Mugiwara Academy
44 Capitulo 44 - Parceria! Uma proposta duvidosa!
Notas iniciais

Meio desconfiada Ana segue o rapaz. Foi levada para um grande salão onde se encontravam várias pessoas, todas elas bastante distintas umas das outras. O salão era iluminado por uma grande clarabóia situada por cima de uma espécie de plataforma ao fundo do salão. Nessa plataforma estava Eustass Captain Kid sentado numa poltrona. Quando viu a rapariga aproximar-se levantou-se deixando visível o seu novo braço robótico.
– Sê bem-vinda ao meu doce lar! – Cumprimentou Kid ironicamente.
Todos os outros deram gargalhadas.
– Oh sim, tens aqui uma bela casa. – Respondeu Ana subindo as escadas que davam acesso à plataforma.
– Nem todos têm a sorte de ter um papá milionário.
– Como dizem cada um tem o que merece. — A aluna de culinária sentou-se numa outra poltrona perto do líder do gang.
Aquelas palavras deixaram os seguidores de Eustass desconfiados, especialmente o rapaz louro que se encontrava atrás da jovem por precaução.
– Ahahahah! Tens razão saco de pulgas.
– Já agora, belo braço que aí tens. – Ela pousou a cabeça na mão do seu braço que se encontrava apoiado no lado esquerdo da poltrona. – Não me lembro de te ter arrancado o braço.
Nesse instante sentiu um metal fino e frio encostado ao seu pescoço. Era uma das lâminas do rapaz louro. Kid soltou uma gargalhada que se fez ouvir em todo o salão. Até algumas lágrimas lhe caíram pelo rosto.
– Como se uma bola de pêlo como tu tivesse força para fazer uma coisa dessas. – Secou o rosto com a mão. – Parece que o Killer não gostou de ti saco de pulgas.
– Então é esse o nome dele… Vais tirá-lo daqui ou vou ter de ser eu? – A pequena voltou a soltar as garras.
– É melhor saíres daí Killer, a gatinha assanhou-se. – Kid voltou a rir-se descontroladamente enquanto Killer se afastava em silêncio.
– Que piada… Diz lá o que é que querias.
Eustass limpou as lágrimas causadas pelo riso e voltou a ficar sério, mais ou menos.
– Queres entrar para o meu gang?
– Estás a gozar certo?
– Claro que não. — Sorriu.
Ana estava prestes a dizer que não por causa da relação que Cátia tinha com ele quando se lembrou do que acontecera no dia anterior.
– Eu não sigo ordens de alguém que brinca com ferrinhos.
Kid ficou surpreso por a rapariga não proferir o nome de Cátia. Tinha a certeza de que ela iria recusar por causa da amiga. Por isso, percebeu logo que algo se passava e trazer a usuária da Neko Neko no mi para o seu gang iria definitivamente deixar a aluna de história bastante irritada.
– E que tal uma parceria? – Continuou o líder do gang.
– Como assim?
– Usas as tuas habilidades a meu favor, podes entrar no meu território quando quiseres e podes usar alguns dos meus homens quando quiseres.
– Uou… – A rapariga estava visivelmente espantada com a oferta. – Isto cheira-me a armadilha.
– Aceitas? – Os portões são trancados. – É claro que não vais sair daqui sem dar uma resposta.
– Mas que surpresa!
Naquele momento o telemóvel de Ana começa a tocar. Era Kid quem o tinha.
– É claro que teres isto de volta também depende da tua resposta.
– Bastardo.
O telemóvel não parava de tocar. Ana sabia que era alguém da escola que lhe estava a ligar. Ela tinha designado um toque específico para os professores de Mugiwara Academy.
Todas aquelas chamadas estavam a deixá-la preocupada e isso podia ver-se no seu rosto. Aquele era o “empurrãozinho” de que Eustass precisava para que ela cedesse.
– Pronto eu aceito.
Kid atira-lhe o telemóvel.
– Dêem as boas vindas à nossa gatinha. – Gritou o líder aos seus homens num tom irónico.
A rapariga ignorou totalmente aquela boca e atendeu o telemóvel. Era Nami que estava do outro lado da linha e dava para se notar que estava aflita.
“Ana tens de vir já para a escola!”
– Porque haveria eu de fazer isso? Acabaram de me expulsar.
“A Cátia cometeu uma loucura para que pudesses voltar para a escola e acabou por se magoar…”
– A CÁTIA FEZ O QUÊ? – Interrompeu ela irritada. O salão congelou naquele momento e Kid sorriu.
“Ela pediu para te chamar. Explico-te o resto quando chegares.”
– Estou a ir. – Desligou o telemóvel e voltou-se para o gang. – Em quem é que eu tenho de bater para abrirem os portões?
Os portões foram abertos e Ana saiu já na sua forma de gato. Todos os que ali estavam ficaram surpresos com a sua transformação, ninguém naquela sala além de Kid.
Eustass tinha conseguido o que queria. Mal podia esperar por dar a noticia a Cátia ele mesmo, pois sabia que Ana iria ficar calada.
****
Ana chegou à escola em poucos minutos e antes que a vissem voltou à sua forma humana e entrou no recinto. Envergava uma aura de raiva sufocante e quase palpável que se assemelhava à do seu pai quando descobriu as suas cicatrizes. Ninguém ousava aproximar-se dela.
Entrou no edifício e encontrou Sanji na entrada. Mais do que feliz por voltar a ver a sua querida aluna o cozinheiro dirigiu-se logo para ela, mas parou quando sentiu a aura assustadora que a rapariga trazia à sua volta. Ela lançou-lhe um olhar tremendamente frio e cortante que o atingiu como uma flecha.
– A… Ana-chwan?
– Onde está a Cátia?
– N… Na enfermaria.
A rapariga virou-lhe as costas e afastou-se. Só ai ele conseguiu voltar a respirar.
Quando chegou à enfermaria encontrou a sua melhor amiga deitada numa maca com as ligaduras visíveis. Nesse momento a sua aura dissipou-se no ar e lágrimas começaram a escorrer-lhe pelo rosto. Lágrimas essas que invocaram Sanji que surgiu instantaneamente à porta preocupado.
Chopper tinha saído para ir buscar mais ligaduras limpas.
– O que é que te fizeram senpai? – Ana aproximou-se da maca onde estava a colega.
– Para lá de chorar, até parece que vou morrer por causa disto.
– Mas…
– E onde é que tu te enfiaste? Fiquei preocupada. Podias ao menos ter ligado.
– Gomem senpai. – A pequena faz beicinho.
– Pronto, pronto. – Cátia afaga a cabeça da amiga e levanta-se sem grandes dificuldades. – Sanji-sensei?
– Sim Cátia-chan? – Sanji voltara a ser o homem que era.
– Onde foi o Zoro-sensei?
– Há pouco estava atrás do ginásio a treinar.
– Obrigada sensei. – Ela dirige-se para a porta.
– Vais sair assim senpai?
– Tenho de resolver umas coisas.
– Eu vou contigo.
– Não é preciso.
– Mas…
– Eu disse não. E tu tens de ir à sala de professores. A Nami-sensei está lá à tua espera.
– Está bem.
Cátia sai da enfermaria e Ana dirige-se para a sala de professores que ficava no sentido contrário.
O cozinheiro seguiu a sua aluna tentando chamar-lhe a atenção, mas continuava a ser ignorado por ela. A rapariga continuava magoada com ele e desta vez não iria ceder sem um pedido de desculpas.
Fale com o autor