Notas iniciais
Agradecimentos: À Gisele_Potter, Lissa Santos, Lily_pwg, Elizabeeeth, KekahCollins e kb_gsr, que comentaram o Capítulo 24! Obrigada! Os comentários de vocês e as recomendações significam muito pra gente, de verdade!
Resumo do Capítulo: Uma conversa sincera... e uma noite perfeita.

– CAPÍTULO VINTE E CINCO –

SINCERAMENTE

Severus voltou-se à Marlene, sem acreditar. O que ela pretendia com isso agora?

– O que você disse? – ele perguntou incrédulo.

– O QUE VOCÊ ESCUTOU! – Marlene respondeu num grito, sem se intimidar. As lágrimas começaram a encher os olhos dela, o nó em sua garganta fora mais uma vez desatado e ela resolveu expor tudo que sentia: – Eu não quero mais isso, porque se for pra continuar assim, se for pra ficar com você sem poder te abraçar, te beijar, eu não consigo mais!

Impressionado com o desabafo, Severus começou a andar na direção dela, mas antes que pudesse dizer qualquer palavra, Marlene suspirou fundo e concluiu o que falava:

– Eu estoumuitoapaixonada por você e isso que você está fazendo comigo... isso machuca!

Marlene virou-se de costas no exato momento em que as lágrimas começaram a cair, não queria que ele a visse chorar. E Severus sentiu-se péssimo, mais do que já estava se sentindo, assim que viu as lágrimas vertendo dos olhos castanhos; era quase palpável que o sofrimento dela doía nele também. Ele então se aproximou mais dela e a puxou delicadamente pelos ombros, mas ela se ressentiu ao seu primeiro toque, esquivando-se depressa.

– Eu sei que fiz tudo errado – continuou ela –, mas é isso: não dá pra continuar assim, então eu acho melhor a gente terminar de uma vez, eu sei que você também não faz questão nenhuma de ficar comigo e se precisar eu mesma falo pra sua mãe queeuestraguei tudo...

– Marlene, olha pra mim! – Severus a chamou, segurando o braço dela e obrigando-a a voltar-se para si. – Por acaso eudisseque não queria mais ficar com você?

Ela o ignorou, desvencilhando-se dele enquanto respondia:

– Eu é que não quero mais ficar com você! – Marlene gritou. – Porque eu cheguei a pensar que você gostava de mim, mas depois de tudo que você disse, e da maneira horrível que você está me tratando, eu percebi que você não gosta... A minha prima tem toda razão!

Aquilo, Severus não podia aceitar calado; mas nunca,nunca mesmoque ele ia deixar Marlene se afastar dele por causa dasmentirasque Dorcas certamente deveria ter lhe dito. Então a segurou pelo braço novamente, antes que ela se afastasse.

– Além de acreditar nasmentirasda sua prima, você tem sérios problemas dememória? – Severus a indagou, sério, e quando Marlene voltou a encará-lo, prosseguiu: – Marlene... eugostode você! – admitiu ele. – Esqueceu que eudisseisso a você, depois daquele mal-entendido na noite de Natal?

– Não – assegurou Marlene, mas sem conter as emoções exaltadas, acabou acrescentando: – Mas eu pensei que poderia não ter sido sincero, que você tinha dito aquilo só pra...

Severus a interrompeu grosseiramente:

– ... te levar pra cama? – ele voltou a questioná-la seriamente.

– É – a resposta de Marlene saiu impensadamente, e agora foi a vez de Severus se afastar dela num suspiro impaciente. Percebendo o que dissera, ela correu até ele e explicou: – Mas depois eu percebi que tudo que aconteceu entre a gente não foi fingimento... Na verdade, pra mim nunca foi... – admitiu ela.

– Você é mais absurda do que eu pensei! – exclamou Severus, meio irônico e um tanto comovido. – Eu já sabia disso, mas quando vocêdisseque não foi verdadeiro, que tinha sido tudo fingimento, foi como se você tivesse se arrependido...

– Claro que não me arrependi! – ela interpôs depressa. – Mas eu só te perguntei isso, se era fingimento, porque eu queria ter certeza do que você sentia! Eu queria que você dissesse exatamente o contrário: que não, que não tinha sido fingimento e que você gostava de mim!

