Mudança Radical
4 Rival à Vista
Notas iniciais
Logo após o almoço eu e Lina fomos para o jardim descansar um pouco antes de começar ás aulas da parte da tarde, Dara apareceu um pouco depois literalmente arrastando três garotas, duas delas eram idênticas, provavelmente gêmeas, uma tinha cabelos castanhos enrolados até a metade das costas estava com o uniforme da escola a outra tinha os cabelos pretos com as pontas azuis elas tinham os olhos verdes claros. E tinha a outra menina que tinha a aparência de ser mais calma do que a Dara e as gêmeas, tinha os cabelos pretos e tinha os olhos azuis iguais aos meus, cor de céu.
—Até que enfim achei vocês procurei vocês por todo lugar. —Dara disse assim que nós avistou encostadas na árvore.
—Tecnicamente se tivesse mesmo nós procurado em todos os lugares teria nos encontrado aqui. —Lina respondeu.
—Qual é a desse seu ‘Tecnicamente’? —Perguntei a ela, que deu de ombros e respondeu.
—Sei lá, falo isso quando a pergunta da pessoa é obvia, é meio como um tique verbal.
—Mentira, isso se chama falta de educação. —Dara disse. —Enfim eu não vim aqui para passar sermão na Lina sobre a má educação dela, vim aqui para apresentar Lili às meninas. Lili essa são Thayla, Aysha e Quez, elas fazem parte da nossa trupe.
—Oi. —falei as cumprimentando elas.
—Oi, seja bem-vinda a nossa escola Liliane. —Disse Aysha.
—Digo o mesmo só que menos açúcar que a minha irmã. —Disse Thayla e eu ri ela tem quase o mesmo gênio que eu acho que vamos nós dar bem.
—Acho que já recebeu muitos ‘Seja Bem-Vinda’, então eu vou dizer que se sinta a vontade. —Disse Quez sorrindo, Gabriel tinha razão quando disse que ela era simpática.
—Obrigada meninas. —Sorri para elas.
Ouvi um sino batendo ao longe.
—Vamos já está na hora da aula com o Professor Jorge. Até depois Lina.
—Você não vai com a gente? —Perguntei á ela.
—Não eu tenho quinze anos, estudo em outra turma.
—Ah sim, então até.
—Até. — Ela disse se levantando e indo na direção oposta a nossa.
—Vamos Lili. —Dara me chamou.
—Ta.
Segui as meninas até uma área aberta que parecia um campo de futebol americano, os alunos estavam sentados na única arquibancada.
—Lili vamos logo te avisando que o Professor Jorge é um pouco chato, então não estranha às perguntas ou ordens dele, ok? —Thayla me perguntou e eu assenti. —Ah, olha lá ele.
—Boa tarde alunos. Hoje veremos como está o dom de natureza de vocês e espero que saiam melhor do da última vez. —Ele olhou para Dara.
—Eu não tenho culpa se o Senhor não resistiu ao meu charme natural.
—Nem comece Senhorita Lynch. Irei escolher alguém para começar.
Ele começou a olhar pelos alunos, eu me afundei no banco, pois a última coisa que eu queria era pagar mico na frente desse povo que eu nem conheço.
—Que tal a nossa nova aluna, Senhorita Stary, filha de Poseidon.
—Não quer dar meu RG também não? —Perguntei baixinho, só as meninas escutaram e deram risadinhas baixas.
—Disse alguma coisa senhorita?
—Não professor.
—Então vamos, venha aqui embaixo e demonstre seus poderes.
—Ta bom. —Disse me levantando e descendo e me pondo ao seu lado. —O que quer que eu faça?
—Bom como você nunca testou seus poderes propositalmente vamos começar com um exercício bem simples. Quero que faça com que a água desse barril vá para dentro daquele tanque, entendeu?
—Sim.
Me pus entre os dois e fechei os olhos para me concentrar mais e logo depois os abri me concentrei na água dentro do barril e pensei nela saindo aos poucos e como se respondesse a minha presença ela reagiu subindo aos poucos levantei as mãos para ter uma fixação maior, movi as mãos para um lado e para o outro a água me acompanhou, então resolvi testar movi as mãos devagar na direção do tanque que se encontrava a minha direita, a água acompanhou cada movimento meu aos poucos fui deixando a água cair dentro do tanque totalmente. Me virei para o professor que me olhava estupefato.
—Satisfeito professor?
Parecendo se recuperar do choque de eu ter conseguido.
—Sim, bastante eu diria, pois não é todo semideus que consegue controlar os seus poderes de uma hora para outra.
