Notas iniciais
gente, o capítulo tá enooooorme, e tem bastante provocação. haha
ps: dessa vez não demorei, hein! (:
E SE TIVER BASTANTE REVIEW, POSTO O PRÓXIMO :D

23th December, 3 pm.

_ Você a conhece melhor.. vai, diz o que eu posso fazer para ela me notar.. – pedi ao Brandon.

_ Já te falei, isso não tem como dar certo. E não tem essa de eu ‘conheço ela melhor’; pelo amor de Deus, se isso chega aos ouvidos do Phill você já sabe o que acontece comigo! – ele disse nervoso.

_ Não vai chegar! Mas você precisa me ajudar.. diz aí, cara..

_ Louis, EU NÃO SEI, OK! Sei lá.. você tem que conseguir a atenção dela, para então tentar uma aproximação.. eu acho.

_ É CLAARO! Você é um gênio. – agradeci a ele, que pareceu não entender.

_ O que vai fazer?

_ Vou desafiá-la no pôquer. Ela não irá recusar. – sorri triunfante.

_ Mas.. você não sabe jogar!

_ Mas eu sei trapacear. Valeu, cara! – acenei para ele e saí correndo. Precisava arrumar algumas coisas para a noite de hoje.

23th December, 8 pm.

“Alô, Marina?“

“Sim, sou eu. Quem fala?”

“Louis. Escuta.. eu preciso que me diga uma coisa..”

“Sim.”

“Você sabe se o Phill estará no Royale hoje?”

“Não.. a Alex me disse que ele está em Xangai resolvendo algo com a Tríade.”

“Sério?”

“Sim.. mas porque quer saber?”

“Nada de mais.. “

“Certeza?”

“Sim. Obrigado, linda.”

“Não foi nada. Hey, Louis..”

“Sim.”

“.. eu falei com ela.”

“Marina, eu.. eu.. nem sei como te agradecer. Valeu mesmo! Você provavelmente vai salvar a minha vida.”

“É, quem sabe!? Então.. até mais.”

“Até.”

Sou eu ou parece que as coisas estão se encaminhando?

23th December, 10 pm.

_ Você de novo? – Brandon implicou ao me ver chegando no bar outra vez.

_ Não vim beber..

_ É claro, está aqui desde que acordou!

_ Engraçadinho.. eu fui em casa tomar um banho e voltei, porque vou me encontrar com alguém. – fiz mistério.

_ E esse “Alguém” tem nome?

_ Micaela.

_ Ahh não, cara, você ainda tá com isso na cabeça?

_ Não é só uma coisa da minha cabeça. Ela é diferente.. vai ser bom pra mim.

_ Que diferente o quê, Louis! Ela é mulher! E, como se não bastasse, é ‘mulher’ do chefão aqui. Ou você se esqueceu?

_ Não, urr, você me irrita com esse papo! Eu já sei..

_ Você às vezes parece uma criança, não sabe ouvir ‘não’.

_ Se for, é problema meu! – falei emburrado.

_ Aí, tá vendo só! Já está agindo feito uma.

_ Não to não.

_ Está sim.

_ Não.

_ Sim.

_ Não, não, não!

_ Sim, sim, si..

_ CHEGA DISSO, OS DOIS! – Harry apareceu, interrompendo a nossa ‘briguinha’.

_ O que está fazendo aqui? – questionei-o.

_ O MESMO QUE VOCÊ.

_ Eu não acredito que a Marina t..

_ Não, ela não fez nada!

_ Está defendendo ela agora? – impliquei.

_ Não. Só que ela não tem nada a ver com isso.

_ Ela tem sim, Harry! Mais até do que você imagina. – falei. Ele ficou em silêncio.

_ Escuta, eu preciso ir.. tenho uns assuntos pendentes. – me despedi dele, que me segurou.

_ Você não vai atrás dela.. não faça isso, Louis.

_ Harry, eu já disse..

_ NÃO. FAÇA. ISSO.

_ Relax, cara.

_ Ele vai te matar quando descobrir.

_ E quem disse que ele vai descobrir? – deixei a pergunta no ar e saí dali.

Finalmente a mesa de pôquer.

_ Seremos apenas nós 3? – um cara, que já estava na mesa, perguntou.

