Muito Bem Acompanhada
9 Capítulo Nove
Notas iniciais
“Muito Bem Acompanhada.”
CAPÍTULO NOVE
***
No capítulo anterior:
— Diga-me tudo e não me esconda nada. – Exigiu cruzando os braços e encarando o Uchiha.
— Sobre? – Sasuke questionou se fazendo de sonso e passando pela rosada e pegando uma cueca e uma calça moletom.
Pouco se importou em ver o bumbum de Sasuke exposto na sua frente quando ele arrancou a toalha e vestiu a cueca Boxe, mordeu o lábio inferior quando sua mente lhe alfinetou sobre qual parte do corpo do moreno que queria analisar, tocar, acaricia e afins. Balançou a cabeça para espantar tais pensamentos e voltar ao assunto inicial.
— Sobre a briga.
Viu Sasuke passar as mãos nos fios negros ainda molhados pelo recente banho e deitar-se sobre a cama, pouco se importando se iria molhá-la ou não, tal atitude fez Sakura revirar os olhos, porém ignoraria por hora, simplesmente sentou-se na cama e encarou o moreno incentivando-o a lhe falar.
Sabia que ela não desistiria fácil, por tal motivo, resolveu contar tudo a rosada, detalhe por detalhe e por incrível que pareça, Sakura ouvia tudo em silencio, prestando atenção em cada palavra proferida de seus lábios. Quando terminou tudo sentiu um soco forte no braço e um delicado – ou não – “Idiota” por parte da rosada.
Quando viu que ela ia falar mais alguma coisa, simplesmente a puxou pelo punho, fazendo-a deitar sobre seu peitoral, levemente surpresa, envolveu seu braço na cintura fina da mulher e colocou o queixo na cabeça da mesma, aquela não era a primeira vez que dormiriam agarrados, e ele esperava que não fosse à última.
— Sem lição de moral agora, amanhã você pode me xingar até a quinta geração, mas hoje, eu só quero dormir.
Confessou de olhos fechados sentindo a rosada relaxa sobre seu corpo e se acomodar mais enlaçando as pernas nas dele, ele só queria pela primeira vez desde que chegara a Konoha poder dormir uma noite inteira, sem ressaca, sem precisar cuidar de ninguém bêbado, só queria fechar os olhos e dormir e ter bons sonhos.
Com tal pensamento deixou-se ser levado para o mundo de sonhos por Morfeu.
**
Acordou sentindo um peso sobre suas costas, mas não tão pesado ao ponto de atrapalhar sua respiração, seus olhos negros se abriram lentamente enquanto olhava envolta, seu corpo inteiro doía e seu rosto ardia, lentamente as imagens da briga com Gaara tomava de conta de sua mente.
Gemeu contrariado ao lembrar-se da revolta do ruivo ao saber que tipo de mensagem trocava com Sakura, aquilo só poderia significar uma coisa: Ele ainda a amava, mesmo se casando com a prima da rosada.
— Está tudo bem? – A voz sonolenta de Sakura soou em sua nuca, fazendo seus pelos se eriçarem.
Os seios medianos e firmes da rosada pressionavam suas costas, suas pernas delicadas e finas enlaçava as deles perfeitamente e sua respiração batia na nuca exposta do moreno, será que a rosada tinha ideia das sensações que causava em seu corpo? Gemeu mais uma vez, mas agora de excitação e mais baixo ao sentir uma dor levemente forte lhe atingir a virilha, será que Sakura iria se importar se eles fizessem um sexo matinal?
Fechou os olhos de desgosto ao sentir o peso da rosada lhe abandonar, mas logo sentiu seu corpo ser virado, fazendo suas costas encontrarem o colchão e um peso sobre sua virilha, seus olhos se arregalaram ao ver Sakura lhe sorrir maliciosa. O que ela pretendia fazer com ele afinal? Tinha que confessar que o que ela quisesse fazer, ele faria sem pestanejar.
***
Havia acordado bem cedo naquela manha, estava inquieta. Dormir de conchinha com Sasuke não havia dado muito certo, pois acordara as 06h00min, excitada ao sentir os braços do moreno em sua cintura e sua bunda encaixar perfeitamente na virilha do mesmo, teve que sair lentamente para não acordá-lo com um belo de um sexo oral. Tudo bem, confessava, morria de tesão por Sasuke.
