Muito Bem Acompanhada
39 Eu Te Amo
Notas iniciais
Resumo do Capítulo: "Eu te amo." Nada mais importa.
– CAPÍTULO TRINTA E NOVE –
EU TE AMO
–Eu sei que é bom fazer amor, mas no escritório do MEU PAI, na MINHA festa de noivado, definitivamente NÃO É BOM!
– Mike, CALMA! – Marlene pediu num grito enquanto ela e Severus se recompunham rapidamente em suas vestes.
Mas o pedido dela não foi atendido; antes mesmo que pudesse piscar, Mike avançara na direção deles, e Marlene sentiu seu corpo sendo empurrado abruptamente para o chão. Quando ela virou a cabeça para poder ver o que acontecia, Severus já estava em pé, ele e Mike se enfrentando com as varinhas empunhadas. Enquanto se atacavam, eles gritavam um com o outro.
– Snape, seuimundo, eu te avisei pra ficar longe da minha irmã! – Mike berrava a todos pulmões.
– E o que você vai fazer,McKinnon? – Severus retrucava, deixando Mike cada vez mais furioso.
–Acabar com a sua raça, coisa que deveria ter feito há muito tempo! – Mike exclamava nervoso.
– De novo essaameaça? Você já não se cansou dela? – Severus agora debochava de Mike.
–NÃO! – Mike gritou impaciente. – Porque a minha irmã não vai morrer por sua causa! – ele disse, o rosto extremamente vermelho de raiva.
Marlene via Mike lançando maldições em Severus como um maníaco, nunca havia visto o irmão duelar daquela forma. Enquanto eles discutiam, ela se levantou, mas no momento em que alcançou sua varinha, a mesma foi arremessada para longe. Ela olhou para cima e viu Mike lhe dirigir um olhar zangado, tendo agora mais a sua varinha em mãos. Ela suspirou derrotada, e sem saber o que fazer, ela começou a gritar, pedindo para que eles parassem e rapidamente Tanya chegou ali.
Com uma velocidade impressionante, Tanya se colocou a frente de Mike, fazendo com que as varinhas se abaixassem por um instante.
– MIKE! Deixe-os em paz! E se você não voltar pranossafesta de noivado AGORA... – ela dizia séria, mas as palavras dela se perderam quando um alto grunhido escapara de sua boca.
No instante seguinte, Tanya inspirou fundo, piscando os olhos, que outrora cor caramelo, haviam se tornado escuros e sedentos de repente. A postura da vampira loira havia mudado, e ao ver que Severus estava machucado na altura dos ombros, Marlene imediatamente entendeu o porquê.
Mike ainda deu um sorriso alucinado, como se estivesse prevendo o que aconteceria na sequência. Porém, ignorando suas previsões, Tanya apenas encarou Marlene, pedindo com dificuldade:
– Fujam... fujam daqui! AGORA!
Parecendo envergonhado, Mike devolveu a varinha para irmã, que ainda o encarava magoada. Marlene abraçou-se a Severus e um momento depois, eles já não estavam mais lá.
Enquanto os via desaparatar, Mike se rendeu ao abraço de Tanya.
– Eu já lhe peditantopara deixá-los em paz, Mike! – Tanya disse com tristeza. – Eles se amam!
– É esseamor– ele disse a palavra com desgosto e seus lábios tremiam de raiva – que vai levar a minha irmã mais rápido pra debaixo da terra, Tan.
– Mas é avidadela, ninguém tem o direito de interferir!
– Tem razão – Mike disse com sarcasmo. – Da próxima vez que ele destruir o coração dela, eu não vou estar lá pra ajudar a juntar os pedaços.
Tanya sabia o quanto Mike estava magoado, mas não queria discutir com ele agora.
– Hey! – ela exclamou, puxando o rosto dele. – É anossafesta de noivado! Você vai deixar que o que houve aqui estrague esse momento que eu esperei por mais de duzentos anos?
– Não – ele murmurou, outra vez parecendo envergonhado. – Vamos lá, ainda temos uma noite longa pela frente.
