Notas iniciais
Agora vamos descobrir um pouco mais sobre a vida dos personagens!! Espero que gostem..^_^

*Logo que partimos já comecei a sentir um pouco de sono. Cochilei por uns vinte minutos, quanddo fui acordada por uma Gabriela cantando Heavy Metal.*

–Gabi! Deixa eu ouvir um pouco? — *Amava esse tipo de música.

Começamos a cantar juntas e o Luquinhas também entrou no embalo. Dudu, dirigindo na maior calma do mundo como se ninguém estivesse fazendo nada.

Perguntei pra Gabi como que ele conseguia ficar relaxado assim com um monte de gente cantando alto no carro. Ela disse que ele tinha botado tampões de ouvido. Bom truque. A gente sempre fazia barulho nas viagens. Ele mesmo já gritou tão alto um solo de guitarra que as pessoas do carro do lado até pensaram que a gente estava torturando o moleque. Nessa época ele tinha uns quinze, catorze anos. Sempre fomos loucos por Rock n’ Roll, Heavy Metal e algumas vezes escutávamos Death Metal. Sempre no gênero do Rock. Mas não alterava porra nenhuma do nosso visual. Ninguém era alternativo, tinha moicano ou toneladas de piercings. Eu tinha um par de alargadores de quatro milímetros e um piercing bem pequenininho no nariz. A Gabriela tatuou a carinha do Nirvana no tornozelo (o Dudu que autorizou a tatuagem) e fez um segundo furo nas duas orelhas. O Dudu fez uma tatuagem nas costas que tinha um trecho de uma das músicas do Cazuza. Se me lembro bem era da música “O Tempo não Pára”. A Frase era: “

“Dias sim, dias não, eu vou sobrevivendo sem um arranhão, da caridade de quem me detesta.” *

* Acho que era isso. Era um longo caminho até a Bahia. A reunião seria em Ilhéus. Minha família inteira vinha da Bahia. Meus pais se mudaram da Bahia há quase vinte anos atrás quando se casaram. Arranjaram um apartamento no Espírito Santo em São Mateus, onde pudéssemos pegar mais facilmente à BR-101 pra chegar a Salvador. Ao longo da viagem nós fomos cantando e o Dudu na maior calma do mundo dirigindo como se não tivesse mais ninguém no carro. Até que ele parou num barzinho de beira de estrada e tirou os tampões pra falar que quem quisesse ir ao banheiro ou comer essa era a última chance antes de chegarmos ao hotel. *

– Eu quero ir! – *Disse o Luquinhas com as pernas tremendo. E como eu e a Gabi estávamos com sede entramos e foi-se ele correndo ao banheiro. E o Dudu entrou pra pagar as bebidas e um pastel pra ele e dois sanduíches pra mim e pro Lucas. Depois de todos descarregarem, comerem e beberem, retomamos a viagem com um Lucas cansado e uma Gabi sonolenta e esta que vos fala, sentando no banco da frente com um Dudu agitado e um tanto nervoso.*

– Dudu. Por que essa agitação toda meu filho?- *Perguntei curiosa com os movimentos dele.*

– Eu só tomei uma latinha pequena de cerveja e to com medo de uma blitz. — *Disse ele falando “blitz” como se fosse morrer agora.*

– Cara você comeu depois de beber? – *Perguntei meio nervosa também.*

– Sim comi só que acho que ainda to com bafo de álcool. – *Disse ele um pouco mais nervoso.* (Deu um bloqueio nessa parte. Não sabia direito oq escrever)

– Desacelera e deixa eu cheirar.- *Disse pra despreocupar ele um pouco. Ele encostou e soltou uma baforada no meu nariz.*

– Você comeu pastel de atum né? – *Perguntei só pra confirmar. Porque aquele cheiro! Caralho!*

– Comi. Por quê?

– Leva a mal não. Mas eu acho que o tal atum tava estragado, porque esse teu bafo ta mais pra peixe morto e podre do que pra cerveja. Se te pegarem numa blitz o bafômetro vai denunciar: “tripas de peixe morto há três meses”.

– Engraçadinha. – *Disse ele acelerando com o carro de novo.*

– E mantenha essa tua boca fechada hein! Ta dando pra sentir daqui. – *Eu disse tentando esconder as risadas sem muito sucesso.*

*Uns quinze minutos depois de sairmos do acostamento eu comecei a me sentir meio sonolenta também, mas tentei aguentar até chegarmos ao hotel. Mas no momento em que eu estava começando a fechar os olhos, um guarda nos parou no meio da estrada.*

– Tudo bem seu guarda? – *Perguntou o Dudu, fazendo o possível pra não abrir muito a boca.*

– Tudo bem sim. Eu só quero ver os documentos do carro e a sua carteira de motorista. – *Na hora em que ele terminou a frase eu senti uma fisgada aguda no pescoço. Achei que era um torcicolo de tanto ficar sentada numa posição por muito tempo. Mas quando eu coloquei a mão tirei um negocinho que parecia um dardinho daqueles usados pra atirar tranquilisante em animais. Bem pequeno mesmo. Do tamanho daquelas formigas de bunda vermelha.*

– Então, tudo certo? – *Perguntou o Dudu apreensivo, com medo de o guarda achar seu bafo estranho.*

– Tudo bem sim. É só que a lanterna traseira ta quase queimando. É melhor você vir comigo dar uma olhada. – *E ele foi. Quando chegaram à traseira do carro, eu ouvi o policial colocando ele contra as costas do carro à força.

