Mudanças

8 Capitulo VII


Notas iniciais
Demorei , mas voltei... Meus amores não me abandonem eu demoro a postar , mas sempre posto! É que há muitas coisas acontecendo nesses anos que me deixaram malucas, aos pouquinhos estou atualizando as histórias: Já atualizei água e fogo , agora estou atualizando mudanças e em breve inferno bem no meio do paraíso! Não me deixem vai , eu amo todos vocês *-* ! Enfim , dramas a parte ... Se preparem que esse capitulo é tenso! Espero que gostem... QUERIA DA BOAS VINDAS AOS LEITORES NOVOS QUE ME MANDARAM REVIEWS E MENSAGENS , TAMBÉM QUERIA AGRADECER A TODOS OS LEITORES ANTIGOS QUE CONTINUAM DEIXANDO REVIEWS E MENSAGENS , AMO TODOS VOCÊS E AOS POUQUINHO RESPONDEREI TODOS! VOCÊS SABEM QUE EU AMO CONVERSAR COM VOCÊS NÉ ? SENTI MUITAS SAUDADES ♥ Agora chega de conversa e bora lê , perdoem os errinhos! Beijos na alma!

Ás vezes os mortais podem ser mais horríveis que os monstros.” — Rick Riordan

Naruto

Faltava apenas um dia para o meu regresso a Konoha, a missão que duraria apenas uma semana acabou durando um mês devido alguns problemas no percurso e ao pedido do príncipe para que eu ficasse e o escoltasse para alguns outros lugares.

Apesar de um pouco entediante essa missão fez com que eu reencontrasse minha essência e percebe-se o quanto a minha vila e meus amigos ainda continuavam importantes para mim. Durante a viagem eu tentei descobrir o que fazia Tsunade e Gaara ficarem tão preocupados e a única coisa que consegui decifrar é que se tratava de um novo grupo se formando e o objetivo deles era uma nova guerra para uma nova ordem, mas parecia que ninguém levava muito a serio tal ameaça o que me fazia ficar calmo e ao mesmo tempo em alerta, não queria ter que enfrentar outra guerra e muito menos ter que reconstruir minha vila novamente, então tentaria encontrar mais respostas para as minhas perguntas quando voltasse para Konoha.

A madrugada recaia sobre meus ombros e eu decidi parar te tentar decifrar as coisas que a principio parecia indecifráveis e me entreguei ao sono.

Hinata

Olhava para as paredes brancas, para os móveis de madeira nobre e antiga, para os retratos que guardavam lembranças de um passado não muito feliz em uma tentativa desesperada de fugir dos meus próprios pensamentos, queria distrair minha mente com coisas banais, contudo a madrugada estava mais longa e sombria, os pensamentos ruins inundavam minha mente e fugir deles estava se tornando cada vez mais difícil.

Já havia se passado quase um mês desde meu encontro com a Hokage e eu me sentia cada vez mais cansada fisicamente e principalmente psicologicamente. Os treinamentos exigiam o dobro de mim visto que em Dezembro eu deveria me tornar a líder do clã, mas parecia que todos os meus esforços não tinham valia e eu sentia que a cada dia que se passava meu pai parecia ficar estranhamente conformado com a minha fraqueza, isso poderia ser até um alivio se algo não gritasse em minha mente que esse repentino conformismo não era bom.

Nesse tempo meus pesadelos ficaram cada vez mais fortes e hoje eu me recusava a dormir, pois sabia que o pesadelo voltaria e sinceramente já não agüentava mais ver os olhos sem vida de Neji, os olhares acusadores dos membros do meu clã, não estava mais suportando ver meu desespero, ver meu declínio todas as noites! Aquilo estava acabando comigo e a cada dia que passava eu desistia de lutar por minha felicidade, já não tinha mais vontade de convencer meu pai que eu seria uma boa líder, estava me rendendo ao destino!

Eu não me alimentava direito, e até agora não sei como me mantenho de pé, estou mais magra do que o normal, enormes olheiras enfeitam os meus olhos e já não sei o que é sair do distrito Hyuuga , eu havia me tornado uma prisioneira em minha própria família , em minha própria tristeza.

— Você precisa descansar! – ouvi a voz que tanto me assustava e assombrava, ela era tão real, quase palpável!

— V-v-v-você n-n-não e-e-existe , é apenas minha imaginação querendo me assustar! – falei tampando os ouvidos e me encolhendo em minha cama.