Tanya sorriu enquanto eles deixavam o escritório. Ela sabia que Mike gostaria de vê-la feliz, mesmo que ele ainda estivesse aborrecido. E bem, a festa de noivado deles estava só começando.
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Somente quando sentiu os pés tocando em algo gelado, Marlene percebeu que suas sandálias haviam sido deixadas para trás. O chão gelado do barco de seu pai... Ela jamais esqueceria dos momentos que tinha passado ali com Severus.
Eles estavam na sala e Severus olhava atento a sua volta.
– O barco do seu pai? – ele indagou parecendo surpreso.
– É, eu não sei, eu simplesmente pensei nele quando a Tanya disse pra gente fugir... – Marlene disse. – Por quê?
– Eu também pensei nesse lugar. O dia todo – ele admitiu.
Ela sorriu, empurrando-o para o sofá. Sem pedir permissão, Marlene foi arrancando a capa que ele usava, e Severus não a impediu de abrir a sua camisa. Ela não chegou a retirar a peça por completo, apenas afastou a parte do tecido manchada de sangue e tocou de leve o ombro dele, com a ponta dos dedos bem próxima a ferida recém-aberta por seu irmão.
– Ahhh! – ela exclamou. – Olha o que o Mike fez! Está doendo? Claro que deve estar!
– Isso não é nada, não se preocupe – Severus disse com tranquilidade. – Eu já passei por coisas piores.
Marlene engoliu em seco ao ouvir aquilo. Ao mesmo tempo em que não queria pensar nisso, conseguia claramente imaginar o tipo de "coisas piores" às quais Severus estivera se submetendo, agora que havia se juntado ao "Lorde das Trevas".
Ela mudou de assunto rapidamente.
– Você disse que pensou no barco do meu pai o dia todo... – ela comentou nervosa, enquanto utilizava a varinha para fazer com que o ferimento dele se fechasse.
– Pensei. Pensei muito – Severus respondeu, encarando os olhos dela com intensidade. – Quando estivemos aqui, quando fizemos amor pela primeira vez, as coisas que eu escondia de você não me permitiram fazer com que fosse algo realmente especial...
Marlene o interrompeu.
– Não, é claro que foi especial, foi sim – ela afirmou, e era verdade. – Foi incrível, acho que desde aquela noite, eu já sabia que eu te amava.
– Eu também – ele voltou a falar –, sempre foi incrível, mas se eu não tivesse mentido tanto pra você, se eu...
– Eu não ligo! – Marlene exclamou, querendo encerrar o assunto. – Talvez tenha demorado um pouco, mas você admitiu que errou, e eu senti que foi um arrependimento sincero dessa vez – ela concluiu, depositando um beijo suave no ferimento dele, que agora havia se tornado uma linha quase imperceptível.
– Sim. Mas eu ainda preciso lhedevolveruma coisa – ele insistiu, alcançando o bolso de sua capa.
Marlene observou atentamente enquanto Severus retirava algo do bolso. Quando ele estendeu a mão até si, ela reconheceu a joia que estava entre seus dedos: o anel que fora da mãe dele, ainda com um elo faltando.
– Foi outra estupidez ter pedido o anel de volta. Ele sempre foi seu por direito – Severus disse, puxando a mão direita dela para colocar o anel.
Assim que Severus colocou a joia em seu dedo novamente, Marlene se surpreendeu: o elo que havia se quebrado anteriormente, numa questão de segundos, voltava a estar intacto. Ela encarou o anel incrédula.
– O elo quebrado... ele seregenerou!–Marlene exclamou.
– O elo daconfiança,segundo minha mãe – Severus explicou e tomou uma respiração profunda antes de continuar. – E agora que eu já entendi, saiba que eu pretendo te amar sempre, com todo oamor, com todo orespeitoe com toda aconfiançaque você merece.
Ao final da declaração dele, Marlene já tinha os olhos marejados, e sem conseguir retribuir com palavras o que sentiu ao ouvir tudo o que Severus lhe dissera, ela puxou o rosto dele para um beijo ávido, seus lábios se movendo numa sincronia perfeita e suas línguas se acariciando como se fossem uma só.
