Mr. Clichê

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Hello!

Quero antes de mais nada dar os créditos a Carol, pois essa ideia surgiu de uma conversa nossa. Espero que curtam essa versão atual dos nossos heróis. Boa leitura.

Darcy! Quantas vezes eu já falei que você não pode ficar andando pelo apartamento assim? Eu não moro sozinha!

— Nenhuma de suas amigas reclamou ainda. — Darcy secava os cabelos com uma toalha. Ele estava vestido apenas com uma calça social, o que era exatamente a queixa de Charlotte.

— É, mas nós temos regras aqui. E se você passar sua visita o tempo todo semi-vestido, abrirá precedente para que todos os namorados da Carol passem andar pelados novamente pela casa. — Darcy deu a irmã um meio sorriso.

— Desculpe. Eu irei me vestir. — Ele foi até o quarto de sua irmã, onde estava ficando, num colchão inflável. Pegou a camisa branca que ele havia passado e analisou se estava apresentável. — Mas quantos namorados a Carol tem mesmo? Só para constar?

— Não sei. Nenhum. 25. — Charlotte entrou no quarto, escovando os dentes. — Não, nem pense. Você está proibido de dormir com a Carol. — Ela voltou para o banheiro, que ficava em frente ao quarto dela.

— Ok. E com a Nanda? — Ele riu baixo antes da irmã voltar para o quarto, bufando.

— Você está proibido de dormir com qualquer uma das meninas desse apartamento. Nem dormir, nem uma rapidinha, nem uma passada de mão. Você vai embora em dois dias, e depois eu vou ter que aguentar elas choramingando.

— Poxa, irmãzinha, você já foi mais divertida. — Ela revirou os olhos e Darcy riu. — Ei, eu só estava implicando. Não vou dar em cima de nenhuma de suas amigas. Palavra de escoteiro.

— Você nunca foi escoteiro, Darcy.

— Palavra de delegado, então. Quer que eu jure em cima de uma bíblia? — Charlotte voltou para o banheiro. Ele parou na frente do espelho, pegou um pouco do creme de cabelo da irmã e o penteou para trás. Não era como ele gostava de usar. O fazia parecer sério demais, mais velho até. Mas era o que a situação pedia. Ele aparou a barba, e voltou para o quarto.

— Olha só. — Charlotte disse, enquanto calçava o tênis. — Você parece responsável.

— Eu sou responsável. — Ele se olhou no espelho da irmã, dessa vez e sorriu para si mesmo. Ele ficava bem de roupa social. Vestiu o blazer preto. — O que você vai fazer hoje a noite? Pensei que poderíamos sair. Aproveitar a noite da cidade.

— Não dá. Tenho que estar no laboratório amanhã às sete da manhã. Mas podemos ir ao cinema?

— Boooo Charllie! Você não me deixa flertar com suas adoráveis amigas, e não quer sair comigo. Estou quase virando um monge.

— Darcy, você está aqui tem cinco dias. — Charlotte revirou os olhos. — Podemos sair amanhã. Sei de uma balada boa. Mas só amanhã. Hoje vai ter que se contentar com um cinema.

— Desde que não seja Harry Potter, tudo bem.

— Harry Potter não está mais em cartaz. E além do mais, eu tenho todos os dvds. Não precisaríamos ir ao cinema.

— É, eu sei. Que horas são? — Ele perguntou.

— Vinte para as oito. — Ela checou o celular. — Que horas você precisa estar no tribunal hoje?

— Às nove.

— Ótimo. Me leva para a faculdade? Estou atrasada. Meu carro quebrou de novo.

— Charllie, eu já falei para você vender aquela lata velha. Quando papai comprou aquilo nem eu era nascido. Ele dá mais despesa que tudo.

— Não vale a pena. E ele tem valor sentimental. Vai me dar carona ou não?