_ Eu também vou. – me pronunciei. As pessoas em volta abriram espaço e eu me aproximei da mesa, sentando-me.

_ Ok, acho que somos só nós essa vez. – um outro, mais velho, disse. Filha da mãe.. ele queria que começasse logo para que não desse tempo de a Micaela aparecer. Eles certamente haviam se assustado com ela.

_ É.. – concordei a contra gosto. Eu estava ali, teria que “jogar”. E com eles eu seria massacrado.

_ Vai Louis! – ouvi alguém gritando, parecia a voz do.. Harry!? Olhei para trás e o vi, meio bêbado, xavecando algumas garotas. Ele é péssimo no 171.

O Dealer distribuiu as cartas e o jogo começou. Nove minutos depois eu já havia desistido. Ou melhor.. feito uma pausa. Estava andando pelo salão, apreciando a paisagem, quando senti alguém me empurrar.

_ Hey, como é seu nome? – Micaela surgiu entre as paredes laterais do salão e me puxou para um canto.

_ L-Lo-Louis. – gaguejei.

_ Ok, Louis. Preciso que faça exatamente o que eu mandar! – ela disse, meio autoritária.

_ O quê? Como assim “o que você mandar”?

_ Você está com um jogo ruim, e vai rodar bonito na mão daqueles ladrões.

_ E daí? Espera, porque está me dizendo isso?

_ Você não pode deixar que eles ganhem!

_ Tarde demais.. você quem devia estar naquela cadeira, não eu. Então não venha querer me usar para ganhar daqueles velhotes arrogantes.

_ Eu estava resolvendo algo.. não cheguei a tempo!

_ Não é problema meu.

_ Você não entende, eles precisam perder!

_ Por que isso é tão importante?

_ Não é da sua conta.

_ A partir do momento que você pediu a minha ajuda, isso se tornou, sim, da minha conta.

_ Vai me ajudar, ou não? – ela insistiu impaciente.

Havia algo nela que me fazia querer ajudá-la. Mas não fazia o menor sentido aquela necessidade de ganhar. Ela claramente não precisava de dinheiro, e não queria me dizer o que havia por trás do seu pedido.

_ Se eu não ajudar, o que vai fazer? – provoquei.

_ Vou encontrar outro que esteja disposto. – ela disse segura.

_ E se eu ajudar?

_ Eu te dou metade da grana.

_ Não quero dinheiro.

_ Então eu não posso fazer nada.

_ Pode, claro que pode. Se eu te ajudar, é justo que eu ganhe algo em troca.

_ E o que você quer?

_ Você.

Ela riu alto, levemente debochada.

_ Eu não sou um prêmio.

_ Eu sei, e é por isso que eu a quero.

_ Não vai conseguir.

_ Eu te desafio.

_ Eu não sou idiota, e não brinco de ‘verdade ou consequência’ mais.

_ Quem falou em verdade ou consequência? Eu te desafio no pôquer. Quem vencer escolhe o que quer do outro.

_ Você tem certeza?

_ É claro.

_ Você é corajoso.. sabe que vai perder, não é? – ela sorriu intimidadora.

_ Veremos. – sorri de canto e voltei para a mesa de pôquer. Eu precisaria de um milagre para ganhar, porque com aqueles caras eu não podia roubar. E aquele era o único jeito de ter uma chance com ela.

Peguei minhas cartas, desvirando-as, e fiquei um tanto surpreso ao perceber que aquele não era o meu jogo. Enquanto conversávamos, Micaela havia dado um jeito de trocar as minhas cartas.

Um homem à minha esquerda mostrou sua trinca. Diante das expressões dos companheiros, provavelmente achou que ganharia. Mas então o homem, também à sua esquerda, tinha um flush. Coitado, esse também pensou que ganharia. O Dealer então aumentou a aposta e apresentou uma quadra. Uma quadra que eu também tinha! Droga.

_ E então.. vai aceitar? Se a sua carta lateral for menor do que a minha, você perde.

A minha quinta carta era um rei. Poderia ganhar facilmente, a não ser que ele tivesse um ás. O que seria muita cagada. Muita mesmo.

_ Manda ver.

Ele fez um pouco de suspense e mostrou sua carta. Era um rei também.