Eles interromperam o beijo devido às respirações estarem faltantes, necessitando de ar e depois que o ar voltara aos seus pulmões, Severus pegou Marlene em seu colo e a beijou antes que ela pudesse falar qualquer palavra. O beijo deles agora era urgente, sôfrego, suas bocas se moviam com fervor, e as mãos dela se entranhavam entre os fios negros. Por estar segurando Marlene entre seus braços, Severus não podia explorar seu corpo com as mãos, mas ele não se atreveu separar seus lábios dos dela enquanto fazia o caminho conhecido até o quarto; era quase uma sensação de 'dejà vú'.
Severus deu mais alguns passos adentrando o quarto e quando parou de andar, lentamente foi separando seus lábios dos de Marlene, fazendo-a firmar os pés no chão. Ela manteve os olhos fechados enquanto sentia as mãos dele acariciando seu rosto com suavidade, e depois os abriu devagar, encontrando o olhar dele perfurando o seu. Ela sorriu e ele retribuiu o sorriso dela com um meio sorriso sensual.
Com as mãos trêmulas, Marlene desabotoava o que ainda faltava da camisa dele enquanto Severus depositava beijos suaves em seus ombros, deslizando os dedos longos em suas costas nuas por conta do vestido. Assim que o último botão da camisa dele foi aberto, ela deixou que o tecido deslizasse lentamente por seus ombros, onde não havia mais machucados, somente a pele pálida de seus músculos esguios que ela tanto apreciava. Porém, a única coisa que ela não apreciou ao voltar seu olhar para baixo, foi ver a Marca Negra em seu antebraço esquerdo.
Antes que ele pudesse dizer alguma coisa, Marlene correu a ponta dos dedos em volta da Marca Negra, lançando a Severus um olhar de tristeza.
– Não me obrigue a te abandonar de novo – ela pediu num murmúrio.
– Isso não vai acontecer – ele respondeu firme e voltou-se novamente ao que fazia, depositando mais beijos suaves nos ombros dela e no pescoço.
Mais confiante pela resposta de Severus, Marlene beijou seu peito, logo acima do coração. Ela beijava a pele pálida com delicadeza e ouviu um pequeno gemido escapar pelos lábios dele, gesto esse que enviou ondas de puro desejo pelo seu corpo. Ela se afastou dele lentamente e quando ergueu seu olhar, viu que ele a observava com admiração.
Ele segurou Marlene pelos ombros e delicadamente começou a virá-la para que ela ficasse de costas para si. Feito isso, Severus depositou um beijo aberto e molhado em sua nuca, totalmente exposta pelo coque, mas não ficaria assim por muito tempo. Lentamente ele retirou a presilha dos cabelos dela, deixando que os fios castanhos caíssem pelos seus ombros e suas costas. Ele então afastou o cabelo de sua nuca, depositando mais beijos ali, fazendo-a se arrepiar.
Marlene virou-se para ele novamente e voltou a atacar seus lábios com fervor, enterrando seus dedos pequenos entre os fios negros, trazendo-o para mais junto de si. Logo, ela sentiu os dedos de Severus deixando um caminho de fogo em suas costas, até encontrarem o laço do vestido em sua nuca. Com calma, ele brincava com o tecido enquanto depositava beijos em seu pescoço e assim que o nó do vestido foi desfeito, ela sentiu a seda azul-royal cedendo, caindo displicente aos seus pés, deixando seus seios expostos a ele e lhe revelando mais uma vez a calcinha de renda branca. Naquele exato momento, ela o ouviu suspirar pesadamente, como se estivesse vendo algo jamais visto antes.
– Mais linda do que nunca – Severus sussurrou com o olhar fixo nos seios dela. Ela sorriu antes de capturar os lábios dele em mais um beijo sôfrego. – Por Merlin, Lene... – ele ofegou contra os lábios dela. –Eu te amo.
Ela sorriu.
– Eu também te amo – Marlene disse ofegante, para em seguida, de um salto, pular no colo dele, envolvendo as pernas em sua cintura.