— Claro. Você ainda tem seu capacete? — Charlotte revirou os olhos e foi até o seu armário, pegando o capacete amarelo que ele deu para ela quando comprou a Harley, anos atrás. Ela estava no segundo ano da escola, e estava passando por uma fase potterhead muito aguda. E tinha pregado adesivos da lufa-lufa por ele todo. Darcy segurou o riso e pegou a mochila dela. — O que você está levando aqui? Pedras?

— Livros. É o peso do conhecimento.

— E o tablet que eu te dei no natal? A intenção era evitar que você tivesse uma escoliose.

— É bastante útil, mas alguns livros só têm físico. Vamos.

Quando eles saíram do quarto, Carol estava parada na porta, segurando uma caneca, de pijama.

— Nada mal, Darcy. — Ela sorriu. Ele deu um sorriso de lado para ela, então Charlotte se virou para sua amiga.

— Não. — E puxou Darcy pela mão que deu de ombros para a garota e saiu rindo.

Darcy sempre gostou de andar de moto. Na cidade deles, o Vale do Café, as coisas não são muito distantes uma das outras. É uma cidade pequena, não chega ter transporte público. É a típica cidade do interior, ninguém andava a mais de quarenta quilômetros por hora. E mesmo que ele pudesse aproveitar as estradas para as fazendas e sítios, ele raramente era requisitado por ali. Era uma sensação diferente, também. Andar por entre os carros, tendo prédios ao invés de árvores como fundo. Era de certa forma, mais inquietante. Mais perigoso. Ele não sentia muita falta da cidade grande, mas a inquietação da capital era empolgante. Ele deixou Charlotte no prédio em que ela teria aula.

-Me manda uma mensagem quando você estiver livre, se eu já tiver saído do tribunal venho te buscar.

— Não precisa. Eu posso pegar um ônibus, ou uma carona com uma das meninas.

— Me avisa mesmo assim, está bem?

— Sim senhor! — Ela bateu continência para o irmão.

Darcy deu partida na moto, e buzinou para ela. Deus, como ele sentia falta daquela pirralha. Tinha três anos desde que Charlotte entrara para faculdade. E ele sentia falta dela todos os dias desde então. Era só eles dois desde que ela fizera treze anos. Até hoje ele ainda tinha pesadelos com aquela noite. Ele havia saído de casa quando tinha dezoito anos. Morava na capital, estudava direito. E era, bom, ele era um menino bonito do interior, sozinho na capital pela primeira vez. Não era exatamente a pessoa mais responsável. Suas notas eram ótimas, mas ele havia passado os três primeiros anos da faculdade de ressaca. Então, numa das poucas noites que ele havia decidido ficar em casa, com sua namorada (e futura ex-esposa), seu telefone tocou duas horas da manhã. E como diria aquela série de tv que a Charllie adorava, nada de bom acontece depois das duas da manhã. São sempre notícias ruins. Notícias boas podem esperar até o horário comercial. As ruins não. Era dona Agatha, melhor amiga de sua mãe, e fofoqueira local. Ela ligou para avisar que havia tido um acidente de carro com sua família. Todos haviam sido levados para Morro Alto, a cidade mais próxima com um hospital completo. (O Vale possuía um posto de saúde e algumas clínicas, apenas. Só dois dentistas.) Eles não estavam dando notícias para ninguém que não fosse parente. Então Darcy deixou Suzana dormindo na cama, colocou sua jaqueta, botas, e pegou a estrada, na Harley recém comprada. Ele demorou pouco mais de quatro horas para chegar ao local. Charllie estava bem. Só havia quebrado um braço, e dormia pacificamente com um band-aid do Scooby-Doo na testa. Ele nem havia percebido que tinha prendido a respiração até o momento, quando sentiu expirar com toda a força. Ele parou na porta do quarto da irmã e ficou observando. Sua mãe havia morrido na hora. Seu pai estava em estado crítico. Darcy sentou na cadeira ao lado de Charllie e acariciou seus cabelos dourados brilhantes até que ele apagou. Acordou algumas horas depois, com uma enfermeira o chamando. Pediu que Darcy deixasse o quarto, o médico queria falar com ele. Ele soube antes que o médico disse qualquer coisa. O olhar de pena. Eles haviam feito tudo que era possível, o médico disse. Mas o sangramento interno não pode ser contido. O que Darcy queria fazer? Doaria os órgãos? Ele assinaria pela irmã? Havia algum parente próximo que ele gostaria que fosse chamado?