— Já falei que estou dentro de você, não precisa ter medo de mim! – a voz sublime se suavizou por alguns minutos e eu estremeci

— E-e-estou delirando! – sussurrei medrosamente

— Não, não está! Eu nasci com você e só consegui me manifestar agora... – a voz explicou e parecia entediada, a presença estava mais forte e fez com que eu me encolhesse ainda mais

— Sai daqui! V-v-ocê não existe! – falei irritada puxando meus cabelos em uma tentativa frustrada de calar aquela voz tenebrosa.

— Não é escolha minha estar dentro de você, eu costumava ser livre, vivia em paz até o dia que um homem de cabelos negros de olhos cor de lua entrou em meu território e por pura ambição me condenou a este destino mesquinho de nascer a cada 100 anos em seus descendentes, a principio eu lutei contra meu destino, mas o jutso que aquela peste me aplicou é irreversível! – a voz explicou com certa raiva e eu me odiei por dar ouvido aos frutos da minha imaginação doente.

— E-e- então me odeia? – perguntei me odiando por ta conversando comigo mesma

— Não lhe culpo pelos erros de seus antepassados, mas preciso viver para me vingar! – a voz falou com uma fúria que fez com que eu tivesse calafrios.

— Por por por que não me machuca? Eu pertenço à família que te aprisionou! – perguntei com medo da resposta.

— Eu lhe observei a vida inteira menina, não sou capaz de machucá-la e muito menos de brincar com sua mente como fiz com os anteriores... Você está quebrada, a dor que você sente já é forte demais, não preciso fazer com que você sinta mais dor, isto pode ser perigoso para nós dois e também não quero lhe machucar, por que estranhamente não consigo nutrir ódio por você. Agora vá dormir, porque minha vingança está próxima! – a voz em minha cabeça falou calmamente e por um momento parecia protetora, mas depois voltou ao seu tom sinistro de antes e der repente aquela presença sobrenatural pareceu desaparecer.

Meu corpo inteiro ficou tenso, estava enlouquecendo! Havia criado um personagem em minha mente que queria vingança, talvez fosse meu subconsciente que estava tentando aliviar a dor e buscar por justiça por todas as coisas ruins que aconteceram comigo. Fechei meus olhos e deixei que o sono me levasse nada podia ser pior do que a minha loucura.

Sakura

O barulho irritante do meu despertador ecoava pelo meu quarto e eu preguiçosamente o desliguei me levantando, mais um lindo dia raiava e eu precisava trabalhar! Após fazer minha higiene desci as escadas e peguei alguma fruta para comer enquanto ia para o hospital, após verificar se estava esquecendo algo fui em direção a porta de casa quando ouvi a voz estridente de minha mãe.

— Filha você deveria tirar uma folga! – ela falou enquanto me entregava às chaves que eu ia esquecer em casa.

— Mãe, a senhora sabe como eu amo meu trabalho e sabe também que não preciso de folgas! – falei beijando-a no rosto em agradecimento pelas chaves e pela preocupação

— Eu só queria que você se divertisse mais, você é jovem, deveria sair para arrumar um... – antes que ela terminasse, eu a interrompi rindo

— Nem complete essa frase senhora Haruno, já estou cansada de falar que estou sem tempo para namoricos, e a senhora sabe muito bem que os únicos amores da minha vida são você e o papai, ninguém mais e ninguém menos! – falei risonha enquanto fechava a porta e deixava minha mãe resmungando sozinha.

Após alguns minutos de caminhada me surpreendi por encontra Sasuke no Hospital e me pus a caminhar em direção a ele que possuía um semblante serio e ao mesmo tempo preocupado.

— O que aconteceu? – perguntei parando na frente do menino que um dia amei.

— Tenten se feriu gravemente em uma missão e se encontra em coma. – ele falou suspirando enquanto se sentava na cadeira e eu entrei em estado de choque.

— Como assim? O que ocorreu? Meu deus eu irei ver o que posso fazer! – falei enrolada e ele segurou meu braço , começava a me arrepender por não ter ficado de plantão!

— Tsunade já chegou, ela esta verificando Tenten nesse exato momento! – ele falou me olhando nos olhos e eu me comovi com a preocupação dele com a amiga.

— Eu sinto muito, o que aconteceu? – perguntei novamente e ele suspirou

— Resumindo a história... Tenten estava procurando rastros de um novo grupo que esta se formando e se organizando para tentar formar outra guerra. Agora acho que você consegue compreender o motivo de haver tantos ninjas da areia vindo até aqui... – ele comentou em um tom baixo

— Não compreendo... – falei confusa e ele suspirou

— Estão ocorrendo muitos ataques silenciosos a pessoas que possuem linhagens consideradas fortes ou algo especial que os diferenciem dos outros... Já tentaram duas vezes capturar Gaara, enfim a situação não é a mais complicada, mas não chega a ser fácil... Eu não deveria lhe contar isso, mas acho que precisa saber e peço para que você mantenha em sigilo essas informações, estou confiando em você. – ele falou baixo e serio me olhando o que me fez estremecer, e essa reação só me fez perceber que eu não era imune a ele como pensava, mas logo tratei de espantar tais pensamentos e focar no que era importante... Nossa amiga Tenten!

