Mudanças Para Continuar
17 Chapter Seventeen
Notas iniciais
P.O.V Cindy:
Acordo com Joe em cima de mim. Afago sua cabeça.
Que coisa mais fofinha é o meu gatinho!
Saio do quarto e vou tomar banho, troco-me e alimento Joe com sua ração.
Encontro um bilhete em cima da mesa, perto do pote de ração de Joe. Pela letra, foi minha mãe que escreveu.
— Já fomos trabalhar. Deixei o almoço pronto para você na geladeira; se você almoçar em casa, não é? Nossa. Voltamos no horário de sempre, mas não vamos almoçar em casa hoje. Não esqueça de alimentar Joe e, se você dormiu até o meio-dia: Eu disse para você colocar despertador. Muitos beijos, se cuide, amamos vocês (Você e Joe). Assinado: Mamãe e Papai — leio o bilhete em voz alta.
Olho para o relógio de meu celular e percebo que são 12:00.
Como eu dormi até o meio-dia?, penso. Mãe, você acertou. Você me conhece bem.
Meu celular vibra, avisando que uma mensagem chegou. Abro a mensagem rapidamente.
’’Quer almoçar cmg, gamer girl?’’ — a mensagem é de Noah.
’’Onde vc pretende almoçar, grande amigo Noah?’’ — respondo rapidamente.
’’Naquele restaurante que sempre almoçávamos quando pequeninhos. Perto da praça.’’
’’Restaurante La Francê?’’
’’Esse msm. Topa?’’
’’Aham. Vc vem aqui em casa?’’
’’Estou chegando. Já pode descer e abrir a porta pra mim.’’
Ele ainda digita rápido, penso. E também usa gírias. Várias gírias.
Vou em direção à porta e abro-a. Me deparo com Noah com a mão estendida pronto para tocar a campainha. Eu sorrio e ele faz o mesmo.
— Foi mais rápida que eu desta vez — ele diz. Sempre sou mais rápida (e convencida).
— Entre e fique à vontade. Me arrumo rapidinho e já volto — eu digo e ele assente.
Vou para me quarto e coloco uma roupa para sair: saia rosa, blusa branca com o desenho de um gatinho, minha sapatilha preferida. Coloco meus brincos de pérola (não são pérolas de verdade, é claro), meu anel em forma de laço branco e arrumo meu colar com um pingente de cruz dourada. Passo perfume e um batom claro. Pego minha bolsa bege e certifico que minha carteira está aqui. Me olho no espelho, arrumo um pouco meu cabelo e então saio de meu quarto. Vejo que Noah está sentado no sofá.
— Vamos? — pergunto quando chego.
— Uau — ele diz quando me vê.
— O que foi? A gamer girl está bonita? — dou uma voltinha.
— Muito.
Acho que estou corada depois deste comentário.
— Obrigada, grande amigo Noah.
— Por quanto tempo vai me chamar assim? Até esquecer aquele dia no parque com nosso querido amigo Alex? — ele diz.
— Não sei. Talvez até encontrar um novo apelido — eu sorrio e ele revira os olhos, sorrindo também.
— Vamos, Srta. Cindy? — oferece seu braço.
— Claro, Cavalheiro Noah — engancho meu braço no dele, exatamente como fazia antigamente, e saímos de casa.
Caminhamos a metade do caminho em silêncio. Ainda estamos ‘enganchados’.
— Por que estava tão confiante de que eu iria aceitar seu convite para almoçar? Estava na minha casa há muito tempo? — pergunto quebrando o silêncio.
— Não sei, talvez porque conheço minha amiga muito bem — ele diz sorrindo. — Eu? Na sua casa há muito tempo?! Imagina. Não sou tão louco assim.
Sei.... Sinto um pouco de ironia em sua frase..., penso enquanto lanço um olhar desconfiado para Noah, que apenas ri e continua andando.
Finalmente chegamos ao Restaurante La Francê. Continua o mesmo prédio de antigamente só que parece que uma reforma foi feita. O restaurante possui mesas ao ar livre, mesas dentro do prédio (óbvio), algumas árvores, várias flores, uma sorveteria. O que mais amávamos no restaurante era a sorveteria, por isto sempre queríamos ’’almoçar’’ aqui; para tomar sorvete.
— Vamos lá? — pergunta Noah.
— Vamos lá — digo e entramos para almoçar. Nós escolhemos uma mesa ao ar livre.
— Alguma novidade? — pergunto enquanto almoçamos.
— Não, e você? — responde Noah. Eu nego com a cabeça.
— Olha quem está aqui! — ouço alguém dizendo.
Conheço essa voz. É a voz de...
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