Muito Bem Acompanhada

16 Capítulo Dezesseis


Notas iniciais
Cheguei e desta vez não demorei. Para comemorar o aniversario de nossa diva Sakura Haruno/Uchiha, mais um lindo capítulo para vocês. Espero que gostem e os comentários do capítulo anterior serão respondidos hoje e amanhã. Boa Leitura. Leiam as notas finais.

Muito Bem Acompanhada”

CAPÍTULO DEZESSEIS.

***

No Capítulo Anterior:

— Por mais que eu o amo, pai, eu me amo mais… – Confessou aproximando-se do mais velho. – Eu fiz isso e um pouco mais, querendo um reconhecimento seu, mas a única coisa que eu recebi, foi seu desprezo, talvez o Sasuke esteja certo, talvez seja você não me mereça, talvez você simplesmente não mereça a filha que tem. – Concluiu.

Antes mesmo que o pai pudesse falar algo, ela deu as costas e saiu dali, deixando-o sem palavras, e por incrível que pareça, com lágrimas nos olhos.

***

Saiu de casa afoita, a única coisa que queria naquele momento era o colo de Sasuke, por isso, não pensou duas vezes em chamar um táxi e rumar em direção ao Palace. Pagou a corrida, sorriu para o porteiro, e assim que entrou no grande Hall, sentiu seu corpo desmoronar.

Lá estava ele, bem-vestido como sempre em um terno feito sob medida, ajudando Tayuya a entrar no elevador, guiando-a pela cintura, como ela já o viu fazer com as garotas que ele logo levaria para cama.

***

As últimas coisas que queria quando saiu do Palace era volta para casa ou vê Sasuke, por isso decidiu ir para o único lugar que sabia que receberia colo e se sentiria em casa, a casa dos pais de Naruto. Ao chegar, o pai de Naruto, Minato, irmão de sua mãe a recebeu de braços abertos e sua tia Kushina, logo preparou um chá, um banho e a hospedou no quarto de Naruto, que logo chegou.

Agora lá estava os dois, no quintal, assando marshmallow próximo a piscina, conversando, já que assim que viu o primo, desatou a chorar.

— Você não entendeu errado? Tem certeza? – Naruto perguntou, pela enésima vez.

Sabia que Sakura estava revirando os olhos por conta de sua pergunta, mas ele não importava, até porque, ele sabia o quão um mal entendido ou uma má interpretação poderia lhe dar uma dor de cabeça, principalmente vindo da prima, que estava apaixonada pelo melhor amigo e era correspondida da mesma forma, mesmo desconfiando se poderia ser verdadeiro ou não o sentimento do Uchiha para com ela, mas Naruto sabia, o quão verdadeiro era e ele não era de errar em suas previsões, só as vezes, mas não daquela.

— Sim, Naruto! – Sakura falou, sentindo-se aborrecida por tocar naquele assunto, de novo. – Assim como eu tinha a certeza que você só perdeu a virgindade aos dezoito anos, com a Hinata.

— Pela Hinata, valia a pena esperar a vida toda. – Confessou dando um sorriso apaixonado, fazendo com que Sakura sentisse uma pontada de inveja do relacionamento do primo, que parecia ser perfeito. – Mas você tem certeza mesmo?

Mordeu o canto do lábio, sabia que era difícil para Naruto entender que ela estava realmente certa do que havia visto, até porque, ela conhecia Sasuke mais do que o próprio Uchiha, conhecia cada gesto ou movimento dele, era por isso que ela nem ao menos havia se tocado que estava apaixonada pelo melhor amigo. Suspirou pesadamente, antes de responder.

— Sim, eu o conheço mais do que ele se conhece, Naruto, eu conheço cada gesto dele.

Suspirou e colocou um pedaço do doce derretido na boca. Desde que chegará a casa do primo, estavam naquele assunto, já que o loiro não conseguia acreditar que depois de se declarar para Sakura, o Uchiha correria para transar com a primeira mulher que aparecesse em sua porta na primeira oportunidade, pois para ele, o pouco que havia conhecido do moreno, tinha lhe mostrado que este tipo de atitude não era do caráter de Sasuke.

