Notas iniciais
Agradecimentos: À xicadasilvaleao, Lissa Santos, Snape (Mandy), Patti, kb_gsr, Gisele_Potter e Lily_pwg, que comentaram o Capítulo 14! Obrigada! Os comentários de vocês significam muito pra gente, de verdade!
Disclaimer (2): Tanya Denali é personagem de Stephenie Meyer.
Resumo do Capítulo: As primeiras impressões sobre a família McKinnon podem ser confusas.

– CAPÍTULO QUINZE –

MCKINNONS

Barcos? – Severus indagou, descrente.

Marlene voltou-se a ele novamente.

– Barcos, sim – confirmou ela. – Eu sei que isso parece tão trouxa, mas o meu pai adora barcos! Ali dentro – disse, apontando para uma casa pequena próxima a eles –, tem um barco de passeio, e eu sempre me escondia nele quando queria deixar meu pai irritado... – ela completou rindo, e meio sem jeito, tornou a convidar: – Então, você quer ir lá ver?

Severus relanceou a sua volta, olhando pensativo para a frente da casa, mas logo respondeu desdenhoso:

– Pode ser – disse, e então saiu do carro, parando ao lado de onde Marlene estava; ele abriu a porta e tomou a mão dela para que ela descesse.

– Obrigada – ela agradeceu, e sem largar a mão dele, o levou em direção à casa pequena onde ficava o barco de seu pai.

Assim que entraram na "casa", Severus percebeu que o lugar era um grande píer coberto, pois o barco de passeio em questão, na verdade era quase um iate, devido ao tamanho e o aparente luxo. E ele não pôde reprimir o pensamento: aquele "barco" parecia maior do que a sua casa.

Ele se sobressaltou quando percebeu que Marlene tinha se afastado dele e já havia pulado no barco. Severus viu quando ela chegou à proa, encostando-se ao parapeito e a seguiu, parando ao lado dela. Observando a orla da praia, ele pôde ver a casa dos McKinnons: uma linda casa de três andares, grande até mesmo para padrões bruxos, com imensas paredes de vidro. Interrompendo sua observação, Marlene voltou-se a ele, dando as costas para o mar.

– É lindo, não é? – indagou ela, com um pouco de deboche. – Gosta?

– Eu não conheço muito a respeito de barcos – admitiu ele, sem olhar diretamente para ela. – Por mim tanto faz.

– Pois o meu pai morre de ciúme desse barco – Marlene respondeu rindo. – Tanto que nem usa magia para fazer a manutenção dele; literalmente, ele cuida desse barco como se fosse o seu bebê – concluiu ela, porém num tom de voz que demonstrava um pouco de ciúme.

– Ciúme do papai?ele indagou debochado.

Mas Marlene evitou responder, e lançou a Severus um olhar mortífero.

– Como pode um bebê ter ciúme do outro? – ele insistiu no deboche.

Ela bufou impaciente e finalmente respondeu:

– Você deveria me respeitar! – ela disse, acrescentando má: – Eu sou mais velha do que você!

– É mesmo? Quantos dias? – Severus indagou cínico, respondendo a própria pergunta: – Quarenta? – e depois de um sorrisinho debochado, concluiu: – Se fôssemos levar em conta nossas idades relativas, você teria uns quatro anos...

– E você, quarenta – Marlene rebateu o comentário à altura e deu-lhe as costas novamente, voltando a observar o mar. Ela viu o movimento na orla da praia próximo a casa, reconhecendo o irmão andando abraçado à namorada e logo exclamou: – O Mike e a Tanya voltaram! – ela disse, acenando para o irmão, que retribuiu o aceno, indicando que eles iam entrar na casa. Virando-se para Severus outra vez, ela pediu: – Vamos?

– Vamos – ele concordou.

