Mudando o destino
13 Um Novo Destino
Notas iniciais
Bairro do Limoeiro, 10 anos depois.
Era uma linda noite, apesar do Cebola ter esquecido de pagar a conta de luz de novo e da Mônica ter passado mal no jantar romântico com seu marido.
–Mônica? Você está bem? — perguntou Cebola batendo na porta do banheiro
–Tá tudo bem, Cê! — respondeu a esposa saindo do banheiro — É que eu tô meio enjoada!
–Enjoada?! Mas você nem comeu muito e... — e então a ficha caiu! — Mô!! MÔ!! Você está... está... — ela sentiu pousou a mão na barriga e sentiu o coraçãozinho, mas quando ela ia completar a frase do marido, as luzes de algum voltaram e a campainha tocava insistentemente — Já vai, já vai! — disse Cebola aborrecido por sejá lá quem for ter estragado o momento. — Escuta, eu não sei quem você é, mas você acabou de estragar um momento lindo aqui e... — então ele abriu a porta e ficou surpreso ao reconhecer essa visita inesperada, uma mullher de no máximo 22 anos com um vestido vermelho com detalhes verdes futurista e com uma bengala numa mão e uma caixa de presente na outra
–Desculpe a demora, — disse Monique — tive que olhar bem no fundo dos olhos de um engenheiro elétrico pra devolver a luz pra cá.
–Mô, não vai acreditar quem chegou agora! — disse Cebola sorrindo de alegria, acompanhando a tataraneta até a sala de jantar
–Monique! — diz Mônica feliz em ver tataraneta — O que faz aqui?
–Eu disse que talvez um dia voltemos a nos ver. Pensei em falar com vocês no casamento. Até me disfarcei e briguei pelo buquê na festa. Mas achei que o melhor momento fosse hoje por causa do bebê. Ou melhor, — ela entrega a caixa pra Mônica, que abre e vê dois pares de sapatos, um pra menino e um pra menina — dos bebês.
–Serão gêmeos?
–Estou proibida de falar os nomes, pois só vocês devem escolhê-los, apesar de saber quais serão.
–Veio aqui só pra entregar o presente? — perguntou Cebola
–Vim ver o resultado da minha interferência no espaço-tempo. Alguma coisa interessante nesses 10 anos que estive fora?
–Só um quase-fim-do-mundo que poderia ter sido evitado se alguém tivesse me impedido de convencer a turma a ir a Sococó da Ema.
–Já tinha um viajante do tempo lá pra impedir sua morte definitiva, além da namorada dele que estava perdida por aí, se eu fizesse alguma coisa, ia criar um paradoxo temporal.
–Mas pelo menos assim — disse Mônica abraçando o pescoço do Cebola — meu futuro marido amadureceu enquanto eu estava cega de raiva e quase o perdi de vez. Eu podia até ter morrido.
–Pelaí, como assim ter molido? — perguntou Cebola
–Você realmente devia ter prestado atenção na minha história. "Eu não tive coragem de contar pra ele que ela estava morta". Você não entendeu a lefelência? — disse Monique
–Eu estava meio emburrado na época. — e querendo mudar de assunto — Mas tem uma coisa que eu não entendi, como é que você tem esse olhar que parece ser mais poderoso que o da Penha se nem eu, a Mônica e o DC temos isso? — Monique pensou um pouco e resolveu abrir o jogo
–Como acha que ela havia escapado do hospício? Só sei de uma história estranha do lado do meu pai da família, de uma doida que seduziu um segurança.
–ECA!! — disseram o casal em uníssono
–Não contem isso pra ninguém. Ela deixou o filho num orfanato e só recentemente foi descoberto esse parentesco.
–Acho que vamos esquecer disso rápido. — disse Mônica
–Bem, já vou indo. Recomendo que o Cascão e a Magali sejam os padrinhos. Será uma boa pra eles superarem as perdas.
–Que perdas? — perguntou Cebola
–Plek. Vocês vão saber daqui a uns dois minutos. Mas acreditem, algo lindo vai acontecer daqui a um ano. — Então ela abre um portal
–Alguma chance de você nos dar uma pista do futuro? — perguntou Mônica
–Preciso mesmo dizer?