Suspirou e sentou-se ao lado da rosada, abraçando-a. Aquela noite tinha sido dura com a prima e a única coisa que ela precisava naquele momento era do seu carinho e ele daria, já que jurou protegê-la de tudo e todos. Antes de relaxa ao lado da rosada que se entupia de mashmallow tostado e derretido, afastou-se e a encarou, risonho.

— Você tem certeza do que viu, né?

Sakura podia está se sentindo triste, traída e até mesmo, magoada, mas era impossível sentir-se assim ao lado de Naruto, da pessoa que sempre esteve ao seu lado, mostrando que no final, que a vida sempre tinha coisas boas a lhe oferecer.

Mais tarde naquela noite, sentiu necessidade de mandar uma mensagem para Sasuke para justificar sua frieza quando ele a ligou mais cedo e o modo como ela o tratou, principalmente agora que estava mais calma.

***

Acordou disposto naquela manhã, já que no meio da tarde daquele dia, ele estaria indo apenas acompanhado de Sakura para a fazenda, onde haveria um jantar final antes do casamento de Ino e Gaara. Confessava que estava ansioso, ainda mais por não ter conseguido desfrutar da agradável companhia da rosada em seu quarto, nos últimos dias.

Antes mesmo de poder desfrutar do maravilhoso café da manha que lhe esperava na sala de jantar, seu celular começou a vibrar sobre o criado-mudo, próximo a cama, que ele acabará se sentar para calçar os sapatos para em breve visitar sua amada.

Respirou fundo, tentando resgatar uma paciência que não existia em seu ser, antes de atender a ligação do irmão, que estava enchendo seu saco com tantas ligações nestes últimos dias, enchendo-o de trabalho, tal trabalho que era para ele fazer, já que Sasuke o havia incumbido para isso quando o deixou em seu lugar, para que ele pudesse se ausentar por uns dias.

Depois de fazer um breve exercício de respiração, apertou o botão de aceitar chamada e levou o fone ao ouvido.

— Como foi o jantar? – Itachi perguntou, antes mesmo do mais novo falar alguma coisa.

Respire fundo e não mande seu irmão, seu único irmão, ir tomar no cu.

— Bom dia irmão… Estou bem sim, e você? – Falou irônico, se esforçando para não mandar o mais velho ir à puta que o pariu.

— Eu não tenho o dia todo. – Itachi o repreendeu, e ele sentiu o pouco de paciência que havia custado a acumular se desvanecer em seu interior.

Fechou os olhos tentando manter a compostura e começou a repetir mentalmente um mantra que havia inventado: Você vai vê-la, você vai beijá-la, abraçá-la e quem sabe, amá-la, então mantenha a calma.

— É nossa. – Falou, por fim.

Seus planos de não se envolver na compra da casa e deixar tudo nas mãos de Itachi foram por água a baixo no momento que o atual dono do imóvel se recusou a fazer negócio com Itachi, por e-mail ou videoconferência. Itachi havia recebido um e-mail do dono da casa, alegando que não fecharia o negócio, se a negociação não fosse olho no olho. Para o azar de Sasuke.

Flash Back.

Seu celular vibrava incisivamente na mesa de centro próximo ao controle da televisão distraindo-o de sua videoconferência com Itachi há aproximadamente duas horas, deixando-o mais impaciente que o normal, já que estava sentado em frente ao notebook a um longo tempo, tomando apenas pequenos goles de água enquanto lia, concordava e assinava eletronicamente com sua digital alguns documentos que o Uchiha mais velho insistia que ele precisava autorizar. Será que Itachi havia se esquecido de que ele tinha total poder para efetuar as coisas em sua ausência, ou fazia aquilo apenas para lhe tirar do sério? Duvida cruel.