Levantou, tomou um banho gelado, andou pelo jardim dos fundos da casa dos pais, visitou sua antiga casa na árvore, ficou com as pernas dentro da piscina e finalmente voltou para o quarto as 07h50min, assim que entrou encontrou Sasuke debruçado com as costas definidas e malhadas totalmente expostas, não aguentou, voltou para a cama e adormeceu sobre aqueles músculos.
Acordou com um gemido alto e de dor por parte do moreno, perguntou se estava bem, ele não respondeu, porém deu outro gemido, e ela conhecia aquele tipo de gemido, mordeu o lábio e sentou-se na cama, não atacaria o moreno, por mais que estivesse louca para transar com ele. Suspirou e tentou ser racional, transar só estragaria a amizade dos dois, contudo não resistiu, simplesmente o virou e quando deu por si, já sentava na virilha do moreno sentindo sua pequena excitação tocar sua intimidade ainda coberta pela peça intima, sorriu maliciosa.
Segurou o gemido, mas não o arfar, o sorriso malicioso abandonou seus lábios ao sentir as mãos de Sasuke sobre sua cintura, apertando seu corpo para baixo, fazendo sua intimidade esquentar e a dele aumentar. Antes mesmo de falar alguma coisa, viu Sasuke se sentar e lhe encarar profundamente, notou um brilho diferente da luxuria e de desejo nos olhos do Uchiha, só não sabia o que era.
— Não me provoque. – Sasuke alertou olhando dentro dos olhos verdes da Haruno.
— Provocar? Eu? Não estou fazendo nada, Sasuke-kun. – Brincou se fazendo de santa enquanto dava uma pequena rebolada no colo de Sasuke, o fazendo apertar sua cintura com mais força.
Sim, ela estava louca de desejo por Sasuke. Sim, ela estava louca para gemer o nome do moreno enquanto arranhava aquelas costas largas e maravilhosas, e sim, ela estava louca para senti-lo dentro de si enquanto soavam juntos. Mordeu o lábio inferior e puxou o cabelo do moreno, fazendo a cabeça do mesmo ir para trás enquanto aproximava sua boca da boca fina do Uchiha.
— Mas, se por acaso, eu estivesse te provocando, o que você faria? – Perguntou para depois passar a ponta da língua nos lábios, queria ver Sasuke descontrolado.
Sasuke sabia o que a Haruno queria, mas o que ele poderia fazer se quando estava com ela, não sabia fazer outra coisa a não ser cair em seus encantos? Suspirou e a beijou, não um beijo romântico, mas sim um beijo intenso enquanto suas mãos apertavam sua cintura com força, deixando a pele clara da rosada marcada.
Não conseguiu segurar o gemido quando uma das mãos de Sasuke apertou sua bunda e a língua ávida do moreno se misturou com a sua, seus dedos apertaram mais ainda os fios negros do homem. Deitou-a enquanto se deliciava com os lábios da rosada, roçava as intimidades ainda cobertas pelas roupas, sua virilha doía e sentia as unhas de Sakura em suas costas, arranhando-as com vontade, mordeu o lábio inferior da mulher e o sugou, arrancando um gemido mais alto dos lábios da mesma.
— Tudo bem ai, Sakura? – A voz de Kizashi soou atrás da porta.
Afastaram-se rapidamente e olharam em direção a porta que continuava fechada, Sakura ofegante e Sasuke mais excitado do que antes, bufou frustrado ao sentir Sakura lhe empurrar, fazendo-o se sentar novamente.
— Sim pai, eu apenas bati o dedo na cama. – Mentiu descaradamente, fazendo com que Sasuke desse um sorriso sarcástico, como se dissesse “tem desculpa melhor não?”. – Calado. – Sussurrou.
Estava frustrado, mais uma vez estava querendo finalmente fazer Sakura gemer seu nome loucamente, mas fora interrompido, se seu ódio por Kizashi já era alto, agora ele tinha aumentado gradativamente, será que era tão difícil para aquele homem perceber que ele, Uchiha Sasuke, queria satisfazer sua filha sexualmente?
— Quer que eu entre? – Kizashi perguntou com a voz desconfiada.