Severus começou a andar com ela em seu colo, ao mesmo tempo em que atacava os lábios e o pescoço de Marlene, deixando-a desorientada. Tanto, que ela só percebeu que haviam encontrado a cama quando ele a colocou ali com delicadeza e ela pôde sentir os lençóis frios abaixo de seu corpo. Ele se afastou dela e ambos trocaram um sorriso de cumplicidade.
Severus então passou a depositar beijos suaves no rosto de Marlene, no pescoço e no colo, onde seus dedos começaram a fazer carícias circulares. Ele abaixou mais a cabeça e começou a se dedicar aos seios dela. E a cada toque dos lábios dele, ela sentia a pele se arrepiar, o desejo ardendo por antecipação; ela o queria dentro de si, amando-a, mas Severus parecia ter outros planos: o de admirar seu corpo.
– Sev... – ela murmurou. –Por favor...
Severus limitou-se a sorrir contra os seios dela e tornou a capturar um seio com a boca. Marlene sentia a língua dele circulando calmamente seus mamilos rijos, para em seguida os beijar com seus lábios, ora suaves, ora mordiscando com beijos abertos e molhados. Ela já se contorcia de prazer sob ele, porém ele ignorava ou fazia de propósito, demorando-se excessivamente ali, dedicando-se exaustivamente a cada um deles, deixando-a cada vez mais extasiada.
Quando terminou de se dedicar aos seios de Marlene, Severus começou a lhe distribuir beijos pelo seu ventre, contornando o umbigo com a língua. Ela sentiu um arrepio que fez sua barriga se contrair involuntariamente, e ele deu um meio sorriso pela reação dela.
–Admirável– ele murmurou, voltando para os lábios dela em seguida.
Os beijos deles agora eram extremamente ardorosos, repletos de amor. Ele se afastou dos lábios dela, encarando-a firme nos olhos e a intensidade daquele olhar a fez enrubescer.
– Eu te amo – ele repetiu, e tornou a atacar os lábios dela com os seus.
Marlene sentiu as mãos dele deslizando lentamente por seu corpo, pressionando sua cintura com força. No momento em que os dedos de Severus tocaram a pele da sua barriga, ela sentiu a pele queimando de desejo, sua respiração estava pesada e falha, uma vez que ela só vestia a sua calcinha.
Ela também notou a respiração dele descompassada, Severus a analisava consumido de desejo e amor. Marlene então sorriu, ajoelhando-se na cama de frente a ele e em seguida o beijou com todo o desejo e todo o amor que havia dentro de si.
Como que por vontade própria, as mãos de Marlene começaram a deslizar pelo corpo dele, acariciando-o com adoração. Logo, as mãos trêmulas dela encontraram o cós da calça de Severus; sem hesitar, ela a desabotoou, fazendo-a cair ligeiramente abaixo de seus quadris lhe revelando mais uma vez a boxer negra que ele vestia. Ela sorriu, deslizando a calça dele mais para baixo, parando em seus joelhos devido ao fato de ele também estar ajoelhado sobre cama. Ele então se levantou, terminando de retirar aquela peça e jogando-a em algum lugar do quarto.
Assim que Severus retornou para a cama, levou Marlene consigo, indo junto por cima dela. Ele a beijou com vontade, ela sentia as mãos dele em todos os lugares de seu corpo, bem como sua boca. Logo, os beijos deles foram se tornando calmos e ternos, eles afastaram brevemente seus lábios um do outro e ficaram se encarando com paixão.
– Eu te amo – Marlene sussurrou, tomada pela necessidade de dizer a ele novamente que ela o amava.
– Eu também – Severus replicou, voltando a beijá-la.
Os corpos deles estavam grudados, não havia mais nada entre eles, a não ser, as peças íntimas que ainda usavam. Notando isso, Severus abandonou os lábios de Marlene por um instante e passou a beijar a curva de seu pescoço. O olhar deles não se interrompia nunca, mas era fácil perceber que ambos estavam concentrados demais naquele ato: as mãos dele lentamente alcançaram as laterais da calcinha rendada e sem que ela pudesse esperar, outra vez ouviu o som do tecido se rompendo. Ela o encarou surpresa, enquanto ele jogava os pedaços de tecido em algum canto perto da cama.