— Foram eles que a machucaram? – perguntei furiosa, como ousavam a mexer com nossa amiga, nossa vila, como ousavam a querer uma grande guerra novamente.

— Não sei, precisamos que ela acorde para descobrir. Eles de alguma forma não deixam rastros... São quase como fantasmas. – Sasuke falou bagunçando os cabelos negros enquanto dava um suspiro inconformado.

— Você acha que eles podem vir atrás de você? – perguntei preocupada e ele me olhou serio.

— Não há duvidas quanto a isso, eu, Naruto e muitos outros ninjas estão na lista deles! – Sasuke resmungou para que ninguém nos ouvisse.

— Então vocês devem permanecer aqui em Konoha! – falei desesperada

— Não corremos tanto risco, pelo menos por enquanto! – ele falou calmamente.

— Como assim? – perguntei confusa

— Parece que eles estão indo atrás dos mais fracos agora... – Sasuke informou e eu bufei.

— Mas eles foram atrás do Gaara , e fraco é a ultima coisa que ele é! – falei irritada com a calma de Sasuke.

— Exatamente por isso eles mudaram de tática! Viram que não podem seqüestrar os mais fortes primeiro... Já foram registrada queixas de seqüestros de cinco pessoas de cinco clãs diferentes. Clãs considerados fracos! Por isso digo que o foco mudou! – ele explicou e isso me fez ficar um pouco mais aliviada

— Isso tudo parece muito surreal, eu não estou preparada para uma nova guerra! – falei me sentando ao lado de Sasuke e ele segurou minha mão repentinamente

— Nós iremos acabar com esta guerra antes mesmo dela começar! – ele falou carinhoso e eu esqueci até meu nome

— Porca a Tsunade solicita sua presença no leito 232 – Ino falou me assustando e eu rapidamente soltei a minha mão da de Sasuke, com certeza estava corada.

— E-eu preciso ir! – falei e me retirei sem me despedir sendo seguida por Ino e seu olhar acusador.

Hinata

O dia amanhecia e as lembranças da madrugada não saiam de minha cabeça, aquela voz, os pesadelos, o mal estar... Será que um dia eu iria-me ver livre disso tudo? Será que para me libertar eu deveria me conformar e passar a colocar o clã acima de tudo, até mesmo de mim e do que eu acredito... talvez essa seja a chave, ou a desculpa para que eu não lute mais... Estou exausta, eu agüentei 21 anos desse mártir e em 27 de dezembro faria 22 anos de sofrimento, eu não tinha mais forças e nem vontade de tentar me reerguer.

Levantei me arrastando e fiz minha higiene para depois sair e ver o sol nascer, era um dos poucos prazeres da vida que ainda me restava.

— Olá Hina-chan! – ouvi a voz de Lion que agora estava parado na minha frente já vestido com a roupa da academia

— Não é muito cedo para está acordado? – perguntei risonha tentando esconder meu cansaço.

— Estou nas provas finais, tenho que passar para poder formar meu time! – ele falou e eu dei um sorriso, ele parecia tão empolgado

— Mas não esqueça que antes disso você tem férias e deve se divertir muito! – falei tentando tirar um pouco o foco dele dos estudos, ele não se divertia e nem brincava com as outras crianças, vivia enfurnado em bibliotecas e acabava por perder uma das etapas mais doces da vida!

— Prometo que tentarei ser mais sociável! – ele falou risonho e eu sorri

— Hinata que bom que já está acordada, preciso conversar com você! – meu pai interrompeu nossa conversa fazendo com que Lion fizesse uma pequena reverencia em respeito, eu odiava aquelas tradições idiotas.

— Bom dia Hiashi-sama! – Lion falou educadamente e meu pai tocou nos cabelos negros de Lion carinhosamente.

— Bom dia Lion, já vai para escola? – ele perguntou e Lion olhou para ele admirado

— Sim, hoje são minhas provas finais! – ele falou sorrindo

— Confiante? — por um momento pensei ter visto meu pai esboçar um pequeno sorriso

— Sim, irei orgulhar o clã! – ele falou com orgulho e meu pai pareceu satisfeito

— Então, uma boa prova! – ele falou e Lion se despediu de nós para logo após sair correndo em direção a academia

— O que o senhor deseja? – perguntei friamente e o semblante calmo de meu pai desapareceu

— Vamos até meu escritório! – meu pai falou já andando e eu o segui.