— Já estamos acabando. – Itachi falou vendo o mais novo se alongar de forma nada discreta e bufar enquanto ele afrouxava a gravata. – A empresa que contratou para auxiliar na construção de seu novo projeto mandou-me um e-mail com algumas modificações, incluindo algumas plantas digitais, encaminhei para seu e-mail, preciso que dê uma olhada e dê seu parecer para o andamento continuar.

Encarou a tela do computador e vislumbrou seu irmão ali, na sua frente, para que ele pudesse socá-lo com vontade, pois os dois sabiam que este projeto poderia esperar que ele voltasse antes de continuar, não precisava ser adiantado, não naquele momento que seu mau humor estava lhe consumindo.

Fechou os olhos levemente e tentou recobrar a paciência, quanto mais rápido ele fizesse tudo, mais rápido se livraria do irmão e sem dúvida, daria um jeito de sequestrar Sakura para passarem a noite juntos depois de um delicioso jantar, que ao dar uma leve olhada no relógio, já marcava 18h23min, para seu deleite. Focou-se novamente no contrato aberto em sua mão, no Tablet.

— Ultimo assunto e não menos importante de nossa pauta… – Itachi recomeçou e Sasuke pôde sentir o tom receoso do mais velho, atraindo sua atenção. – O contrato referente a compra da casa em Konoha já foi redigido, entretanto, o dono atual do imóvel se recusa assinar, a não ser, que ocorra um jantar, onde vocês possam conversar pessoalmente, porque a pessoa salientou no e-mail que se recusa a vender a casa para qualquer um, sem saber seus planos para o imóvel.

Encarou o irmão intensamente, tentando absorver tais palavras, até porque, Itachi sabia que era necessário que Sasuke não se envolvesse, mais do que já estava, na compra deste imóvel.

— O que? – Questionou. – Você não consegue resolver isso?

— Infelizmente não será possível, Sasuke. – Itachi falou revirando os olhos, ele sabia melhor do que qualquer outra pessoa, que Sasuke não queria que as pessoas soubesse que ele estava envolvido com a compra de algum imóvel na cidade, pois sabia que surgiriam fofocas com o seu nome e consequentemente, com o nome de Sakura, ele queria manter aquilo em segredo total. – O dono atual do imóvel quer um jantar, antes de fechar negócio.

Suspirou e passou as mãos no rosto, sentindo que seus planos de passar a noite com Sakura, estava indo para o ralo.

— Para sua sorte, ele mesmo marcou hoje, às 19h30min, no restaurante de seu hotel, basta você chegar e dá seu nome, que eles o acompanharão até a mesa. – Itachi falava tudo, sem ao menos olhar para ele, deixando um Sasuke com certa raiva, já que estava dizendo tudo sem perguntar se ele realmente iria.

Quase gemeu de desgosto, até porque, sua cabeça estava trabalhando em uma noite perfeita para ele e para Sakura, antes de irem para a fazenda e ficarem cercados de familiares da rosada enchendo o saco, fofocando, olhando torto e controlando seus passos. Será que era tão difícil conseguir ficar uma noite a sós com Sakura? Pelo que podia ver, sim.

Por mais que desejasse isso, a compra da casa também era importante, já que era uma aquisição valiosa em seu ponto de vista. Era uma casa boa, com amplo espaço e ele poderia mexer nela, como bem entendesse.

— Já falou para ela? – Itachi perguntou.

— Para ela quem e o que? – Questionou sem entender o que o irmão falava.

Pôde notar o irmão lhe encarando de forma debochada, porque ele sabia de quem o moreno mais velho falava, mas estava dando uma de joão sem braço, fingindo-se de inocente.

— Sakura, é claro… – Itachi comentou debochado.

Revirou os olhos, e acomodou-se na cadeira, antes de perguntar. – Sobre?

— Não se faça de sonso, Sasuke… – Itachi se irritou com o jeito esquivo do irmão, ele estava curioso em relação aos sentimentos do mesmo para com Sakura, mas o mais novo não estava querendo cooperar. – Você sabe do que eu estou falando.

