Notas iniciais
uma observação: esta é uma fic "passatempo", ou seja, quando eu estiver no tédio eu a escrevo kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk por isso não liguem se eu demorar atualizar!

Capítulo 2

Ela caminhava apressadamente pelo imenso corredor, após sua conversa com o comandante – quem ainda nem sabia seu nome – seguiu algumas instruções que ele lhe dera. Adentrou em um pátio, feito de metal e algumas coisas de madeira. Ele era como se fosse a parte de entrada, se ela olhasse para cima se encontrava vários andares com muitas portas, que certamente eram os dormitórios. A pequena parou por um instante para admirar o local. Não era grades coisas nas opiniões pacatas de outros , já na mente da garota era o melhor lugar do mundo.

Resolveu subir as primeiras escada em busca do seu quarto. Não havia recebido nenhum papel lhe informando o número, tampouco teve coragem de perguntar a alguém. A maioria estava triste, olhando para o nada, ou fazendo suas preces. Enfrentou aquele sentimento que a impedia de perguntar algo e falou com um garoto que deveria ter aproximadamente quinze anos.

- Com licença, onde fica o meu quarto?

- Você está no nível errado, as crianças do primeiro ano ficam no último andar, e o das meninas é a esquerda. Você pode pegar qualquer quarto, mas se o seu nome estiver em algum, é lá que você deve ficar!

Ela sentiu-se agradecida por não ter sido tratada mal, saiu correndo em disparada ao último corredor. Viu que em cada andar, eram decorações diferente. O primeiro, era totalmente revestido de vermelho, o segundo de laranja, e assim ia com muitas cores. Ela finalmente chegou ao último andar, ele continha todas as cores que representassem o fogo que pudessem imaginar, ela achava aquele, o melhor corredor de todos, foi olhando os quartos, nenhum havia o seu nome, todos estavam devidamente etiquetados e nenhum estava vazio. Foi então que ocorreu em sua mente uma vaga lembrança. O momento em que Cristan lhe deu o colar. Provavelmente ele seria uma chave, pensou a pequena com esperança em sua mente. Saiu em disparada ao corredor dos monitores , viu somente nove portas, quatro de cada lado e uma no final.

Algo lhe dizia que era aquela, a pequena, que tropeçava enquanto corria, viu a maçaneta da porta, a pedra em seu colar cabia ali. Ela colocou e o quarto se abriu.

**

Nunca havia pensado que um quarto poderia ser tão tecnológico e tão grande. “Não parecia assim do lado de fora”. A pequena passou a mão pela superfície do aparelho eletrônico em cima da mesa que ela não conhecia até então. Percebeu que teria muito o que aprender naquela fortaleza. Olhou no relógio em forma de chama que estava pregado na parede, logo acima da cama de Cristan – que agora seria a sua cama – ele marcava nove horas da noite. Assim que olhou para a cama de casal posta em sua frente sentiu um incrível sono. Seus olhos estavam ameaçando a se fechar. Ela nunca se sentira tão cansada em toda a sua vida. Por mais que desde os cinco anos recebesse treinamento por seus pais para entrar naquele lugar, as emoções do dia estavam a flor da pele, deixando a pequena com um cansaço inevitável.

Ela ao menos pensou em se trocar. Apenas tirou o seu casaco de couro preto e jogou em algum canto dali. Correu para a cama e dormiu instantaneamente. A cama era macia e ela percebeu isso.

Enquanto ela dormia tranquilamente em sua primeira noite, o comandante saia daquele lugar, deixando seu irmão Jefan ficar como líder enquanto ele resolvia algumas coisas. Jefan tinha um caráter bom e ruim ao mesmo tempo. Tudo o que acontecia para ele estava bom. Na verdade, não se importava com aquelas “crianças que não sabem onde se metem”. Ele sabia que seu cargo era provisório, o outro filho do comandante ainda estava vivo. “Aquele peste”. Jefan na verdade adorava o pequeno Logan, mas nunca admitiria ou demonstraria seu carinho por ele. Este ano Logan finalmente havia completado seus sete anos e havia entrado para o local.

Logan ainda estava em sua casa. Arrumando suas coisas, iria partir logo pela manhã, o garoto estava ansioso, infelizmente, ele tinha consciência do pai que tinha, e prometeu-se mentalmente que iria apagar essa memória de sua vida. Faltava apenas seu noot book e estaria pronto para encarar o seu destino. O garoto corria escada abaixo com a grande mochila em suas costas. Iria ficar no quarto de seu irmão falecido — que estava ocupado por Lillian — e ele estava muito animado com as aulas de agilidade que ele teria.

Entrou no carro da mãe, que deu a partida e foram em direção a grande fortaleza dos Guardiões do Fogo. O garoto olhava cada local como se aquilo fosse ficar em sua mente para sempre – o que sumiria em um semana – era sonhador, um garoto criativo. Logan seria um grande artista. Mas não vai ser do jeito que ele quer.

**

Lillian tinha acordado havia cinco minutos, mas sua preguiça era tanta que lhe impediu de abrir os olhos. Olhou no relógio pendurado na parede. Em vão. Não conseguia ver nada, apenas uma parte, já que se encontrava sob o mesmo. Resolveu levantar-se, cambaleava pelo quarto como um zumbi. Quando ouviu a porta atrás de si sendo aberta. Ela assustou-se e virando deu de cara com um garoto um pouco parecido com Cristan – só que bem mais novo – O garoto pareia confuso, e ela mais ainda.

