Muito Bem Acompanhada
7 Capítulo Sete
Notas iniciais
“Muito Bem Acompanhada”
CAPÍTULO SETE
***
No capítulo anterior:
— Desculpas? Serio Sakura, você acha que um simples pedido de desculpas vai mudar o que aconteceu ontem? – A raiva estava mais que presente em sua voz, sentiu uma dor em seu peito, estava pronta para retrucar, mas ficou calada, apenas ouvindo. – Você simplesmente me deixou plantando na porra daquele quarto excitado pra caralho enquanto corria atrás do noivo da sua prima. – Soltou sem dó nem piedade.
Mordeu o lábio inferior com força e desviou o olhar do Uchiha que agora andava de um lado para o outro passando as mãos sem parar nos fios negros úmidos, em um ato de nervosismo, coisa que Sakura conhecia bem.
– Qual o seu problema hein? Será que não pensa nas consequências de seus atos? – Perguntou encarando furiosamente a rosada, estava se segurando, não queria assustá-la. – Ele é o noivo, merda. Esqueça-o.
Piscou e abriu a boca algumas vezes procurando as palavras certas, porém não as achou, simplesmente suspirou alto e fechou os olhos, sua respiração estava descompassada e seu peito doía, não pelas palavras do Uchiha, pois sabia que quando o moreno queria, ele era mais que sincero, mas por vê-lo nervoso.
– Vá tomar um banho, precisamos ir para a casa dos seus pais. – Falou após ficar um bom tempo em silêncio.
Sem esperar se mandada novamente, correu para o banheiro. Sasuke não estava puto por ter ficado na mão, mas sim pelo fato da rosada ter ido atrás do ex, aquilo mostrava que ela ainda o amava e apenas estava brincando com ele, com os sentimentos dele, que ela nem sabia que existia.
**
— Eu estou bem mãe. – Repetiu pela milésima vez ao ver sua mãe analisar cada parte de seu corpo exposta pelo vestido florido que trajava, comprado por Sasuke.
— Tem certeza querida? – Mebuki perguntou segurando os ombros da filha.
Revirou os olhos pela décima vez, suspirou e soltou-se das mãos da mãe, desde que chegaram há dez minutos, Mebuki estava analisando o corpo da filha, preocupada que a mesma tenha sofrido qualquer tipo de abuso ou agressão. Sasuke estava sentado no sofá sendo encarado mortalmente por Kizashi, mas o mesmo parecia nem se importar, às vezes queria ter o autocontrole de Sasuke.
— Sério mãe, eu estou bem, e outra, eu estava com Sasuke por que não estaria bem? – Questionou sentando-se ao lado do Uchiha, que se afastou um pouco.
— Desculpe querida, mas é que estávamos preocupados, vocês saíram ontem e não retornaram e muito menos ligaram. – Mebuki respondeu passando as mãos nos cabelos loiros.
Por mais que sua família fosse completamente paranoica, Sakura tinha que confessar que sentirá falta dos cuidados da mãe, que era um pouco mais maleável que seu pai. Suspirou e fechou os olhos, tentando achar uma forma de falar para os pais que dormirá em um lugar seguro.
— Nos perdoem senhores Haruno, mas saímos tarde da casa de Gaara, e não quis acordá-los, pois Sakura não levou chave… – Começou Sasuke ao seu lado, encarando com desdém seu pai. – Por isso dormimos em um hotel.
Kizashi arqueou a sobrancelha e olhou mais desconfiado ainda para o Uchiha, que o ignorava, mordeu o lábio inferior após abri os olhos e encarar Sasuke tão seguro de si, gostaria de ser como o Uchiha era na frente de seus pais uma única vez.
— Tudo bem rapaz, da próxima vez, avise. – Kizashi falou levantando-se da poltrona que estava sentado.
Mebuki, Sasuke e Sakura olharam sem entender para o patriarca Haruno, Sakura tinha os olhos arregalados diante da cena, Sasuke havia dobrado seu pai? Era isso mesmo que tinha acabado de ver? Piscou os olhos três vezes e se virou para Sasuke, que estava com a expressão indecifrável, mas sabia que o moreno estava furioso ainda, pois sua mandíbula estava trincada desde que saíram do hotel.
***
Sasuke estava ignorando totalmente sua existência, focado trabalhando com notebook em seu colo sentado na cama. Suspirou e torceu o nariz levantando-se da cama e saindo do quarto, se ele queria lhe ignorar, ela não faria nada, por enquanto.