Respirou fundo e negou com a cabeça, este não era o tipo de assunto que Sakura precisava saber, não no momento, quem sabe dali alguns anos, ou até mesmo, nunca. Ele ainda não tinha pensando nesta possibilidade, do mesmo jeito que Sakura não precisava saber, seu irmão também não, muito menos, se intrometer mais do já que estava.

— Era só isso, Itachi? – Questionou, tentando mudar o foco da conversa.

O suspiro de Itachi foi bastante audível por Sasuke, e ele quase riu com atitude do irmão, mas conteve-se. Precisava conter-se, senão, perderia sua pose de sério e compenetrado.

— Sim, era apenas isto. – Confirmou, ajeitando os últimos documentos em frente ao computador.

Sasuke terminou de encaminhar os últimos documentos que havia assinado com sua digital para Itachi, enquanto verificava a hora rapidamente, já se passava das 18h45min, logo mais teria que se arrumar para ir ao maldito jantar, quem sabe depois disso, ele poderia ir buscar Sakura em casa e aproveitar o resto da noite, com sua companhia, tomando um vinho em uma banheira.

— Ok, então, nos falamos mais tarde. – Deu um leve aceno para o irmão, antes de interromper o vídeo.

Espreguiçou-se após analisar a tela negra do notebook, finalmente se via livre do questionário de seu irmão, levantou-se e foi pegar seu celular. Quase xingou Itachi ao se deparar com inúmeras chamadas perdidas de Sakura. Tentou ligar de volta, entretanto, a chamada acabou por se encaminhada para a caixa de mensagens, analisou as horas e decidiu por se arrumar, afinal, em breve teria um jantar importante.

Terminou de arrumar a gravata, que por sorte havia trazido consigo algumas roupas sociais. Pegou o celular e encontrou mais algumas chamadas de Sakura perdidas, olhou o relógio e já estava quase na hora do jantar, então resolveu mandar uma mensagem.

Seus dedos corriam rapidamente pela tela Touch Screen digitando a mensagem enquanto entrava no elevador e ele começava a descer. Tentaria terminar aquela reunião o mais rápido possível, para sequestrar Sakura. Podia não confessar, mas estava com saudades de rosada.

Guardou o celular e esperou. Rumou em direção ao restaurante, olhou envolta e percebeu o quão o lugar era sofisticado. As mesas estavam cobertas por tecidos de linhos, com talheres de prata, taças de vinho e água, utensílios de porcelana detalhados, a música ambiente era delicada e baixa, deixando as vozes pelo ambiente.

Aproximou-se do maître, e falou seu nome, como Itachi o havia aconselhado.

— Boa noite senhor Uchiha, siga-me, por favor. – O homem de smoking falou, com sutileza e educação.

Seguia o homem entre as mesas, até ele parar próxima a uma, onde uma mulher ruiva estava de costas para ele, tomando uma taça de champanhe. Ele a conhecia, suspirou e bagunçou o cabelo, aquilo só podia ser sacanagem, só podia ser Deus conspirando contra ele, não tinha outra explicação. Lá estava ele, encarando e sendo encarado por ninguém menos que a “vadia número três”, segundo Sakura, Kaguya Tayuya.

— Boa noite, Uchiha Sasuke. – Seu nome na boca daquela mulher, parecia lâminas, ou seria apenas apreensão, por ter que jantar com a mesma?

— Senhorita Kaguya. – Respondeu educado, guardando uma das mãos no bolso da calça social e outra segurando o encosto da cadeira.

— Chame-me de Tayuya. – A ruiva falava com um quê a mais em suas palavras, e isso estava intrigando o Uchiha, que estava a ponto de desistir da compra da casa, pois sabia que isso lhe traria problemas com Sakura e isso era a última coisa que ele queria. – Sente-se, creio que temos muito o que conversar.