—Não. – Sasuke quem respondeu desta vez, fazendo com que Sakura lhe condenasse com o olhar. – Está tudo bem, Senhor Haruno.
— Sakura, o que está acontecendo ai? – Kizashi perguntou novamente agora tentando abrir a porta.
Seus olhos verdes condenaram mais ainda Sasuke que olhava apenas a maçaneta mexer, deu um sorriso irônico ao notar que Sakura havia trancado a porta, virou-se para a rosada e a viu se levantar e se vestir com um robe de seda para depois rumar para a porta, destrancando-a. rapidamente pegou a coberta e tapou sua excitação, aquela situação de ser pego em flagra só a havia aumentado e não o broxado, como esperava.
— Sim pai, está tudo bem, eu só me assustei e acabei batendo o dedo no pé da cama. – A rosada falava com o tom contido enquanto encarava o senhor Haruno que agora entrava no quarto.
— Certeza Sakura? – Kizashi questionou olhando para Sasuke, que o encarava de volta com o cenho franzido. – Esse ai não estava abusando de você, não?
Sasuke fechou as mãos em punho e revirou os olhos, não faria nada com Sakura, a não ser se ela quisesse, porque ai sim, faria tudo que sempre foi a fim de fazer, tudo mesmo, mas Kizashi não precisava saber disso, é claro.
— Pai, Sasuke é meu namorado, o que é que o senhor esteja insinuando que estávamos fazendo, é normal entre casais. – Sakura começou encarando o pai com as bochechas tingidas de rosa. – E não é o senhor que vive falando que eu tenho que me casar para lhe dar netos?
Teve vontade de gargalhar ao ver a expressão de espanto de Kizashi ao ouviu as palavras, talvez ele não esperasse ouviu tais palavras da filha que ele subjugava ser uma enfermeira e que pelo jeito nunca casaria e lhe daria netos. O Haruno desviou o olhar da filha e mirou Sasuke que tinha um sorriso debochado nos lábios, mesmo contragosto, deixou o aposento.
O sorriso de deboche estava intacto em seus lábios, viu Sakura trancar novamente a porta e sentar-se na cama suspirando, revirou os olhos e se sentou atrás da rosada, levando as mãos até o laço do robe, desatando-o, seus lábios foram para os ombros cobertos apenas pelas alças da camisola fina e transparente que estava louco para arrancar do corpo da Haruno desde que ela vestiu na primeira noite, ela não fez nada apenas soltou um pequeno gemido.
Lentamente a puxou de volta para cama, enquanto retirava totalmente o robe e o jogava no chão, Sakura mordia o lábio inferior para segurar o gemido enquanto Sasuke se posicionava entre suas pernas e lhe beijava lentamente, suas mãos pequenas foram parar no rosto másculo de Sasuke enquanto suas línguas se moviam lentamente e sincronizadas, este beijo era diferente do primeiro, ele era delicado, calmo, como se Sasuke quisesse transmitir que estaria com ela a qualquer momento.
O beijo que antes era calmo foi passando para afoito e necessitado, fazendo com que Sasuke pressionasse seu corpo contra o de Sakura, incentivando a rosada a enlaçar as pernas em sua cintura e gemer entre seus lábios. Seus lábios migraram dos lábios inchados para o pescoço alvo e totalmente exposto da rosada, para ele marcar do jeito que queria.
Não conteve o gemido algo quando Sasuke lhe mordeu o pescoço com vontade, já não importava mais se seus pais ouviriam seus gemidos, a única coisa que importava era seu desejo por Uchiha Sasuke e necessitava que ele lhe possuísse naquele momento.
Não conteve o sorriso ao ouvir o longo gemido de Sakura, mas queria mais, muito mais, então rapidamente abaixou as alças da camisola da rosada e tomou-lhe um dos seios rígidos com a boca, enquanto seus dedos brincavam com o outro, estimulando ainda mais a excitação da Haruno, fazendo-a gemer com um pouco mais de intensidade e rouquidão.
Sem pedir permissão sua mão soltou o seio sensível e desceu salientemente pela barriga reta da rosada, até chegar ao encontro de suas pernas, tocando-o sobre a calcinha, arrancando mais um longo gemido da Haruno que tinha as mãos em seus cabelos, puxando-os com força. Se Sasuke queria enlouquecê-la, estava quase conseguindo.