Desceu as escadas lentamente, olhando cada detalhe daquela casa que não via há oito anos, suspirou e sorriu, sentia saudades do lar, dos pais, dos amigos, da cidade, só não sentia saudades da superproteção. Chegou à sala e pegou um dos porta-retratos onde estava ela e um ruivo de olhos castanho, Sasori, seu irmão nove anos mais velho que ela. Ele era seu ponto de equilíbrio, seu maior herói, mas quando ruivo tinha quatorze anos morreu atingido de bala perdida, prenderam o assassino e tudo, mas tudo havia mudado, desde este dia sua vida se tornou um inferno, seu herói havia a abandonou, seu pai quase a trancafiou em casa e seus sonhos mudaram.
Colocando o porta-retratos no lugar, foi para a cozinha, onde encontrou sua mãe cantarolando e fazendo seus doces preferidos de chocolate, cupcakes. Sorriu e se aproximou e encostou-se ao balcão americano encarando-a colocar a massa nas forminhas. Amava a mãe mais que tudo, porém seu pai tinha um grande poder de persuasão sobre a mesma, queria ter um relacionamento calmo com a mãe e não o relacionamento conturbado que tinha com a Haruno mais velha.
Mordeu o lábio inferior e suspirou ato esse que chamou a atenção da mãe, que ergue o olhar verde-claro e a fitou.
— Ah querida, é você. – Mebuki sorriu fechando os olhos. – Queria mesmo falar com você. – Completou.
Arqueou a sobrancelha rosada, não estava com clima para brigar, já bastava o clima chato entre ela e Sasuke.
— Comigo?
— Sim, eu queria lhe pedir desculpas. – Viu a mãe falar e limpar as mãos no pano de prato e se aproximar. – Não tenho mais direito de interferir em sua vida.
Olhou desconfiada para a mãe e arqueou as duas sobrancelhas, aquela era mesmo sua mãe ou um clone muito malfeito? Olhou dentro dos olhos verdes claros da mãe como se procurasse a mentira, contudo não encontrou.
— Você já uma mulher, sabe qual é a melhor decisão pra se tomar, por isso, quero que me perdoe Sakura, sempre odiei brigar com você, nunca quis distanciá-la, você ainda é minha menininha, aquela coisinha que eu sempre amei e sempre vou amar.
Encarava os olhos de sua mãe e pôde notar que aos poucos os olhos da mesma foram ficando marejados, assim como os seus, abriu a boca para falar algo, porém resolveu agir, simplesmente deu a volta no balcão e abraçou a mãe como nunca havia abraçado enquanto deixava as lágrimas de felicidade e tristeza – pela briga de Sasuke – escapar de seus olhos.
Quanto tempo estava esperando para ter aquele tipo de contato com a mãe? Só Deus sabia, fungou e ouviu o pequeno soluço da mãe, pelo jeito Mebuki esperava aquele tipo de contato, mais do que ela. Separou-se da matriarca e começou a secar as lágrimas da mesma enquanto sorria.
— Eu te amo dona Mebuki. – Confessou.
***
Odiava ignorar Sakura, mas odiava mais ainda quando ela resolvia lhe ignorar por está sendo ignorada por ele. Sim, a relação deles era mais do que complicada. Se ele lhe ignorava, ela lhe ignorava mais ainda, se ele era grosso, ela era três vezes mais grossa, se ele era sarcástico e irônico, ela encarnava o sarcasmo e a ironia, Sakura era o tipo de mulher desafiadora que não levava desaforo para casa, e isso o tirava do sério, pois se sentia mais do que atraído por ela.
Suspirando alto, sentiu seu celular vibrar ao seu lado, pegou e notou que era número desconhecido, arqueou a sobrancelha e atendeu.
— Alô!
— Uchiha, aqui é o Naruto.— A voz do galego do outro lado da linha o fez suspirar. – Estou ligando para te convidar para ir a um barzinho comigo e com os rapazes.
Pôde ouvir um “porra Naruto” ao fundo, mas resolveu ignorar, tinha quase 99,9% de chance de ser Gaara. Olhou para o notebook com a planilha aberta e depois para a porta, por onde Sakura tinha saído há mais de uma hora. Que mal teria sair para beber um pouco? Nenhum.
— Passa o endereço Uzumaki.
Após o galego lhe passar o endereço, foi se arrumar. Estava terminando de passar o perfume quando Sakura entrou no quarto sorridente com um doce nas mãos, mas logo seu sorriso morreu ao vê-lo arrumado. Vestia uma calça jeans desbotada, um sapatenis branco e uma camisa social branca com as mangas dobradas até o cotovelo e com os primeiros botões abertos e solta da calça.
