Mudanças Para Continuar
6 Chapter Six
Notas iniciais
— Acho melhor não nos empolgarmos ainda.... Seja normal com ela. Se ela comentar sobre os amigos algo do tipo, você também fala, se ela não falar, fique quieta também. Vamos decidir o que faremos depois, hm... depois — responde Kim. Todas concordamos. — Outra coisa: Não quero parecer insensível ou qualquer coisa do tipo, mas vocês não acham que isto foi ‘’mel de mais’’? Muito drama? Tipo, reação exagerada...? Se eu estiver ofendendo, avisem.
Nós começamos a rir da reação de Kim.
— Confesso que também achei um pouco demais, mas é muito bom ter uma pessoa para chamar de amiga aqui — respondo, ficando um pouco séria e triste. Eu não devia estar assim... Droga!
— Ei! Você tem a gente também, o.k? Se a amizade é forte, esquecemos o fato da distância. Não esqueça da frase ‘’amigos de verdade não se separam, apenas seguem caminhos diferentes.’’ Estaremos e estamos sempre juntas — diz Sarah e Kim concorda. Elas sempre me dão forças para continuar; essas são realmente amigas de verdade.
— O que eu faria sem vocês mesmo?
— Nada — elas disseram em coro. Nós rimos de felicidade.
— O.k, agora vamos falar dessa tal festa à fantasia! — diz Sarah olhando para mim na maior animação.
Depois de um bom tempo de conversa, já eram 18:57. Era hora de meus pais voltarem. Eu me despedi das meninas e todas nós desligamos. Desci as escadas e fui em direção à cozinha. Eu não comi nada hoje à tarde, então estou morrendo de fome! Preciso de comida, e rápido! Como dizia meu avô: saco vazio não para em pé. Eu sempre respondia: Nem muito cheio. Nós ríamos muito. Ele sempre tinha alguma frase ou ditado para me dizer. Eu amava quando ele falava suas sábias palavras. Mas, infelizmente, ele se foi. Pelo menos ainda posso lembrar de seus ditados e contá-los para o mundo!
Abro a geladeira e retiro alguns ingredientes para fazer um sanduíche. Sim, um sanduíche, eu amo sanduíche. É rápido e delicioso. Nunca achei importante me importar com gordura, peso, calorias e tudo mais, por que ligaria agora? Desde que o alimento mate minha fome, está ótimo!
Faço o sanduíche e, olha, ele está com uma cara ótima! Dou a primeira mordida.
Hm...! Que delícia! Amo você sanduíche!, penso enquanto mastigo. Meu marido provavelmente será um sanduíche, se seguir meus pensamentos.
Meus pais finalmente chegam. Eles entram em casa e vão direto para onde eu estou, a cozinha.
— Oi, filha — diz minha mãe. Eu faço um sinal com a cabeça que significa: oi mãe, oi pai, porque estou apreciando o magnífico sabor desse sanduíche que acabo de fazer.
— Como foi o dia, ou melhor, tarde? — pergunta meu pai. Faço novamente outro sinal com a cabeça. Este significa: a tarde foi boa. Espero que eles estejam me entendendo.
— Como é a Cindy? Ela é legal? Inteligente? Ela trabalha? Faz faculdade? Vocês escolheram as fantasias? — pergunta minha mãe toda animada. Animação demais.
Finalmente termino de mastigar e apreciar meu sanduíche. Abençoados sejam os sanduíches.
— A Cindy é legal e inteligente. Pelo que entendi, ela não trabalha mas faz faculdade de eletrônicos de manhã e de arquitetura de tarde. Parece que ela tem interesse em fazer um curso técnico de advocacia também. Resumindo: Uma estudante louca por diplomas — eu explico enquanto rio. Meus pais também riem pela última frase que digo, mas eles sabem que é só um elogio com humor para Cindy. — Nós escolhemos as fantasias sim e, antes que perguntem: Cindy irá vestida de Alice, de Alice no País das Maravilhas, e eu serei uma vampira. Demais, não é mesmo?!
Abro um enorme sorriso enquanto falo e, quando termino, dou mais uma mordida em meu sanduíche. Eu sou uma ótima cozinheira – mas também sou convencida.
— Uma vampira? Não era bem isso que eu esperava e escolheria no seu lugar... Pelo menos você irá um usar um vestido, não é, filha? — pergunta minha mãe. Ela não gosta muito de meu estilo: quase nada feminina. Não me sinto à vontade usando o que ela acha certo. Tenho um estilo mais despojado, admito, mas não me incomodo nem um pouco com isso e realmente não estou ligando para o que as pessoas possam pensar. Podem até achar que não sou do sexo feminino por conta disso, tudo bem. Eu sei o que sou e é isso que importa. Talvez eu tenha um jeito e opinião estranhos ou até errados, porém não posso fazer nada (na verdade, até posso, mas não pretendo) em relação a isso.
— Só não vá tomar muito sangue por aí, ouviu Manu?! — avisou meu pai, rindo. — Até acho melhor você começar a treinar se controlar para não acabar tomando o sangue de sua amiga Alice e, muito menos, transformá-la em vampira também.
Meu pai sabe me fazer rir. Nós arrasamos juntos nas piadas, como diz Sarah e Kim. É nessas horas que tenho certeza absoluta que temos o mesmo sangue, pois eu sou muito parecida com ele. Quase tenho sua personalidade, se bobear.
— Você não me respondeu — fala minha mãe, retirando-me dos meus devaneios.
— Sim, mãe. A roupa é um vestido — a respondo finalmente. — Só que um vestido de vampira e não de princesa.
Ela nem me ouve. Ignora todo o final de minha fala e já fica totalmente feliz. Até imagino seus pensamentos incontroláveis: Minha filha vai finalmente usar um vestido. Um vestido! Em uma festa! Preciso de uma câmera, urgentemente para registrar isso...!
Acho que esta festa vai ser épica., penso enquanto termino de comer meu sanduíche.
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