Mr. Murderer
1 Prólogo- Parte 1-
Azakura Kitori é, atualmente, um estudante de aproximadamente vinte e três anos e tem um emprego digamos que não seja... normal. Ele trabalha como assassino profissional e só executa este "ofício" porque tem uma meta e pretende cumpri-la a qualquer custo. A proposta de trabalho foi feita quando o empregador havia feito uma encomenda de um tipo especial de punhal. Personalizado. Quando o "cliente" foi buscar o punhal, só fez a proposta a Kitori porque ele tinha jeito com espadas e diversos tipos de lâminas e porque sua expressão era de quem havia sido ferido internamente. Talvez o empregador já conhecesse Kitori, mas era pouco provável.
Tudo começou com um grande problema que praticamente destruiu a vida de Kitori. Quando tinha aproximadamente sete anos de idade, vivia em harmonia com sua família numa casa, não muito grande, mas suficiente para três pessoas. Sua mãe trabalhava numa floricultura e seu pai trabalhava num laboratório que continha um número indescritível de informações que teriam uso para o governo e outros órgãos importantes. A localização de seu local de trabalho era desconhecida para pessoas que não trabalhavam lá, obviamente, mas por alguma razão, mafiosos interessados acabaram descobrindo, fazendo com que o pai de Kitori tivesse problemas, desconhecidos por sua família.
Certa noite, os pais de Kitori resolveram sair para jantar, para comemorar o aniversário de casamento, por volta das vinte e duas horas da noite. Um pouco antes de saírem, a campainha tocou, curiosamente. Seitah (pai de Kitori), abriu a porta e deu de cara com um homem de média estatura, que usava um sobretudo preto, roupas também escuras e ficava com a cabeça cabisbaixa constantemente, além de usar um chapéu, que escondia parcialmente seu rosto. O homem perguntou pela figura que, possivelmente, obtinha as informações que ele necessitava. Seitah, entendendo a pergunta intrigante, respondeu-lhe que ele mesmo, era quem o homem procurava. Assim que recebeu a resposta, o homem abriu um sorriso maquiavélico, pôs a mão dentro de seu sobretudo e num rápido movimento, cortou a garganta de Seitah. O sangue jorrou em direção ao rosto do homem, pintando-o de um forte e bonito vermelho. Alicia (mãe de Kitori), surpreendeu-se como corpo do marido no chão e ficou paralisada com o choque. O homem, para assegurar-se de que não existissem testemunhas, matou-a também, rasgando seu pescoço com o punhal que usara em Seitah. Deixou os dois mortos no chão, explícitos, saindo da cena do crime discretamente (consequentemente fechando a porta).
Kitori, longe do cômodo onde seus pais estavam mortos (seu quarto), acordou, com os curtos gritos de seus pais...quando estavam vivos. Saiu do quarto, desceu as escadas. -"Eh..? Mãe, pai, vocês ainda não"-Ficou paralisado. Como assim seus pais haviam sido mortos? Quando isso acontecera? Quem havia feito aquilo? Estava em "profundo" desespero. Caiu com os joelhos no chão junto a seus pais e suas lágrimas desciam em bastante quantidade. Kitori resolve ligar para a polícia, mas não sabia o número decorado. Lembrou que sua mãe sempre guardava consigo um papel, onde havia o número da polícia, em seu bolso. Assim que lembrou disso, pensou: -"Eu não vou colocar a minha mão aí... No bolso da minha mãe...morta... Mas se eu não pegar a polícia nunca vai chegar..."-
Respirou fundo, foi em direção de sua mãe e vasculhou por vários bolsos. Não estava em nenhum. Kitori entrou em desespero, então começou a procurar nas roupas de seu pai. Também não encontrava nada. Seria possível que ele realmente não havia decorado o número? Não. Não tinha. Com raiva começou a quebrar as coisas sem razão. Os vizinhos escutaram barulhos de coisas quebrando e foram verificar. Assim que chegaram a casa dos Azakura, viram o garoto abaixado ao lado dos dois corpos, chorando. Foram em direção a Kitori e perguntaram o que houve. Ligaram para a polícia, que chegou cerca de quinze minutos depois.
Kitori pegou suas coisas e descia as escadas de sua casa, pois deveria ir embora com os policiais, já que não tinha mais para onde ir. No caminho para a porta principal, viu um pequeno papel no chão, um pouco ensanguentado. Seria aquele o maldito número da polícia? Não. Nele constava: *PiratesAeria- Assassinos profissionais-*
Assim que viu o papel, tomou um susto e pensou- "Será que..."- Foi interrompido pelos policias.-"Ei garoto, já está pronto?"- Guardou rapidamente o papel no bolso e foi em direção aos policiais. Ele decidiu não mostrar aquilo para os policiais. A partir da delegacia ficou sob responsabilidade do governo.
Quando fez dezesseis anos procurou emprego, mesmo sendo muito novo. Trabalhou na floricultura de sua mãe, trabalhou em obras do governo, num restaurante (lavando os pratos) e fez do seu apartamento uma área de trabalho para montagem de peças e trabalhar como ferreiro, além de ter peço ao governo alguns processadores do laboratório do seu pai, afinal, não havia guardado nada deles quando deixou a sua antiga casa.
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