Moça, seu namorado é gay
8 8 – Problemas e demônios interiores
Notas iniciais
Isso significa que ela pode conter erros ortográficos e de concordância verbal. Se achar algum, eu agradeceria muito que anotasse no bloco de notas e mandasse para mellorine189151@gmail.com ou ainda por MP.
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Obrigada pelas recomendações Xocolatyta e MarilynRey ♥♥
Aviso muito importante nas notas finais, não deixem de ler. ♥

8
O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso. (Mário Quintana)
– Sabe... – Disse a pequena de sete anos, meio tímida. – O que tem na sua lancheira? Trouxe bento?
– Não... Trouxe alguns bolinhos de nozes e suco de frutas. Acho que é uva. E você?
– Sanduíche de pasta de amendoim, e o refrigerante eu comprei na cantina do colégio – ela respondeu meio sem graça, pois a mãe não teve tempo de preparar seu lanche, e até mesmo o pão recheado fora comprado na padaria perto de casa. – Eu posso me sentar com você? As outras meninas parecem não gostar muito de mim...
– Claro... – Falou a outra, já saboreando seu lanche. – Qual o seu nome?
– Hinata – respondeu alegre, porque alguém estava mostrando interesse por ela e isso era de suma importância para uma criança que estava acostumada a ser sempre rejeitada, principalmente por parte dos pais, que não lhe davam atenção e estavam em processo de separação.
– O meu é Sakura. – Sorriu e estendeu a mão para Hinata. Hinata apertou sua mão, também sorrindo, e chacoalhou várias vezes. Estava que não podia de agitação e animação. – Minha mãe disse que eu tenho esse nome porque nascia na mesma época em que as cerejeiras desabrocham. E você?
– Eu não sei... – Ela vagou com o pensamento, como se estivesse procurando informações em sua memória. – Meus pais nunca me disseram o motivo de eu me chamar Hinata. Talvez não haja motivo especial, talvez seja só um nome...
– Hum...
– Sakura-chan, você se dá bem com as outras meninas? Elas não parecem gostar muito de mim...
– Com o tempo elas acostumam, é porque você é nova por aqui. – O sorriso da mais velha era radiante e fazia Hinata se sentir querida.
– Obrigada. Você quer um pedaço? – Hinata ofereceu o lanche.
– Quero sim. – Ela deu uma mordida, arrancando uma risadinha tímida de Hinata. – Aqui... Prove do meu lanche também – ofereceu. – Se você gostar, mais tarde você pode ir à minha casa preparar mais alguns pra gente.
Hinata provou.
– Está delicioso! – Exclamou maravilhada com o sabor. Mas a verdade era que o seu paladar estava acostumado a alimentos enlatados, então tudo que fosse feito com um esforço pessoal na cozinha seria um mundo de novas possibilidades e sabores para o paladar da pequena Hinata. – Eu posso ir mesmo à sua casa?
– Claro, nós somos amigas.
Indignada, Hinata mirou Haruno e a sua expressão divertida. Ganhou um abraço, mas nem em sonhos o retribuiria. Estava esperando tudo, menos aquela demonstração de afeto. Sentiu-se perdida, sem saber o que fazer; sentiu-se humilhada também. O abraço fez com que relembrasse velhos tempos esquecidos na memória, porém não apagados. Agora as lembranças e os sentimentos estavam de volta e ela sofreria com isso. Mas não só ela, Haruno também sentia muito com a perda.
Hinata fechou os olhos cerradamente em sincronia com os punhos que também se reservaram em um aperto mútuo. Ouviu Haruno rir baixinho e disse para si mesma que ela estava zombando. Sentiu mais raiva ainda. Afastou-se da carteira onde seu corpo resvalava e a empurrou para longe. Haruno endureceu seu rosto em uma expressão fria. Agora vinha bomba! Alinhou o seu olhar com o de Hinata que se tornou gélido com a aproximação.
