do tipo de mulher que sonhava com casamentos de princesas, mas assim como toda mulher, ela tinha esse desejo secreto.

— Desculpe interromper. – A atendente falou se aproximando das cinco amigas com cinco sacos pretos nos braços. – A Senhorita Ino pediu para que avisasse que os novos vestidos estão arrumados no tamanho de seus manequins, tendo em base, as medidas tiradas para o outro, precisando apenas, de poucos ajustes.

Cada uma pegou seu saco, e se surpreendeu ao abri-lo. O vestido era delicado e ao mesmo tempo, moderno, combinando com o que Ino queria para seu casamento.

— Vou pedi para que os vistam e subam no banquinho para o ajuste. – A moça de olhos azuis falou, dando um sorriso.

Ficou observando uma a uma, trocar de roupa e fazer os reajustes necessários, enquanto esperava sua vez, que optou por ser a última, checava os e-mails do hospital, alguma ficha de algum paciente seu, que o responsável que ficará em seu lugar pedia ajuda com relação a tratamentos, prevenções e medicamentos.

Uma notificação de mensagem nova atraiu sua atenção. Abriu e viu que era de um número desconhecido, e nela, uma imagem anexada com os seguintes dizeres: Abre o olho.

Na foto, Ino estava em frente ao Konohagakure Palace, abraçando Sasuke, que retribuía e afagava seu cabelo. Não soube o que falar, só sentiu o ar abandonar seu corpo. Mas que porra era aquela?

Notas finais
Chegueeeeeeeeeeeeeeeeei, eu disse que desta vez não ia demorar a atualizar, não foi? Então.. Vamos a alguns avisos importantes: A Historia esta chegando ao final, que peninha, mas finalmente, saberemos muitas coisas com o andar da carruagem. Estou dedicando-me no momento, aos capítulos finais de Muito Bem Acompanhada, para finaliza-la logo, para me empenhar apenas a Casamento Arranjado, ou seja, estou escrevendo apenas para Muito Bem Acompanhada, mas isso não quer dizer que abandonarei Casamento Arranjado, longe disso, ok? Então, está ai, mais um capitulo para vocês, espero muitos comentários e recomendações, até porque, esta é a forma de vocês me dizerem se gostam ou não do meu trabalho, mas não estou exigindo, faça se sentir confortavel e se é realmente isto o que quer, ok? Infelizmente, ao acordar, recebi a noticia bombastica que um dos meus atores favoritos veio a falecer (Ele não é meu favorito apenas por sua participação em HP, mas sim, por seus outros filmes, que são ótimos também, e por eu achar sua atuação umas das mais maravilhosas que tem, pois ele se entrega ao papel, continuando..) Alan Rickman. Decidir postar em sua homenagem, mesmo ele nem sabendo que eu existo, mas acredito que o mercado do cinema, perdeu um grande ator. Obrigada, até a próxima e bom restinho de semana. Beijos. Ps: Quer ficar por dentro das novidades? Curti a pagina oficial no Facebook: Sakuu-chan Atenciosamente, Sakuu-chan.