Notas iniciais
Olá queridos leitores fantasmas! Parece que vocês estão começando a se manifestar. Fico muito, tipo muito mesmo, contente por isso! :3 ♥ . Espero que gostem ♥ Obrigada por lerem ♥

Não estou gostando disso, vou continuar minha caminhada. É só mais um idiota — o.k, não é só mais um idiota: esse é diferente, tem um olhar sinistro e uma cara safada e decidida que me assusta — para minha lista mental de idiotas que já vi por aí. Droga! Pare com isso, Cindy! Ah, quer saber? Estou nem aí. Já enfrentei coisas piores que um simples idiota no videogame!, penso novamente. Parece que estou brigando comigo mesma dentro de minha cabeça.

Eu simplesmente o ignorei e continuei andando. Tenho mais coisas para fazer do que ficar discutindo por pensamento com hipóteses que minha mente cria com uma simples cena (que possui um cara de olhar sinistro como protagonista).

Depois de uns cinco minutos de caminhada, finalmente chego — ou acho que chego. Confiro um pouco a casa para ver se realmente é a certa. Acho que sim. Me aproximo da campainha e toco-a.

Enquanto aguardo alguém chegar, um cachorro, que me parece ser um labrador, aparece no quintal da casa, me observa e começa a latir.

O.k., a primeira esperança se foi: ela não adora gatos, pelo contrário, ela tem um cachorro., penso enquanto observo o animal latindo à minha frente, distante apenas por uma grade – bendita grade! — que nos separa.

P.O.V Manuela

Eu estava no quarto conversando com Kim e Sarah por webcam. Elas acharam uma loucura o que meus pais disseram. No momento, eles foram para a padaria e só voltam de noite.

— Eu também estou indignada. A ficha ainda não caiu. Ainda não processei todas essas informações. E pare... Hã? — sou interrompida pela campainha e Cookie latindo. — A campainha! Ela chegou. Me desejem sorte, meninas. Tchau!

— Conte-nos tudo que aconteceu depois! Boa sorte, Manu. Tchau! Beijos! — elas respondem e desligam.

Abaixo rapidamente a tela do notebook, saio do meu quarto, desço as escadas e vou abrir a porta. Quando a abro, me deparo com uma garota alta de cabelos curtos e castanhos e Cookie latindo — para ela. Ela sorri quando me vê e Cookie para de latir. Seguro Cookie pela coleira e abro o portão para ela entrar.

— Ah... Oi! Entre. Desculpe por Cookie, ele sempre late para quem não conhece. Mas fique tranquila, ele não morde — digo, ainda segurando Cookie pela coleira.

— Não, tudo bem. Obrigada por me receber aqui. Hã... Oi, prazer, me chamo Cindy. Você deve ser... — ela responde entrando pelo portão, mas eu a interrompo antes de terminar a frase.

— Manuela. Prazer em conhecê-la, Cindy. E este aqui é o Cookie, meu cachorro — digo e fecho o portão. Ela assente com a cabeça.

— Vamos entrar. Cookie, não incomode Cindy — digo soltando-o e abrindo a porta para entrarmos. Cookie, por sua vez, late para mim dizendo ‘’o.k, Manu’’ e vai para os fundos da casa.

Nós entramos. Guio Cindy pela casa até meu quarto. Nos sentamos em minha cama.

— Então: essa é minha casa, esse é meu quarto, aquele cachorro é o meu cachorro Cookie e essa sou eu — comecei a falar e nós duas rimos. Não sei exatamente o que conversar com ela. Tudo está tenso e estranho. — Você já deve saber porque está aqui, que nosso pais conversaram...

— Sim, eu sei. Você também deve saber que eu vou para uma festa à fantasia aqui em Paris, que você vai ir também, que precisamos arrumar fantasias e que é para isso que estou aqui.

— Aham. E-então, vamos escolher as fantasias? Você mesma disse que é para isso que estamos aqui — digo sorrindo e ela ri.

— Vamos, Manu.

Manu? Que intimidade é essa? Já somos amigas?

Eu apenas assenti. Começamos a procurar na internet algumas sugestões de fantasias para a festa.

— Hm... Que tal uma princesa? — pergunta Cindy.

— Não quero ser uma princesinha, mas você seria uma bela princesa, lady Cindy — respondo fazendo uma reverência para a ‘’Lady Cindy’’.

— Perfeito! Eu vou de princesa e você de príncipe! Seríamos um ótimo casal, não acha, Príncipe-mulher-transexual Manu? — nós duas rimos.

Ela é engraçada! Uma esperança está viva!, penso.

Ficamos quase a tarde inteira tentando achar algo legal. Nós vimos fantasias de bruxas, fadas, princesas, rainhas, anjos, policiais, piratas, princesas de novo, diabos, enfermeiras, hippies, noivas, mais princesas...

Estávamos quase sem opção, até que Cindy disse:

— Quer saber? Eu vou de Alice. Alice no País da Maravilhas é muito legal! É fofo, é perfeito. Resolvido! E você?

— Não sei ainda... O que combina comigo?

— Hm... Você é engraçada, misteriosa que seria tipo quieta e inquieta, bonita, parece ser fofa.... Deixa eu ver aqui... — ela disse enquanto digitou algo no notebook e começou a pesquisar — Que tal... uma vampira? É vampira! Isso!

— Vampira. Legal, gostei. Obrigada Cindy — agradeci e encomendamos as fantasias.

— Posso fazer uma pergunta, Manu?

Garota, ainda vai me chamar de Manu? Temos muita intimidade mesmo, hein?!, penso.

— Você já vez, mas sim, pode fazer mais uma — eu não pude perder a piada.

— Você vai ir para esta festa comigo por que me achou legal agora e quer ir por livre e espontânea vontade, ou por que nossos pais estão nos obrigando? Eu sei que a verdade é que eles que nos mandaram ir juntas e que mal nos conhecemos, mas sabe, eu tive uma boa primeira impressão de você. Gostei de você, acho que seremos boas amigas.

O que eu respondo? Essa pergunta me pegou de surpresa.

— Bem, Cindy... A verdade é que...

Notas finais
Gostaram? O que será que Manuela reponderá? Suspense :3 :') ♥ Muitos beijos e até o próximo! ♥ :* :* :* :3 :D ^^ *u*