Em poucos minutos estávamos dentro do imponente escritório de meu pai, que era ornamentado por ouro velho e peças de madeira real, ao lado de sua mesa escura e pesada estava uma enorme estante que continha os livros mais importantes do clã, aquele lugar era muito bonito e ao mesmo tempo assustador. Meu pai se sentou em sua cadeira fazendo sinal para que eu sentasse também e assim eu o fiz.

— Bom, desde os seus quinze anos estou sendo pressionado pelos membros de elite do clã Hyuuga , eles nunca te acharam digna do clã , mas eu ainda tinha esperanças e teimei para que eles me dessem tempo... Bom, apesar de todos meus esforços para que você se tornasse algo a mais do que um estorvo, acabei falhando na missão e você não atingiu o esperado por todos e por isso ontem na reunião ficou decidido que no dia 27 de Dezembro, não será você que irá assumir o clã e sim seu marido! – meu pai falou aquilo tudo muito seriamente e eu conseguia sentir que ao mesmo tempo ele estava esperando alguma reação negativa de minha parte, mas sinceramente a única coisa que senti , foi meu peito apertar e a tristeza tomar conta de vez do meu corpo. Eu não estava com a mínima vontade de discutir e já havia decidido que aceitaria meu destino, sendo ele cruel ou não.

— Quando eu era pequena as pessoas falavam que eu iria ser o orgulho do clã, que minha vida deveria ser devotada a ele... Bom, eu posso não ter me tornado o orgulho do clã, mas minha vida continua sendo devotada a ele. Então se o senhor e seus conselheiros acham melhor que eu me case com um desconhecido para que nosso clã tenha um líder à altura de sua importância e imponência, eu aceito meu fardo e me entrego ao meu destino! – falei sem emoção nenhuma, sem vontade e sem vida.

— Você noivará hoje à noite em um jantar realizado por nós! – meu pai falava olhando para os papeis parecia querer evitar meu olhar.

— Estarei muito bem apresentável! – falei friamente me levantando e ele me olhou, por um momento vi confusão em seus olhos para depois eles voltarem a ficar frios.

— Não quer saber quem irá ser seu noivo? – ele perguntou e eu dei de ombros.

— Minha opinião não importa, nunca importou... O importante é que este atinja a expectativa do clã como um todo, o resto não me importa! – falei o olhando nos olhos de maneira firme e pela primeira vez consegui ver algum sentimento no olhar de meu pai... Ou talvez tenha imaginado essa cena para que não desabasse ali mesmo.

— Bom isto é tudo! Pode tirar o dia de folga... – ele falou em seu tom frio e eu apenas fiz uma pequena reverencia. Ao sair, encontrei minha irmã parada na porta, esperando que um furacão saísse e quando viu que o que saiu foi um fraco vento pareceu se decepcionar.

— Você esta bem? Eu não acredito... – Eu a interrompi carinhosamente

— Você deveria ter nascido primeiro, seria uma líder brilhante! – falei dando um pequeno beijo na testa de minha irmã que ficou estática.

— Hinata, eu... Eu... Eu não fui uma boa irmã! – ela falou e eu olhei pra ela com um leve sorriso, eu sabia que ela também não me achava digna, sabia de todas as opiniões dela sobre mim e sei que eram cruéis.

— Não me importo nunca me importei... Você sempre será minha irmãzinha, por mais que me magoe, por mais que erre comigo. – falei enquanto andava em direção ao meu quarto.

Sasuke

Após uma longa espera, tive a noticia de que o quadro de Tenten estava estável e era só uma questão de tempo para que ela acordasse o que acalmou o coração de Lee , Ino e o meu também. Nós estávamos caminhando em direção a Ichiraku e quando chegamos percebi que a filha dele começou a agir de modo estranho, ela tentava disfarçar, mas era engraçado o modo como não conseguia, ela se sentia atraída por mim e era notório tanto é que Ino sorriu ao ver a cena.

— Ela é caidinha por você! – Ino falou se sentando enquanto Sakura esboçava um sorriso ao se sentar ao lado de Ino

— Não estou com cabeças para essas coisas no momento! – falei me sentando o lado de Lee e a frente de Sakura.

— Você nunca está com tempo de nada! – Sakura acusou brincalhona e Lee concordou

— Não sei por que está concordando, pelo que sei nunca namorou! – zombei e Lee ficou vermelho de vergonha nos fazendo rir.