Ou será que já havia conseguido? Não sabia, nem raciocinava mais, para falar a verdade, a única coisa que sentia naquele momento era as mãos de Sasuke em seu corpo, atiçando seu desejo guardado há anos por ele.
Sorriu de canto ao perceber o quão entregue Sakura estava, rapidamente parou as carícias e deu um beijo rápido nos lábios da rosada para depois rumar ao banheiro enquanto a mulher lhe olhava incrédula por ter sido atiçada e depois… Abandonada.
— Desculpe querida, terminamos outra hora tenho compromisso. – Falou antes de sumir pela porta do banheiro.
— Mas… Mas. – Tentava de todas as formas balbuciar alguma coisa enquanto encarava Sasuke sumir pela porta branca de seu banheiro.
**
Nunca foi de sorrir abertamente, mas naquele momento não havia nada que estragaria sua felicidade de se vingar de Sakura por ela ter-lhe abandonado totalmente excitado naquela maldita festa na piscina enquanto corria atrás do idiota de seu ex-namorado.
Sabia que era feio se vingar das pessoas, ainda mais daquela forma, mas o que poderia fazer se estava em seu sangue Uchiha vingar-se das pessoas que lhe deixem na mão? No caso de Sakura, ela lhe deixou literalmente na mão.
Ainda com o sorriso intacto nos lábios finos tirou as roupas e abriu o registro do chuveiro, deixando a água gelada cair sobre seu corpo, para acalmar os nervos e a excitação mais que evidente, pois que por mais quisesse castigar Sakura, saíra castigado, porque vê-la tão entregue com as veste quase fora do corpo esbelto, havia sido algo muito intenso para sua sanidade pervertida, ainda mais com ela gemendo para ele, será que ela tinha ideia de quanto seus gemidos eram gostosos de ser ouvidos?
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Ainda estava na mesma posição, sua intimidade estava quente e seu corpo nem se fale, ainda olhava a porta do banheiro por onde Sasuke havia sumido a pouco mais de dez minutos, deixando-a sobre a cama com fina camisola presa na cintura e com as pernas entreabertas, enquanto seus dedos seguravam o lençol com força, ainda tentando entender o que havia acontecido naquela cama, minutos atrás.
Sentia-se quente e frustrada, muito frustrada. Rapidamente sua frustração foi substituída por raiva ao dar-se conta da intenção do Uchiha, aquilo havia sido uma vingança por ela ter lhe deixado no quarto enquanto ia atrás – que ainda não entendia do porque ter feito tal idiotice – de Gaara? Claro, ela deveria saber e não deveria ter se entregado tão fácil a Sasuke, só ela sabia o quão o Uchiha gostava de uma vingança boba e inútil.
Trincou os dentes enquanto recompunha a camisola no corpo, se Uchiha Sasuke queria brinca, ela, Haruno Sakura ia lhe ensinar como se jogava, ah como ia, que Sasuke a aguardasse. Suspirou alto ao ouvir o barulho de seu celular tocando atrapalhar sua linha de raciocínio, rapidamente pegou o aparelho incomodo e sem ao menos olhar o visor, questionou.
— O que você quer?
— Nossa, quanto mau humor, Sakura-chan – A voz risonha de Naruto do outro lado da linha a fez revirar os olhos. – Mas ignorarei sua falta de educação e irei direto ao ponto, hoje começa a prova de vestidos da noiva e das madrinhas na loja “Dreams of a bride”, Ino exige sua presença.
Resmungou um palavrão que fez o primo gargalhar, contudo o ignorou totalmente avisando que estaria nesta maldita loja, no horário marcado, para depois desligar na cara do loiro intrometido – que estava louco para saber o que havia acontecido com Sasuke após sua briga com Gaara – sem dar tempo de especulações por parte do mesmo.
Assim que desligou o aparelho subiu o olhar, encontrando Sasuke encostado no batente da porta com os braços cruzados sobre o peitoral lhe olhando descaradamente, oh Deus, se Sasuke soubesse o efeito que aquele olhar tinha sobre seu corpo e sobre sua libido, ele jamais lhe olharia daquele jeito, mas do jeito que conhecia Sasuke, tinha certeza que se descobrisse, ai que ele iria lhe olhar daquele jeito.