Ele realmente não se lembra o que respondeu para aquelas perguntas. Daquele dia só se lembrava de ter que dar a notícia para irmã. Ela se culpava. Seus pais e ela estavam voltando para a fazenda, ela tinha ido para uma festa de uma amiguinha na cidade. E depois o enterro. E então a burocracia. Ele seria o responsável pela irmã? Mas é claro. A fazenda. Ele administraria a fazenda? Não. Ele trancou a faculdade naquele semestre. Se lembrava que depois do enterro ele e a Charlotte sentaram no chão da sala de estar da fazenda e encararam o piano da mãe por um tempo.

— E agora? — Ela perguntou.

— Agora nós seguimos em frente. — Ele respondeu.

Ele não tinha a menor intenção, ou traquejo para lidar com gado. Mas talvez um dia sua irmã se interessasse, então ao invés de vender a fazenda do pai, as cabeças de gado, ele contratou uma administrador, comprou uma casa na cidade e se mudou com Charllie. Transferiu a faculdade para Monte Alto, para onde conseguiria ir e voltar todos os dias e propôs a sua namorada, Suzana.

Ele riu, ao deixar a moto no estacionamento do fórum, pois pegou o celular e havia uma mensagem dela.

“Oi ex-marido. Estou com saudades, você nunca mais deu notícia. Venha me fazer uma visita.”

Tinha também uma mensagem de Ema, a filha do prefeito com quem ele estava saindo.

“Oi bebê. Saudades. Quando volta?”

Ele sorriu. Gostava de Ema, mas ela era nova demais. Não tinham muito assunto. E depois, tinha uma mensagem de Mariko, sua vizinha. Ela tinha ficado de alimentar Rony, seu cachorro, enquanto ele estivesse fora.

“Ei Darcy, Rony está bem e alimentado, mas com saudades do pai. Ah, a vizinha nova finalmente se mudou. Ela é neta da dona Rosinha, acredita? Tem um filho também, da idade do Otto. Estamos pensando em fazer uma festa de boas-vindas para ela no sábado. Podemos contar com você?”

Junto, ela tinha mandado uma foto do cachorro deles. Um vira-lata que Charlotte resgatou cinco anos atrás. Ele era grande, gordo, tinha o pelo curto e laranja e era o cachorro mais feio do mundo. Mas Rony também era um ótimo companheiro, e ele não era muito bom em dizer não para irmã. Ele respondeu para Suzana que estava viajando a trabalho, mas quando voltasse passava em Monte Alto para que eles pudessem tomar uma cerveja. Respondeu a Ema que só estaria de volta no domingo, apesar de achar que chegaria no sábado. Ele combinou de encontrá-la no bar do Olegário, domingo às sete. E respondeu a Mariko que claro, poderiam contar com ele. Que ela encomendasse o prato que quisesse no restaurante de Dona Agatha em seu nome. Checou suas redes sociais, respondeu algumas mulheres que lhe mandaram mensagens e comentaram suas fotos e depois se preparou para o testemunho que daria.

Saiu do tribunal quase cinco da tarde. Mas estava livre, finalmente. Tinha uma mensagem de Charlotte, dizendo que ela ficaria presa no laboratório até às oito, pelo menos. O experimento havia dado errado e ela precisaria refazer. Mas eles podiam pedir uma pizza, ver alguma coisa na tv.

Darcy digitou uma mensagem de volta.

“De todas as irmãs do mundo, eu tinha que ter ficado com a nerd?”