_ Merda! – xinguei baixo. Me levantei às pressas da mesa, sem me importar com os jogadores ou as fichas ali, e fui até o banheiro. Micaela estava na porta, certamente esperando para jogar na minha cara que eu havia perdido.

_ JÁ SEI, JÁ SEI. NÃO PRECISA NEM FALAR. – me adiantei.

_ Calma, eu nem falei nada.

_ Mas vai falar.

_ Você empatou o jogo, não foi tão ruim.

_ Você deixou bem claro que eu devia GANHAR.

_ Sim, mas você ganhou a metade.

_ Então isso é pelo dinheiro?

_ Não.

_ Então o que é?

_ Eu não quero falar sobre isso..

_ Que seja. Você sabe onde está o dinheiro, então acho que eu não sou mais necessário aqui. Até mais. – entrei no banheiro. Quando saí, ela não estava mais lá.

23th December, 11 pm.

_ Me dá algo pra beber. – pedi a um bartender qualquer, já que Brandon e eu estávamos “brigados”. Ele me deu uma garrafa de vinho. Tive vontade de socar a cara dele.

Vinho é para casais apaixonados, ou homens acompanhados de belas mulheres. E eu não me encaixo em NENHUM DESSES CASOS.

_ EU TENHO CARA DE QUEM QUER UM VINHO, AMIGO? Guarda essa merda. – gritei. Todos do bar me olharam zangados. Brandon veio até mim.

_ Que foi? Veio atrás de mais confusão? Já chega, Louis. – ele repreendeu-me.

_ Eu só quero uma bebida. E não tenho culpa se o bartender é burro! – me defendi. Ele fechou a cara.

_ Pegue a sua maldita garrafa de JD e vai embora! – ele me entregou a garrafa quadrada de rótulo negro. Abracei-a e fui para a sacada onde eu havia me encontrado com a Alex dias atrás. Havia um sofá e três cadeiras acolchoadas ali. Me aproximei da grade de proteção e fiquei olhando as pessoas chegando ou saindo em seus carros suntuosos. A maioria delas sequer fazia ideia do esquema sujo à que faziam parte. Destampei a garrafa de JD e virei um gole generoso. Estava quente, o que intensificava o gosto de carvalho chamuscado que caracterizava a bebida.

_ Oi. – Micaela entrou na sacada e veio até mim, se apoiando ao meu lado na grade.

_ Oi. – respondi seco e bebi outro gole.

_ Pretende ficar bêbado com isso? – ela apontou para a garrafa em minha mão.

_ Não sei. – fui sincero.

Ela me olhava em silêncio, e era como se quisesse me decifrar. Difícil entender o que se passava na cabeça dela.

_ Eu não peguei o dinheiro, se quer saber. – ela disse, depois de um tempo.

_ Que seja, eu não me importo. – bebi outro gole.

_ Na verdade, eu acho que importa sim.

Me virei para fitá-la. Ela é realmente bonita. Estava com uma saia alta (justa e meio curta), azul marinho, e uma camisa branca transparente e pouco decotada por dentro da saia. Os cabelos estavam presos em um coque mal feito, com alguns fios soltos.

_ O que veio fazer aqui? – fui direto.

_ Você tem um desafio a cumprir, esqueceu? – ela sorriu fraco.

_ Fala sério! – fiz uma careta. – Eu nem ganhei.

_ É por isso que eu quero. Agora vai ser ainda mais fácil vencer você. – ela piscou divertida. Não contive um sorriso.

_ Vai mesmo insistir nisso?

_ Você quem começou.

Assenti. Talvez fosse bom.

_ Tudo bem, mas iremos para um outro lugar. – falei. Ela me olhou desconfiada, porém aceitou.

_ Me dá um gole disso aí. – ela puxou a garrafa de minhas mãos e virou-a nos lábios assim que entramos em uma das salas privadas do Royale.

_ Você está me surpreendendo.

Ela riu do meu comentário. Não entendi o porquê.

_ Nós viemos jogar, ou conversar?! – ela reclamou. Ri baixo. Era divertido ver ela bravinha.

_ Jogar. Vem, dá essa garrafa aqui. – peguei a garrafa das mãos dela e nos sentamos à mesa.

_ Prepare-se para perder. – ela implicou.

_ Prepare-se você. – provoquei.

