Notas iniciais
Olá, queridos leitores fantasmas - que não são tão fantasmas assim! Demorei? Talvez. Mas o que importa é que estou aqui com mais um capítulo de Mudanças Para Continuar! Boa leitura ♥ Obrigada por ler! Nos vemos lá embaixo!

P.O.V. Adrien:

Eu estava pintando normalmente na praça de Paris naturalmente, até que escutei alguém gritando escandalosamente.

— Cookie, seu labrador rebelde! Volta aqui! ... Ei, você! Ei! Você mesmo! Segure aquele cachorro! O cachorro! Segure ele! — Era uma garota de cabelos castanhos aparentemente normal (tirando a parte dos berros) que nunca vi correndo e/ou gritando.

Eu estou ficando louco? Ou ela é louca?, penso, totalmente confuso. Ela está falando comigo? Sou eu o ’’você’’?

Então entendo porque ela está gritando: tem um labrador correndo rapidamente na minha direção. Provavelmente o cachorro dela. Espera... TEM UM LABRADOR CORRENDO RAPIDAMENTE NA MINHA DIREÇÃO! Ele vai derrubar minhas coisas como no sonho que tive meses atrás (mesmo sendo totalmente focado e confiante no meu trabalho, eu tive um sonho onde um cachorro derrubava minhas coisas e, meio que, levei um susto enorme)! Não, não, NÃO! Acho melhor tentar pegar esse cachorro.

Deseje-me sorte, mundo, penso. Que o final desta história não seja como no sonho.

Pulo na frente de minhas coisas para ele não acabar com elas e para que eu consiga pegá-lo. Ele continua correndo na minha direção e a garota também. Quando ele está bem perto de mim, simplesmente para na minha frente "sorrindo".

O.k, ele não queria derrubar minhas coisas.

Quando vejo uma oportunidade, pego a guia dele, deixando-o incapaz de fugir ou correr novamente. Afago sua cabeça, ele não parece mais o labrador monstro que queria derrubar minhas coisas a um minuto atrás, parece um cachorro fofo e feliz.

A garota finalmente chega. Sua respiração está ofegante. Não é de se assustar.

— Cookie! Por que fazer isso comigo? Eu não corro tão rápido! — Ela diz para o cachorro que parece se chamar Cookie. Cookie? O.k, acabo de conhecer um cachorro que parece se chamar Biscoito. Nada à mais para comentar.

— Obrigada por pegar ele — ela diz para mim, retirando-me do transe de Cookie. — Eu realmente não consigo pegá-lo quando começa a correr.

— Não foi nada — digo. Era isso ou minhas coisas estariam derrubadas no chão por este Biscoito, penso.

— Ah! Onde estão os meus modos?! Me chamo Manuela Singer e este danadinho aqui, — ela ponta para o cachorro e continua — é o Cookie. Você é....? — Estende a mão para um comprimento.

— Adrien — aperto a mão dela. — Adrien Chevalier. Prazer em conhecê-la, Manuela Singer. E prazer em conhecê-lo também, Cookie. — Falo e afago novamente a cabeça de Cookie. Ela sorri.

Ficamos um tempo em silêncio. Eu fiquei olhando Cookie, como se realmente fosse algo totalmente interessante (por favor, não me leve a mal, labrador fofinho).

— É nova em Paris? — Pergunto quebrando o silêncio.

— Sim, sou natural de Athens, Ohio — ela diz. — Está tão na cara assim?

— Um pouco. As pessoas daqui não costumam correr atrás de cachorros — nós dois rimos.

— Então... — ela começa — Acho que está na hora de irmos, não é, Cookie? Você já se divertiu bastante. Obrigada de novo por ter pego ele, Adrien Chevalier.

— Disponha. Eu não seria um cavalheiro se não tivesse ajudado a dama com o cachorro — digo e depois me repreendo mentalmente por agir como na Idade Média na frente de desconhecidos.

— Então eu tive a honra de ser ajudada por um cavalheiro, Sr. Chevalier? — Ela pergunta enquanto sorri. Desconsidere a repreensão, Adrien.

— Pode ser, Srtª. Singer. — Respondo e beijo sua mão como um verdadeiro cavalheiro.

— B-bem, nós já vamos. Até algum dia. Adeus, Adrien Chevalier — ela se despede, já pegando a guia de Cookie e indo embora.

— Até algum dia, Srtª. Manuela Singer. Adeus, Cookie — me despeço deles e observo-os irem embora até sumirem de meu campo de visão. Se quiserem correr de novo algum dia, avisem-me, penso sorrindo para o nada.

Depois disso, olho meu relógio e percebo que já é quase meio-dia, então começo a recolher meu material.

P.O.V Manuela:

Eu e Cookie saímos de lá. Acho que já está na hora do almoço. Espero que minha mãe não fique brava por eu ter ficado fora a manhã inteira.

Mas sabe, até que valeu a pena. Passear com Cookie, sair um pouco e conhecer o garoto-pintor cavalheiro Adrien Chevalier, penso enquanto andamos. Mas eu também passei vergonha. Essa é a primeira coisa que você faz ao finalmente se apresentar para alguém, Manuela Singer?

Finalmente chegamos. Solto Cookie da guia e entro em casa. Vou direto para o meu quarto. Solto minha bolsa, tiro o casaco da cintura e verifico a hora novamente. São 12:08. Vou para a cozinha e encontro minha mãe servindo suco e meu pai sentado na mesa, já se servindo da comida. Ambos me olham surpresos.

— Venha almoçar, Manuela — diz minha mãe, que continua servindo o suco.

— Onde estava? Não te vimos a manhã inteira — pergunta meu pai, ainda servindo comida.

— Fui passear com Cookie na praça — respondo enquanto vou sentar para almoçar. Ele apenas assente.

— Hoje conversamos com alguns vizinhos e clientes da padaria. Eles têm uma filha de 17 anos — meu pai começa a relatar os acontecimentos com detalhes, aparentemente. — Ela vai para uma festa à fantasia que vai acontecer daqui a uma semana aqui em Paris.

— E você vai para essa festa com ela — completa minha mãe, totalmente direta ao ponto. — Você vai conhecer pessoas novas.

Como é que? Eu vou para onde? Com quem? Desde quando?, penso enquanto faço uma cara apavorada. Felizmente, meu pai percebe o quanto estou confusa e apavorada, mas, infelizmente, ele só diz:

— Você vai e ponto. Ah, lembrando que é uma festa à fantasia, então vamos comprar uma para você, filha.

Notas finais
O que acharam? ♥ *u* ^^ Muitos beijos e até o próximo! ♥