“Então me vende e compra um coelho para por no meu lugar”— Ela respondeu, citando o maldito filme que ela ficou obcecada quando era pequena. Charlotte nunca gostava de algo. Ela amava. Ou detestava. Sem meios termos com ela.

“Vou dar uma volta então. Me avisa quando sair, para eu te buscar.”

“Vai para onde?”

“Comprar um coelho.”— Ela respondeu com uma foto dela, no laboratório, de jaleco e óculos de proteção, dando dedo para ele.

Darcy pegou sua moto, e passou no shopping. Comprou um tênis novo para a irmã. Percebeu que o dela tinha uns furinhos. Charlotte não lhe pedia dinheiro, e por mais que ela tivesse total acesso ao dinheiro da família, era uma verdadeira pão-dura. A única coisa com a qual gastava indiscriminadamente eram livros e coisas do Harry Potter. Comprou algumas camisas para si, tomou um sorvete, sorriu para um grupo de adolescentes que o encarava. Depois ele deu uma volta pela cidade e viu o sol se pôr, perto do lago. E então ele ligou para delegacia.

— Delegacia de polícia do Vale do Café.

— Oi Januário. É Darcy. Estou ligando apenas para checar. Algum grande crime na minha ausência?

— Bom, Xavier e dona Julieta andaram se estranhando de novo.

— A mesma questão das terras?

— Você moveu a cerca. Não movi. Você moveu. — Januário parecia entediado.

— Vai ficar de plantão hoje? — Darcy perguntou.

— Infelizmente.

— Vá para casa. Fique com o seu menino. Leve o telefone, qualquer coisa a ligação é desviada e você atende.

— Tem certeza? Não tenho problemas em ficar aqui de novo.

— De novo? — Darcy questionou.

— Virgílio pediu para trocar ontem, e hoje ele não veio, disse que estava doente.

— Ele fica doente com muita facilidade para um homem daquele tamanho. Vá para casa. Se você dormir três dias seguidos na delegacia, a Lud vai convencer todos a cuspirem no meu café. — Januário riu. — Vá para casa, e dê um beijo no Joaquim e na Lud por mim. Eu devo chegar aí sábado a tarde.

— Como foi o julgamento?

— Tranquilo. O Ernesto e seu Caetano foram condenados. Mas a promotoria acredita que ele tinha cúmplices aí no Vale. Vamos precisar ficar de olho nas fazendas e nas exportações.

— Pobre dona Nicoleta. Você acredita que mais alguém esteja contrabandeando drogas?

— A promotoria acredita. Veremos. Por hora, vamos deixar esfriar. Mas vamos ficar de olho. Tenho que desligar, vou pegar minha irmão na faculdade.

— Mande lembranças a Charllie.

— Pode deixar.

Darcy, buscou Charlotte, que reclamou dele ter gastado com um tênis novo para ela, quando o dela estava perfeitamente bom.

No sábado de manhã, Darcy tomava café com a irmã e uma de suas colegas de apartamento, com quem ele tinha esbarrado de madrugado e acidentalmente transado no banheiro.

— Você tem mesmo que ir? — Charlotte reclamou.

— Ontem estava me pondo para fora. — Ele riu.

— Você bem-vindo o quanto quiser, Darcy. — Carol respondeu.

— Obrigado, mas eu realmente preciso ir. Deixei a delegacia nas mãos do Janu por muito tempo.

— Aconteceu um grande crime na região Darcy. O próximo só será em vinte anos. — Charlotte sorriu. — Fica.

— Eu queria, irmãzinha, mas preciso ir. Se eu sair agora, consigo chegar a tempo da festa para a nova vizinha.

— Nova vizinha? Você não me disse nada.

— Não? Se mudou para a casa ao lado.

— Da dona Rosinha?

— Parece que ela era neta dela. Elisabeta, o nome. Segundo a Mariko tem um menininho de uns cinco anos. Estão organizando uma festa de boas-vindas.

— Solteira? — Charlotte perguntou.

