Notas iniciais
Quase um ano depois... Finalizando mais uma história.

Max

Eu fugi, é verdade. E eu nunca tinha fugido de nada antes. Sempre me mantive forte, como fosse inabalável, quando na verdade eu sou um fraco e tolo. Tanto é que fugi de um bebê. Um simples bebê. O bebê mais lindo que já vi em toda minha vida. Antes mesmo de ele vir ao mundo, eu já o amava. Mas bastou olhar para ele ali, bem na minha frente, em carne e osso para não conseguir me conter e sair correndo com um garotinho perdido.

Perdido é a palavra certa.

Eu pensei que fosse capaz de qualquer coisa por ela, principalmente de deixar meus medos e anseios e construir ao seu lado uma nova família. Mas isso mudou. Mudou no exato momento em que bati meus olhos no bebê, naquela pequena coisinha rosada e gorducha. E sabe porquê? Porque ela era a cara dele, só que numa versão delicada, bonita, frágil e fofa.

Como eu poderia lidar com isso?

Eu não era tão forte quando pensava.

Eu vi ela por alguns instantes e saí correndo, fui embora, sem me importar com mais nada. Peguei meu carro e dirigi por aí, sem nem saber para onde iria. Mas sabia que não seria capaz de voltar para casa tão cedo. Estava enlouquecido. Perdido. Sem saber o que pensar, sem saber o que fazer.

Passei alguns dias em um hotel qualquer de beira de estrada, dormindo num colchão duro e comendo qualquer besteira que eu encontrava para vender por aí. Tive até que comprar roupas baratas dessas que vendem no supermercado. Meu celular tocou inúmeras vezes, mas eu nem me dei o trabalho de olhar. Até que em um momento ele parou, descarregou por completo.

Durante todo o mês em que estive fora, tive tempo para pensar em muitas coisas. Principalmente no quanto fui estupido e no quanto minhas atitudes foram mal pensadas. Eu só pensei em mim. Eu fiquei perdido, com medo. Até aí normal. Todo mundo sente essas coisas. Mas eu precisava mesmo fugir dessa forma?

Minha mãe deve ter ficado louca de preocupação. Todos devem ter ficado sem entender nada. Eu também não entendi nada. Agi sem nem pensar direito. Imagino que quando a Nina acordou, após horas de sofrimento e dor, deve ter se perguntando de mim e do meu paradeiro, mas não obteve respostas, porque eu não me dei o trabalho de explicar nada a ninguém.

Não deixei uma carta, um bilhete e não fiz nenhuma ligação.

Qual era o meu problema?

Eu garanti a ela que não a decepcionaria, não a machucaria e que ficaria ao lado dela, apoiando-a em tudo que precisasse e em um dos momentos em que ela mais precisou de mim, eu não estava lá. Mais uma vez a decepcionei. Mais uma vez eu traí sua confiança. E eu ainda disse que achava que a amava. Onde é que eu estava com a cabeça, hein?

Quem diz a uma pessoa que acha que a ama?

É verdade que eu nunca disse nada parecido a outra pessoa, mas eu deveria ter me esforçado mais. Principalmente por ela que mudou toda a minha vida, virou tudo de ponta cabeça. Ela merecia mais. Ela merece mais.

E eu até cogitei a possiblidade de nunca mais voltar, nunca mais vê-la e deixar que ela siga sua vida com sua filha sem mim para ser feliz, mas eu não consegui. Não consegui parar de pensar nela nem por um instante. Me perguntando sempre o que ela deve estar pensando de mim, dias e dias sem dar notícias. O que ela deve estar passando agora sozinha, com um bebezinho.

Eu deveria estar lá. Eu garanti que estaria. Eu fiz várias pesquisas. Eu li muitos livros sobre o assunto e fiquei animado com a ideia de ser tio e uma espécie de pai para esse bebê, caso assim fosse necessário e preciso. Mas eu fui covarde e na hora H eu não consegui, eu simplesmente fugi e dei as costas.