Marlene então tomou a mão dele instintivamente e, ao saírem da casa de barcos, eles seguiram pela calçada de pedra que levava para a casa. As luzes da frente da casa estavam acesas e Marlene conduziu Severus para uma entrada lateral, que dava acesso à sala. Logo que entraram, se depararam com Mike e Tanya; o casal se beijava a frente da mesa de jantar. Ao lado direito do hall onde eles estavam parados, havia duas portas: a primeira dava acesso a uma sala de estar e à direita, uma escada que levava ao segundo andar da casa; no final da escada, estava a cozinha.

– Aquele coelho estava tão delicioso, Mike... – Tanya arfava nos braços do namorado. – Quero mais um depois!

"Coelho? De que coelho eles estão falando?" – Marlene indagou-se, sem entender, olhando para Severus, que também retribuiu o olhar desconfiado.

– Um e mais quantos você quiser...! Um coelho é muito pouco perto de tudo que eu quero e vou fazer por você...! – Mike respondeu num sorriso, mas ficou sério ao ver que estavam sendo observados. – Oi! – ele se dirigiu somente a irmã.

– Oi! – Tanya repetiu o gesto do namorado, olhando para Marlene.

– Oi! – Marlene respondeu, e estranhando que sua mãe e seu pai não estivessem por ali ainda, resolveu perguntar ao irmão: – Onde é que eles estão?

Mas não houve resposta; às escadas, Lorraine McKinnon se pronunciou:

– Boa noite!

Severus se virou para observar melhor a mulher que sorria lindamente vindo na direção de onde eles estavam: parecidíssima com Marlene, só que um pouco mais alta do que a filha, seus cabelos eram castanho e seus olhos eram azuis; o corpo, cheio de curvas marcadas pelas vestes floridas.

Primeiramente, ela se dirigiu ao filho e a namorada.

– Tanya, essa é minha mãe, Lorraine – Mike disse, enquanto abraçava sua mãe.

– Muito prazer em conhecê-la, Sra. McKinnon – a loira cumprimentou-a educadamente. – Eu sou Tanya. Tanya Denali.

Lorraine sorriu.

– Querida, por favor, me chame de Lorraine.

– Ok, Lorraine – ela disse, e Lorraine a abraçou maternalmente, surpreendendo-se com a pele gelada da garota. – Você tem um cheiro muito bom!

A mulher olhou desconfiada para Tanya, afastando-se dela instintivamente, mas depois interpôs:

– Mike falou muito sobre você, querida – disse ela, fazendo a garota sorrir.

– Tenho certeza que foi tudo exagero – Tanya lhe respondeu timidamente.

Lorraine abriu um enorme sorriso e finalmente voltou-se a filha; abraçando Marlene, ela disse:

– Minha garota! – a mulher exclamava. – Eu vi vocês no barco! – e depois de uma risadinha, perguntou num sussurro: – O que vocês estavam fazendo lá?Foram dar uma rapidinha?

– Mamãe! – Marlene exasperou, enquanto se soltava dos braços da mãe. – Isso não é hora de ser você mesma...! Eu estava com saudade!

Lorraine deu mais um beijo em sua testa, e depois de balançar a cabeça num sorriso, lançou um olhar inquisidor para Severus.

– Ao contrário do irmão, a minha filha não disse absolutamente nada sobre você – ela disse a ele. – Quem é você? – perguntou ela com graça, estendendo-lhe a mão.

– Severus Snape – anunciou ele, beijando a mão estendida com um olhar galanteador.

– Encantador, Sr. Snape – Lorraine disse sorrindo, e como se estivesse se esforçando para lembrar-se de algo e não conseguindo, resolveu perguntar: – Hm... Snape...? Não é um nome comum... Eu conheço a sua família?

Marlene rolou os olhos impaciente: o interrogatório típico de Lorraine havia começado.

– Eu creio que não; o meu pai era... trouxa – explicou Severus, e Lorraine sorriu cordialmente. – Mas talvez a senhora tenha estudado com a minha mãe, Eileen Prince.

O sorriso de Lorraine se desfez naquele momento.

– Ah, claro – ela disse, dando um sorriso amarelo de repente. – Eu estava mesmo reconhecendo essa cara azeda de algum lugar...