– Será que você não tinha um jeito maissimplesde me perguntar isso? – insistiu ele. – Não podia simplesmente ter me perguntado se eugostavade você? Obviamente, eu responderia quesim...

Diante daquelas palavras e da sinceridade contida nelas, Marlene lançou-se a Severus desesperada e ele não hesitou em envolvê-la entre os seus braços, acariciando os cabelos castanhos. Ela afundou o rosto no peito dele e murmurou:

– Eu fui uma idiota, me desculpe... – ela pediu, sem se conter.

– Eu já disse para não se desculpar – ele a advertiu.

Marlene então ergueu o rosto para encará-lo.

– Mas se eu não tivesse falado tudo errado... – ela contrapôs, amuada. – No fundo, eu só queria saber o que você sentia por mim... O que você sinceramentesentia por mim...

Severus tornou a olhá-la sério.

– Acha mesmo que se o meu sentimento por você não fosse sincero, ou se não fosse verdadeiro, eu teria falado com seu pai? – ele a interpelou, voltando a ela toda a intensidade dos seus olhos negros.

Marlene piscou, incrédula.

– O quê? Você não fez isso...fez?indagou ela, simplesmente não conseguia acreditar no que Severus estava dizendo.

– Sim, eu falei com ele – confirmou Severus. – E é claro que eu não teria feito isso se você não fosse muito importante pra mim...

Marlene se sentiu muito bem ao ouvir que Severus gostava dela, que ela era muito importante para ele. Mas agora eram as dúvidas que lhe voltavam à mente.

– Mas então por que me disse aquelas coisas horríveis e me tratou daquele jeito? – ela perguntou inevitavelmente.

Severus suspirou fundo. Era muito difícil admitir que tinha agido estupidamente.

– Uma vez – começou ele –, eu vi o meu pai ameaçando bater na minha mãe. Tive muito ódio dele. Algum tempo depois, ela disse que ele agia assim porque na hora da raiva a razão some. É verdade. No momento em que você disse que tinha conversado com Black, acho que eu já não consegui mais pensar...

Marlene suspirou confusa depois de ouvir aquela confissão, mas também não podia deixar de se explicar:

– Eu disse que conversei com ele, porque não queria e nem quero esconder nada de você! – ela disse e outra vez, Severus se sentiu mal por pensar em tudo que já estava escondendo dela. – Mas eunão acreditoque você achou que foi por causadeleque eu...

– Eu realmente perdi a razão – explicou Severus, e Marlene acreditou quando ele disse: – Imaginei sim que era por causadele, e daconversaque você teve comele,que você tinha inventado aquela história de fingimento. Depois de tudo que aconteceu, foi muitoruimpensar que você poderia ter se arrependido.

Agora Marlene entendia porque Severus se sentira tão ofendido. Ela suspirou mais calma, mas ainda demonstrava contrariedade.

– Ele só me perguntou se eusabiao que você sentia por mim! – explicou ela. – Porqueeu seio que sinto por você e inclusive disse isso pra ele! Por isso, doeu muito ouvir que você me achava pior do que asputasque...

– Por favor, não acredite em nada do que eu disse! – Severus pediu depressa. – Tenho me sentido péssimo desde que lhe falei aquelas coisas, eu jamais pensei isso sobre você! Eu disse aquilo porque queria te ferir, do mesmo jeito que você tinha me ferido com aquelas palavras... Fui um idiota...

– Então fomos dois! – Marlene disse, finalmente abrindo um sorriso com a afirmação dele. – Eu fui uma alienada, ainda não sei como pude ter aquela ideia estúpida de te perguntar uma coisa, sendo que era outra que eu queria saber... Você ficou nervoso e...

– Me perdoe – ele pediu. – Não era minha intenção lhe tratar daquela maneira, eu...

– Eu sei – assegurou ela. – Agora eu sei. Aquele não era você, era alguém que ficou com raiva da namorada estúpida, com toda razão...

– Você não é estúpida – garantiu Severus. – Você só queria ouvir, ouvirsinceramente,que eu gosto de você, não é?

– É – confirmou Marlene.

– E você ainda quer ouvir isso sinceramente, não quer? – Severus perguntou de repente; Marlene fez que sim com a cabeça e ele prosseguiu: – Então olha pra mim – e quando ela o fez, erguendo o rosto e fitando-o com os olhos expectantes, ele suspirou fundo e disse, fazendo distinção em cada palavra: – Marlene, eugostode você... Eugosto...como jamais pensei que pudesse...