— Segundo Mariko, sim. É só ela e o menino. Aqui, Mariko mandou uma foto. — Então Darcy mostrou para irmã a foto da moça, vestida numa calça jeans e uma camisa vermelha, os cabelos longos, soltos, com um menino loirinho, pequeno, na antiga casa de Dona Rosinha. A foto foi tirada da casa deles, e ela estava no jardim com o filho.

— Nossa, ela é muito bonita. E a Mariko é stalker. Medo.

— Pensando em contratar a Mariko para trabalhar comigo. — Darcy riu. — Ela falou que a moça é bem reservada. Não conversou muito com ninguém.

— Mariko é fofoqueira, né? Aliás, pobre moça. Não vai ser deixada em paz até todo mundo saber tudo sobre ela. — Darcy deu de ombros. — Você me mantenha informada. Sei que vai acabar na cama dela, mais cedo ou mais tarde, mesmo.

— Que absurdo, Charllie. O que sua amiga vai pensar de mim? — Darcy deu um sorrisinho para Carol. Charlotte revirou os olhos.

— Que você é mulherengo. Aliás, ela já sabe, se eu bem escutei nessa madrugada. E uma mulher tão bonita quanto essa, não vai passar despercebida para você.- Ele não respondeu, apenas riu e tomou um gole de café.- Mas quem sabe, né? Vai que você se apaixona? Ou melhor, vai que ela não cai na sua lábia! — Ele apenas olhou para sua irmã com descrédito. — Você já está na idade de constituir família. Quero sobrinhos.

— Você sabe muito bem que eu tentei essa história de casamento e não deu certo.

— Mas Susana não vale.

— Por que?

— Oras, é a Suzana. Até hoje eu culpo a sua desorientação pós morte do papai e da mamãe. É sério, Darcy. Você precisa encontrar uma boa moça, alguém que ponha juízo nessa sua cabeça oca. Casar, me dá sobrinhos lindos.

— Ninguém se casa antes dos trinta, é loucura.

— Você tem trinta, Darcy.

— Trinta e cinco são os novos trinta, você não sabia? — Charlotte revirou os olhos. — Mas vamos mudar de assunto, quando você vai para casa?

— Nas férias, talvez. Depende de muita coisa. Estou tentando a bolsa de mestrado, você sabe.

— Em Londres. Você sabe que nós podemos pagar, para que ficar tentando?

— Porque é muito dinheiro. São três anos do mestrado, cinco do doutorado. Se eu for pagar tudo, vai esgotar minha parte da herança e eu vou acabar tendo que morar com a Tia Maggie.

— Você pode usar a minha parte da herança. Sempre tem a fazenda, também.

— Não Darcy. Já conversamos que a fazenda será passada para os nossos filhos. E seu dinheiro será para os bebês fofinhos, que você terá com a nova vizinha. Ou a filha do prefeito.

— Está bem. Vamos conversar sobre isso de novo quando for para casa. E não é uma opção, mocinha. Se não aparecer lá em julho, eu vou começar a postar suas fotos de criança uma por uma. Agora eu tenho que ir. Me leva até a porta?

Charlotte desceu com o irmão, e o ajudou a encaixar o baú de viagem na Harley. Darcy vestia sua jaqueta de couro, suas botas escuras e um jeans preto. Ele pôs os óculos de sol.

— Se cuida, ok? Qualquer coisa me liga. Deixei um dinheiro embaixo do boneco do Voldemort, para você arrumar aquele lixo que chama de carro.

— Não precisava. Mas muito obrigada. E você me avise assim que chegar em casa. Não corra muito. Seja legal com a nova vizinha. Mas não vá a assustar dando em cima dela nos cinco primeiros minutos. — Ela abraçou o irmão. — Amo você.

— Também amo você, Charllie.

E assim, Darcy disparou em sua Harley, a caminho de casa. A caminho do Vale do Café.

Notas finais
Me digam o que acharam!