Olhou em volta e suspirou, passou a mão no rosto e sentiu que estava encrencado, mas tinha que se manter profissional, e isso era que o destacava em comparação aos outros em seu ramo. Sentou-se e viu o garçom lhe entregar o cardápio e em um das taças colocar vinho, mas logo recusou e pediu uma dose dupla de uísque, precisava de algo mais forte para suportar aquele jantar infernal de negócios.

— Está muito bonito, Sasuke. – A moça falou sorvendo um pouco do líquido em sua taça.

Não podia negar que estava desconfortável, ela sabia que quem queria comprar a casa era ele, aquilo havia sido armado por ela para conseguir se aproximar, já que era algo quase impossível quando Sakura estava por perto. Sempre que ia para a área da piscina fazer seus exercícios aquáticos, a ruiva de olhos perigosos estava lá, lhe fitando, gravando cada movimento seu, e isso, o deixava desconcertado, principalmente agora que poderia ser considerado um homem comprometido.

— Obrigado. – Agradeceu, mas precisava manter o foco, Sasuke conhecia aquele tipo de mulher e no momento, ele queria e deveria manter-se distante. – Temos negócios a tratar, senhorita Kaguya.

Tayuya tinha inventado aquele jantar com o propósito de tirar uma casquinha de Sasuke, até porque, desde que descobriu que o moreno estava hospedado no hotel de sua família e que era namorado de Sakura, ela passou a pesquisar sobre a vida do moreno.

Descobriu que o Uchiha era do tipo de homem que gostava de se divertir com mulheres como ela, mas quase não encontrou notícias sobre o mesmo nos últimos anos, e o pouco que encontrou, Sakura aparecia nas fotos abraçada com o mesmo e em algumas legendas, como “a mulher que fisgou o coração de Uchiha Sasuke, o grande engenheiro civil”.

Tayuya desconfiava do relacionamento da rosada com o Uchiha, mas as revistas, jornais e artigos em que ela aparecia fizeram-na acreditar que o relacionamento poderia ser realmente verdadeiro, mas ainda sim, gostaria de passar uma única noite com o moreno, mesmo que apanhasse de Ino, depois. Sasuke era o sonho de consumo de qualquer mulher. Era educado, bonito, sedutor, charmoso, rico e famoso em seu ramo. Quem não queria tirar uma “casquinha” do Uchiha?

Por mais que tentasse puxar assunto sem ser o negócio a ser fechado, Sasuke esquivada, e isso a frustrava. Tayuya era o tipo de mulher que conseguia perceber quando um homem não queria suas investidas, mas continuava a insistir, e isso estava começando a tirá-lo do sério, entretanto, não podia ser rude, precisava ser profissional e era isso que ele seria.

O garçom se aproximou e ele aproveitou para fazer seu pedido, quem sabe assim, a ruiva se tocasse que ele não queria aquele jantar e muito menos estar ali, ao terminar seu pedido, a mulher pareceu entender suas reais intensões.

— Então, senhor Uchiha… – Tayuya começou após entregar o menu para o garçom e o mesmo se retirar. – Diga-me, quais são seus planos para o meu imóvel.

Ajeitou-se na cadeira e tomou um gole de sua bebida, não havia gostado quando a mesma havia dito que o imóvel era dela, pelo que ele sabia, ela já tinha aceitado sua oferta, mas tentaria esquecer aquilo, e partiria para falar sobre seus reais projetos para o local.

— A casa é realmente boa, tudo é muito bem conservado, sem falar do espaço. – Falou apoiando o cotovelo na mesa e alisando o queixo. – Pretendo fazer alguns reajustes básicos, e quem sabe, algumas modificações, deixando-a mais moderna. – Respondeu.

Tayuya sentiu as palavras de Sasuke entrarem por um ouvido e sair por outro, não conseguia acreditar no que observava, tinha ali muito mais que um homem de negócios, havia um homem apaixonado disposto a gastar um bom dinheiro para dar a namorada uma casa confortável próxima à família, coisa rara e única de se ver.