– MÃE! – Marlene chamou a atenção da mãe e olhou para Severus, que tinha ficado sério, mais sério do que já era normalmente.

– Me desculpe, querido – respondeu Lorraine, voltando-se para Severus com uma expressão ainda estranha. – Não quis ofender. Só quis dizer que, já naquela época, a sua mãe não tinha cara de muitos amigos...

– Eu também não tenho – Severus respondeu educadamente, porém numa frieza que deixou Lorraine chocada.

Ela então percorreu os olhos pela sala, buscando outra coisa para se concentrar e desviou-se do assunto daquela conversa. Olhando para Mike a Tanya, Lorraine convidou:

– Mas, por favor, vamos nos sentar – ela pediu, indicando a mesa onde o filho e a namorada estavam encostados. – O jantar será servido assim que Mark terminar o banho – e sem mais palavras, dirigiu-se até a cozinha.

Um silêncio preencheu o ambiente, mas logo a voz de Tanya cortou o silêncio:

– Acham que ela gostou de mim? – a loira perguntou ao namorado e a Marlene.

– Bem, eu acho que... – Marlene começou, porém foi cortada.

– Claro que sim! – afirmou Mike. – Como seria possível ela não gostar de você? – ele perguntou num sorriso, mas depois olhou torto para Severus e acrescentou: – Pena que não posso dizer o mesmo de outras pessoas...

Percebendo a hostilidade, Marlene interferiu rapidamente:

– Eu vou ver se a mamãe precisa de ajuda na cozinha! – afirmou ela, fazendo menção de ir atrás da mãe, mas Mike a interrompeu novamente:

– Acho que ela não vai precisar... Não com os dez elfos domésticos que ela trouxe! – ele afirmou, e riu, fazendo um gesto se referindo à mãe como se ela estivesse louca.

Elfos domésticos? – Tanya perguntou sem entender.

– Eu não te falei deles ainda? – Mike perguntou rindo.

– Não! – respondeu Tanya.

– Tudo bem, eu explico! São criaturas...

E em meio à breve explicação de Mike sobre os elfos domésticos, os quatro se sentaram à mesa, ouvindo mais algumas perguntas de Tanya sobre o mundo mágico que ela estava conhecendo; estranhando que a mesa do jantar não estava posta ainda, ela perguntou:

– Então são eles que vão servir a mesa também?

– Sim – o rapaz respondeu. – Eles são os melhores ajudantes do mundo! Eu posso te dar um elfo se você quiser...

– Acho que eu vou gostar muito de ter um elfo! – Tanya disse. – Kate e Irina, as minhas irmãs, vão morrer de inveja! – e olhando para Marlene, concluiu: – Sabe, eu estou gostando muito dessa magia de vocês!

– Que bom que está gostando, Tanya! – a morena assentiu cordialmente e discretamente olhou para o "namorado" pelo canto do olho. Não podia dizer o mesmo dele, já que Severus parecia não estar gostando de nada. Mas não era para menos, ela pensou, não depois dos comentários que Lorraine fizera sobre a mãe dele.

Mas antes mesmo de surgir qualquer pergunta, adentrou naquele ambiente um homem alto, de cabelos e olhos castanhos, os seus músculos lembravam os de Mike, sobressaindo embaixo do traje informal que ele vestia.

– Tanya, esse é meu pai, Mark – Mike disse, se levantando para ir abraçar o pai.

Tanya?ele lançou um olhar significativo a Mike, que confirmou com a cabeça. – Muito prazer em conhecê-la.

– O prazer é meu, Sr. McKinnon – ela disse, oferecendo sua mão a ele.

– Mark, por favor – pediu ele, e Tanya acenou com a cabeça; Mark então lhe lançou um sorriso igual ao do filho mais velho e voltou-se ao outro lado da mesa, onde estavam Marlene e Severus: – Cansados de Hogwarts, meninos? – perguntou ele, e Mike até gargalhou quando a irmã se pendurou no pescoço do pai de um salto só:

– Pai! – ela exclamou, olhando nos olhos do pai, castanhos iguais aos seus.