— Mas com certeza não deixaria passar uma mulher como Sakura! – ele provocou , jogando beijinhos para Sakura que fingiu se esquivar.

— Você é muito quente para mim Lee, merece alguém a altura! Talvez Ino ou até mesmo a filha do Teuchi. – Sakura falou divertida e eu esbocei um sorriso

— Não me mete nessa não testuda, sabe que meu namorado é bravo! – ela falou com um sorriso de lado

— Falando nisso, você sabe se ele vem para o festival? – perguntei e Ino desviou sua atenção para mim

— Creio que sim... Ele pretende tirar umas férias em Konoha o que é estranho, pois ele nunca tira férias, mas confesso que gostei bastante e nem questionei... Já dizia minha mãe em time que ta ganhando não se meche! – ela falou séria para depois soltar uma pequena risada.

— Olá, o que desejam? – Teuchi veio na nossa mesa anotar nossos pedidos.

— Por favor, quatro Raméns de porco! – Lee pediu gentilmente

— Tudo bem... Vocês sabem onde anda a doce Hyuuga? – Teuchi perguntou

— Não a vi hoje... – Ino respondeu

— Que pena, faz quase um mês que não a vejo, ela era uma cliente fiel e muito querida, por isso minha preocupação... Mas obrigado pela informação! –ele falou indo para a cozinha do restaurante

— Ela sumiu realmente... – Lee resmungou

— Normal, não é a primeira vez que ela some. Hinata se tornou muito metida, quando sai é só para falar com Tsunade... Não queria admitir, mas acho que nunca conhecemos a verdadeira Hinata e aos pouquinhos ela esta mostrando as garras... – Ino falou com certa raiva. Era de conhecimento de todos que depois de Tenten , Hinata chegava a conversar com Ino quando eram pequenas.

— Não entendo o que ela fez para que ache que ela esta mostrando as garras! – defendi e Ino me olhou incrédula

— Não foi uma nem duas vezes que vi Hinata perder a paciência, ou melhor, se revelar , nos últimos dias antes dela desaparecer a vi gritando com uma senhora e com o jornaleiro... Muitas pessoas viram ela destratando o senhor que vende frutas... Eu não quis acreditar, mas não foi uma ou duas pessoas que viram isso... A maior parte da vila viu esse comportamento dela. Então me desculpe, mas tenho sim motivos para achar que ela nunca foi a Hinata que conhecemos. – Ino falou com certa raiva e eu não consegui sentir ódio de Hinata , mas Sakura e Lee ficaram indignados.

— Eu estou me perguntando da onde vocês tiraram que têm o direito de julgar Hinata... Que eu saiba ninguém aqui e estou me incluindo nesse circulo se importou com ela. Nunca quisemos saber o que ela passava e o que ela sentia, mesmo depois da guerra, pelo que eu soube, após a declaração que ela fez para o Naruto ela foi rejeitada e o mais engraçado que não foi apenas por Naruto , foi por todos que falavam que eram amigos dela! Ninguém desta mesa quis saber como ela se sentia com a rejeição de Naruto, com a morte de Neji, ninguém quis ultrapassar as barreiras do clã dela para oferecer apoio... Agora pergunto a vocês: Que direito vocês têm de julgar Hinata? – perguntei acusador e todos desviaram o olhar envergonhado.

— Eu sei que não fomos os melhores amigos do mundo Sasuke, mas Hinata tem todo o apoio da família, ela tem a irmã dela para conversar, Tenten , Kiba , Shino , enfim ela tem amigos mais próximos para desabafar. Quantas vezes me senti mal, quantas vezes vocês não estiveram com raiva... Mas isso não foi motivo para que eu ou vocês descontasse tais frustrações nos outros e se fosse uma vez ou outra esses ataques eu até entenderia, pois todos têm dias ruins, mas pelo que eu soube e agora foi confirmado por Ino, isso é constante! – Lee argumentou e eu fiquei quieto, talvez eu estivesse errado e eles com a razão, mas não era algo que acreditava...

Sakura

A situação de Hinata era muito confusa e como Sasuke havia deixado bem claro , ninguém ali poderia tomar partido de nada, pois não havia uma alma viva que se preocupou com Hinata quando ela precisou , eu me sentia envergonhada por julgar uma amiga, mas as atitudes dela não deixavam brechas pra um não julgamento , ela vinha tratando de um modo grosseiro muitas pessoas e os boatos já estavam crescendo , unindo isso ao fato do clã dela não ser muito bem visto pela aldeia a transformava na mais nova odiada da vila da folha e eram poucas as pessoas que a defendiam.

— A situação dela ta complicada... – resmunguei coçando a cabeça

— Vocês ficaram sabendo? Hinata irá se casar! – ouvi algumas pessoas comentarem na mesa ao lado da nossa.