– Está brincando comigo, bastarda? – Hinata, apesar de ser dois centímetros menor que Haruno, pegou a menina de estranhos cabelos rosa pela gola do uniforme escolar. – Você é uma vadia descarada. Diga se está querendo me fazer de idiota, sua—
– Doeu em algum lugar do seu coração? – O olhar de Haruno, no entanto, se tornou ameno. Hinata pensou mais uma de suas artimanhas. – Também dói no meu... – Confessou. – Estava rindo de sua felicidade, sua trouxa. Precisava ver a sua cara de felicidade! Você sente falta—
– NÃO SEJA RIDÍCULA! – Gritou com ela. – Quem sente felicidade aqui? Sabe quando sinto felicidade? Quanto te vejo humilhada. Eu tenho prazer em te ver em uma poça, Sakura Haruno.
– MENTIRA! – A outra gritou de volta. – Você sente falta da época em que éramos amigas! Você sente falta dos biscoitos que a minha mãe fazia! Você sente falta—
– Sinto falta de ver você se dando mal! – Hinata esclareceu e soltou a roupa de Haruno. – Estou vendo isso agora...
Partiu antes que Haruno dissesse algo que doesse mais do que a lembrança da época em que eram amigas.
[...]
– Diz que isso não é verdade.
– É verdade – Haruno contradisse, enquanto colocava em seu carrinho de compras uma caixa de cereais de milho. – Minha nossa! Como isso ficou caro. No mês passado estava de 6,99.
– Diz que isso não é verdade – Ino insistiu mais uma vez.
– Um absurdo, não é? Nem parece que é verdade mesmo. Acho que vou escolher um cereal de outra marca.
– Você sabe que não é disso que estou falando. – Ino revirou os olhos. – Para de se desvencilhar.
– Será que o Sasuke-kun vai gostar dessa nova marca de biscoito recheado? – Ela andou com o carrinho e colocou três pacotes. – Bem, eu espero que sim.
– Sakura, você está me ouvindo? – Ino apelou chamando Haruno pelo nome.
– 9,78?! Cristo Senhor! Isso aqui está caro! – Haruno pareceu não ligar para Ino. – Ok, sem achocolatado hoje. Estou precisando mesmo cortar isso lá em casa... Quem sabe assim que não convenço o Sasuke a tomar só o leite... Ele está sempre comendo essas “porqueiras”.
– Você é ninja na arte da ignorar! – Ino bufou e se sustentou no carrinho de compras, impedindo Haruno de andar com ele. – Me responde, me diz que você não vai sair com o Lee.
– Mas eu não vou sair com o Lee... – Ino abriu um sorriso e disse “Isso!” para si mesma. – Eu vou a uma cafeteria com ele, é diferente. – Ino brochou com seu sorriso.
– Como assim é diferente, Sakura? Você é assim besta mesmo ou se faz? Ok que você está carente, precisando dar uns beijos... Mas tinha que ser o Lee? Amiga minha não namora com paspalhos como ele.
Haruno ficou indignada com a forma como Ino falou.
– Claro, amiga sua namora com canalhas como Naruto Uzumaki.
– Você sabe que não foi isso que eu quis insinuar!
Ino saiu de cima do carrinho e Haruno pôde empurrá-lo para outro setor do supermercado.
– Mas foi isso que insinuou.
Haruno caminhou até o setor dos produtos de higiene e abriu um recipiente de sabonete líquido para testar seu cheiro.
– Ei, Sakura! Volta aqui! Me espera! – Ino parou diante dela. – É só que você merece coisa melhor... O Lee te chantageou no ano passado, você sabe disso, sabe que com ele só terá mais encrencas.
– O que eu sei, Ino, é que não podemos julgar as pessoas – Disse e empurrou o carrinho de compras até o caixa do supermercado. Ino não a acompanhou.