Ela poderia nunca mais me perdoar e com toda razão. Eu nem sei se eu mesmo consigo me perdoar por isso. Ela pode não querer me ver nunca mais mesmo depois de tudo que a gente viveu e eu entenderia, mas acontece, que com todo esse tempo, eu pensei a respeito e quero tentar de novo. Eu preciso tentar. Preciso ao menos fazer ela entender o que aconteceu.

Ela merece mais. Ela merece isso.

Preciso que ela saiba que por mais eu tentasse, eu nunca mais conseguiria viver sem ela. Todos esses dias longe, me fez perceber o quanto ela significa de verdade para mim. Me fez sentir na pele a falta que ela faz na minha vida. E mesmo que ela não me aceite de volta nunca mais, ela precisa saber tudo que sinto. Do início ao fim. Porque se tem uma coisa que eu aprendi ao longo da vida e com todas as perdas é que tudo pode acontecer de uma para outra. Amanhã eu ou ela podemos nem estar mais aqui. E todas as coisas que eu gostaria de ter dito, mas não tive coragem, não serão ditas, porque será tarde demais.

Reuni coragem o bastante para voltar para casa sem nem ter ideia do que me esperava por lá. Estava na hora de escarar a realidade de frente.

Assim que pisei os pés dentro de casa, minha mãe veio em minha direção, surpresa ao me ver. Pensei que ela me estapearia, mas na verdade ela só me abraçou bem forte e chorou no meu peito. Eu me senti tão mal naquele momento, que prometi a ela que jamais faria algo assim de novo e me desculpei.

O resto da casa estava em silencio total.

— Cadê o pessoal? – Perguntei.

— Isabeli está na escola e Catarina foi fazer o vestibular hoje.

— Mas já? Nossa, o tempo passou tão rápido. Não sabia que era hoje.

— Ela estudou muito para isso, aposto que vai tirar de letra.

— Com certeza. Mas... E a Nina e o bebê?

— Depois de tudo que aconteceu, Nina decidiu procurar seu próprio lugar para morar. Foi difícil aceitar, mas eu apoiei a vontade dela. Acho que será melhor assim... Para ela e para a minha netinha passarem mais tempos juntas.

— Mas onde é esse tal lugar? Eu quero vê-las!

— Max...

— Mãe, por favor, só me diga onde é e eu irei.

— Max... Ela me pediu para não lhe dizer nada...

— Mãe, por favor. Eu só voltei mais por ela. Para falar com ela e tentar me explicar, dizer que eu tive medo e fiquei assustado. Mas foi só isso. Por nenhum momento cogitei a possibilidade de viver uma vida sem ela.

— Max, as coisas mudaram depois da chegada da bebê...

— Eu sei. E ela deve estar assustada e furiosa comigo, mas eu posso tentar consertar isso. Eu vou fazer direito dessa vez. Não vou correr. Mãe – Segurei suas mãos por um instante. — Por favor. Você precisa me ajudar...

— Me desculpe, Max. Mas eu não posso.

Minha própria mãe não acreditava mais em mim e isso me deixou extremamente frustrado. Eu precisava provar para ela que eu seria o melhor daqui para frente, precisava provar não só para ela, mas o resto da galera também. Especialmente para a Nina. Eu queria ser o melhor por causa dela.

Peguei o telefone de casa e resolvi fazer uma ligação urgente.

— Alô?

— Eli?

— Hmmm... Max?

— Sim! Sou eu!

— Ah, nossa. Oi, Max.

— Preciso da sua ajuda, Eli.

Houve um ruído, como se ele estivesse se afastando de onde estava.

— Você sabe me dizer onde a Nina está morando?

— Sim... Mas, porquê?

— Eu quero me entender com ela.

— Sério? E você já tentou falar com ela?

— Eu duvido muito que ela queira falar comigo agora.

— Pois é... Eu também duvido muito.

— Eu sei, Eli. Fui um estúpido fugindo daquela forma. Mas não foi por causa dela, foi por minha causa... eu fiquei perdido. E eu só quero que ela saiba.

