Mr. Tomlinson, The Womanizer.
8 O plano.
Notas iniciais
ps:alguém vai invadir o apart do Louis.. HAHAHA
20th December, 5 am.
Nota sobre alguns fatos da minha vidinha medíocre:
- Eu beijei uma ladra.
- Pior, eu praticamente transei com ela, sabem o que é isso? ELA É UMA LADRA. L-A-D-R-A.
- Ela queria me roubar aquilo, sabe.. aquilo que eu escondo a sete chaves, ou melhor, a sete palmos.
- Eu acho que sou um maníaco do sexo. Que pessoa normal se pegaria com uma ladra? Só um depravado mesmo. Tipo eu.
- O filha da p*** (Zayn) deu uns pegas na vizinha enquanto eu era ameaçado de morte. Cara, eu fiquei muito puto com ele.
- Senti um baita arrependimento de não ter seguido com as aulas de kung fu, elas poderiam ter me ajudado.
- Não consigo dormir, isso é uma bosta. Também não tenho o que fazer, sou um atoa assumido, e isso é uma bosta ainda maior.
- São cinco horas da manhã (não, essa não é aquela música sertaneja do Henrique e Diego.. definitivamente não!) e eu não dormi nada. Sei lá, mas acho que fiquei com medo de que a Monique aparecesse.
- Já mencionei o quanto ela beija bem? Se não, ela beija! E tem um pega de enlouquecer qualquer macho, vai por mim.
- O Malik ainda me deve explicações sobre a vizinha.. não gostei nada do que ele fez.
- Hoje tem reunião no Royale e eu, provavelmente, vou estar dormindo em pé enquanto os outros bolam ‘O plano’.
- Será que uma boa dose de rivotril, um 2mg, resolve meu problema?
20th December, 8 am.
_ Louis, acorda.. Louis.. ei, acorda..
_ Nhan, arrh, buuuu. – soltei uma espécie de protesto. Só não sei em que língua.
_ A gente já ta atrasado, caramba! – Zayn gritou. Desgraçado, ele de novo?
_ HUN, ta se achando o galã topetudo de novela das sete.. – impliquei. Ele fez uma careta e riu.
_ Prefiro o das nove!
_ Engraçadinho. – peguei uma das almofadas em minha cama e joguei nele.
_ Anda logo, levanta!
Levantei-me a contra gosto e me arrastei até o chuveiro. Vesti minha calça branca, uma camisa polo azul marinho que eu amo e coloquei meu Ray-Ban. Pelo menos assim eu tinha a chance de cochilar sem ser pego.
_ Cara, você está parecendo um zumbi! – Liam se aproximou de mim, batendo de leve em meu ombro.
_ Até você, daddy?! – fiz uma careta.
Saímos do elevador e entramos na sala oculta do RC, no subsolo, onde Alexandra e outros três caras conversavam algo. Tentei evitar seu olhar, mas não deu certo.
_ Phill, Gregory, Allan. – cumprimentei-os. – Alex, que prazer revê-la. – me dirigi a ela, que me olhou estranha.
_ Oi. – ela respondeu seca. Até demais, eu diria.
_ Rum, rum. – Allan pigarreou. Nos sentamos todos ali, em volta da grande mesa de negócios. Olhares tensos, indecifráveis, eram trocados entre ele e Alex.
O que diabos estaria havendo?
_ O que tenho para falar aqui, hoje, não é nada apreciável. – ele disse ponderado.
_ Não é mais segredo que estamos escondendo algo.. – Gregory continuou.
_ O departamento de inteligência da polícia de São Paulo já foi avisado, e eles estão na nossa cola. – Phill disse apreensivo.
_ Mas e agora? – Niall perguntou.
_ Nós fizemos contato com um ex-agente da polícia federal e oferecemos.. hum, digamos que.. uma recompensa bem generosa pelas informações que ele nos dará. – Alex, imponente como sempre, foi quem tomou a palavra.
_ VOCÊ SUBORNOU UM AGENTE DA POLÍCIA FEDERAL? – Harry perguntou abismado.
_ Sim. Era o jeito mais fácil de se chegar até o Tyson.. – ela defendeu.
_ E o que te faz pensar que ele não vai nos entregar quando essa operação acabar?
_ Nós temos um acordo e, se ele falhar, já sabe as consequências.
_ E quem seria Tyson? – Zayn perguntou.
_ O Tyson é um ex-policial que me devia alguns favores, e que tem ainda certa influência dentro da polícia federal de SP.
_ Sim, e daí? – mostrei que não havia entendido.
_ E daí que ele será o nosso informante lá dentro!
_ O QUE? – perguntei.
_ Não seja hipócrita Louis. Você sabe que a situação exige medidas.. – ela hesitou — arriscadas. – Alexandra completou enérgica.
EU OUVI DIREITO? Ela me chamou de hipócrita.. o que houve com essa mulher?
_ Não estou sendo um, eu só acho que não é o mais inteligente fazer acordo com alguém de dentro da própria polícia, ou seja, aquela que pode nos ferrar pra valer.