Saí na mesma hora pra ver o que estava acontecendo. Vi o policial apontar uma arma para a cabeça dele e tentei agarrá-lo por trás para impedir que o disparo pegasse no Dudu. As pernas meio bambas mas dava pra andar. O cara atirou pra cima umas três vezes. A Gabi e o Luquinhas acordaram com os disparos e a Gabi pediu pro Lucas ficar ali dentro em baixo de um dos bancos e foi ajudar.*

*Enquanto o Dudu esmurrava o policial ela tirou a arma das mãos dele e deu-lhe uma coronhada bem dada na testa. Dois outros policiais saíram de dentro da viatura e vieram ajudar o comparsa que já estava meio bambo e com a cara sangrando. Um mais alto pegou a arma e atirou pra cima. Eu ainda segurava o da cara ensanguentada. Um mais baixo, mas musculoso foi pra cima do Dudu e o meteu contra a porta do porta-malas de novo.*

*O mais alto tentou ameaçar a Gabi com a arma e ela tentando se defender segurando no cano com o dedo longe do gatilho ameaçando uma nova coronhada no policial mais alto. Dudu lutando para se desvencilhar do policial baixinho e eu me esforçando para não deixar o outro escapar.*

*O alto apontou a arma para a cabeça da Gabi e disse que se tentasse qualquer coisa, não hesitaria em atirar. Ela então abaixou a arma fingindo se render. Mas na hora em que ele afastou a arma dela e se virou, ela lhe deu um golpe forte nas costas e depois lhe deu uma coronhada na parte de trás da cabeça fazendo ele ficar zonzo por um momento. Mas logo depois, o policial atirou na mão em que ela segurava o revólver, fazendo ela solta-lo imediatamente e sua mão sangrar. Depois apagou ela com uma coronhada. Colocou ela de volta no carro e voltou para ajudar o baixinho. Eu comecei a dar chutes nas costas e no meio das pernas do policial que eu ainda segurava. Depois que ele já estava no chão apaguei ele com um chute forte na nuca. Depois que o altão veio me ameaçar, apontou a arma para minha cabeça.*

* Meu coração acelerou e considerei as opções. Ele estava armado e eu só tinha minhas mãos nuas. Perdi a consciência poucos segundos depois desse pensamento.*

*Acordei sentada e amarrada com os braços pra cima em uma sala escura, úmida e fria com só uma lâmpada acesa pra iluminar o ambiente medonho. Obviamente me desesperei na hora. Comecei a gritar chamando o Dudu, a Gabi e o Luquinhas. Mas ninguém respondia. Já estava à mercê das lágrimas quando um homem baixinho de mais ou menos um metro e sessenta e quatro e bem magro se aproximou de mim. Na mesma hora comecei a tagarelar.*

– Por favor! Você tem que me ajudar a achar meus irmãos. Por favor, me desamarra! Me ajuda! Eu to desesperada, eu não sei onde é que eu to, eu não sei onde eles tão! Eu... – *Mas antes que eu pudesse continuar ele colocou o dedo na frente da minha boca e fazendo shhhhhhh, pedindo silêncio.*

– Seus irmãos e sua irmã estão bem. Mas você precisa me ouvir com bastante cuidado.

– Arregalei os olhos e cheguei a cabeça pra frente prestando o máximo de atenção.

– Sabe aqueles policiais que desmaiaram vocês na estrada? – *Assenti perguntando com os olhos “O que têm eles? E como esse cara sabe dos policiais?”*

– Bem eu que mandei eles.

– Posso perguntar o por quê?

– Bem, para eu explicar é melhor deixar todos os outros acordarem antes. – *Disse ele com uma voz estranhamente calma.* – Ah! E bom trabalho com o Carlos. Cuidaram bem dele não? – *Uma animação tinha tomado a voz dele no momento. Como se tivesse ficado feliz por um dos lacaios dele ter desmaiado e sangrado.*

*O único que saiu totalmente ileso foi o baixinho musculoso. O alto e magro levou duas coronhadas. Gabi sempre foi muito boa em se defender. Dudu malhava e eu fazia academia junto com ele. A gente ensinava o Lucas a se defender em casa, mas o essencial pra ele era se esconder mesmo. O homenzinho então disse:*

– Michael sangrou um pouco, mas está bem. Aquela baixinha é bem forte hein! Quantos anos ela tem? Treze catorze?

– Catorze. Qual seu nome?

– Direi tudo que precisam saber quando todos acordarem. Não gosto de repetir a mesma coisa duas vezes. Aliás, qual a sua idade e seu nome?

– Por que quer saber?

– Porque quero me certificar de que sei mesmo o seu nome. Andei pesquisando suas vidas desde que seus pais morreram. Você é a Victória não é? –*Nessa hora fiquei assustada e confusa ao mesmo tempo. Porra! Como aquele Homem sabia tanto da gente? Como ele sabia meu nome? Se não estivesse amarrada empurraria ele contra a parede e obrigaria ele a dizer tudo. Mas assenti de leve confirmando que era esse o meu nome.*

– Ótimo. Mas então, vai me dizer sua idade? –*Fiz que não com a cabeça.* – Justo. Apresentações e detalhes só depois de todos reunidos certo? –*Disse ele com um sorrisinho doentio e um tom de humor na voz. Como se achasse a situação engraçada. Depois que ele disse isso, um dos parceiros dele abriu a porta e disse que todos já tinham acordado. O homenzinho disse pra trazerem todos pro meu quarto.*

Notas finais
Esse demorou um pouco pra ser escrito. Mudei bastante coisa nele mas acho q está bom.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.