Mr. Tomlinson, The Womanizer.
1 Marie
Notas iniciais
ps: perdoem os erros, to indo pra um show. rs
1st December, 4:20 am.
Sabe o que dizem sobre 420, não é?! Pois comigo não foi bem assim. Eu estava drogado, admito, mas eram só por alguns drinques.
Eu me lembro de uma garota.. não, talvez duas. Mas só aprendi o nome de uma. Morena, estatura mediana, cabelo na altura dos seios, olhos verdes, corpo bonito, mãos ágeis.. interessante até certo ponto.
~ Flashback on ~
“Hum.. carne nova no pedaço. Interessante”
_ Sozinha? – perguntei enquanto me sentava de frente à garota morena de olhos verdes.
_ Sim. – ela me observou por uma fração de segundo, mas logo voltou sua atenção para a bebida que estava sobre o balcão.
_ E eu posso saber o porquê? – encarei-a.
_ Não, se não se importa eu tenho que..
_ Na verdade, eu me importo sim. – fiquei à sua frente e tentei ser o menos grosso possível em minha fala.
_ Ok, ok. – ela se sentou novamente e eu fiz o mesmo.
_ Qual o seu nome, olhos lindos? – sorri. Sei que as mulheres adoram meu sorriso.
_ Marie.
_ Louis. – peguei sua mão esquerda delicadamente e depositei um pequeno beijo ali.
_ Hm.. interessante. – ela disse enquanto me analisava dos pés à cabeça.
_ Eu, ou o meu nome? – brinquei.
_ Ambos. – ela disse sedutoramente ao pé do meu ouvido e saiu.
“Os papéis estão sendo invertidos ou é impressão minha!? Eu era quem devia estar falando sedutoramente ao pé do ouvido dela, e não o contrário. E ela ainda saiu e me deixou aqui, falando com o vento.”
_ Hey, Marie! – chamei.
Ela se virou para mim e entrou no banheiro feminino.
“Você não pode deixar por isso mesmo. Vá até ela e mostre que Louis Tomlinson não é homem de ficar plantado em banco de bar.”
Mais que depressa atravessei o recinto e entrei no banheiro feminino. Não havia ninguém ali. O banheiro era muito limpo, cheirava a lavanda e era, provavelmente, duas vezes mais espaçoso que o dos homens.
Olhei ao meu redor e, não vendo ninguém, fui em direção à porta. Já ia sair quando ouvi uma voz:
_ Perdeu alguma coisa?
Me virei em direção à voz e vi Marie sentada sobre a bancada que havia ali.
_ Como você..? Você não estava aqui a dois segundos atrás e agora está aí.. – falei espantado e ela riu.
_ Esqueça.
Me aproximei da bancada e ela continuou em sua posição. Suas pernas cruzadas sob um curto vestido azul marinho me davam uma visão excepcional de suas coxas. O vestido era um pouco decotado também, e seus seios me pareceram muito bem acomodados ali.
_ Você é bem espertinha, não? – mordi o lábio inferior.
Ela soltou um risinho e disse:
_ Não acho.
_ Então gosta de joguinhos..
_ Não, até porque eu sempre ganho. – ela sorriu convencida.
_ Então nós temos um problema: só jogo se for pra EU ganhar.
_ Que vença o melhor. – ela se levantou e passou por mim, esbarrando propositalmente em meu corpo.
_ É. – levei meu braço até sua cintura e a puxei de volta quando ela se afastou.
_ Então VOCÊ gosta de joguinhos.. – ela disse e sorriu de canto.
_ Só gosto de um. – apertei meus braços em volta dela.
_ Hum, e qual seria? – ela aproximou seu rosto do meu e aquilo foi como pólvora em uma explosão que já estava para acontecer.
_ Esse. – antes que ela pudesse reagir, empurrei-a contra uma das portas do banheiro e comecei o “serviço”. Dei pequenos beijos em seu pescoço intercalados com algumas mordidinhas. Ela segurava meu cabelo e apertava seu corpo ainda mais no meu. Senti o desejo crescer em mim e subi os beijos até a extremidade de sua boca. Ela me encarou por um segundo e pude ver o desejo em seus olhos, então ela própria buscou meus lábios. Retribui o beijo e decidi que já estava na hora de pular para o próximo nível, digamos assim.
Acomodei suas pernas em torno da minha cintura e a sentei sobre a bancada. Ela me olhou séria e assentiu. Não sei bem com o que ela estava “concordando”, mas eu sabia o que iria fazer, então continuei. Tirei meu blazer, desabotoei minha camisa azul claro, e joguei-as em um canto qualquer do banheiro enquanto ela mordia de leve minha orelha. Senti um arrepio e achei melhor voltar a beijá-la. Ela passava suas mãos em minhas costas agora nuas e eu fazia o mesmo, mas em busca do fecho do seu vestido.
“Maldito vestido. Aonde é que tá esse fecho?”
Ela percebeu o que eu pretendia e levou minhas mãos para sua cintura.
“Ok Tomlinson, não desista. Você está bem perto agora.”