Ela até pensou em dizer alguma coisa em resposta, mas, percebendo a intenção dela, ele lentamente colocou um dedo em seus lábios; com o polegar ele contornou-lhe a boca, depois aproximou mais o rosto, e quando ela jogou os braços em volta do pescoço dele, então seus lábios tocaram os dela, num misto de calma e urgência. Era um beijo diferente de todos os outros que trocaram antes; um beijo predominante de desculpas e que trazia um sentimento novo, ainda não reconhecido por eles:amor.

Porém, a saudade que seus corpos sentiam um do outro era enorme e palpável; esses cinco dias que Marlene ficara sem beijá-lo fez com que aquele beijo se tornasse ardente e cheio de volúpia. Ela podia sentir as mãos de Severus deslizando por suas costas, depois apertando sua nuca com suavidade, trazendo-a mais junto de seu corpo. As próprias mãos dela que estavam no pescoço dele, logo rumaram para os seus cabelos; ela puxava carinhosamente os fios negros para trazê-lo mais junto de si.

Quando o ar começou a lhes faltar, Severus se afastou de Marlene, segurou o rosto dela com as mãos e lentamente começou a distribuir pequenos beijos em sua testa, nos olhos, no nariz e nos lábios novamente. Ele afagou os cabelos dela serenamente, fazendo-a soltar um gemido involuntário; os olhos deles voltaram a se encontrar e ele abaixou a cabeça para encostar sua testa na dela.

– Sentimuitoa sua falta – ele sussurrou.

Marlene sorriu diante da confissão dele, e acrescentou:

– Eu também.

Assim que disse isso, Marlene deixou que a razão e a emoção se confundissem; não lhe importava mais se estavam num corredor, e com uma coragem impulsiva, ela o empurrou contra a parede, avançando os lábios aos dele novamente, mas agora num beijo urgente, como se aquilo fosse a última coisa que pudesse fazer antes do mundo acabar. E Severus retribuiu o beijo dela sem hesitar, afinal desejava aquilo também; suas bocas se encaixavam perfeitamente e um emaranhado de sensações se encontrava naquele beijo. Mais uma vez, ele sentiu os dedos pequenos dela enroscando-se aos seus cabelos, puxando-os suavemente; tão logo eram as mãos dele que começavam a explorar o corpo dela e quando chegaram até as coxas, ele a levantou pelos quadris, enganchando-a em seu corpo. Suas mãos começaram a subir a saia dela, fazendo-a sentir de novo aquele caminho de fogo por onde ele lhe tocava a pele. A cada toque, Marlene sentia que o corpo dele queria o dela tanto quanto ela queria: Severus lhe explorava o pescoço, enchendo-o de beijos e carícias, inebriando-se com os gemidos involuntários dela. Mas, por mais inebriado que ele estivesse em tocá-la, ele parou seus carinhos de repente e a fez firmar os pés no chão novamente, ouvindo agora um gemido decepcionado.

– Mas que maldição...! – Severus praguejou contra o pescoço dela.

Marlene ergueu o rosto de imediato e o encarou confusa.

– O que foi? – ela perguntou, visivelmente assustada. Não era possível que,de novo, tivesse feito ou falado alguma coisa errada.

Severus então explicou o motivo da parada:

– Estamos num corredor...! – disse ele, e tomando-a pela mão, pediu maliciosamente: – Vamos sair daqui.

– É uma ideia interessante... – respondeu ela num sorriso, mas ainda confusa, quis saber: – Mas... pra onde vamos?

– Confie em mim – foi só o que ele respondeu, antes de enlaçá-la pela cintura num meio abraço.

Ao senti-lo tão junto de si, seu corpo já gritava as saudades daquele contato; Marlene colocou a mão livre na cintura dele e eles começaram a caminhar assim. Eles continuaram caminhando abraçados, as mãos entrelaçadas; ela sentia a respiração de Severus em seu pescoço e isso a fazia arder de prazer por antecipação, devido à ânsia que ela tinha de senti-lo dentro de si o mais rápido possível. E em meio aos olhares cheios de desejo que trocaram durante a caminhada, Marlene também podia sentir que ele queria o mesmo.