— Vai sair? – Sakura perguntou sentando-se na cama.
— Sim.
Sasuke estava lindo, tinha que confessar, mordendo o lábio inferior caminhou até o Uchiha que bagunçava mais os cabelos após deixar o doce sobre o criado-mudo, simplesmente o abraçou por trás e após ficar nas pontas dos pés, deu um pequeno beijo na nuca do mesmo e sussurrou.
— Desculpe, eu te amo e divirta-se.
Ela sabia como quebrar suas pernas e fazia isso com muita vontade, suspirou e ficou de frente a Haruno, segurou o rosto da mesma e deu beijo demorado na testa da rosada e saiu sem olhar para trás.
Meia hora depois parou o carro em frente ao que mais parecia um pub do que um bar, deu os ombros e entregou a chave ao manobrista, que lhe deu uma senha, chegou a porta e foi barrado por um cara grande de olhos negros e cicatrizes no rosto.
— É convidado?
— Lista de Uzumaki Naruto. – Falou.
O cara deu uma olhada nas folhas em suas mãos e perguntou seu nome, após alguns minutos recebeu a pulseira e entrou, era um lugar calmo para um pub com dois andares, no primeiro andar havia uma pista de dança com um palco afastado das mesas espalhados em frente ao grande bar, no segundo piso havia as grades de proteção e pelo que pôde notar havia algumas mesas. Andou entre algumas mesas até ver uma cabeleira loira, uma ruiva e duas morenas, se aproximou.
— Demorou em Uchiha. – Naruto exclamou escandaloso quando se sentou a mesa. – Pensei que a Sakura-chan tinha feito você ficar.
Não teve como não notar o tom malicioso nas palavras do Uzumaki, todos ali havia notado, ate mesmo Gaara que estava lhe encarando.
— Pode apostar que eu adoraria ser impedido desta forma. – Rebateu levantando a mão para chamar um garçom.
***
Olhava o teto pintado de azul e com detalhes em branco, sabia que Sasuke ainda estava chateado, mas agora estava mais amenizado o clima entre eles, e isso era ótimo. Suspirou e ouviu seu celular apitar, em um pulo pegou o aparelho.
“Estamos no Ichiraku, se arruma e venha para cá, deixe o namorado em casa e venha curtir só com as amigas. Com amor, Tenten, Ino, Temari e Hinata.”
Impossível não rir diante da mensagem de texto da amiga, largou o celular na cama e rumou para o banheiro. Terminava de fazer a trança lateral folgada, havia se arrumado em menos de uma hora, sentia-se orgulhosa consigo mesmo. Deu uma última olhada no espero para conferir se estava bem.
O vestido tubinho preto prendia no corpo com o colo rendado fino cavado e transparente realçava os seios, um peep-toe meia pata de camurça rosa bebe realçava os pés brancos, a pulseira do jantar fazia conjunto com os brincos dourados e a bolsa. Sua maquiagem carregada realçava os olhos verde esmeraldas e o gloss rosado dava volume aos lábios.
Pegou a pequena cluch rosa com dourado com os devidos documentos e dinheiro e desceu as escadas, o táxi já a esperava.
— Mãe, eu estou indo encontrar as meninas no Ichiraku, estou levando a chave, não se preocupe.
Falou tudo num fôlego só enquanto saia de casa e entrava no táxi. Meia hora depois lá estava ela, pagando a corrida do táxi, sabia que tinha que avisar a Sasuke que havia saído, mas no momento a única coisa que queria era se manter afastada um pouco do moreno, para que ele pensasse e lhe perdoasse. E outra, ele provavelmente estaria com os rapazes, não queria incomodar.
Já se formava uma pequena filha em frente à entrada da mediana e sofisticada Ichiraku, um pub-bar. Em passos curtos caminhou até um homem grande trajando um terno preto de costas para ela, e tocou-lhe o ombro, chamando sua atenção.
— Com licença, sou convidada de Hyuuga Tenten.
— Só um mom… – O homem com várias cicatrizes no rosto se virou e arregalou os olhos ao notar a mulher de madeixas rosadas a sua frente. – Sakura?
Arregalou os olhos ao reconhecer aquele homem, ele sempre a barrava quando tentava entrar – clandestinamente – no Ichiraku, que na época era apenas um bar.
— Ibiki? Oh meu Deus! – Colocou as mãos nos lábios e depois abraçou o homem, pegando-o totalmente desprevenido. – Quanto tempo.