— Responda-me, senhor Uchiha… – Tayuya começou, focando-se em arrancar informações daquele homem bem-vestido a sua frente. – Como, uma mulher como a Sakura, conseguiu ficar com um homem tão incrível, como você? – Foi direta.

Analisou a pergunta que o pegou desprevenido, e procurou uma resposta para aquela pergunta, que não era fácil de responder, mas ele sabia a resposta ideal.

— A pergunta correta seria, senhorita Kaguya, como um homem como eu conseguiu ficar com uma mulher incrível como a Sakura?

Antes que a ruiva pudesse rebater, a comida de ambos havia acabado de chegar, fazendo-os retornar ao assunto inicial, a compra e os planos para o imóvel.

**

— O senhor é um homem muito sério. – Tayuya falou risonha.

Quando viu que não conseguiria arrancar nem mesmo um gracejo por parte de Sasuke, desandou a beber, querendo assim, desligar-se do vexame que passou durante o jantar inteiro, agora lá estavam eles, em frente ao elevador, ou melhor, Sasuke estava ali, apenas para certificar-se que ela entraria no mesmo.

Aquela mulher era mais do que inconveniente, mas para a sua sorte, aquele jantar acabou. Bastava colocá-la no elevador e deixá-la ir, e assim fez. Fugiu de todas as suas perguntas no quesito Sakura, foi o mais profissional possível, e havia deixando a desconfortável ao mostrá-la que estava realmente sendo inconveniente.

Respirou aliviado quando a porta do elevador se fechou no seu andar, capturou o celular dentro do bolso da calça e discou o número de Sakura, que atendeu no terceiro toque.

Alô?

A voz embargada da rosada lhe chamou atenção e algo despertou em sua mente, fazendo-o ficar atento a tudo.

— Você está bem? – Perguntou afrouxando a gravata e sentando-se no sofá. – O que aconteceu?

Pôde ouvir a respiração pesada de Sakura, algo estava errado, muito errado, e ele precisava descobrir o que era.

— Estou… – Sakura falou, após a longa respirada. – Agora não posso falar, depois eu te ligo.

Antes mesmo de poder falar alguma coisa, teve o telefone desligado em sua cara, o que realmente deixou intrigado e com raiva, tinha algo acontecendo e ele precisava descobrir o que era.

Por mais que tentasse, o celular de Sakura estava encaminhando suas ligações para caixa de mensagem assim que tocava, o que o deixava indignado. Mais tarde, naquela mesma noite, recebeu uma mensagem de Sakura desculpando-se e avisando que estava muito ocupada com Ino, por isso não pôde falar, mas que conversariam enquanto estivessem indo para a fazenda. Isso o deixou mais calmo.

***

Estava parado em frente ao quarto de Sakura há quase vinte minutos, sem coragem de bater. Suspirou e passou as mãos no cabelo. Na noite anterior, ele acabou se exaltando e falando mais do que deveria e Sakura acabou falando muita coisa, o que realmente o deixou surpreso, já que sua filha era do tipo de garota que evitada expor sua opinião sobre algo.

Respirou fundo e deixou as palavras de Inoichi, invadirem sua cabeça.

Flash Back

— Por mais que eu o amo, pai, eu me amo mais… – Confessou aproximando-se do mais velho. – Eu fiz isso e um pouco mais, querendo um reconhecimento seu, mas a única coisa que eu recebi, foi seu desprezo, talvez o Sasuke esteja certo, talvez seja você que não me mereça, talvez você simplesmente não mereça a filha que tem. – Concluiu.

Antes mesmo que o pai pudesse falar algo, ela deu as costas e saiu dali, deixando-o sem palavras, e por incrível que pareça, com lágrimas nos olhos. Sua respiração estava falha, sua cabeça ainda latejava com as palavras da filha, que o havia atingido como uma bomba, devastando qualquer argumento seu.