– Querida! – Mark respondeu olhando-a e em seguida deu-lhe um beijo no rosto. – Você está linda!

Severus também ficou em pé, e os observava a certa distância, um pouco mais atrás, esperando que Marlene o apresentasse; talvez o pai dela fosse menos inconveniente do que a esposa, pensou ele.

Marlene sorriu radiante, e virou-se de modo que pudesse olhar para o "namorado" e o pai ao mesmo tempo e só então falou:

– Pai, esse é o Severus, meu namorado! – ela os apresentou. – Severus, esse é o meu pai!

– Como está, rapaz? – Mark o cumprimentou com um aperto de mão e um sorriso cordial.

– Muito bem, senhor – Severus respondeu, retribuindo o cumprimento.

Rindo, Mark repetiu o que dissera a Tanya:

– Por favor, me chamem de Mark! – e olhou novamente para Tanya, como se reforçasse o pedido. Depois, continuou olhando especulativo para o "namorado" de sua filha. Percebendo isso, Marlene se voltou ao pai e interpôs:

– Sabia que a mãe do Severus estudou com você e a mamãe em Hogwarts? – ela indagou ao pai, ligeiramente ansiosa.

– É mesmo? – surpreso, Mark então se voltou a Severus novamente: – Qual o nome dela?

– Eileen Prince – Severus respondeu educadamente, mas já tendo uma pontada de certeza que a cordialidade de Mark também desapareceria assim que ouvisse aquele nome. E se surpreendeu completamente com as palavras que ouviu:

– Eileen? – Mark voltou a indagar, como se sua mente estivesse num universo à parte, relembrando seus tempos de Hogwarts. – Eu me lembro dela... Apesar de ser da Sonserina, ela era adorável com todo mundo... – e voltando a si, ele completou: – Então você é um sonserino também?

– Exatamente – Severus respondeu, um pouco mais simpático diante da resposta de Mark, esforçando-se apenas para ignorar o "Apesar de ser da Sonserina" que ele dissera.

Porém antes que qualquer conversa sobre as "casas" de Hogwarts – assunto que Mark priorizava – ou até mesmo uma sobre Eileen Prince se iniciasse, Lorraine voltou até a sala, dizendo que o jantar seria servido naquele instante.

Os jovens voltaram a tomar suas posições na mesa, e Mark se sentou na ponta, tendo a sua esquerda Mike e Tanya, a sua direita Marlene e Severus e à sua frente, Lorraine.

Enquanto os elfos preparavam a mesa, Marlene ficou o tempo todo sem desgrudar de Severus que agia de acordo com seu papel: abraçava-a pelas costas, envolvendo sua cintura e a beijava no rosto de uma maneira que parecia carinhosa; suas mãos às vezes passeavam pelos ombros e braços de Marlene, que ficava encabulada, mas ao mesmo tempo satisfeita, já que todos realmente pareciam acreditar que eles estavam apaixonados um pelo outro.

Primeiro fora servido uma salada, e para decepção de Lorraine, Tanya rejeitou as folhas verdes. O segundo prato e principal então foi servido: Goulash.

Antes de servir à namorada, Mike disse baixinho a Tanya:

– Vai dar tudo certo.

No decorrer do jantar, Marlene notou que a garota loira cuspia discretamente tudo que comia no guardanapo. Ela não disse nada, mas talvez não fosse a única a ter reparado isso, já que Lorraine olhava cada vez mais decepcionada para Tanya, embora esta nem tivesse percebido.

As conversas durante o jantar foram a respeito do trabalho de Mark e Lorraine no Ministério da Magia – conversa que Severus não perdeu nenhum detalhe –, sobre Hogwarts e Quadribol – coisas que Tanya ainda tentava compreender.

– E então? Como você e Mike se conheceram? – Lorraine perguntou a Tanya à queima-roupa.