Mordi seu lábio inferior, puxando-o para mim, e voltei a beijar seu pescoço. Dei também leves mordidas ali e desci os beijos até o decote do vestido. Seus seios eram convidativos e ela tinha um aroma viciante. Mais uma vez tentei abrir seu vestido, e mais uma vez ela me impediu. Mas na terceira vez, após alguns minutos provocando-a, consegui chegar ao bendito fecho. Ela parou, me olhou profundo, e esperou que eu continuasse. Puxei o fecho até a metade de suas costas e voltei a beijá-la. Passei minhas mãos pela abertura do vestido e cheguei até o fecho do sutiã. Ela parou o beijo e eu confesso que fiquei sem entender. Mas então ela se colocou de pé e num movimento ágil deslizou o vestido até o chão, ficando apenas de lingerie.
“É.. você conseguiu Tomlinson, mais uma vez. Haha”
Eu a olhei admirando cada parte de seu corpo e ela sorriu.
“Mal sabia Marie que ela era a terceira daquela noite.”
Me aproximei dela novamente e beijei-a com calma. Ela desceu suas mãos por meu abdômen e abriu minha calça. Eu parei o beijo e esperei que ela prosseguisse, mas ela não o fez. Eu a notei de cabeça baixa e sorri. Pude jurar que ela era virgem, mas acabei desistindo da ideia quando me lembrei do quanto ela era bonita e de como praticamente me seduzira até o banheiro.
“Será que ela é..? Não, não é possível Louis “
Pisquei uma, duas, três vezes. Eu já estava ‘pra lá de Bagdá’, como dizem, e aquilo devia ser coisa da minha cabeça.
~ Flashback off ~
Pois bem.. isso é o que – detalhadamente – eu lembro. Não sei se cheguei a alguma conclusão sobre o status sexual dela, mas sei que nós transamos no banheiro feminino de um bar de subúrbio. E, bem, eu me lembro que o nome dela era.. Marie.
O telefone tocou, desfazendo meus devaneios, e fui obrigado a me arrastar até a sala.
_ Alô. – era o Harry.
_ Putz, eu esqueci!
_ Ok, ok, estarei aí em cinco minutos.
Qualquer um sabe que é impossível andar três quarteirões em São Paulo – com um trânsito infernal – em cinco minutos. Mas, acreditem ou não, eu consegui. Foram cinco minutos e dezessete segundos.
_ Até que enfim, Louis! Você estava com alguém? – Liam veio até mim e bateu em minhas costas.
_ Não. – respondi seco.
_ Ih, já vi tudo.. brochou com a de ontem, não foi? – Zayn gritou do sofá e os outros riram.
_ Não.. essa é a SUA especialidade, Zayn. Não a minha. – falei sarcástico e todos soltaram um: toma distraído!
_ Cara, você tá um porre hein? – Niall disse.
_ De porre eu tava ontem! Sério, acho que to ficando velho.. sei lá. To um bagaço. Não sei o que aconteceu ontem e não lembro nem como cheguei em casa. – sentei-me ao lado de Harry e ele afagou meu cabelo.
_ Calma Lou, você continua o máximo pra mim!
Cara, às vezes o Harry é tão gay.
_ Calem a boca todos vocês, to com muita dor de cabeça!
_ Pede um remédio pra Marina. – Liam disse.
_ Ela saiu e disse que só volta amanhã. – Niall lembrou.
_ Droga, não vou aguentar isso não.. – fiz careta.
_ Já sei! Pergunta a vizinha.. quem sabe ela tem um remédio pra te emprestar? E é uma boa oportunidade pra gente conhecer ela. Haha. – Harry falou e sorriu maldoso.
_ Ah, tá, vamo logo. – falei sem ânimo e fui até a porta do ‘apartamento da vizinha’. Bati uma vez. Nada. Olhei para o lado e os garotos estavam todos ali. Bando de curiosos, isso sim.
_ Olá meu jovem, posso ajudar? – uma coroa bonitona abriu a porta.
_ Hm, ah, p.. não. É melhor deixar pra lá.. – já ia saindo quando ouvi uma segunda voz feminina no apartamento.
_ Tia, aonde é que tá a escova?
_ Ah, Marie querida, deve estar na cozinha! – a coroa respondeu.
WTF, porque ela guardaria uma escova na cozinha?
Até quis deixar pra lá. Sabe-se lá o que mais essa mulher guarda na cozinha né.. mas sentia que minha cabeça ia estourar e eu necessitava de um remédio urgente.
_ A senhora tem um.. – as palavras sumiram quando a vi, a tal Marie, pela fresta da porta.. ela me parecia familiar, sei lá.
_ Um.. ? – a coroa perguntou.
_ Remédio pra cabeça.. quero dizer, dor. Dor de cabeça. – falei.
Ela riu e me convidou a entrar, mas preferi esperá-la ali mesmo.
_ Aqui está! – ela voltou um pouco depois com dois comprimidos diferentes e me entregou.