— Muito mesmo menina, mas ai, já tem idade suficiente para entrar? – O homem brincou fazendo a rosada sorrir.
— Sim, agora posso entrar sem ser barrada e poderei consumir. – O sorriso continuava intacto em seus lábios.
Ibiki riu e colocou a pulseira verde-claro no braço fino da rosada e abriu a porta para a mesma entrar, mas antes a chamou e falou.
— Já que a senhorita já pode consumir, pegue este passe, ele lhe dá direito a pegar um uísque no bar, e qualquer outra coisa, por conta da casa. – Entregou o pequeno cartão.
Apenas balançou a cabeça positivamente e entrou no estabelecimento, se surpreendendo ao ver o quão belo o local havia ficado após tantos anos, seus olhos correram pelo lugar e se viu deslumbrada com a decoração rústica e ao mesmo tempo suave, sentiu o celular vibrar dentro da bolsa e o pegou, era uma mensagem de texto de Tenten avisando que estavam no segundo piso, sem demorar muito rumou para o local.
Minutos depois já se encontrava junto às garotas no andar superior.
— Sem maridos, noivos ou namorado? – Perguntou arqueando a sobrancelha sentada ao lado de Tenten.
— Sim, esta noite é a nossa folga. – Hinata respondeu sorrindo.
— Gostei. – Riu junto às amigas, era bom passar um tempo apenas com as amigas e quem sabe ali não surgisse uma oportunidade para conversar a sós com Ino. – Falando nisso, Ibiki me deu este cartão passe, assim que entrei.
Abrindo a bolsa, pegou o cartão e o colocou sobre a mesa, segundos depois Temari o pegou e começou a ler e olhá-lo, para depois sorrir animada, mesmo sem poder consumir nada alcoólico, aquele cartão iria dá uma alegria a mais as amigas.
— Este cartão é o “top drink”, você tem direito a uma garrafa de uísque e consumir qualquer bebida por conta da casa, chegando a 750 ienes a conta, tudo por conta da casa. – A senhora Nara explicou.
— Isso é sério? – Perguntou duvidosa arqueando a sobrancelha rosada.
— Sim, este cartão é dado apenas uma vez ao ano, e para um freguês importante. – Ino comentou pela primeira vez na noite.
— Está podendo hein Haruno – Tenten começou rindo. – Tenho até dó do Uchiha com tanta concorrência.
Impossível não rir das palavras da Hyuuga, mordeu o lábio inferior ao recordar-se que não tinha como existir concorrência quando não se tinha nada com o suposto namorado.
— Mas ai, qual vai ser o destino do cartão que Sakura ganhou? – Hinata perguntou tomando o cartão passe das mãos da grávida da mesa.
— Vamos começar com energéticos e vodca, o que acham? – Ino perguntou quieta demais para ser a loira.
— Por mim tudo bem, e vocês garotas? – Viu as outras concordarem e se levantou. – Vou lá buscar então.
Dando um sorriso, saiu em rumo ao bar no andar debaixo, depois de se desviar de algumas pessoas, finalmente conseguiu chegar ao bar. Encostou-se ao balcão e tentou chamar a atenção do barman que conversava animadamente com uma mulher do outro lado. Por incrível que parece, havia poucas pessoas no balcão e na pub.
***
Naruto havia se esquecido de crescer, isso era mais que obvio para o Uchiha. Tomou um longo gole de sua bebida enquanto ouvia mais uma história de Naruto contando como se metia em confusão, para salvar Sakura.
— Não é querendo interromper Naruto… – Shikamaru cortou o Uzumaki enquanto chamava o moreno e apontava para algo no bar. – Mas aquela não é sua namorada se curvando perigosamente sobre o balcão de vestido? – Perguntou.
Virou a cabeça lentamente para onde o Nara apontava com o dedo, quase engasgou com a saliva ao perceber que Sakura estava curvada sobre o balcão, quase mostrando o que não deveria.
Sem pensar duas vezes, se levantou e caminhou para onde a rosada se debruçava mais ainda sobre o balcão, fazendo quase que sua retaguarda ficasse perigosamente exposta e desprotegida para alguns tarados de plantão. Chegou próximo à rosada e se posicionou propositalmente as suas costas, tapando qualquer que fosse a chances de mostrar o que não deveria ali.
***
Aquele paspalho vestido de barman só podia estar lhe sacaneando, não havia justificativa, estava há mais de quinze minutos tentando fazer a porcaria de seu pedido e ele nem se dignava em olhar em sua direção enquanto conversava com uma ruiva peituda, então a sua única alternativa foi se debruçar sobre o balcão para tentar chamar a atenção do mesmo, bufou frustrada ao não atingir seu objetivo.