Marlene o viu se afastar de seu corpo para observá-la por inteira. Ela percebeu facilmente que os olhos negros dele estavam cheios de desejo e sem nenhum aviso, Severus voltou a distribuir beijos e carícias por seu corpo: seus dedos longos acariciavam suavemente a sua feminilidade, deixando-a ainda mais desejosa de tê-lo dentro dela. E no instante em que ele voltou a tomar seus lábios, ela sentiu os dedos dele dentro de si, fazendo-a gemer alto contra seus lábios. Ele então desceu com seus beijos pelo seu corpo e quando chegou ao umbigo, ele retirou os dedos de dentro dela.
Marlene gemeu em protesto, que rapidamente se transformou num gemido abafado quando os lábios dele encostaram em sua feminilidade e um tremor de excitação percorreu seu corpo quando a língua dele a invadiu. Tudo que havia a sua volta foi esquecido e as únicas coisas que importavam ali era Severus e sua língua, levando-a a aquele paraíso em que ela amava estar. A língua dele circulava lentamente seu clitóris, em seguida aumentando a velocidade, sempre alternando entre rápido e lento, traçando caminhos com maestria por todo o seu sexo, fazendo-a arquear os quadris exigindo mais.
Não demorou até que Marlene sentisse a pulsação e os batimentos cardíacos acelerados e seus músculos se contraindo involuntariamente; aquele arrepio inexplicável tomou conta de seu corpo e a sensação de entrega a dominou. Ela sorriu extasiada e assim que Severus se afastou brevemente de sua intimidade, ela agarrou seu rosto com força e alcançou sua boca para beijá-lo com fervor. Chegar ao ápice apenas pelos lábios dele era maravilhoso, mas Marlene queria fazer o mesmo por ele e também sentir seu gosto. Ainda utilizando sua força, ela conseguiu fazer Severus deitar na cama e em seguida se colocou em cima dele. Ele gemeu pelo contato e ela deu um sorriso presunçoso.
– Eu preciso te sentir também – Marlene disse.
– À vontade – Severus debochou.
Porém, ela ainda se lembrava das reservas que ele tinha sobre gozar em sua boca. Por isso, ela quis explicar melhor.
– Não Sev, estou dizendo que quero sentir o seugostona minha boca – ela disse sensualmente, e ele a encarou num misto de surpresa e resignação.
– Marlene, você não precisa fazer is...!
– Mas euquero! – ela o interrompeu, pressionando dedo indicador contra seus lábios. – Eu quero sentir seu gosto, quero sentir você gozando na minha boca – ela concluiu.
– Marlene... – ele murmurou em reprimenda.
–Por favor– ela pediu numa súplica.
Severus suspirou pesadamente e a respondeu com um olhar. Marlene sorriu, pois mesmo não querendo, ele estava incentivando-a a continuar e então, ela começou a distribuir beijos vorazes por seu tórax e abdômen. Porém, quando foi impedida de continuar seu caminho de beijos, ela tirou a boxer dele com seus dentes, e assim que o livrou daquela peça, imediatamente levou as mãos até o membro ereto e pulsante, fazendo movimentos lentos de cima para baixo, arrancando assim gemidos altos de sua boca.
Tomada pela excitação que os gemidos de Severus faziam crescer nela, Marlene passou a estimulá-lo com mais agilidade, e da mesma maneira que ele fazia em seu sexo, ela alternava movimentos lentos com rápidos. Não conseguindo mais resistir à vontade de tê-lo em sua boca, ela o levou inteiramente até seus lábios, o que foi suficiente para ele gemer seu nome. Ela deu mais um sorriso presunçoso e sua língua começou a trabalhar em sua extensão, ora só acariciando, ora dando beijos ou ainda sugando e circulando a pele sensível.
Severus respirava pesadamente, murmurando palavras incoerentes quando ela o colocou novamente por inteiro em sua boca e enquanto sua língua o acariciava, ela começou a estimular sua base com as mãos. Ela o sentia se contorcer e ao notar o membro dele mais rígido e pulsante do que antes, ela soube que ele já estava muito próximo de seu ápice.
– Lene... eu... vou... – ele ainda tentou advertir inutilmente, mas sua voz morreu quando ela intensificou seus movimentos.