Marlene revirou os olhos outra vez. Os questionamentos de Lorraine recomeçavam. Tanya suspirou aliviada, parando de mastigar para responder, mas na verdade foi Mike quem tomou a palavra.

– Tanya salvou a minha vida – anunciou ele, prestes a contar a sua "história de amor". Tanya sorriu envergonhada e ele prosseguiu enquanto segurava uma das mãos dela: – Há algumas semanas, quando eu estava esquiando naquelas geleiras fantásticas do Alasca, eu sofri um acidente – e diante do olhar preocupado da mãe, ele logo acrescentou: – Mas não foi nada grave o acidente em si, mamãe. Assim que eu recuperei meus esquis, eu vi um urso polar gigante na minha frente... Naquele momento, eu pensei que morreria, visto que nem a minha varinha estava ao meu alcance. Enquanto aquele urso enorme avançava na minha direção, eu só conseguia pensar em vocês, e ele estava perto, muito perto, e juro, eu estaria morto agora se a Tanya não tivesse aparecido e... – ele fez uma longa pausa, como se de repente não soubesse mais o que dizer.

– E... o quê? – Lorraine insistiu, diante do silêncio repentino do filho. – O que ela fez?

– É! – Marlene também insistiu: – Como a Tanya te salvou, Mike?

Mike e Tanya se entreolharam em cumplicidade, então foi ela quem respondeu:

– Eu... atirei no urso! – ela disse, um tanto nervosa. – É, eu atirei nele e ele morreu!

– Tanya nunca havia matado uma mosca antes – concluiu Mike. – E de repente, ela matou um urso para me salvar! Acho que me apaixonei por ela naquele instante... – e sorrindo, ele deu um suave beijo nos lábios da namorada.

– É uma história linda! – afirmou Mark.

Uma vez que todos tinham terminado o jantar, Lorraine acenou com a varinha para limpar os pratos e as sobremesas apareceram: Pudim de Arroz, com a qual todos se deliciavam. Todos, menos Tanya, que não havia nem tocado na sobremesa, pelo contrário: parecia ter tomado gosto em falar e então comentou sobre o anel que Marlene tinha no dedo.

– Lindo mesmo é o seu anel, Lene – a loira elogiou.

Tendo as atenções em cima de si agora, Marlene respondeu:

– Ah, eu me esqueci de te contar – ela disse a Tanya. – Esse anel foi o Severus que me deu, no dia do meu aniversário, que foi quando começamos a namorar...

– Esse anel é igual a aquele que a mamãe adora – Mike interpôs desconfiado, se dirigindo a mãe: – Não é mesmo, mãe?

A contragosto, Lorraine finalmente desviou os olhos de Tanya e então olhou para o anel de Marlene.

– Não, querido – ela disse ao filho, parecendo insincera. – Não é exatamente igual. Apenas parecido – e diante daquela afirmação, até Marlene ficou em dúvida.

– Esse anel foi da mãe do Severus – explicou Marlene, voltando-se para ele e pedindo respaldo: – Não é?

– Exato – concordou ele. – Marlene merece o melhor, e eu pedi para que a minha mãe escolhesse; esse anel é uma joia que está há muito tempo na família Prince.

Acredito – disse Lorraine, como se quisesse dizer exatamente o contrário.

Mark então quis interferir: voltando-se agora para a filha, à sua direita, ele perguntou a Marlene, fazendo referência a Severus também:

– E vocês? Bem, acho desnecessário perguntar como se conheceram, mas... – ele mediu as palavras: – Como começaram a namorar?

Lorraine ergueu as sobrancelhas, esperando a explicação que a filha daria. Por outro lado, Marlene enrubesceu enquanto também trocava um olhar de cumplicidade com Severus. Não era algo "love story" envolvendo atos de heroísmo como a história de Mike e Tanya, mas ela decidiu falar a verdade, ou melhor, parte dela:

– Poções, pai – Marlene respondeu timidamente.

Poções?Lorraine indagou, ainda com as sobrancelhas erguidas. – Você odeia Poções, querida. Inclusive, numa das suas cartas, você mencionou que até desistiria dessa disciplina...