Como eles ainda estavam próximos a Torre Oeste, demoraram para chegar ao corredor do sétimo andar. Mas quando Marlene reconheceu os trasgos naquela tapeçaria à frente de onde estavam parados, não acreditou no que viu.

– Severus, não acredito! – ela exclamou. – É mesmo a...?

– ... Sala Precisa, exatamente – anunciou ele.

Eles fecharam os olhos buscando concentração e finalmente adentraram a sala quando a porta se abriu. Marlene seguia maravilhada com o que via: a sala agora era um quarto esplendoroso: havia uma imensa cama no meio dela, coberta com uma colcha azul-clara e almofadas em vários tons de azul, que combinavam exatamente com o tom claro das paredes; mais ao fundo, uma porta que provavelmente levava a um banheiro. Aquilo definitivamente parecia a suíte mais especial de um hotel luxuoso.

– Que...perfeito! – Marlene exclamou de novo, maravilhada. – Você pensou em tudo isso, Severus?

Nóspensamos – Severus disse, e debochou: – Afinal, asuacor preferida é azul...

Marlene sorriu verdadeiramente emocionada; era incrível a quantidade de coisas que Severus sabia sobre ela. Mas ela nem conseguiu se concentrar nisso: logo, os lábios dele estavam nos dela outra vez, beijando-a profunda e intensamente; as mãos dele desciam pelas suas costas numa carícia sensual e involuntariamente, as mãos dela agarraram-se aos seus cabelos novamente, trazendo-o mais junto de seu corpo. Severus continuava beijando-a com voracidade, e só se afastou dela depois de colocá-la gentil e calmamente na cama.

Ela observou Severus retirar a capa que vestia, e depois fez o mesmo; ele tomou a capa das mãos dela e jogou num canto qualquer, junto à dele. Com uma calma inabalável, ele voltou até a cama e a beijou lentamente, depois se deitou ao lado dela, abraçando-a com ternura. Marlene ficou parada, estranhando o comportamento dele, pois sabia o quanto ele ansiava matar asaudadedela, de seu corpo, tanto quanto ela ansiava. Na verdade, ela ainda estava surpresa consigo mesma; não imaginava a tensão sexual em que seu corpo se encontrava, afinal, já tinha ficado algum tempo sem sexo, mas desde que experimentara todos os prazeres que ele havia lhe proporcionado, aqueles cinco dias foram remetidos a cinco anos.

Marlene continuou olhando-o confusa. Severus apenas retribuiu o olhar como que numa conversa muda, e então suas mãos hábeis tiraram-lhe o suéter que ela vestia; logo depois, livraram-na da gravata e da camisa. Ele voltou a beijá-la com ardor, mas logo os lábios dele abandonaram-lhe a boca e ele os deslizou mais abaixo de seu rosto, apenas para depositar beijos no pescoço, ao mesmo tempo em que acariciava as costas dela. Severus começou a explorar sua orelha, ora beijando, ora mordendo suavemente e logo passou a beijar seus ombros e seu colo, fazendo Marlene sentir aquelas sensações que só tinha com ele; a cada toque, ela se arrepiava de prazer, gemendo alto.

A respiração dela tornou-se falha e ofegante quando o sentiu mordiscar seus seios mesmo por cima do tecido do sutiã, e, como se quisesse se livrar logo daquele empecilho, Severus pôs as mãos nas costas dela, encontrou o fecho e o soltou com um movimento rápido. Quando o tecido delicado escorregou por sua pele, Marlene sentiu os dedos dele acariciando seus seios com suavidade, fazendo a pele formigar onde era tocada. Ela respirou pesadamente quando o viu abaixar a cabeça e deslizar a língua suavemente sobre um seio enquanto envolvia o outro com a mão firme e suave. Severus beijava, sugava, mordiscava; a cada movimento que a língua dele fazia em seu mamilo enrijecido, mais Marlene gemia de prazer e quando ele passou a explorar seu outro seio com a boca, ela já se sentia entregue, sentindo um leve estremecimento percorrer-lhe o corpo.