— Kizashi? – Inoichi apareceu na cozinha com um rosto espantado, provavelmente por que Sakura deve ter passado como um tufão pela sala, assustando o tio. – Você está bem?

Encarou o cunhado, e não conseguiu falar uma palavra se quer, até porque, não sabia o que falar, não conseguia nem ao menos processar o que sua filha lhe acabará de lhe dizer.

— Sei que não sou um exemplo de pai, Kizashi, mas os nossos filhos são como botões de flores… – Inoichi começou, sentando-se ao lado do cunhado e tocando-lhe no ombro. – Se os molharmos demais eles morrem afogados, se deixarmos de regá-los devidamente, eles secam e morrem.

Encarou o loiro que casou com sua irmã sem entender, sua relação com o Yamanaka sempre foi muito boa, mas às vezes, como um grande conhecedor de flores, arranjos e plantas, o loiro usava aquilo no meio de suas parábolas e filosofias, deixando-o sem entender na maioria de suas conversas.

— O carinho, a disciplina, o amor e o respeito tem que ser dado na médica certa, não pode ser demais e nem de menos, mas muitas vezes erramos a medida, às vezes irrigamos demais ou de menos nossos pequenos botões, mas quanto mais erramos mais aprendemos, isso é ser pais, Kizashi. – O sorriso de Inoichi apareceu enquanto divagava em seus pensamentos. – Nossos filhos são as rosas mais belas e raras de todo e qualquer jardim que já existiu, mas infelizmente, muitas vezes não sabemos apreciá-los.

“Eles não nos entendem, e nos também não os entendemos em vários momentos, mas um dia, eles irão nos entender, saberão o que sentimos e quem sabe, poderão dizer que aprenderam com os nossos erros.”

Abaixou a cabeça e respirou fundo, enquanto o cunhado continuava a falar.

— Não estamos aqui para ordenar e sim para orientá-los, nós os vemos brotarem, desabrocharem e se tornarem lindas flores, e a única coisa que podemos fazer, é nos sentirmos realizados com este feito e com o feito de nossos filhos, isso é ser pai, meu amigo.

Depois de tais palavras, Inoichi pegou uma garrafa de cerveja dentro da geladeira e voltou para sala, para assistir seu jogo. E só foi ai, que Kizashi, depois de tantos anos, compreendeu o que era ser pai.

**

Bateu lentamente na porta e não obteve resposta, então abriu, e a única coisa que encontrou ali foi um quarto arrumado e silencioso, foi quando ele constatou que Sakura não havia voltado para casa depois da discussão deles, na noite anterior. Suspirou e fechou a porta, apoiando-se na mesma.

— Calma, querido, ela te perdoará, assim como você a perdoará. – Mebuki falou tocando o ombro do esposo, dando um beijo na bochecha do mesmo, antes de rumar para as escadas falando alto. – Nos te amamos, com todos os seus erros.

Encarou a mulher e sorriu, sua mulher sabia o que falava, e ele sempre confiava em suas palavras, se ela dizia aquilo, ele poderia esperar que se concretizaria.

Notas finais
Espero de coração que gostem, e feliz aniversario Sakura Haruno/Uchiha. Então meus amores, postei historia nova, se chama "Ex's & Oh's", deixarei o link aqui embaixo para vocês conferirem. Além do mais, se quiserem saber novidades sobre as historias antigas ou novas, basta segui minha página oficial no facebook: Sakuu-chan (Link: https://www.facebook.com/sakuuchanfanfiction) Quer ficar por dentro de tudo ou qualquer novidades sobre o casal? Basta seguir a pagina "Conexão SasuSaku", lá você vai encontrar muitas novidades, fanarts, debates e etc sobre o casal super amado. (Link: https://www.facebook.com/conexaosasusaku) Link de "Ex's & Oh's": https://fanfiction.com.br/historia/685193/Exs_Ohs/ Bem, é isso gente, até a proxima, beijinhos. Atenciosamente, Sakuu-chan!