– Eu realmente pensei em desistir, mamãe. E cheguei a faltar algumas aulas também – ela respondeu calma. – Mas quando eu voltei a assistir às aulas, há mais ou menos um mês e meio atrás, alguém – ela olhou para Severus – me ofereceu ajuda para as poções dos N.I.E.M.s, e enquanto preparávamos uma poção e outra, aconteceu... simples assim!

Sob o olhar expectante de Mark, Severus então concluiu:

– Eu sempre disse a Marlene sobre a importância de saber corretamente o preparo de Poções – explicou ele –, sobre isso ser importante na carreira que ela vai seguir. E o que aconteceu depois...

– É verdade, papai – Marlene voltou a falar, interrompendo-o. – Se não fosse pela ajuda que Severus me deu, até hoje eu seria uma completa ignorante em Poções... – e voltando-se ao "namorado", concluiu com um sorriso: – E nem estaria tão feliz como estou agora...

Mark então interrompeu aquele momento, tomando a palavra:

– Fico feliz que tenha ajudado a minha filha, e mais do que isso também – ele disse a Severus num sorriso, depois se voltou a esposa: – Lembra, Lola? Eileen também nos ajudava muito nas aulas de Poções.

– A mim, ela nunca ajudou – Lorraine respondeu ríspida, e logo recaiu o olhar sobre Tanya novamente; incomodada por ver que a garota ainda não tinha nem tocado na sobremesa, ela perguntou indócil: – Prefere outra sobremesa, Tanya?

– Não precisa, está uma delícia! – afirmou a loira, e para reforçar o que dissera, enfiou a colher na sobremesa e passou a consumir a generosa porção com veemência.

Mike se dirigiu a irmã e voltou a falar:

– As coisas aconteceram rápidas entre vocês! – comentou ele, visivelmente surpreso com a história que Marlene contou.

– É algo simplesmente intenso! – concordou Tanya, ainda comendo a sobremesa. – E nós – ela se voltou ao namorado – sabemos disso melhor do que ninguém!

– O pudim está uma delícia, mamãe! – Marlene saiu com essa frase, procurando desesperadamente mudar o rumo da conversa.

– Obrigada, querida! – disse Lorraine, e voltando-se novamente para Tanya, concluiu: – E você, Tanya, eu faço questão que coma mais um pouco! – e com mais um movimento de varinha, a porção no prato da loira pareceu duplicar de tamanho.

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Depois do jantar, todos seguiram até o segundo andar da casa, onde ficavam os quartos de Mike e Marlene e mais dois quartos para hóspedes. Marlene percebeu que os elfos domésticos tinham acomodado as suas malas e a mala de Severus em seu quarto e então teve que perguntar:

– Mãe, onde o Severus vai dormir? – e voltando-se ao "namorado", disse baixinho: – Sabe, mamãe acha que casais não devem dormir juntos antes de se casar – concluiu ela, dando um sorriso triunfante, como se dissesse que aquilo era uma coisa a menos para se preocupar.

Porém, a resposta de Lorraine a deixou perplexa:

– Com você, ora.

SSMMSSMMSSMM

Notas finais
Oi pessoal! Capítulo adiantado porque amanhã não vou postar! Espero que gostem! Mas e aí? Como será que a Lene vai se virar com a decisão da mamãe? RSRSR Falando nisso, aguardem, que teremos revelações sobre o anel no próximo capítulo!
Mais uma vez, agradeço a todos que comentaram no capítulo anterior, significa muito, de verdade!
Beijos a todos os que leram, e um super obrigado adiantado a todos os que além de ler vão clicar no botãozinho para comentar! Só que o pessoal que não comenta, bem, esses nós nunca vamos saber o que estão achando da fic, suas sugestões, enfim... É para vocês leitoras e leitores que nós escrevemos, então nós queremos muito saber o que vocês estão achando! Qualquer que seja a opinião de vocês sobre a fic, nós vamos adorar ler!