Severus continuou beijando os seios de Marlene, enquanto suas mãos chegavam ao fecho de sua saia. Lentamente, ele começou a retirá-la e massageou avidamente suas coxas enquanto o fazia. A cada segundo, Marlene sentia o corpo ansiar ainda mais pelo que estava por vir; estando somente de calcinha agora, ela recebeu dele um olhar cheio de desejo. E como ela adorava receber de Severus aqueles olhares... Ser admirada por aqueles olhos negros a deixava muito envaidecida. Ela então tomou a boca dele novamente e eles voltaram a se beijar com todo o desejo que tinham; a intensidade dos beijos dele a deixava excitada, ela queria mais, queria senti-lo por completo. E tão logo foram as mãos dela que, hábeis por conta das noites que passaram juntos, cheias de saudade fizeram o mesmo com ele, livrando-o do suéter, da gravata e jogaram a camisa dele longe. Os lábios dela acariciaram o pescoço dele e o lóbulo da orelha; sua mão pequena fez um carinho terno em seu abdômen e Marlene o viu estremecer.

Ele se afastou dela calmamente e começou a desabotoar a calça; Marlene então se ergueu, e ansiosa, o ajudou a descer o zíper. Com uma agilidade impressionante, ele afastou as mãos dela e tirou a calça, jogando-a longe. Ela sentiu a respiração acelerar mais uma vez quando viu, mesmo por baixo do tecido daquela boxer negra, o tamanho davontadeque ele tinha de possuí-la; ela continuou encarando o corpo dele com um imenso desejo de tocá-lo, de possuí-lo e percebendo o olhar dela que tinha sobre si, Severus se ajoelhou na cama e puxou-a para si, pressionando os seios dela contra seu peito, colando seus corpos que se encaixavam com perfeição. Ele a prendeu com seu olhar, os olhos negros estavam cheios de desejo e ele a beijou com toda a avidez que possuía. O encontro da pele deles fazia o corpo dela reagir como um vulcão em erupção: onde quer que se tocassem, a pele parecia arder de prazer.

Severus então deitou-a na cama com delicadeza, inclinando-se sobre ela; suas mãos escorregaram pela lateral do corpo de Marlene, indo de encontro com as laterais da calcinha dela. Naquele momento, os quadris dela se arquearam sem a sua permissão e percebendo isso, ele lhe retirou a calcinha de maneira rápida, mas suavemente. Foi uma questão de segundos até ela estar nua e entregue aos desejos dele. Com seus dedos, ele voltou a lhe acariciar a parte interna das coxas; instintivamente, ela sentiu suas pernas se abrindo mais para ele e a ânsia do prazer já lhe dominava a feminilidade, onde pulsava uma reação involuntária pelo que viria a acontecer.

Ele explorava o mais íntimo dela com os dedos, em toques escorregadios e ardorosos, arrancando gemidos altos de Marlene; sentir os dedos dele dentro si era uma deliciosa tortura: o prazer crescente a invadia, fazendo-a se contorcer; ela tentava controlar a respiração descompassada, e quando estava quase se normalizando, Severus lhe surpreendeu com mais um beijo urgente, um beijo cheio de paixão, que somente ele conseguia lhe dar. Logo, ele encerrou o beijo sem lhe pedir autorização e sorriu entre seus lábios antes de se afastar deles, para logo em seguida descer com beijos suaves pelo ventre dela. Num rápido vislumbre, ela encarou os olhos negros que refletiam a sensualidade daquele ato e com um último olhar lascivo, ele enterrou o rosto em sua feminilidade e sua boca começou a explorá-la com perfeição, como sempre fazia.

Marlene delirava com os movimentos que a língua dele lhe fazia; o prazer que a tomava era certamente o maior que sentira até agora: ele circulava seu clitóris lentamente, depois ia mais rápido, fazendo-a gemer mais alto. A cada movimento desenfreado que a língua dele fazia, ela se sentia mais extasiada. Mas quando ela pensou que Severus pararia, sentiu a língua dele fazendo um movimento novo, como se estivesse desenhando uma letra "S" e tão logo ela sentiu o movimento mudar para um "E", sucedido por um "V"... E imaginou que ele estava fazendo isso para que ela o estimulasse e então tentou pronunciar o nome dele, mas nada saiu. Severus riu com a tentativa frustrada dela, até que Marlene reuniu forças não sabia de onde e entre seus murmúrios e gemidos, ela conseguiu perguntar:

– Severus...? O que... você está... fazendo?

Ele ergueu o rosto para encará-la.

