Mudaram as estações
5 Acabou a trégua
Notas iniciais
Toc toc. Alguém bateu na porta e me fez acordar.
–Quem é? Perguntei e o silêncio tomou conta.
Quando abri a porta vi dois garotos, um era o Gruver e o outro eu não conhecia.
–O que querem? Perguntei ainda segurando a porta.
–Você. O garoto de trás me empurrou e eu cai no chão.
–Saiam do meu quarto. Eu me levantei.
Gruver fechou a porta e se sentou em minha cama.
–Bela cama, bem confortável ela.
–Sai daqui Gruver, você esta me assustando.
–Essa é a intenção. Você separou minha briga com o Mat, e odeio quem separa minhas brigas, então você comprou uma briga comigo, com um lobisomem.
O outro garoto veio em minha direção com um canivete e enfiou em minha coxa.
Eu dei um grito de dor e cai no chão.
–Você é tão maduro a ponto de fazer isso? Falei gemendo de dor.
Tirei o canivete da minha perna, e não consegui me levantar.
–Porque você não enfia esse canivete em mim? Fica mandando seu amiguinho enfiar? Que maduro você.
–Eu sei que você é uma vampira Luccy. Sua cicatriz vai se cicatrizar em um piscar de olho.
Ele começou a olhar praquele ferimento e só saia mais sangue.
–Você não é vampira? Como me jogou tão longe hoje?
–Sai do meu quarto me deixa em paz.
– Garoto, olha pra mim. Gruver falou e o garoto foi na direção dele. – Faça um pequeno corte em seu pulso e passe o sangue na boca da Luccy.
O garoto pegou uma faca que estava em sua calça, e começou a rasgar seu pulso.
Ele se ajoelhou do meu lado e começou a passar um pouco de sangue em minha boca. Eu empurrei ele e ele foi parar na beliche da Jess.
Aquele gosto.. Estava tão bom, não era ruim. Comecei a querer mais, só que eu me controlei.
–Vejamos, suas veias estão altas. Você é uma vampira, mais você não se cura. Você só pode ser uma aberração então.
Eu me apoiei no chão. E me levantei.
–Quero que você me escute Gruver, vá embora do meu quarto.
–Hipnose não funciona comigo garota.
–Não é hipnose, é só uma ameaça. Se você não for embora eu juro que te mato.
–Vou ter que ficar pra ver você me matar.
Minhas narinas estavam captando o sangue do garoto escorrendo pela beliche. Olhei para o garoto e ele estava inconsciente. Cada pingo que se caia, os pingos eram desperdiçados ao cair no chão.
–Eu sei que você esta louca para provar o sangue dele Luccy. Siga enfrente. Vai, isso não vai doer nada em você. Mais nele sim.
Peguei o seu pulso cortado e peguei um pouco de sangue com meus dedos e passei em meus lábios. Eu só conseguia pensar em mais. Eu ouvia seu coração batendo, suas gotas de sangue caindo no chão e indo embora do meu alcance.
Coloquei minhas bocas sobre seu pulso e então não conseguia mais parar, senti meus dentes saindo para fora e minhas veias ficando todas altas, era uma sensação de prazer com um pouco de arrependimento e amargura. Mais era ótimo.
“Eu não sou assim” Pensei e então parei na mesma hora. Olhei para o Gruver e ele estava sentado apreciando
–Então você é uma vampira recém criada. Bom saber. E você sabe que uma mordida de lobisomem como eu você morre? Uma pequena mordida e já era.
Ele se levantou veio em minha direção pegou meu pulso e então mordeu. Eu gritei de dor.
–Sai de perto dela. Alguém entrou em meu quarto, eu não pude ver, eu já estava alucinada. Então desmaiei.
Emity vai continuar narrando.
Então o Gruver se afastou dela enquanto ela caia no chão. Logo atrás de mim pude ouvir o barulho do Oliver caindo no chão também. Mais ele não desmaio, só estava tonto.
–O que faz aqui? Deixa ela em paz. Ela é uma humana Gruver.
–Não é o que eu diga. Ele apontou pra boca dela suja de sangue e depois para o pulso do garoto em cima da beliche.
–Você a mordeu. Ela só tem dois dias de vida. Me fala que tem uma cura. Peguei o Gruver pelas golas de sua camiseta e pressionei ele na parede.
–Quer que eu te morda também? Para seu azar não tem cura nenhuma.
Gruver me empurrou e saiu do quarto.
Oliver entrou no quarto meio zonzo e começou a falar:
–Ela não é uma vampira Emity, fica tranquilo. Ela é uma Klen como eu. Então ele caiu no chão novamente. – Eu estou assim porque Klen pode sentir a dor do Klen mais próximo que seja seu amigo. Ela era minha amiga então eu sinto a dor dela. Mais essa mordida não vai matar ela. Esta tudo bem.
–Graças a Deus. Falou John segurando as lagrimas.
–Você pode sentir a dor dela por dois motivos. Falou Lorenzo vindo em minha direção. — E suponho que não seja por essa opção que você me deu.
Não entendi assim como os outros garotos. Mais deixei de lado.
–Pirralho e John. Peguem o corpo desse garoto, se ele estiver vivo faça ele esquecer e ficar bem. Se não tiver, diga adeus.
– Lorenzo, pega a Luccy e leva pro quarto do Oliver. Eu ajudo o Oliver a chegar lá. Falei e fui pegando o Oliver e fazendo ele se apoiar em mim.
Lorenzo pegou Luccy no colo e quando eu olhei ele já tinha ido com ela.
–O que houve com meu quarto? Perguntou Jess parada na porta.- Ai meu deus, o que houve com meu irmão? Ela correu até Oliver.
–Estou bem. Oliver falou baixinho.
–Limpe essa sujeira e depois venha pro quarto do Oliver. Traga os companheiros.
–Não vou limpar isso já vou com vocês. Falou Jess teimando.
–Faça o que ele manda. Ela bufou e então começou a limpar.
Fui rapidamente com o Oliver para seu quarto.
A Luccy estava sentada na cama e o Lorenzo dando um copo com algo vermelho pra ela.
Ela parou de beber e correu para perto do Oliver.
–Você esta bem? Ela perguntou aflita.
–Se você estiver eu estou. Ele sorriu e ficou de pé por conta própria.
– O que eu sou? Perguntou Luccy virando para Lorenzo.
– Amanhã a gente fala sobre isso. Lorenzo respirou fundo.
–Agora. Luccy olhou nos olhos dele e ele começou a falar como se ela tivesse controle sobre ele.
–Você é uma Klen, e o Oliver também, vocês tem uma ligação por serem Klens e bem próximos um ao outro.. O que você sente ele sente como uma pequena dor. Mais de alguma forma a dor foi mais nele do que em você.
–O que eu posso fazer de especial? Luccy perguntou se sentando na cama.
–Você pode hipnotizar as pessoas, os vampiros e até mesmo os lobisomens. Você é tão rápida quanto o vento. É mais forte que os lobisomens também. Você não morre por uma mordida de lobisomem mais as vezes causa sequelas.
–Como eu morro? Luccy perguntou ansiosa para a resposta.
–Você não morre. Falou Lorenzo serio.
– Por que você acabou de me hipnotizar Luccy? Lorenzo falou emburrado e surpreso.
–Desculpa. Acabei de saber que isso foi hipnose.
John chegou com o Pirralho.
–Ouvimos tudo ali de fora. Falou Pirralho.
–Acabou a trégua. Isso foi o cumulo. Falou Emity irritado.
– Vamos começar com o plano A se não der certo.. Diga oi pro plano B Falou Oliver irritado.
Fale com o autor