_ Tem razão, você só está sendo o idiota de sempre.. e quem é você para dizer que a minha atitude não é das mais inteligentes? E onde você estava quando EU tive que tomar as decisões sozinhas e arcar com todas as consequências e críticas infundadas que estou tendo de aturar agora mesmo? – ela se levantou e, inclinando-se sobre a mesa, me encarou enraivecida e desafiadora.
VOLTO A PERGUNTAR: O QUE HOUVE COM ESSA MULHER?
_ Ei, ei, ei. O que significa isso? – Phill interveio.
_ Não temos tempo para uma DR agora.. por favor, casal! – Niall soltou. Eu o fuzilei com o olhar.
Mas o que..!? Eu ainda mato ele.
_ Não se meta você também, Nialler. – eu e Alex dissemos quase que ao mesmo tempo; a troca de olhares foi praticamente inevitável.
_ Ok, ok, não está mais aqui quem falou. – ele disse em sinal de rendição.
_ Tudo bem, chega disso. Vocês cumprirão com o acordo, ou não? – Allan quis saber.
_ Bem.. não esperávamos ter que nos envolvermos nisso, mas.. – Harry começou.
_ Já estão “nisso” até o pescoço, não há escapatória. – Alex o interrompeu, completando sua frase. A expressão gélida em seu rosto me causou um arrepio.
Sabe aqueles momentos em que as coisas parecem acontecer em câmera lenta e giro 360 graus, onde você só consegue perceber as pessoas falando, mas não consegue entendê-las? Era isso o que eu estava vendo, todos eles pareciam brigar por algo que eu não entendia, não cabia a mim entender; eu só sabia que eu fora o escolhido para proteger o segredo e esconder o que a polícia tanto queria. Mas porque eu? Porque não o terceto? Eles se julgavam os fodões, os espertos.. porque então não foram eles os designados para essa tarefa?
20th December, 5 pm.
_ Zayn, será que agora dá pra você me explicar o que acon..
_ Espera aí. – ele cortou.
_ Porra. – chinguei.
_ Vai, pode falar agora.
Ele tá tirando uma com a minha cara, sim ou claro?!
_ O que você fez com a vizinha? – fui direto.
_ O que ELA FEZ comigo, né?
_ Ah, pra cima de mim? Confessa, vai. Eu sei que você deu uns pegas nela.
_ Eu não sei do que você tá falando.
_ Ah, não sabe..
_ Eu não dei uns pegas nela.
_ Que droga, Malik! Eu passei o maior perrengue com a aquela ladra enquanto você se agarrava com a Marie e agora não tem nem a decência de admitir?
_ MAS EU NÃO ME AGARREI COM ELA. – ele insistiu.
_ Então vocês fizeram o quê? Jogaram bingo? Conversaram sobre desenvolvimento sustentável? – zombei.
_ Ela passou mal, teve uma queda de pressão.. eu sei lá; disse que estava com falta de ar e eu fiquei lá com ela.. peguei água, revirei aquela bagunça atrás de um remédio e, depois de não ter achado, fiz respiração boca a boca nela. – ele disse, como se não fosse nada de mais.
_ IDIOTA, ela fez de propósito! – ri da aparente ingenuidade dele diante da situação.
_ Você tá dizendo que ela fingiu passar mal? Tá maluco, Louis?
_ Não! É claro que ela fingiu.. desde quando boca a boca melhora falta de ar?
_ Eu sei lá. Mas na hora não deu pra pensar em nada mais eficiente e rápido.. ela tava apavorada, cara.
_ Ah, que seja. Seu filha da mãe.. quase fui morto e você fazendo boca a boca na vizinha gatinha! – nós rimos. Eu estava bravo, mas não conseguia ficar realmente com raiva dele.
20th December, 9 pm.
Zayn acabara de sair, então aproveitei para tomar um banho. Tirei minhas roupas ali na sala mesmo e segui de cueca para o banheiro. Liguei o chuveiro e fiquei observando a água cair.. parecia tão poeticamente lindo.
Tudo bem, isso parece papo de drogado.. mas não é. É só que, às vezes, eu sinto que preciso de alguém. Sei lá. Não só pra satisfazer meus caprichos sexuais, mas pra fazer cafuné no meu cabelo quando eu estiver chato e velho.
Ah, que seja.
Tirei minha cueca e adentrei o box; a água estava morna, relaxante. Tudo o que eu estava precisando naquele momento. Toda essa história, que a Monique desenterrou, está me deixando maluco. Eu não quero ter que guardar segredos como esse, não quero mentir pras pessoas que eu gosto, não quero a minha vida em risco por algo que nem mesmo é meu.
Que droga! Não quero ser o guardião de porra nenhuma.
Dling, dlong.
Saio a contra gosto do chuveiro e enrolo uma toalha em minha cintura. Ando até a porta. Não há ninguém ali. Olho no corredor externo.. e nada. Um silêncio grotesco se faz ouvir e uma porta se fecha com força. Viro-me para trás e lá está ela.
_ Sentiu minha falta?
Notas finais
beijooos e até o próximo!
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