– Escrevendo o meu nome... – ele comunicou.

Marlene sorriu em meio a mais um gemido abafado.

– Então... escreve tudo... tá...? – pediu ela e logo em seguida, ele voltou-se novamente ao que fazia.

Marlene seguia perdida aos movimentos daquela língua maravilhosa e sabia que Severus sentia isso. O ar que ela respirava era escasso, mas não importava; o toque da boca dele em seu corpo a fazia arfar descontroladamente e quando seus ofegos se transformaram em gemidos de prazer, numa reação involuntária, ela ergueu o corpo e o puxou para cima; ele a beijou com toda a urgência e avidez que podia, e, com uma força que nem a própria Marlene sabia que tinha, ela jogou Severus contra o colchão, invertendo suas posições.

Marlene espalmou as mãos em seu peito nu, sentindo-o se contrair sob o seu toque; orgulhosa pelo prazer que lhe proporcionava com aquele carinho tão simples, ela montou nas pernas dele, esfregando seu corpo sobre o dele e começou a trilhar caminho de beijos, começando no pescoço, descendo pelo tórax e abdômen, enquanto as suas mãos pequenas corriam pelas coxas dele, fazendo-o arfar sofregamente. Sentindo a ereção dele presa naquela boxer, ela sorriu contra o seu abdômen; involuntariamente Severus arqueou o corpo e em seguida ela começou a lhe retirar a boxer com os dentes; o contato dos dentes dela em sua pele o fazia gemer por antecipação.

Assim que terminou de retirar aquela peça, Marlene encarou o membro dele com desejo, e calmamente foi se aproximando daquela protuberância; ela o acariciou serenamente com as mãos e novamente viu Severus arquear o corpo. Aquele misto de desejo e prazer que tomava a mente dela falou mais alto e num ímpeto, ela o tomou com a boca; logo, seus lábios deslizaram por toda a sua extensão, ora beijando, ora sugando-o, ora somente acariciando-o com a língua. E a cada toque de seus lábios, a cada movimento de sua língua, ela o ouvia gemer seu nome; aquela atitude a deixava com uma sensação de vitória; ao menor movimento ela o sentia mais excitado e pulsante; isso a deixava novamente envaidecida e orgulhosa.

Marlene então notou que a respiração de Severus estava difícil, e ele já tinha o rosto enrubescido pelo prazer evidente. E percebendo que logo iria gozar se Marlene continuasse, ele mesmo afastou-a de seu membro gentilmente e segurou o rosto dela com as duas mãos, com uma delicadeza impressionante; ele ficou encarando os olhos castanhos com gratidão antes de puxá-la para cima e beijá-la com urgência. Suas mãos, que estavam nos cabelos dela, começaram a descer por suas costas nuas, fazendo-a sentir novamente aquele rastro de fogo no caminho que seguia pela pele. E as mãos dela, por conta própria já se encontravam aferradas nos cabelos dele, puxando os fios negros carinhosamente.

Severus interrompeu o beijo por um breve momento e inverteu as posições outra vez para se encaixar melhor entre as coxas dela; numa intensa troca de olhares, ele puxou de novo os lábios de Marlene para os seus num beijo ávido e cheio de desejo e suas as mãos acariciaram o corpo dela com volúpia. A cada segundo, seus corpos queriam mais um do outro, tanto que suas respirações eram irregulares da mesma forma. E quando ela estava quase se rendendo às sensações daquele beijo, ela o sentiu deslizando lentamente para dentro de si, fazendo-a se sentir completa. Era incrível tê-lo dentro de si, ele a completava de uma forma misteriosa, como se seus corpos tivessem sido criados expressamente um para o outro.

Eles se olharam nos olhos e Severus começou a se movimentar dentro dela num ritmo lento, mas quando Marlene enlaçou as pernas em sua cintura, de uma forma que o contato entre seus corpos se dava por inteiro, suas estocadas se tornaram intensas e ritmadas, fortes e sensuais; não demorou muito para que ela começasse a sentir a pulsação acelerando, bem como os batimentos cardíacos acelerados; abraçá-lo foi uma resposta instintiva, ela sabia que as unhas deixariam marcas nas costas dele, mas era impossível se controlar: seus músculos se contraíram fortemente, ela mordeu o lábio inferior com força, apertando os olhos e a sensação de entrega a dominou completamente quando ela atingiu o orgasmo.