Então o casal olhou um pro outro, sorrindo e olharam pra barriga dela, com duas crianças que chegarão em 9 meses, e então se viraram pra tataraneta e responderam juntos:
–Não.
–Eu sei. Adeus.
Depois que sumiu, o casal se beijou, e o momento foi estragado um minuto depois quando eles ligaram a TV e viram a notícia de um caminhoneiro bêbado que acabou com metade de um carro. Esse carro era do jogador do Corinthians,Cascão que estava voltando de um encontro duplo com a esposa Cascuda, e os amigos Quim e Magali. O caminhão acertou só o lado direito, onde estavam Quim e Cascuda. Magali e Cascão sobreviveram com alguns ferimentos. Seis meses depois, eles aceitaram apadrinhar Monique e Cebolácio Terceiro, um mês depois, eles passaram a se ver mais, três meses depois, eles terminaram o luto, e continuaram com suas vidas e seus filhos, dois meses depois, quando os filhos estavam numa excursão escolar, Cascão foi visitar Magali em sua casa, os dois almoçaram, conversaram sobre as coisas que aconteceram na adolescência, e então, algo lindo aconteceu, seis meses depois, eles se casaram, no que foi chamado de o Casamento da Década, com quase tanta gente entusiasmada quanto no casamento da Mônica e do Cebola.
Torre Bulbus, Bairro do Limoeiro, 8 de Janeiro de 2114
Monique havia recebido uma mensagem no seu aniversário, de seu tataravô, Cebolácio Júnior. Essa mensagem, que estava num cartão, dizia pra ela ir nas profundezas da Torre Bulbus, da empresa da família, onde o cartão a guiaria até um quarto onde havia todas as relíquias usadas nas aventuras de seus tataravós e seus amigos: Quatro katanas, uma espécie de armadura-bikíni, quatro cards coloridos, quatro roupas de super-herói coloridas, uma folha de caderno, uma foto de um casal se beijando, um jogo antigo de rpg, e um monte de outras coisas. Mas o cartão estava apontando pra uma bengala em estilo aristocrática, então Monique tocou nessa bengala e sentiu uma espécie de choque na cabeça, e quando ela viu, estava numa casa antiga e estava diante dela mesma com um tapa-olho no olho direito.
–Olá, Monique. — disse a caolha
–Quem é você?
–Eu sou você. De outra linha temporal.
–Eu não entendi.
–Lembra quando a Francine mostrou uma das máquinas do tempo do tataravô dela pra você e sua mãe, e esta lhes contou uma história sobre uma garota de um futuro apocalíptico que juntou seus tataravós?
–Lembro, como voc...?
–Era eu. Agora mesmo a Mônica deve estar recebendo o coelho que eu mandei pra ela com uma magia de teletransporte.
–Você pode fazer magia?
–Na minha linha temporal, Mônica Sousa se casou com o Do Contra, que na sua linha, é o tataravô da MarVEL, e o irmão dele era um grande mago. E acabei herdando os poderes dele.
–Que eu saiba, você deveria ter sumido, já que o DC nunca se casou com a Mônica.
–Eu estou sumindo aos poucos, é questão de segundos, mas não quero que minhas memórias sejam esquecidas, precisava de um salva-guarda. — então, a Monique caolha tirou algo de seu tapa-olho, parecia uma espécie de disco de memória — Você é a única pessoa em quem eu confio, quando eu sumir, quero que fique com isso. É tudo o que eu sou. E pelo o que eu vi de você, pode te ajudar com o problema com o Seis.
–Eu não quero mais saber dele.
–Você é igualzinha a sua tataravó, tira conclusões precipitadas. Não deixe a raiva te cegar como ela fez. Eu não acho que sua tataraneta vai vir te ajudar.
–O que eu tenho que fazer?
–Só quero que você fique com esse disco, e fale pro Cebola desse lugar que você achou. Diga a ele onde deve deixar a bengala. É só isso que peço.