- Quem é você? – ele perguntou jogando suas malas num canto.

- Eu que pergunto! – disse a pequena com um tom de frustração.

- Eu sou o filho mais novo do dono, e este quarto é MEU!

- Agora não é mais! Nenhum quarto estava disponível, então eu fiquei com este!

- E como conseguiu entrar? Só conseguimos através... COMO VOCÊ TEM A PEDRA?

- Ai, não grita garoto! Foi o Cristan que me deu, e além disso, neste quarto cabe nós dois!

- Você descobriu que a cama de casal se separa?

- Na verdade não, mas eu imaginava que você fosse dar uma solução!

- Doida...

Uma grande curiosidade sobre os Firetools é que todas as suas crianças são bem maduras, por causa de seus ensinamentos e de seu jeito de contar a idade. Suas crianças contém quatro anos para aprender coisas “inúteis” como falar e andar, a partir daí elas “nascem” totalmente. Então uma criança de sete anos para eles, contando desde o nascimento, teriam cerca de onze anos.

Por isso suas crianças não se ofendem ou brigam por futilidades como um simples quarto, haviam coisas mais importantes com o que se preocupar.

Lillian – apesar de não conhecer o garoto – o ajudou a ajeitar suas malas em uma parte do guarda-roupa que não seria ocupado com as roupas dela, que ainda não haviam sido tragas por seus pais. O garoto logo simpatizou-se com a pequena.

- A propósito, qual o seu nome? – disse o garoto interessado.

- Lillian!

- Sou o Logan! Espero que nós nos tornemos grandes amigos!

- Igualmente! – disse a pequena tentando falar naqueles padrões difíceis. – então, não vai ficar ressentido comigo?

- Como assim?

- Sabe... foi por causa de mim que seu irmão... er...

- Eu não fico com raiva de você, meu pai poderia salvá-lo!

- Mas seu pai nem estava na sala!

- É, ele não estava na sala... – disse o garoto olhando para cima, como se soubesse algo a mais.

- Quando começam as aulas?

- Provavelmente de tarde. No começo é sempre assim!

- Como sabe dessas coisas?!

- Oras, meu pai é o comandante lembra? – Ela fez um “sim” com a cabeça – Nosso trabalho ficou incrível!

Agora que a pequena havia se tocado do grande trabalho que haviam feito, o guarda-roupa estava totalmente organizado, os aparelhos eletrônicos que Logan trouxe de casa estavam em cima da mesa, a cama já estava separada, uma parte em cada canto do quarto. Tudo estava muito lindo quando de repente um som que “mais parecia uma gaivota com asfixia” na opinião de Lillian soou por toda a fortaleza.

- Hora do rango! – disse Logan saindo em disparada á porta.

- Meninos... – murmurou Lillian fechando e trancando o precioso quarto.

Quando estava descendo as escadas que se lembrou que ainda estava com as roupas do dia anterior, prometeu a si mesma que depois do café da manhã, iria tomar um belo de um banho. Ela agora via mais claramente o pátio, viu que na verdade ele era ao ar livre, e a luz do sol entrava e ficava iluminando o centro dele, que continha o desenho que uma pedra com cordas se entrelaçando nela. “A mesma do colar” pensou Lillian o segurando fortemente. Seguiu alguns veteranos e finalmente encontrou o local da merenda.

**

Bagunça. Era um breve resumo do que a pequena viu. Era na verdade um campo ao ar livre, cheio de natureza, com bancos e MUITA grama. Alguns estavam na fila para escolher o que queriam. Outros estava na grama ou em bancos comendo e conversando.

A pequena pode observar um garoto torrando o seu pão com uma bola de fogo e sentiu um frio na espinha. Olhou em volta totalmente perdida, quando ouviu uma voz familiar.

- Hey Lian! – “Lian?” indagou-se a pequena. – Guardei um lugar aqui na fila para você!

- Ô Logan, que ideia é essa de Lian?

- É o apelido que eu dei para você ué! – A pequena apenas soltou uma pequena risada e foi se juntar ao amigo. – Bom Lian, este é o Andrew Um grande amigo!

Lillian observou o garoto, deveria ser do 2º ano já que agia como se tudo aquilo fosse a coisa mais normal que já acontecera em sua vida. Mais um dia pacato em sua vida pacata.

- Prazer! – Disse Andrew. – Mas me chame de Drew. Eu já falei pra esse cabeça de bagre que odeio ser chamado pelo meu nome! A propósito, sou do 1º ano!

- Eu jurava que você seria do 2º Drew!

- E ele seria, se não tivesse repetido!

- Blééé! – disse o menino mostrado a língua.

- Não sabia que podia repetir de ano aqui...

- Ela é muito novata né? – disse Drew a Logan.

- Nem me fale!

- EI! EU ESTOU AQUI!

- O que vão querer? – disse a voz da atendente interrompendo a coversa das crianças.

Logo depois que fizeram os pedidos as crianças correram para sentar na grama em um pequeno círculo. Aquele provavelmente, seria o começo de um importante grupo. Mas ainda faltava uma importante integrante, que em breve apareceria para aumentar a “população feminina”.

Notas finais
até a próxima!