Severus a sentiu apertando-o ainda mais dentro de si e sem lhe dar trégua, ele a segurou pelas nádegas, levantando-a para poder penetrá-la ainda mais profundamente; ele continuou a estocá-la num ritmo forte, ora gemendo o nome dela, ora ela gemendo o dele. A cada movimento, ela se sentia mais entregue, sentia que pertencia cada vez mais a ele e notava que para ele era a mesma sensação; ela já não conseguia mais viver sem ter o corpo dele completando o dela como agora, e ele também não. Tão logo, Marlene sentia novamente os batimentos cardíacos e pulsação acelerados, bem como os dele; seus gemidos ocorriam juntos, seus músculos se contraíam de forma intercalada, um respondendo ao outro. E quando a sensação de entrega voltou a dominá-la, ela percebeu que Severus também estava no limite do prazer e então, na sua última estocada, eles atingiram o orgasmo juntos; ela gritou o nome dele contra sua boca, no mesmo instante que ele derramou-se dentro dela gemendo seu nome.

Ele se deixou pender sobre o corpo dela, ambos tinham as respirações falhas naquele momento. As mãos dela foram para as costas dele, onde agora ela fazia movimentos distraidamente. Severus então beijou sofregamente o pescoço de Marlene e saiu lentamente de dentro dela, deitando-se ao seu lado na cama e puxou-a para um abraço. Ela sorriu quando sentiu as mãos dele acariciando delicadamente seus cabelos e ele lhe fitou os olhos castanhos com intensidade.

– Como senti falta de tudo isso – Severus admitiu, acariciando o rosto dela.

– Eu também senti – ela respondeu num fio de voz. – Sentimuito...

Realmente, Marlene sentiramuitafalta. Era simplesmente absurda a saudade que sentira dele, de seu corpo, de seus toques urgentes e cálidos, da sua voz arrastada, rouca e sensual... Como ela sentira falta daquilo.

Depois daquele breve segundo perdida em suas reflexões, Marlene puxou Severus mais para si e voltou a beijá-lo avidamente. Eles se amaram mais algumas vezes durante aquela noite e era como se um novo pacto fosse selado a cada beijo, cada gemido, cada entrega. E foram nesses momentos que ela finalmente entendeu o que sentia por ele, e principalmente: o quanto oamava.

Quando atingiram o máximo do prazer pela última vez, Severus caiu na cama, adormecendo imediatamente de tão exausto. E Marlene, que pela primeira vez não tinha adormecido antes dele, parou um momento para observar o seu rosto tranquilo enquanto ele dormia; ela o beijou suavemente nos lábios e acariciou-lhe os cabelos negros. Suspirando fundo, Marlene disse as palavras mais sinceras e mais verdadeiras sobre o que sentia naquele momento:

– Eu te amo, Severus. Mais que tudo na minha vida...

Mal disse aquelas palavras, Marlene sentiu lágrimas de felicidade escapando de seus olhos; ela sentia-se infinitamente feliz por amar Severus sinceramente, e de uma maneira tão incondicional que, apesar de saber que poderia até se magoar futuramente, naquele momento isso não importava; era como se todas as diferenças que existiam entre eles tivessem desaparecido, e ela só queria ficar ali, junto dele.

Com esse pensamento, ela depositou mais um beijo suave nos lábios dele, com todo o cuidado para não acordá-lo e então o abraçou. Mesmo que ele estivesse dormindo, ela o sentiu aninhá-la em seus braços, depois fechou os olhos e também acabou adormecendo.

SSMMSSMMSSMM

Notas finais
Oi pessoal! E então? Será que estamos desculpadas pelo que aconteceu nos capítulos anteriores? RSRSRSR
Mais uma vez agradeço a todos que comentaram o capítulo anterior! Isso motiva muito, incentiva muito a gente, de verdade!
Beijos a todos os que leram, e um super obrigado adiantado a todos os que além de ler vão clicar no botãozinho para comentar! Só que o pessoal que não comenta, bem, esses nós nunca vamos saber o que estão achando da fic, suas sugestões, enfim... É para vocês leitoras e leitores que nós escrevemos, então nós queremos muito saber o que vocês estão achando! Qualquer que seja a opinião de vocês sobre a fic, nós vamos adorar ler!