— Bom, tudo bem. – Ele suspirou. — Veja bem, ela vai querer me matar por isso, mas como eu sou fã número 1 de vocês, me sinto no dever de tentar ajuda-los a pelo menos tentar melhorar as coisas que não estão nada boas...

— Por favor, Eli. Eu imploro. – Brinquei.

— Certo. Pegue uma caneta e papel para anotar o endereço...

Anotei tudo certinho e fiz ele repetir pelo menos umas duas vezes.

Tomei um banho morno, troquei de roupa e só isso me fez sentir muito melhor, já que eu não tomava um banho descente há dias.

— Mãe, estou saindo. Volto assim que puder.

— Ei, para hoje você vai? – Perguntou ela, me seguindo até o carro.

— Dar um rumo na minha vida. – Beijei seu rosto. — Até logo.

Dirigi devagar, me dando tempo o suficiente para pensar nas coisas que eu diria.

Ao que parecia ela estava morando num apartamento há quase duas horas de distância da minha casa numa cidade maior e mais movimentada.

Por sorte, o porteiro foi bem legal comigo e deixou eu subir sem nenhum problema. Ele disse que estava acostumado receber tantas visitas no apartamento 33 para ver o bebê que tinha nascido fazia pouco tempo.

Agradeci e peguei o elevador.

Respirei fundo antes de bater na porta.

— Já estou indo. – Gritou ela.

Quando me viu parado ali, sua expressão se modificou na mesma hora, deixando de ser alegre para se tornar algo não muito agradável.

Aparentemente ela estava um caos completo: vestindo um moletom largo e sujo. Os cabelos cacheados estavam presos no alto da cabeça. E ela tinha uma aparência feia de quem não dormia bem há noites e estava mais magra. Mesmo assim, ao menos para mim, ela era a criatura mais adorável que eu conhecia.

Depois do bebê, é claro.

O bebê é o número 1 da minha lista agora.

— Oi. Posso entrar?

— Obviamente, não.

— Por favor, Nina.

— Não e não.

— Eu quero falar com você.

— Ah, não quer não.

— Eu quero. Só me dê alguns minutos.

Ela fechou os olhos e suspirou forte.

— Tá... Entra.

O apartamento era razoavelmente grande. Com uma cozinha acoplada com a sala de estar. Dali eu não consegui ver o resto, mas o pouco que pude ver, deu para notar de cara que não limpavam a bagunça há algum tempo.

A pia estava cheia de louça, o fogão repleto de panelas sem as tampas, a mesa com os farelos ainda do pão, o chão sujo, o sofá uma bagunça, livros espalhados por todas as superfícies possíveis, meias espalhadas pelos cantos...

— Nossa. Uau. Você não quer uma ajudinha?

— Eu pensei que você estivesse aqui para conversar.

— Ah, é. Certo. Bom.

Me sentei num canto vazio do sofá e esperei que ela fizesse o mesmo.

— Como está a bebê?

— Dormindo. Finalmente.

— Ah, que bom.

— Então, por favor, faça o mínimo de barulho possível.

— Certo. Vou tentar me lembrar.

Eu estava nervoso e muito tenso também. Nem conseguia raciocinar direito. Lembro de me sentir coisas parecidas quando ia apresentar um trabalho na frente de toda a turma no ensino médio. Tudo que eu tinha pensado em falar durante todo o trajeto até aqui, tinha sumido completamente.

— Bonito seu apartamento. – Comentei, para descontrair.

— É, bom, estava melhor antes dessa bagunça.

— Mas é bom morar aqui?

— Sim, bem tranquilo. E eu tenho ajuda do Eli, com quem estou dividindo o apartamento por uns tempos. Até ele encontrar um lugar para morar com o Fernando e eu pegar dinheiro o bastante dos livros para me manter sozinha.

— O Eli está aqui com você? – Por essa eu não esperava.