Pronto. Agora as duas melhores amigas também estavam em uma má situação. O dia seguia sendo péssimo para Haruno. Voltou a afirmar horas mais tarde para si mesmo que, definitivamente, aquele não era um dia de sorte. Até mesmo as compras roubaram o seu horário de almoço. Nem mesmo os objetos inanimados ou abstratos não estavam a seu favor.
[...]
Pela tarde, o ritmo das coisas estava bastante agitado no Konoha Musical, onde Haruno trabalhava. Os funcionários estavam se empenhando todos para receber com cordialidade uma nova banda que vinha crescendo no continente asiático. Comumente havia sessões de autógrafos com a finalidade de divulgação mútua da loja de CDs e da banda ou cantor em questão. O espaço era grande. Obviamente que havia outras lojas, mas o Konoha Musical tinha lá os seus prestígios e o dono, Minato-san, sempre sabia como mexer os seus pauzinhos.
Geralmente, Haruno estaria mais nervosa e esperta do que o costume. Tinha uma coleção de fotos em um álbum com gente famosa e gostaria que sua foto estivesse ali algum dia também, como uma dançarina nacionalmente, e quiçá internacionalmente, famosa. Fazia de tudo para conseguir contatos, e às vezes conseguia. Pôde conhecer muitos de seus ídolos graças ao emprego e era esse o principal motivo que ainda a prendia ali. O salário, como já sabemos, não era bom.
Porém naquele dia Haruno estava cabisbaixa e em vez de estar se aprontando para auxiliar a coletiva de imprensa, estava em um local à parte, nos fundos do estabelecimento, fazendo algo que não era de sua função. Não oficialmente.
Estava limpando algumas caixas de CDs velhos.
– Haruno-san, o que está fazendo? – Seu chefe passou pelo local e estranhou. Não era para ela estar ali, não agora. – Você não deveria estar com a coletiva de impressa? Eu disse à senhorita Magal que iria ajudar a arrumar a mesa de frutas.
– Minato-san, será que não poderia por a Konan no meu lugar só por hoje? É que não estou me sentindo muito bem... – Pediu com olhos tristes.
– Está doente? – Ele mostrou um ar de preocupação.
Sua saúde estava indo muito bem, obrigada. A saúde física. Acontece que Haruno estava desolada por conta dos últimos acontecimentos e talvez sua saúde mental, essa sim, estava precisando de cuidados médicos e pessoais. Estava com dúvidas sobre estar atraída pelo seu amigo gay, com saudades da amizade que tinha com Hinata, triste pelo seu grupo ter perdido o último campeonato que poderia participar no Lohan – pois estava no último ano ensino médio –, preocupada com a saúde do pai, com a irmã que não queria voltar a ver a mãe, seu ex-namorado martelando de vez em quando em sua cabeça e a separação dos pais e a desestruturação da sua família. Eram muitos demônios para uma pessoa só, muitos problemas que ela sozinha não era capaz de suportar.
– Não estou me sentindo bem... Só por hoje, Minato-san – insistiu choramingando –, me libere só por hoje.
Obviamente que Haruno queria apenas invadir seu quarto e se pôr por debaixo das cobertas. Tomaria um remédio para dor de cabeça e vestiria roupa de dormir. Talvez dormir ajudasse um pouco a se desconectar daquele mundo caótico que não fluía de acordo com os seus interesses e felicidade.
– Desculpe, Haruno-san, mas hoje eu não posso te liberar – ele lamentou profundamente, embora ele fosse o chefe e pudesse liberá-la sem problema algum. – Estou com pouco pessoal e preciso de você. Se você se ausentar pode trazer um atestado médico para justificar sua falta, mas eu não poderei te pagar pelas horas extras. É mesmo tão grave? O que está sentindo?
Haruno pensou um pouco na questão. Estava querendo fugir mais uma vez dos seus medos, como sempre fazia. Talvez fosse melhor ficar ali mesmo e ir contra a vontade de seu coração e mente.