Marlene sentiu um tremor vindo dele, para logo em seguida ele despejar seu líquido quente em sua boca. Sem hesitar, ela tomou todo o seu líquido, sentindo Severus relaxar embaixo de si. E assim que não havia mais nenhum vestígio do gozo dele, ela tornou a trilhar um caminho de beijos por seu abdômen e tórax, terminando em sua boca num beijo ávido, que só foi interrompido quando o ar começou a lhes faltar.
– Você é maravilhosa – Severus sussurrou com a voz repleta de prazer.
– Eu te amo – respondeu Marlene.
Ele deu um meio sorriso e virou-se com ela na cama, invertendo as posições e ficando por cima dela agora. Ele a encarou intensamente, deixando-a ainda mais entregue a ele.
– Eu te amo – ele repetiu ofegante, tomando os lábios dela novamente num beijo.
Outra vez eles separaram seus lábios quando o ar ficou escasso em seus pulmões. Eles já não aguentavam ficar sem o corpo um do outro, os olhos deles brilhavam de desejo, e também amor. Severus depositou um beijo cálido nos lábios de Marlene enquanto se posicionava melhor entre as pernas dela. Eles trocaram mais um olhar de desejo e logo em seguida ela o sentia deslizar todo o seu membro para dentro de si.
A cada centímetro que Severus a preenchia, fazia Marlene se sentir mais plena, mais apaixonada, mais amada. E quando finalmente ele estava por inteiro dentro dela, ele a encarou intensamente e ela retribuiu o olhar com a mesma intensidade. Ele lhe dirigiu um meio sorriso sensual e em seguida começou a se movimentar lentamente.
O olhar deles não se interrompia nunca; Severus fazia movimentos lentos de vai e vem, depois começou a aumentar a intensidade de suas estocadas, fazendo o prazer consumir Marlene mais ainda. Desejando um contato maior entre seus corpos, ela o abraçou com as pernas, fazendo-o gemer de prazer, gesto este que foi repetido por ela, ao passo que suas unhas arranhavam as costas dele com força. Com mais algumas estocadas, ela começou a sentir seus batimentos cardíacos e a pulsação se acelerando novamente, o suor deles se misturando e seus músculos se contraindo juntos como se fossem um só.
Ele começou a estocá-la com mais agilidade, e com um novo tremor, ela atingiu o orgasmo. Severus notou que ela estava a ponto de desfalecer e então rolou sobre a cama, fazendo-a ficar em cima dele e essa foi a motivação que Marlene precisava para cavalgá-lo com toda a paixão, toda a luxúria, e toda a volúpia que podia. Logo ela teve mais um orgasmo violento, a sensação de entrega já sobrepujava todos os seus sentidos no momento em que ela o sentiu jorrando dentro dela, deixando-a a cada segundo mais completa. E enquanto ele se libertava dentro dela, puxou-a para si num beijo apaixonado. Ao final do beijo, ele a abraçou ternamente, afagando seus cabelos e murmurando seu nome, assim como ela murmurava o dele.
– Eu te amo – eles murmuraram em uníssono entre os beijos, para em seguida se beijarem novamente com fulgor.
E Marlene sorriu orgulhosa por Severus estar ali com ela, repetindo inúmeras vezes que a amava, e ela respondendo incontáveis vezes "eu te amo". Agora ela não duvidava mais. E nada mais importava.
SSMMSSMMSSM
Notas finais
Mais uma vez agradeço a todos que comentaram o capítulo anterior! Isso motiva muito, incentiva muito a gente, de verdade!
Beijos a todos os que leram, e um super obrigado adiantado a todos os que além de ler vão clicar no botãozinho para comentar! Só que o pessoal que não comenta, bem, esses nós nunca vamos saber o que estão achando da fic, suas sugestões, enfim... É para vocês leitoras e leitores que nós escrevemos, então nós queremos muito saber o que vocês estão achando! Qualquer que seja a opinião de vocês sobre a fic, nós vamos adorar ler!
Esperamos vocês para o epílogo, ok? Eu já estou com saudades! RSRRS
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