— Sim, ele voltou de vez para morar aqui no Brasil com o namorado. Mas eles saíram para dar uma volta. Toda essa loucura com a bebê tem deixado todos nós bem atordoados. Faz tempo que não tenho uma longa noite de sono.

— É, dá para perceber.

— Mas e você, tem dormido bem na última semana?

Senti uma certa provocação da parte dela.

— Não muito. Pensei muito em você.

— Jura?

— Nina, você não precisa ser sarcástica, tá? Eu realmente pensei muito em você o tempo todo. E vim aqui me desculpar pelo que aconteceu. Por ter fugido e tudo mais. E por ter deixado você na mão nesse momento...

— É, você me deixou. Porque, hein, Max? O que deu em você?

— Eu não sei! Até poucos antes da bebê nascer, eu estava bem. Um pouco assustado com seus gritos e reclamações por causa da dor, mas já imaginava que seria assim. E então, a bebê nasceu, você estava apagada. Fui o primeiro a pega-la no colo enquanto ela ainda berrava. Acharam que eu fosse o pai... Eu olhei pra ela e ela me olhou e aí eu vi o quanto ela era parecida com ele. Eu senti medo, fiquei apavorado, achei que não fosse conseguir. Eu jamais seria como ele. Eu nunca fui como ele. Ele era melhor para você e nunca deveria ter partido. Ele deveria estar ali, segurando sua filhinha nos braços, contemplando aquele momento único e precioso. Mas não. Era eu ali. E eu estava perdido. Nem pensei direito, entreguei a bebê para a enfermeira e fugi, amedrontado.

Ela me olhava sem entender nada.

— Mas eu pensei que...

— Que eu não quisesse mais ficar com você? Porque aquilo era demais para mim? Porque eu não queria ter uma família e nunca quis? Não, Nina. Não tinha nada a ver com você ou com a bebê. Tinha a ver comigo e com a perda do meu irmão que foi naquele momento, segurando a filhinha dele, que eu mais senti no peito. Uma dor intensa, forte. Uma dor que eu não podia suportar...

— Então...

Ela ia dizer alguma coisa quando uma barulheira de choro de bebê veio do corredor, de um dos quartos. Ela correu para ver o que era e eu fui atrás.

A bebê estava no quarto, agitada dentro do berço, berrando muito.

— Eu não sei mais o que fazer com ela. – Nina a pegou, já chorando também. — Ela não é como o pai, nem como eu. Ela é agitada, chorona e reclamona. Ela não dorme muito e faz um escândalo para comer, mas quando eu a coloco no peito, ela não quer, ela faz careta e vira o rosto. Eu procurei pelo médico e relatei tudo isso, mas ele disse que era normal. Um processo de adaptação, mas não sei se consigo, estou ficando louca da vida. Acho que não nasci pra isso, acho que ela nunca vai mais gostar de mim. Eu não sou boa mãe.

— Não diga essas coisas. É claro que ela ama você mais que qualquer outra pessoa. Você a carregou por meses! É só que... Ela não está acostumada ainda com o mundo aqui fora. É diferente para ela e estranho, talvez até um pouco assustador. É só uma questão de tempo. – Institivamente, peguei a bebê de seus braços, passando-a para os meus. Ela resmungou um pouco e eu balancei, não demorou muito para ela se calar, me olhando profundamente.

— Ela gosta de você.

— Acho que ela se lembra de mim.

Continue olhando para ela... Sem conseguir entender como uma coisinha tão pequena, rosada e cheirosa podia mudar tanto a vida de uma pessoa.

— Ela se chama Izzie, como o Andrew gostaria que se chamasse.

— É um nome perfeito. E olha só para ela, tem até o topetinho dele. Lá em casa tem umas fotos de quando ele era criança, vou trazer para você ver o quanto eles parecem muito um com o outro. Você pode até pegar umas para você, para poder mostrar a ela quando ela for maiorzinha.

— Nós iriamos adorar. – Nina sorriu para mim.

Não demorou muito para Izzie voltar a dormir e eu a coloquei de volta no berço, com o maior cuidado do mundo. Ela era tão preciosa!