– Farei um esforço para suportar, então. Estou indo me aprontar e em poucos minutos estarei auxiliando o pessoal. – Ela se levantou do chão determinada e sacudiu a poeira dos CDs que se impregnou em sua roupa.
Minato-san abriu um sorriso.
Depois de pronta, desceu as escadas e se juntou ao burburinho das pessoas e à bagunça. O grito das fãs da banda que vinha lá de fora estava queimando seus ouvidos. Fez uma careta. Mesmo que as portas ainda estivessem fechadas, o barulho era agudo e intenso, quase como uma guitarra desafinada.
– Magal-san, que gostaria de saber se posso ajudar em algo. Não estou conseguindo me encaixar – concluiu depois de ver todos já muito ocupados.
– Naquela sala ali o Breaking Down estão descansando. Será que você poderia oferecer algo a eles? – Pediu com um sorriso. Magal era uma mulher com vinte e cinco anos de pura simpatia. – Certifique-se de que estão hidratados e, com delicadeza e sem intrusão, tente fazer com que comam frutas. Eles só comem enlatados e não é bom pra voz.
– Certamente. – Haruno sorriu com cordialidade.
Foi até a sala, bateu na porta e entrou. O líder e vocalista da banda era o único que estava ali e ele fez um gesto com a cabeça para que ela entrasse. Ela sorriu tímida e assentiu.
A banda era nova e os CDs haviam chegado às lojas há apenas uma semana. Haruno ainda não havia tido uma oportunidade de escutar as faixas, mas sabia que estava vendendo horrores, como roupa de marca em liquidação com 50% de desconto.
– Boa tarde, estou aqui para... – Pensou na palavra que usaria. Singular ou plural? Bem, só estava ele ali, então: – Auxiliá-lo.
– Boa tarde... – Disse ele com um sorrisinho de canto.
Seu nome era Deidara. Dezenove anos, olhos azuis e cabelos absurdamente loiros, tão longos quanto os de Ino. Haruno queria saber se aqueles olhos eram lentes de contato e se seu cabelo se devia à química. Asiáticos com essa tonalidade de cabelo e olhos eram tão raros quanto água no deserto. Mal havia iniciado a carreira na música e já arrancava suspiros por onde passava. Assim como o talento, a sua fama de conquistar também se espalhava. Era o tipo de cara que dormiria com qualquer fã atirada na primeira oportunidade que tivesse.
– Está precisando de algo? – Haruno perguntou alheia, mas tentando ao máximo ser simpática. O serviço e a hospitalidade da loja de Minato-san teria que ser impecável para que ele tivesse outras oportunidades como aquela. – Gostaria de algumas frutas?
– Eu já comi algumas... – Disse mirando a mesa extensa com pratos diversos. – Mas não me sinto confortável, senhorita... – Fez um gesto com a mão, dando a entender que estava procurando pelo nome dela.
– Haruno. Meu nome é Haruno.
– Como eu estava dizendo – ele sorriu –, não estou confortável, Haruno-san. Poderia dar um jeito nisso? – Perguntou com a pior das intenções.
– Estou às ordens, só me diga o que tenho que fazer. – Mostrou seu sorriso mais profissional, alheia às reais intenções do atrevido cantor.
Deidara riu alto. O cretino estava se divertindo.
– Tem um banheiro logo ali e eu ainda tenho mais dez minutos – ele conferiu a hora em seu telefone celular –, se você fizer um bom trabalho, ainda pode me fazer gozar.
Ela sorriu sem querer. – Eu não estou sendo paga para isso, mas ficarei feliz em lhe servir algumas frutas – contornou a situação, fingindo que nada havia acontecido. Não era a primeira vez que levava uma cantada desse tipo de alguma celebridade, embora esta tenha sido a mais ousada. Sabia que se envolver com gente dessa classe era um prato cheio de problemas (dormiam com as fãs e eram sempre muito rudes, deixando o ego e o estrelato subir à cabeça), mas também sabia que não poderia tratá-lo mal. Nunca. Jamais. Em hipótese alguma.