— Quem será que vai agüentar aquela menina, sinto pena do marido! – uma senhora falou com raiva e eu arregalei os olhos

—Ela nem contou ao time dela... Na verdade ela abandonou a todos, meu filho, o amigo dela Shino, a sensei. Essa menina mudou muito e para pior, agradeço todos os dias pelo afastamento! – ouvimos a mãe de Kiba comentando com a senhora.

— Ela vai casar? E naruto? – Lee perguntou surpreso e eu desviei minha atenção das senhoras.

— Talvez ela já tenha o esquecido, talvez ela tenha se apaixonado por esse tal noivo! – Ino resmungou

— Isso explica o sumiço , quando nos apaixonamos só queremos ficar perto da pessoa que amamos! – falei tentando a todo custo não olhar para Sasuke , não queria que ele pensasse que ainda o amo...

— Ela anda atraindo muitos comentários negativos! – Sasuke resmungou

— Todos a odeiam! – Lee constatou o obvio

— Ela ta fazendo por onde! – Ino falou dura

— Não vou julgá-la, pois apesar de tudo quando estive com Hinata ela me deu conselhos maravilhosos, eu não acredito que ela tenha mudado tanto em um mês! – defendi e Sasuke pareceu concordar e minha atenção se desviou novamente para as senhoras.

— Parece que ela não gostou muito desse noivado, ela queria ser líder sozinha... Mas tadinha, que isso fique entre a gente: a verdade é que ela era um estorvo para aquele clã! – ouvi a senhora falar maldosamente

— Apesar de minha decepção não posso concordar com isso... Hinata sempre se esforçou muito! – a mãe de Kiba defendeu e eu agradeci mentalmente

— Eu tenho que ir! – ouvi a voz de Sasuke e me levantei junto com ele

— Também vou indo! – falei, eu não agüentava mais ouvir as coisas que estava ouvindo

— Vão lá pombinhos! – Ino provocou e eu revirei os olhos

— Cala a boca porca! – falei me retirando do Ichiraku

O caminho foi em silêncio, na verdade eu nem sabia para onde estávamos indo. Estava acontecendo tantas coisas, que acho que nem um de nós dois sabíamos por onde começar.

— Não gosto de julgamentos... – Sasuke resmungou der repente.

— É algo quase que natural do ser humano, não se tem muito controle sob isso! – defendi e ele me olhou serio

— Ela quase deu a vida por essa vila! Ela reergueu Naruto na guerra, deveria ser tão respeitada quanto ele... Isso é justiça? Negligenciar uma pessoa que ajudou tanto? – ele falava indignado e algo passou pela minha cabeça... Será que ele era apaixonado por Hinata?

— Sasuke eu concordo com você, mas não entendendo essa raiva toda... – resmuguei, e ele me olhou incrédulo

— Sakura , eu não estou apaixonado por Hinata , aliás até um tempo atrás eu nem sabia que ela existia , mas me dói ver alguém passar pelas mesmas coisas que eu passei... – ele resmungou e eu compreendi os sentimentos dele

— N-n-não precisa dar explicações... – falei envergonha e ele deu uma risada

— Mas é muito convencida né? Só to desabafando! Menina irritante! – ele falou divertido e eu acabei rindo

— Eu vou te mostrar quem é irritante! – falei empurrando ele

— Aí, seus serviços de faxineira ainda estão de pé? – ele falou e eu bufei irritada

— Hummm, precisa da minha ajuda de novo Sasuke? Cadê aquele menino que dizia “ Eu me basto!”? – zombei e ele revirou os olhos

— Vai ajudar ou não? – ele falou impaciente e eu ri

— No que? – perguntei ainda risonha

— Arrumar o porão! – ele falou com um sorriso amarelo e eu me estremeci toda de nervoso

— Odeio porões, desculpa Sasuke! – falei fazendo careta

— Qual é? Estaria realizando seus sonhos obscuros de adolescente! Eu, você em um quarto pequeno e escuro, suados e molhados! – ele falou zombeteiramente e eu gargalhei, era uma proposta tentadora.

— Nos meus sonhos Sasukezinho! Eu não estaria lavando, esfregando e arrumando um porão... Nos meus sonhos eu estaria basicamente me esfregando e desarrumando outra coisa... – falei sensualmente próxima aos lábios deles

— Acho que posso providenciar isso também! – ele falou rouco e eu gargalhei

— Para de palhaçada! – falei rindo da brincadeira dele e ele deu um sorriso

— Bora Sakura , para de frescura e vem me ajudar! – ele pediu como um olhar de cachorro que caiu da mudança puxando o meu braço

— Desculpa, mas tenho que voltar para o hospital! Se vira! – falei me soltando e rindo para logo depois sumir em uma nuvem de fumaça.