_ Obrigada! – sorri para ela e voltei para o apartamento.
_ E então? A vizinha é mesmo boa? – Harry perguntou.
_ Fiquei sabendo que ela é gata.. – Zayn comentou.
_ Acho que ela gosta de comida japonesa! – Niall disse e passou a mão pela barriga. – E a propósito, eu to com fome.
_ E cadê a novidade? Você sempre está com fome, Niall. – Harry brincou.
_ Mas porque você acha que ela gosta de comida japonesa? – Liam quis saber.
_ Ah, pense comigo..
Niall pensando? Boa coisa não vai sair dessa junção de miolos moles, que ele chama de cabeça.
_ Ela é uma mulher sozinha, vive em um apartamento com um gato e ninguém nunca a vê com homens.
_ E o que isso tem a ver com a comida?
_ Se ela mora sozinha, certamente não faz comida; deve comprar em algum restaurante e pronto. E pra não enjoar, ela pede comida japonesa uma vez ou outra. – ele terminou seu raciocínio com um sorriso de orelha a orelha, como se estivesse orgulhoso de si mesmo. Foi inevitável não rir.
_ É, até que você foi racional.. porque, na boa, confesso que eu não estava botando muita fé nesse seu raciocínio. – brinquei.
_ Mas e então.. a vizinha é boa ou não é? – Zayn voltou a perguntar.
_ Nem me fale nela.. – me perdi em devaneios quando me lembrei da tal Marie.
Você a conhece de algum lugar.. você sabe que sim.
_ Isso significa que ela é. – Zayn sorriu malicioso.
_ Mas então.. o que têm pra hoje? – Niall perguntou distraído.
_ A geladeira está às moscas.. – respondi, também distraído.
_ Ãn? Quem falou em geladeira aqui? – Niall me olhou como se eu acabasse de dizer o maior absurdo do mundo.
_ Niall, comida, geladeira.. – falei. Todos me olharam como se aquilo não fizesse sentido algum. – Gente, qual é, geladeira é o lugar aonde se guarda a comida..
_ Cara, fica calado, na boa.
_ É, viajou.
_ Total.
_ Estamos falando sobre.. sobre o nosso pequeno negócio.
_ Ah, sim, me desculpem.
_ Hoje temos alguns ‘clientes especiais’.
_ Hum.. e quem são? – perguntei.
Toc, toc, toc.
_ Shhhh, assunto encerrado. Pode ser a Marina.. – Liam murmurou.
_ Eu abro! – Niall correu em direção à porta.
_ Poderia dizer ao Louis que esses são os remédios certos, por favor? E diga que minha tia pede desculpas.. ela já não enxerga muito bem.. não foi intenção dela entregar a ele o tipo de remédio errado. – ouvi uma voz, novamente familiar, feminina vinda da porta. Niall disse algo a ela e fechou a porta. Um sorriso travesso surgiu em seu rosto.
_ Adivinhem quem era?
_ Fala logo, Niall. – todos falaram.
_ A vizinha.. e, acreditem, ela é mesmo gostosa!
_ O quê? A Marie? Ela veio.. ? – perguntei afobado.
_ Veio pedir desculpas pela tia que entregou os remédios errados pra você.. e trouxe os certos dessa vez. – Niall se dirigiu a mim e me entregou outros dois comprimidos.
_ E ela disse pra que serviam os outros dois? – perguntei receoso.
_ Não..
_ Quando é assim, eram viagra! – Harry diz, claramente zoando.
O olhei me fazendo de assustado e com uma puta vontade de rir.
_ Claro que não, Harold! Além do mais, o que aquela coroa faria com viagra? Ela não parece receber visitas masculinas.. a não ser do encanador e do cara que entrega as compras do mercadinho. – respondi.
_ Talvez exista Viagra feminino ué.. – Niall falou.
Desandei a rir. Não acredito que ele levou mesmo a sério. Na boa, o Niall não existe.
_ É claro Niall, como não pensamos nisso?! – zombei.
_ Porque vocês são LTDA. HAHA.
_ Hein?
_ LTDA.. limitados.. ah, droga, vocês não tem senso de humor não? – ele fez um gesto com os dedos, tipo “sacou!?’’, após perceber que não tínhamos entendido nada.
_ Quebosta. – falei.
_ Porra, vou dormir depois dessa. – Zayn se levantou e foi pra um dos quartos.
_ Niall.. cara, você funciona melhor calado. – Liam falou. Acho mesmo que ele estava tentando ser gentil.
_ Não vou nem comentar.. – Harry passou por nós e também saiu da sala.
_ Hey, gente, acho que o remédio está fazendo efeito.. – brinquei, indo até o banheiro.
Devo ter comido algo que me fez mal. Ou bebido.
_ É.. já posso ouvir as xistosas reclamando. – alguém gritou da sala.
A princípio não me preocupei, nem levei a sério.. mas, e se for verdade? Ah não, não.. droga! E se forem mesmo lombrigueiros? – pensei enquanto lutava com o fecho da minha calça, rumo ao banheiro.
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