Mudando o Destino... Ou talvez Não...
3 Capitulo 3
Notas iniciais
—Desisto!— disse jogando-me, de costas na cama da minha amiga.
—Física nem é tão difícil assim...— disse minha (louca!) melhor amiga, sentando-se ao meu lado.
—Não, imagina!— disse com a voz cheia de sarcasmo— Só porque você é um gênio nesta mer...
Fui interrompida pelo toque do telefone de minha amiga:
—Pode atender.
—Você sabe quem é...
Eu suspirei, sim eu sabia, ela tentava, ao máximo, não ficar com ele perto de mim, ela sabe sobre meu cadeado, única pessoa, alem de meus pais e os anciões do templo, que sabe sobre o meu cadeado, mas eu já havia parado de me preocupar, “O que, pelos deuses, foi decidido, pelo homem, não pode ser mudado, ou compreendido.” , foi o que me disseram aquele dia, e é aquilo que eu sempre repito a mim mesma.
—Não tem importância, vamos atenda, como eu havia dito, já desisti de entender isso.
Ela deu uma leve risada e foi atender o telefone.
Depois daquele dia, meus pais resolveram se mudar, mudamos para perto to templo, até hoje não entendi o motivo de irmos morar enfrente aquele lugar que eu comecei a evitar, só entro lá, aos domingos, por ser obrigada, todos os anciões me olham com pena, e eu realmente não gosto disso.
—Mas ela está aqui.—ouço minha amiga dizer, tirando-me de meus pensamentos—Não vou expulsa-la!—ela deu um longo suspiro, e disse por fim— Okay,vou ver se não tem problema.
Ele queria vir, já havia entendido, então me levante e comecei a guardar a minhas coisas na minha mochila, ela olhou para mim, deu outro suspiro e perguntou:
—Realmente, não tem problema?
—Não— disse sorrindo—é uma ótima desculpa para ir embora, e você não ficar me obrigando a ficar até entender porque estudar física é tão importante, e blá, blá blá!— disse imitando a voz dela e abrindo e fechando a mão, simulando ela falando.
Ela me tacou um travesseiro enquanto ria:
—Eu não falo assim!
—A fala sim!—disse saindo de seu quarto. Desci as escadas, me despedi dos pais dela e sai da casa.
Lá fora, olhei para o lado e vi, a minha antiga casa, ainda com a placa de “Vende-se” no gramado alto e mal cuidado, por algum motivo, mesmo tendo se passado dez anos do ocorrido, ela ainda não foi vendida, suspiro e começo a andar.
Faltando uns dois quarteirões para eu chegar na minha casa, começa a chover, mas não um chuva fraca, uma tempestade com raios e trovoes, então começo a correr, em poucos minutos chego em minha casa.
Sentado ao degrau, se encontra um menino com cabelos castanhos e olhos verde escuro, como as folhas de um pinheiro, ele olha para mim e se assusta, então se levanta, da um passo, parece estar ponderando fugir, mas fugir de que? Eu nunca o vi na minha vida, por que fugiria de mim?
—O que faz aqui?— pergunta, não sei se esta assustado, zangado ou simplesmente achou estranho uma garota andando sozinha, em uma tempestade como essa, e parando na frente de uma casa qualquer.
—Eu moro aqui!—respondo— Eu que pergunto, o que você faz aqui? Eu sequer te conheço!
Então ele olha para mim como se tivesse acabado de entender algo e responde:
—Estou esperando a chuva passar, aqui é coberto, não quero incomodar.
—Tá, mas logo em frente está o templo, por que não se escondeu lá?
—Não gosto de templos.— disse dando de ombros, como se fosse a coisa mais normal do mundo, o que, estava longe de ser.
Peguei minhas chaves, abri a porta da minha casa e entrei, enquanto eu estava fechando-a, ele olhou bem nos meus olhos e perguntou:
—Não vai me deixar entrar?
—Eu nem te conheço!—respondi— Por que deixaria? E você não tinha dito que não queria incomodar? Então...—dizendo isso, fechei a porta, tranquei-a, e subi para tomar um banho, ante que ficasse doente.
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