Hinata

A noite chegava e eu já estava me arrumando para o jantar, minha irmã havia feito minha maquiagem, ela conseguiu cobrir muito bem minhas enormes olheiras e me deixou com um ar saudável, Dulce apertou meu vestido que se encontrava largo devido a minha perda de peso. Após terminar desci para o salão principal, onde meu pai já se encontrava junto com os convidados.

— A senhorita está lindíssima! – um senhor de olhos esbranquiçados me cumprimentou e eu sorri delicadamente , minha irmã estava ao lado de meu pai.

— Muito obrigada, o senhor também esta muito elegante! – falei gentil.

— Bom, quero lhe apresentar ao seu noivo Hyuuga Kiran! – meu pai falou apontando para um homem que parecia ter uns 25 anos, ele tinha cabelos pretos e olhos brancos, sua pele ao invés de pálida como normalmente era a dos Hyuugas era bronzeada , o que o deixava muito bonito.

— Prazer! – ele caminhou em minha direção e beijou minha mão, o olhar dele cruzou com os meus e eu sorri encantada , era um homem muito bonito e elegante.

— O prazer é todo meu! – tentei não corar com o olhar dele.

Caminhamos até a mesa, onde fomos servidos pelos empregados e começamos a ouvir a conversa de meu pai com o senhor de olhos esbranquiçados enquanto jantávamos em silencio.

— Ó que desleixe o meu, meu nome é Hyuuga Kuwai, sou o pai de seu noivo e um dos conselheiros do clã! – o homem falou dando um sorriso sinistro, ou talvez aquela situação toda era muito estranha para mim.

— É um prazer! – resmunguei enquanto terminava meu prato e meu pai voltou ao assunto

— Fazia muito tempo que não via seu filho! – meu pai comentou e tinha algo diferente no tom de meu pai, mas não consegui decifrar.

— Ele esteve no país das nuvens aperfeiçoando suas habilidades. – ele falou e parecia muito orgulhoso

— Compreendo! – meu pai comentou

— Que torta é essa? É de morango? – minha irmã perguntou

— Sim ,essa torta foi feita pela mãe de Kiran, experimentem esta deliciosa! – Kuwai falou, eu segui o conselho e peguei um pedaço da torta, realmente era deliciosa.

— Sua esposa é uma ótima cozinheira! – elogiei enquanto me deliciava e ele me deu um sorriso de lado como resposta.

— A senhorita não quer me acompanhar em um passeio? – Kiran falou despertando minha atenção e eu olhei para meu pai que permitiu em um sinal com a cabeça

— Seria um prazer! – falei me levantando e ele me ofereceu o braço que aceitei por educação. Talvez eu pudesse gostar de Kiran , ele era gentil e possuía um semblante simpático...

Ele me levou até o jardim do distrito, era um lugar muito bonito e um dos meus favoritos, a grama verde escura enfeitada com margaridas, plumérias, crisântemos, dálias, orquídeas, tulipas, magnólias, estrelícias e as minhas prediletas: as rosas vermelhas deixavam o lugar com uma aparência magnífica, era um verdadeiro refugio para os amantes de paisagens. As estatuas de anjos feitas de mármores, os bancos de madeira estavam espalhados por aquele lugar sublime, as arvores dos mais diversos tamanhos davam um ar misterioso ao local.

— Um dos lugares que mais senti falta enquanto viajava – ele resmungou e sorri surpreendida, pois poucas pessoas admiravam aquele lugar como eu.

— Porque foi embora? – perguntei tentando puxar assunto enquanto ele me levava para um lugar que eu julgava ser muito reservado

— Precisava crescer adquirir força... Sabe meu pai sempre exigiu muito de mim! – ele falou enquanto nós passávamos por duas arvores.

— Compreendo! – comentei me identificando com ele, eu realmente o entendia

— Não, não compreende... – ele resmungou e eu estranhei o tom seco da voz dele e percebi que o lugar que havíamos chegado era muito escuro , eu sentia o olhar dele sob mim e senti um arrepio na base da espinha.

— V-você n-não acha que esse lugar é muito escuro? – perguntei me afastando dele e der repente todo encantamento se esvaiu e um sentimento ruim se espalhou pelo meu corpo. Eu estava em estado de alerta e apavorada.

— Para o que eu quero fazer, não! – ele falou me puxando com mais força e eu tentei ativar minha linhagem, mas uma força dilacerante atingiu minha cabeça.