—Talvez ela esteja mentindo sobre não saber nada. —Foi à voz de uma menina, me virei para ver quem era e vi ela de pé como se estivesse pronta para começar uma discussão. —Afinal ninguém sabe de onde ela veio. Ia respondê-la quando o sinal toca indicando o final dessa aula.
—Liberados. E se preparem, pois na próxima aula terá um teste a cada aluno. —Quando o professor saiu me virei para a garota.
—Tá olhando o que menina?
—Ah nada não to só pensando no melhor jeito de fazer você pensar duas vezes antes de ofender alguém.
—Jura? —Perguntou com um sorrisinho de deboche.
—Juro eu estou em dúvida se ignoro sua presença insignificante ou se me rebaixo a ponto de discutir com você.
—Eu voto pela segunda. —Thayla disse levantando a mão, recebendo uma cotovelada de Aysha.
—Para Lili não vale a pena discutir com essa daí. Vem ainda temos duas aulas. —Dara disse tentando impedir a briga, por que era isso que ia acontecer.
—Essa daí? É assim que você fala de mim maninha?
—Fica quieta Natalie. — Dara disse ficando com raiva. —Você pode ser filha de Afrodite como eu, mas sabe muito bem que não te considero uma irmã.
—Nossa assim você me magoa Dara éramos tão unidas.
—Você disse muito bem éramos, mas eu nunca vou te perdoar pelo que você fez Natalie.
—Eu não tive culpa se ele não gost. —Natalie foi interrompida ela tapa que levou de Aysha.
—Não ouse dizer isso por que todo mundo sabe que apesar de tudo se não fosse por você Dara e ele estariam juntos até hoje não vou permitir que você destrua nem uma das duas moralmente se quiser caia sozinha e não tente levar os outros consigo. —Minha boca se abriu em um perfeito ‘O’, aquela era mesmo a Aysha que eu conheci agora a pouco.
—As duas?
—Cara você é burra por natureza né? Ela tá falando da Dara e da Liliane. —Thayla disse se pondo ao lado da irmã.
—Natalie você tem que parar de tentar prejudicar os outros. —Quez disse ficando ao meu lado.
—Ninguém te perguntou nada, fica na sua. —Natalie se levantou com raiva. —Você não se meta aonde não foi chamada.
—Acho melhor abaixar seu tom para falar com a minha irmã e as amigas dela Natalie, elas não são suas seguidoras. —Gabriel se colocou ao lado de Quez.
—Foram elas que começaram Biel. —Ela disse fazendo voz de choro.
—Que diabos de apelido é ‘Biel’? —Thayla perguntou baixinho.
—Nós começamos? Você ta tirando com minha cara? Quem começou tudo foi você garota eu nem te conheço e você não sabe nada para fica me acusando de coisas que nem existem possibilidades de ter acontecido. —Eu disse já me irritando com a falsidade daquela garota.
—Olha só como fala comigo garota. —Ela disse com fogo nos olhos. —Você não sabe do que eu sou capaz.
—E nem você, sabe do que eu sou capaz.
—Vamos ver quem leva a melhor, Liliane.
Natalie virou de costas e saiu da sala com três garotas no seu encalço.
—Beleza ta tudo muito bom, tudo muito bem, mas já acabou pessoal circulando. —Thayla disse em cima de um banco, que eu não faço a menor ideia de onde ela tirou.
—Cara a gente perdeu a hora da segunda aula. —Aysha disse olhando para o relógio.
—Se você não tivesse batido na Natalie, talvez ainda tivesse dado tempo de entrar na sala. —Disse um garoto que estava do lado de Gabriel, ele era da altura dele, mas não tinha nada a ver na aparência, ele era oriental dos olhos castanhos e de cabelo também castanho.
—Vai mesmo defender aquela garota ao invés de me apoiar, Jackson? —Aysha disse olhando para ele.
—Eu não estou defendendo ela, Aysha, só to falando que você podia ter evitado isso. —Jackson disse colocando as mãos para cima em sinal de rendição.
—Ele tem razão essa discussão não levou em nada, só nós fez perder aula. —Falei me sentando na arquibancada. —Dara será que você pode me mostrar onde o banheiro fica? Eu quero jogar uma água no rosto. —Perguntei.
—Claro. Nós encontramos no jardim gente, vem Lili.
Segui a Dara por uns dois corredores até chegarmos ao banheiro, assim que entramos Dara se sentou na pia enquanto eu lavava o rosto.
—Dara, posso te fazer uma pergunta?
—Quer saber de quem Natalie estava falando?
—Se não quiser me contar tudo bem.
—Não relaxa confio em você. É melhor se sentar a história é longa.
Fale com o autor