Seriam três rodadas, para que não houvesse possibilidade de um empate.

_ Full House! – ela gritou eufórica.

_ Merda!

_ HAHAHAHA, acho que eu ganhei.

Levei minhas mãos até a barra da minha camiseta e comecei a puxá-la para cima. Ela me fitou espantada e perguntou:

_ O que pensa que está fazendo?

_ Cumprindo a minha parte.. eu perdi, devo tirar uma peça de roupa.

_ O QUÊ? Você não está falando sério.. está?

_ Aham! É Strip Poker, gata. – pisquei para ela.

_ Não é justo, eu não sabia.

_ Agora já sabe! Quer escolher qual peça eu devo tirar, ou posso fazer eu mesmo? – provoquei-a.

_ Os sapatos. – ela respondeu irritada.

_ Jura? – ri da cara que ela fez. Sapatos? Urgh, fala sério. Que sem graça.

_ Sim, ande logo.

_ Ok, mas você sabe que eu não vou pegar leve com você, não é?!

_ Você não vai precisar, porque não vou deixá-lo ganhar. – ela sorriu convencida.

_ Isso tudo é medo de não resistir a mim?

_ Você é muito convencido.

Não pude deixar de rir. Eu precisava ganhar a próxima rodada.

_ Huuuum, adivinha quem tem um Straight Flush bem aqui? – impliquei.

_ Você que não é. – ela rebateu.

_ Você não devia ter falado isso. – sorri sacana e mostrei minhas cartas a ela, que fechou a cara.

_ Eu não vou tirar a roupa.

_ VAI SIM.

_ Vai me obrigar?

_ Não. Só vai ficar ainda mais claro pra mim que você não tem palavra. – provoquei. E ela caiu direitinho, não suportava ser desafiada.

_ Idiota.

_ A blusa. – pedi. Ela me olhou enraivecida e a tirou de uma vez. Não pude deixar de admirar seus seios. Redondinhos, se espremiam dentro do sutiã branco de renda que ela usava. Não deu para ver muito de sua barriga, já que a saia era alta, mas só a visão de seu busto já tinha valido a pena.

_ Eu vou acabar com você! – ela disse nervosa. Ri de sua expressão, o que a deixou ainda mais irritada, e continuamos o jogo. Eu precisava ganhar mais essa rodada.

_ Adivinha quem tem um Royal Flush? – ela provocou, mordendo os lábios sensualmente.

_ Você que não é. – imitei-a.

_ Vai pagar pra ver?

_ Vou! Eu tenho um Full House e aposto o que você quiser que eu venço você. – devolvi a provocação.

_ Você vai se ferrar.

_ Não vou não. – cruzei os braços e esperei que ela mostrasse suas cartas. Ela bufou nervosa e jogou-as na mesa. Ela tinha uma trinca de dez apenas.

_ As suas agora. – ela mandou.

Virei minhas cartas e ela xingou baixo. Nós dois estávamos blefando; nem ela tinha um Royal Flush, nem eu um Full House.

_ Você tinha uma trinca de rei, seu ladrão de quinta! – ela bradou.

_ Roubei melhor que você. – pisquei para ela, que ficou furiosa.

_ Eu quero revanche! – ela se levantou e bateu o punho na mesa, pagando de durona.

_ Sim, mas antes tire a saia.

Ela me olhou incrédula e tirou os sapatos me olhando com raiva.

_ Eu disse saia, não sapatos.

_ Eu não vou tirar.

_ E eu não vou lhe dar a revanche que tanto quer. – me levantei também e andei até ela. Ficamos frente a frente, travando uma batalha apenas de olhares.

_ Você é irritante. – ela murmurou. Sorri triunfante.

_ Precisa de ajuda? – brinquei. Ela me lançou um olhar perverso e quando eu ia ajudá-la com o fecho da saia, alguém bateu na porta.

_ Micaela? É você aí dentro? – uma voz feminina soou atrás da porta.

_ Sim. – ela respondeu e fez sinal para que eu me escondesse. Peguei meu sapato do chão e corri para trás do sofá. Micaela vestiu sua blusa e ajeitou a roupa, abrindo a porta. – Eu só vim procurar uns papéis que o Phill me pediu. – ela inventou.