Monique pegou o disco, e então a outra foi desaparecendo, enquanto Monique ficou vendo as memórias desta. Vinte anos sobrevivendo a ataques de robôs-zumbis, e uma tentativa de acabar com isso chamando o causador disso, que era muito parecido com o Seis. Mas essa tentativa foi em vão, pois um ano depois, os zumbots voltaram e ela foi a última sobrevivente, e poderia ter tido um destino pior se não tivesse achado uma bateria temporal e colocado numa bengala, permitindo ir para o passado pra impedir que Mônica e Cebola terminassem, mas acabou indo para o o exato momento em que ela o dispensa pelo DC. E então, foram dois meses de planejamento pra salvar o futuro, e agora ela estava na casa de uma mulher de provavelmente 40 anos, e estava com a mão no olho, e quando tirou, parecia areia se dissipando ao vento.
–E então? — perguntou a mulher
–Está feito. — respondeu Monique
–O que houve com sua roupa?
–Efeito da mudança tempolal. — então Monique pôs as mãos na boca
–Você agora é tataraneta do Cebola?
–Acho que ainda tenho algumas coisas da outra Monique. — então ela estendeu a mão e levitou um abajur.
–Ela vai ficar bem?
–Ela ficará mais feliz agora. Antes ela estava cega de raiva e esqueceu as coisas boas que o Cebola fez.
–Como tem certeza de que ela será mais feliz com o Cebola?
–Pra se ter uma ideia, quando a Mônica disse ao DC que estava grávida num futuro alternativo, ele só disse legal e ficou assistindo TV o resto da tarde.
–Ela vai ficar bem.
–Obrigada por emprestar o coelho.
–De nada.
Então Monique estalou os dedos e foi parar na calçada onde Mônica e Cebola tiveram o primeiro encontro. Até colocou uma franja no olho direito pra deixar um certo suspense.
Então, quando Monique voltou para o próprio tempo, ela pegou um par de patins anti-gravitacionais, ligou seu holograma de pulso(uma espécie de celular, só que a diferença é que fica colado na palma da mão e solta diversos hologramas, que são os aplicativos), e colocou numa música vencedora do Oscar, e saiu correndo pelas ruas, ouvindo a música e pensando na vida, lembrando da vida.
Ela se lembrou que nasceu em berço de ouro, e tinha uma boa inteligência. Normalmente era sempre acompanhada por paparazzi de revistas de fofocas sobre ricos adolescentes. Ela conheceu seus amigos, Francine, Casquinha e Magno, quando uma bruxa japonesa despertou de um sono de 100 anos petrificada em uma dimensão mágica, e tentou reinar em sua dimensão, e acabou que ela, Magno e Casquinha foram viajar pelas dimensões atrás de quatros artefatos mágicos pra derrotar a bruxa com a Francine mantendo contato em sua dimensão. Na primeira dimensão, eles receberam a ajuda de um arqueiro que se revelou um parente distante de Monique, Cebolácio Sexto Meneses de Sousa, cujo único parentesco é que eles possuem os mesmos tataravós. E então foi um monte de lembranças com o Seis, diversas aventuras, ele salvando a vida dela, ela salvando a vida dele, até que, quando ela estava próxima ao Morro da Coruja, ela aumentou a velocidade, e quando chegou ao pico, usando um pouco de magia, parecia que ela estava voando, e antes da gravidade entrar em ação, ela lembrou de quando ela e o Seis se beijaram pela primeira vez, sem ligar pro parentesco nem nada, e então lembrou do que houve ontem. Ela e uma garota chamada Marcela Vitória Eduarda Lacoste, tataraneta do Do Contra(Por algum motivo, os descendentes do DC sempre tiveram nomes que pareciam editoras de quadrinhos), estavam discutindo, e então o Seis se intrometeu e a MarVEL o beijou na frente da Monique, que acabou brigando e gritando com o Seis que revidou dizendo que pelo menos a MarVEL não é orgulhosa. "Isso é verdade" pensou Monique enquanto descia, "Mas eu nunca mais vou meu orgulho antes de você, Seis", então Monique estalou os dedos e se teletransportou para o chão em ângulo de 180° mantendo a velocidade, foi aí que ela resolveu ligar para o segurança de casa.
–Alô, Peixoto? Preciso que você convide a MarVEL para ir ao cinema. Não, não comigo, com você. Certo? Obrigada.