Era fato, Sasuke não valia nada, mas Sakura valia menos ainda, por este motivo se entendiam tão bem.
***
Mau humor, era o que definia Haruno Sakura naquele exato momento, dentro daquele carro ao lado de Sasuke, que se ofereceu generosamente – obrigado pela rosada – a lhe levar até a loja de vestido de noivas no centro. Olhava através da janela, tentando de todas as formas possíveis ignorar Sasuke, lindo e cheiroso ao seu lado, ainda estava inconformada por ele lhe deixar na mão aquela manhã.
Sabia que era ignorado por Sakura, contudo não se importava, quando eles se encontrassem após a prova do vestido de madrinha, eles estariam bem. O único barulho no interior do carro era do som, que tocava U2 feat. Mary J. Blige, o toque suave e a voz grave dos cantores embalavam seus pensamentos, que envolvia bem a mulher ao seu lado. Suspirou e voltou sua atenção para a estrada.
— Daqui uma hora venha me buscar, Uchiha. – Sakura exigiu assim que o moreno parou o carro em frente à loja.
Apenas concordou com um aceno de cabeça enquanto viu a mulher que lhe tirava o sossego saltar do carro e entrar na grande e sofisticada loja com vários vestidos de noivas expostos na vitrine, para depois dar partida e seguir para seu destino.
***
Soltou a respiração presa assim que avistou o carro de Sasuke se afastar, confessava, odiava ignorá-lo, mas não sabia mais o que estava acontecendo com ela, sentia necessidade de ser tocada e acariciada pelo melhor amigo, não conseguia mais controlar suas emoções com o Uchiha, não sabia mais nada do que acontecia entre eles, só o queria sempre por perto. E isso estava a deixando assustada.
Mordeu o canto do lábio e olhou em volta atrás das amigas, não se sentia segura ali sozinha, sem Sasuke ao seu lado, por mais que estivesse louca para arrancar a cabeça do Uchiha. Sorriu para atendente que lhe aguardava ansiosa.
— A senhorita Yamanaka está me esperando, eu sou uma das madrinhas. – Falou apertando a alça da bolsa caramelo a tira colo.
— Haruno Sakura? – A mulher arqueou a sobrancelha, olhando a rosada de cima a baixo. – Meu Deus, você está linda.
Seus olhos verdes passaram desconfiados pela loira de olhos violetas a sua frente, lembrava-se dela, porém não se recordava da onde, foi quando a mesma sorriu, um sorriso grande e largo, mostrando todos os dentes retos e bonitos, seus olhos se arregalaram ao lembrar-se da loira vadia número dois.
Seu ar faltou ao recordar-se de todas as coisas que aquela mulher e sua prima fizeram consigo no ensino médio, fechou os olhos e apertou mais ainda a alça da bolsa, precisava mostrar que não era mais aquela garotinha que as lideres de torcidas sacaneava.
— Miroku Shion. – Falou fria, deixando Sasuke influenciar em seus sentimentos. – Quanto tempo.
— Nossa você está tão diferente. – Os olhos violetas da loira passaram desde seus cabelos longos, pelo corpo coberto pelo vestido branco com faixas azuis preso com um cinto caramelo na cintura até os pés cobertos por um scarpin caramelo de camurça.
— Você poderia me informa onde minha prima esta? – Perguntou interrompendo qualquer que fosse o assunto da Miroku.
A última coisa que queria era que aquela loira vadia, que fazia questão de roubar seus namorados junto com sua prima, soubesse sobre sua vida. Deu um sorriso tão falso quanto o da loira que estava desconcertada a sua frente, já que era mais obvio que a Miroku estava louca para saber de seu “atual” namorado e não sobre ela.
— Ah, a Ino… – A Miroku falou enquanto desviava o olhar. – Vou te levar até ela, só me seguir.
Não falou nada, apenas deixou ser guiada pela loira vadia número dois que fez sua vida um inferno no ensino médio, lhe jogando macarrão na cabeça ou até mesmo pregando papeis com palavras maldosas em suas costas, sofreu um monte antes de conhecer Gaara – o garoto estranho e encrenqueiro, que logo se apaixonou – após ter sido traída por seu namorado, Kimimaru.