_ Sim.. e por falar nele, o senhor Phillips me pediu para avisá-la que chega hoje.

_ Mas já?! – Micaela pareceu aborrecida

_ Ele, inclusive, deve estar chegando. – a moça avisou e saiu, fechando a porta.

_ Será que ela desconfiou de alguma coisa? – perguntei, saindo do meu “esconderijo”.

_ Ai Meu Deus! O Phill não pode nem sonhar que nós estávamos aqui sozinhos. – ela se desesperou.

_ Calma, ele não vai ficar sabendo. – me aproximei dela e tentei acalmá-la, sem sucesso.

_ Se ele descobrir, a culpa vai ser SUA!

_ Minha? Eu não fiz nada!

_ Você me fez tirar a roupa..

_ Ahh, até parece que você não queria! – falei impulsivo. Ela me fitou horrorizada e deu-me um tapa na cara.

_ Está insinuando que eu queria algo com você?

_ Não, eu falei sem pensar.

_ Não quero saber. – ela passou por mim a passos rápidos e foi em direção à porta. Corri até ela e a impedi, trancando-nos ali dentro.

_ Você não pode sair. Alguém pode te ver e..

_ Ah, muito inteligente, e você acha que se pegarem nós dois aqui dentro vai ser melhor? Quando o Phill chegar aqui, eu vou dizer que você me obrigou a entrar aqui dentro e ele vai acab.. – ela falava feito uma louca, então eu a calei com um beijo. Ela se debateu, tentou fugir, mas eu a prendi entre meu corpo e a parede, beijando-a com vontade. Seus lábios tinham gosto de morango. Era bom demais.

_ O que você está faz.. – ela tornou a falar, quando me separei dela, e fui obrigado a beijá-la de novo.

_ Você fala demais. – murmurei entre um beijo e outro. Ela me olhou nervosa e finalmente se rendeu. Passou os braços por meu pescoço e seus lábios encontraram os meus em um movimento ágil.

_ Só para que saiba: eu não gosto de você. – ela disse em meio a suspiros contidos, enquanto eu a beijava no pescoço.

_ Não se preocupe, eu também não gosto de você. – voltei a beijar sua boca. Ela correspondeu com mais intensidade, descendo suas mãos até a barra da minha camisa, e calmamente percorreu minha cintura até tocar em minha bunda, por cima da calça. Ela deslizou suas mãos ali e colocou uma dentro de um dos bolsos.

Epa, aí não.

Tarde demais. Ela já havia pegado a chave.

_ Ahh, sério que vai fazer isso? Foi golpe baixo. – reclamei enquanto ela se afastava divertida com a chave na mão.

Corri até ela, tentando pegá-la, mas ela era mais rápida.

_ Não consegue me pegar? – ela provocou. Corri atrás dela, que acabou tropeçando em um abajur e caiu. Estendi a mão para que ela se levantasse e, ao invés disso, ela me puxou fazendo com que meu corpo caísse sobre o dela. Nós rimos. Tentei pegar a chave, mas ela foi esperta e girou seu corpo ficando em cima de mim. Micaela tentou se levantar, mas eu agarrei suas coxas, mantendo-a sentada sobre mim.

_ Fique assim, está ótimo. – sorri pervertido. Estava quase conseguindo ver a calcinha por debaixo da saia.

_ Tarado. – ela tentou acertar meu rosto outra vez, mas eu a segurei, prendendo seus pulsos no chão e ficando sobre ela novamente.

_ Admita: você me.. quer.. – falei ofegante. Ela ficou quieta e deixou que eu me deitasse sobre ela, ficando nariz a nariz. Quando estava prestes a beijá-la, ela virou o rosto.

_ O que foi dessa vez? – perguntei irritado.

_ Eu não posso.

_ Não pode o quê?

_ Trair o Phill.

_ Mas você já traiu.

_ Não desse jeito. – ela disse. Entendi que ela falava sobre o sexo.

_ Não faz diferença. – tentei convencê-la.

_ É claro que faz. Beijos são só beijos.

_ E sexo é só sexo.

_ Eu não posso. – ela se manteve firme na decisão e deixei que ela saísse. Estava cansado do jogo de gato e rato. Eu nunca implorava por uma mulher, e com ela não seria diferente.