Nina e eu saímos do quarto para não a acordar de novo.

— Max... – Ela chamou.

Virei-me para ela.

— Eu estou contente por você ter vindo.

— Eu também estou contente por estar aqui.

Me aproximei mais dela, mas ela se afastou.

— Você me perdoa?

— Não tem porque eu te perdoar. Você só teve medo e precisou de um tempo longe para lidar com isso. Tudo bem. Todos nós temos fraquezas.

— É, mas agora eu voltei e quero tentar de novo...

— Eu não acho que seja uma boa ideia, Max. – Ela desviou o olhar rapidamente. — A vida está tão conturbada. Não sei se isso seria bom para você ou para nós. Você sabe... Com a bebê, o livro, cuidados com a nova casa...

— Eu quero poder fazer parte disso, Nina. Eu quero estar ao seu lado a todo momento, mesmo com todas as minhas fraquezas. Quero dividir a vida com você. Quero estar mais perto da Izzie. Por favor, me deixe fazer isso.

Ela me olhou nos olhos novamente.

— Você tem certeza de quer isso?

— Tenho certeza de que quero você.

Puxei-a para junto de mim. E ela finalmente amoleceu.

— Não vou fugir nunca mais.

— Nem mesmo quando ela babar todo o seu cabelo?

— Não. Nem por isso, nem por nada.

— Nem mesmo quando eu precisar de ajuda para trocar uma fralda?

— Ei. Você está me subestimando. Eu sou um especialista em troca de fraldas sujas, sabia? Quem você acha que ajudava Catarina no começo, hein?

Ela riu, divertida.

— Tudo bem. Vamos tentar fazer isso funcionar.

Me inclinei para baixo, para beija-la.

— Eu não acho mais que te amo.

— O quê? – Ela me olhou assustada.

— Eu sei que te amo. Tenho certeza que sim.

— Ah... Oh. – Ela suspirou aliviada. — Eu também amo você, Max.

Voltamos a nos beijar no meio do corredor, entre os quartos.

O beijo foi ficando cada vez mais intenso, mais profundo. Nina me arrastou até um outro quarto, que eu suspeitei ser o quarto do Eli. Ela me derrubou na cama e montou em cima de mim, beijando meu rosto, depois meu pescoço...

— Me desculpe pelo mal jeito. Pode ser que eu esteja fedendo um pouco a leite azedo. Mas vai ser acostumando, eu sou mãe agora...

Eu ri.

— Não tem problema. Está perfeito assim.

Eu tirei a roupa dela, depois ela me ajudou a tirar a minha.

Foi a nossa primeira vez. Meio desajeitada. Afinal, não podíamos fazer muito barulho e nem podíamos nos demorar, caso a bebê voltasse a acordar. E a Nina ainda sentia um pouco de dor, nada que incomodasse muito. Mas foi tudo perfeito. Ela era perfeita. Do jeitinho que eu sempre imaginei.

Estávamos voltando a nos vestir quando ouvimos um barulho na porta da frente e fomos correndo ver o que era. Eli e Fernando tinham voltado para casa, mas não estavam sozinhos. Tinham trazido uma multidão com eles.

Não reconheci ninguém.

Por causa do barulho, a bebê acordou de novo, chorando menos dessa vez. Eli, apressadamente foi pega-la no quarto.

— Ai, minha nossa! – Nina correu para abraçar todos. — Vocês vieram! Não estou acreditando! – Disse ela em inglês. — Entrem, entrem.

Eu não entendia muito de inglês, mas entendia o bastante.

— Max! – Nina me chamou.

Eu me aproximei, um pouco tímido.

— Vem conhecer meus amigos da Austrália. – Ela voltou a falar inglês com eles. — Sydney, Noah, Mason, Josh, Denise... esse é o Max... Meu namorado. Max, esses são os amigos que fiz na Austrália e ao que parece eles vieram conhecer a nova integrante da nossa família.

Notas finais
Obrigada a todos que chegarem até aqui. Mil beijos!!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!