Então, parou num parque onde a Francine estava andando de um lado para o outro decorando algo que parece que vai se arrepender de falar.
–Fran?
–Ah, oi Monique. Que bom te ver. Será que podemos conversar sobre ontem?
–Vou adivinhar, o Magno te mandou uma mensagem dizendo que é pra você me convencer que eu não faria bem ao Seis?, e provavelmente ele vai ir falar com ele pra convencê-lo da mesma coisa?
–Como você sabia? — se espantou Francine
–De algum jeito tive preparo pra isso.
–Olha, o Magno disse que esse enrola de vocês já tá muito cansativo. E ele achou que, como eu sou sua amiga podia te convencer.
–Fran, só não brigo com você porque somos amigas. Mas ninguém tem o dileito de se meter na minha vida. Nem da do Seis. — Então Monique estalou os dedos e foi parar na academia onde o Seis treina. E acabou indo parar na entrada, atrás do Magno. -O que você pensa que vai fazer, Magno?
–De onde você surgiu?! — se assustou Magno
–Não importa. Você tá querendo usar psicologia reversa no Seis?
–E se eu estiver?
–Eu já vi esse filme, Magno, e não gostei. Sua tataravó tentou a mesma coisa com meus tataravós e ela quase perdeu a amizade deles por isso. Não tente isso.
–Você só fica se aproveitando dele.
–Você e uma parte de Outras Pessoas vê isso. Mas eu o ajudei nas horas mais difíceis, estive ao lado dele quando ele mais precisou. Até já salvei a pele dele. Enquanto a MarVEL, só ficou paquerando ele. Você pode não acreditar, mas eu amo o Seis, eu não sei viver sem ele. E você não tem direito de se meter nisso.
–Não tem mesmo. — disse uma voz de um cara musculoso, dentuço e com um cabelo em forma de cebola. — Magno, pela nossa amizade não tente mais uma coisa dessas.
–Desculpa. — disse Magno acabou saindo vendo que não adiantaria nada
–Já viu esse filme? — Seis se virou pra Monique — Foi em 6D ou 7D?
–Tem um efeito maior ainda. — disse Monique
–Como se tivesse estado lá? Não minta pra mim, Nique, sei que de algum jeito você se juntou a uma contra-parte sua de um universo paralelo onde nossos tataravós nunca se casaram.
–Como?
–História que foi passada de geração em geração da minha parte da família.
–Desculpa por ontem.
–Tudo bem. O que você viu?
–Vi que não posso mais deixar meu orgulho na frente de tudo.
–Ótimo. Agora que notei, no meio da confusão nem te dei meu presente.
–Seis, não precisa.
–Eu insisto, já volto.
Então ele foi até o armário, pegou uma caixa, e levou até ela, que quando abriu, ficou surpresa.
–Como...
–Herança de família, meu bisavô roubou da sua bisavó, eu até tentei dar uns nós, mas não sou bom nisso. Agora eu tô devolvendo o coelho encardido pra sua parte da família.
–Não o chame de encardido. Ele é lindo.
–Achei que você ia gostar... Como você conseguiu dar um nó duplo em 1 segundo?!
–Acho que roubei essa habilidade de você, — disse Monique tentando não rir — assim como a dislalia, a genialidade em planos, e a inteligência.
–Pelo menos eu fiquei com a dentição, a força e o espírito de liderança.
–Esse último ficou comigo.
–Não ficou não.
–Ficou sim.
–Não ficou... — então ela o calou com um beijo
–Chega de discussões. Acho que já enrolamos até demais.
–Então você quer...?
–Quero.
Então os dois voltaram a se beijar, só desta foi louca e apaixonadamente. Um mega beijo.
"Toda a minha vida, eu estive sobrevivendo todos os dias, eu estava destinada a fazer isso até morrer, até que encontrei uma bateria temporal e tive a chance de mudar isso. Se eu tenho algum conselho pra você, é: Nunca deixe sua raiva nem seu orgulho na frente do que realmente importa, pois sua tataraneta não vai vir até lá pra consertar seus erros. Meu nome é Monique Cebolácia Silva e Sousa, e a partir de hoje, eu faço meu próprio destino."
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