Talvez esse era seu carma, o de ser corna, pois já havia se acostumado a ser traída por seus namorados, o único que não lhe traiu – ou achava que não – havia sido Gaara, mas ainda tinha lá suas duvidas. Seguiu a loira pelo corredor extenso, parando ao lado da mesma em um como com provadores de madeira e um longo espelho em frente ao um pequeno altar, para as noivas verem como estava o vestido.
O belo estofado de couro branco ao lado e ao centro um puff gigante de três andares, parecendo um bolo de noiva, também em couro branco, no mesmo estava Tenten e Hinata bebericando champagne e rindo de alguma coisa, até que avistaram a rosada.
— Sakura-chan. – Hinata falou animada levantando-se.
— Já trouxe a madrinha, pode vazar agora Shion… Vadia. – Tenten falou carrancuda para a loira, que mais uma vez ficou desconfortável.
Assim que a loira foi embora, Sakura retirou a bolsa e colocou sobre o estofado e recebeu uma taça de champagne de Tenten.
— Pensei que não viria. – Hinata declarou com um sorriso.
— Se eu soubesse que Shion estaria aqui, com certeza não teria vindo. – Rebateu tomando um gole pequeno do liquido com pouco teor de álcool.
— Acredite, eu também não gosto dessa loira. – Temari falou saindo do provador. – E o que acharam?
Seus olhos verdes pousaram no corpo da mulher com barriga saliente para depois fazer uma careta, o vestido verde oliva batia na altura dos joelhos de saia solta, uma faixa com uma flor enorme marcava abaixo os seios e uma alça no ombro direito – também com uma flor – segurava o mesmo no corpo.
— Ele é horrível. – Declarou rindo logo em seguida junto às amigas.
— Ino que escolheu. – Tenten torceu o nariz negando com a cabeça.
— Eu não vou vesti isso. – Afirmou negando com a cabeça.
— E por quê não? – A voz de Ino soou atrás de si.
— Porque ele é ridículo… – Virou-se lentamente para a prima e travou no lugar ao ver o quão à mesma estava bonita trajando um vestido cheio, estilo princesa, na cor branca, com o véu sobre os cabelos. – Uou.
— O que achou? – A Yamanaka perguntou subindo no pequeno altar e abrindo os braços.
***
Estava encostado ao lado do carro com o celular na orelha esperando o irmão atender sua ligação.
— Então, o que achou da casa? – Perguntou logo após ouvir a voz do irmão do outro lado da linha.
— Estou bem sim Sasuke, a empresa está em ordem e como anda a viagem? – Itachi falou irônico do outro lado da linha, fazendo o mais novo revirar os olhos e bufar. – Ok, vamos a sua curiosidade, a casa é muito boa, mas tenho uma duvida…
— E o que seria? – Perguntou arqueando a sobrancelha.
— Não seria melhor, você pedi-la em casamento primeiro? – Itachi indagou fazendo Sasuke engasgar com a própria saliva.
— Do que você está falando? – Voltou à postura fria e sem emoção de sempre.
— Estou falando de Haruno Sakura. – A voz de Itachi saiu suave, como se ele não se importasse com a mentira do irmão, e era verdade, ele não se importava nem um pouco.
— Eu não sei do que você está falando e muito menos o que está insinuando. – Falou dando um suspiro e passando a mão nos cabelos enquanto olhava o carro estacionar em frente ao seu. – Isso é apenas um investimento, não tem nada a ver com ela, mas agora preciso desligar, a corretora chegou.
Nunca em toda a sua vida havia falado uma frase tão longa com Itachi se não fosse algo a respeito da empresa, sempre evitava falar sobre sua vida amorosa com o irmão, principalmente quando envolvia Sakura. Desde que conversara com Sakura sobre casamento e filhos, resolveu procurar uma casa em Konoha, dizendo ele para investimento e não caso queira se casar e ter filhos com a Haruno.
Balançou a cabeça para espantar tais pensamentos e virou-se para onde o carro estava estacionado com a porta do motorista aberta após guardar o celular no bolso, seus olhos se arregalaram ao ver quem havia acabado de sair do veículo.
Só podia ser sacanagem com sua cara, não podia acreditar que o corretor de imóveis era ninguém menos que Sabaku No Gaara, aquela viagem estava saindo pior do que imaginava.
— Eu não acredito. – Praguejou.
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