Saiu da posição que estava e tentou se endireitar, porém acabou por esbarrar em alguém que estava as suas costas, arfou ao sentir as mãos firmes desse alguém lhe segurar pela cintura e encaixar as mãos perfeitamente na curva de sua cintura, como se as conhecesse perfeitamente.
— Não se curve assim, as pessoas vão acabar vendo o que não devem. – Reconheceria aquela voz em qualquer lugar, principalmente tão próximo da sua orelha.
— E você não deveria se aproximar tanto assim. – Rebateu soltando-se do aperto das mãos do Uchiha e virando-se para ele.
Lá estava aquele sorriso petulante nos lábios do moreno, ele estava lhe provocando e ela estava caindo em sua lábia como uma colegial virgem, mas convenhamos, era quase impossível resistir a Uchiha Sasuke quando ele queria provocar, ele se transformava em testosterona pura.
Resolveu ignorá-lo e se voltou para o balcão, onde o barman estava próximo de si, deu graças a Deus e fez seu pedido, dizendo onde estava e para onde que queria que entregassem. Depois de ter feito tudo, virou-se para sair dali, porém bateu em Sasuke, que continuava no mesmo lugar.
— O que você está fazendo aqui? – A pergunta de Sasuke foi direta e clara, como ele sempre era.
— Estou com as minhas amigas. – Respondeu cruzando os braços e olhando desafiadoramente para o Uchiha.
Seus olhos negros percorreram toda a fisionomia da rosada, vendo que ela lhe olhava com os olhos semicerrados e desafiadores.
— Porque está irritada comigo e me ignorando? – Perguntou arqueando a sobrancelha, era ele quem deveria está assim e não ela.
— Só estou retribuindo o tratamento. – Sakura rebateu sarcástica enquanto revirava os olhos e passava ao lado do moreno, para voltar para onde as amigas estavam.
Seu trajeto foi interrompido ao sentir-se ser puxada para trás e beijada, não houve reação no primeiro instante, mas ao sentir a língua de Sasuke invadir sua boca sem permissão e tocar a sua não resistiu e o abraçou com os braços no pescoço aprofundando mais o beijo.
Odiava aquele jeito petulante e desafiador da rosada, não gostava de ficar brigado com ela e também não poderia dar a impressão que estavam brigados para os outros, então a beijou, aquele beijo não tinha nada a ver com a saudade dos lábios da Haruno, era apenas para mostrar a todos – que não estavam ali – que eles estavam bem, pelo menos era nisso que o Uchiha queria acreditar.
***
Da mesa os rapazes viam todas as ações de Sasuke com Sakura, querendo desvendar cada palavra que saia da boca de ambos e os gestos que cada um fazia, mas estava se tornando impossível, foi quando o moreno puxou a rosada e a beijou sem dar tempo de resposta para a mesma, a não ser retribuir.
— Esse cara tem estilo. – Naruto falou dando um sorriso.
— Ele é um idiota, isso sim. – Gaara rebateu desviando o olhar do casal que se beijavam.
— Diz ai Gaara, qual o problema da Sakura está com outro? – Neji questionou encarando ruivo de expressão fechada. – Isso tudo é ciúmes da sua ex-namorada?
— Ou ego ferido por ela está com outro e nem ai pra você? – Shikamaru alfinetou o cunhado enquanto sorria.
Naruto preferiu não mexer com Gaara, sabia que o ruivo era pavio curto, não queria ganhar um olho roxo, por isso, esperaria um tempo, para depois sentar com o mesmo e ter uma conversa seria com ele, coisa que jamais fez.
***
Separaram-se ofegante e Sasuke se permitiu colocar a testa na da rosada enquanto tentava normalizar a respiração ainda de olhos fechados.
— Odeio brigar com você, odeio seu jeito petulante e desafiador e odeio mais ainda quando me ignora. – Sussurrou fazendo a rosada sorrir.
— Então não me trate assim, seu energúmeno. – Sakura rebateu, dando um leve beliscão nas costelas do moreno. – Então, estamos bem?
— Sim, mas não faça de novo. – Exigiu abrindo os olhos e fitando aquelas duas esmeraldas.
Deu um selinho rápido do Uchiha e se afastou sorrindo, agora sim poderia curti a noite com as amigas bastante feliz, eles haviam feito as pazes, pelo menos era o que ela queria: curti a noite ao lado das amigas de infância, mal sabia ela que seu pedido não seria atendido.
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