—AAAAI! — gritei de dor enquanto apertava minha cabeça com minhas mãos

— Não se esforce delícia, não conseguirás fazer nada! – ele falou passando a mão nos meus cabelos e com muito esforço me soltei e tentei correr, mas minhas pernas estavam mais moles que gelatina , eu não conseguia controlar meu chakra.

— O o o que você fez ? — perguntei enquanto o via retirar o casaco

— Coloquei um remédio especial na sua torta, você nem percebeu! – ele falou enquanto tirava a blusa e eu estremeci

— Por – por –por que esta tirando a blusa? – perguntei assustada tentando me soltar do enlaço dele, mas me sentia molenga, era como se meus movimentos estivessem em câmera lenta.

— Não posso fazer o que eu quero com roupa! – ele falou confirmando minhas suspeitas e mais uma vez tentei ativar meu Byakugan, mas a dor foi duas vezes pior.

— E-e-eu vou gritar! – ameacei e ele começou a gargalhar

— Se você gritar! Eu te mato, mato sua irmã, mato todos que você ama! – ele falou apertando meu braço com tanta força que eu o senti formigar.

— Contarei ao meu pai e ao seu pai! – falei desesperada e ele sorriu debochado

— Meu pai já sabe de tudo garota tolinha! Temos planos maiores para o clã Hyuuga... E o primeiro deles é se aliar a um novo grupo que está se formando, grupo no qual eu faço parte! Eles darão muito mais valor ao clã Hyuuga, do que esse país mesquinho! – ele falou enquanto me deitava na grama gelada e amarrava minhas mãos atrás de meu corpo com o cinto

— Que grupo? – perguntei, eu me sentia tão tonta... Parecia que ia desmaiar a qualquer momento

— Um grupo que trará uma nova ordem para o mundo Ninja... – ele falou simplesmente

— Você é louco! – esbravejei

— Você deveria agradecer! Ao me unir a esse grupo livrei nosso clã do extermínio! – ele falava com um sorriso mortal

— Você entregou nossos segredos? – perguntei assustada

— Não... Eles querem apenas os primogênitos, dizem que a linhagem é mais forte neles e infelizmente sou o filho mais novo da família, meu irmão explodiu na guerra! – ele falou e parecia com raiva.

— Vocês não podem fazer isso! – falei debilmente tentando acumular forças

— Além do mais não entrego os segredos, porque para isso tenho que morrer... E nem eu ou meu pai queremos morrer!- ele riu e eu senti minha cabeça pender para o lado.

— V-v-ocê e seu pai são traidores! Aí, E-e-eu estou me sentindo muito mal... – gaguejei debilmente e ele gargalhou.

— Tente se manter acordada, quero que você olhe enquanto eu te como! – ele falou lambendo os lábios e eu me senti como um pedaço de carne, como um nada.

— EU NÃO VOU DEIXAR! SOCOOOOOORROOOOOOOOO! – comecei a gritar, mas ele amarrou a blusa dele de forma que me silenciou e deu um tapa em meu rosto que fez com que o mesmo ardesse.

— Você é muito gostosa, se você se comportar eu não te machuco muito! Sabe, eu vou transar com você depois do casamento, então porque não adiantar as coisas? Pena que não vou poder transar com você para sempre, vou ter que dar cabo em sua vida... Já sei até a desculpa que vou dar... – ele falou enquanto abria os botões do meu vestido eu tentava me soltar, mas era inútil com as mãos amarradas, ele estava em cima de mim, eu tinha nojo, muito nojo!

— Por favor, pare! – implorei sentindo as lagrima rolarem pelo meu rosto, mas sabia que ele não escutava nada

— Pelas suas olheiras deu pra ver que não dorme, deve ser depressiva... Então vou falar que você se afundou em sua depressão e se negou a se alimentar o que fez com que você tivesse uma anemia profunda, você não agüentou a doença e acabou partindo... Vai ser realmente uma pena, não poder te devorar todinha todas as noites! Depois da sua morte irei entregar seu corpo para o grupo e aí descobrirão todos os segredos do clã! – ele falou retirando meu vestido e eu senti meu olho embaçar.

— NÃÃÃÃÃÃO! TIRE SUAS MÃOS DE MIM!!- gritei me remexendo e senti a mão dele segurando minha cabeça e a batendo fortemente contra o chão, senti meu sangue escorrer pela minha nuca, minha visão começou a ficar escura e a ultima coisa que vi foram dois olhos azuis.

Notas finais
Tananananannnnn , deixem reviews... Aos poucos irei responder a todos e os reviews sempre vão ser um grande incentivo! Besitos o/