– Eu prefiro comer você, Haruno-san – disse sem escrúpulos. – Você é bem bonitinha, né?
– Meu marido também acha isso. O mesmo dizem os meus filhos. – Sorriu toda mentirosa; Deidara ficou olhando com cara de “você tem filhos? E um marido?” por conta da pouca idade que aparentava ter. E tinha. Seus dezessete anos não tinham permitido nem que terminasse o ensino médio, mas permitiram à ela morar com um cara seis anos mais velho: Sasuke, com os seus vinte e três.
– Deidara-kun, estamos lhe esperando. – Magal abriu a porta com um sorriso no rosto. – Vamos abrir os portões.
– Depois conversamos, Haruno-san – ele sussurrou no ouvido dela antes de sair. – Seu marido e filhos que me perdoem, mas eu quero o seu número de telefone.
– Vai sonhando... – Haruno revirou os olhos, mas já era tarde demais. Somente a sua presença ocupava a sala vazia.
O restante da tarde foi turbulenta, mas produtiva. Muitos CDs foram vendidos e muita gente veio ver a banda de pertinho. Infelizmente, não foi possível que os Breaking Down atendessem o grande contingente de fãs. O Konoha Musical atingiu o recorde com uma quantidade de fãs exacerbada. Cinco mil pessoas era um absurdo para apenas uma tarde de autógrafos, até mesmo a Avenida fora fechada pela polícia local, pois as pessoas estavam atrapalhando o trânsito.
Antes que o evento terminasse, Haruno pediu a Minato-san que ao menos ele deixasse que ela fosse para casa cinco minutos mais cedo. Seu pedido foi atendido e ela não precisou mais dar de cara com o cantorzinho irritante, nas suas próprias palavras.
[...]
– Sasuke? Está em casa? – Haruno acendeu as luzes do apartamento e procurou pelo colega assim que chegou em casa. Tirou os sapatos. Como estava cansada! Procurou-o nos quartos, salas e cozinha. Ele não estava em nenhum desses lugares. Pensou no banheiro e bateu na porta, mas não recebendo resposta, presumiu que ele ainda não tinha chegado. – É... Parece que nossos horários vão mesmo se desencontrar...
Haruno foi até seu quarto e retirou a blusa, ficando com apenas a parte de cima da sua roupa íntima. Deu um suspiro longo e caminhou até o banho. Prepararia o jantar depois de apenas uma ou duas horas de sono. Não estava com ânimo e tampouco com fome. Procurou uma roupa confortável quando terminou de tomar banho e fechou a gaveta do guarda-roupa quando ouviu o telefone tocar do bolso anterior da mochila que comumente levava para o colégio e trabalho.
– Alô... – Atendeu com voz de preguiçosa, nem se dando ao trabalho de ver quem era no monitor do aparelho celular.
– Coração, onde está? – Era Sasuke no outro lado da linha e, pelo barulho das buzinas de carro, estava, aparentemente, no trânsito.
– Já estou em casa. Cheguei mais cedo do trabalho e estava me preparando pra dormir.
– Está doente? – Sua preocupação era perceptível mesmo a quilômetros de distância.
– Só estou com sono mesmo... – Respondeu sem muito entusiasmo. – Você poderia me acordar quando chegar para que eu possa preparar a nossa janta?
– Hoje não, Coração – Ele riu do outro lado. Haruno ficou sem entender. – Hoje nós vamos cair na balada. Eu troquei de carro e você tem que dar uma volta no meu possante.
– Sério?! Que legal... – Sua voz não saiu tão animada. – Mas será que não podemos deixar isso pra amanhã?
– Não. Tem que ser hoje! – Ele persistiu.
– É sério, eu não estou legal... – Ela queria contar os seus problemas, mas faltava coragem e atrevimento suficiente para isso. Além do que, Sasuke era um dos seus problemas, mesmo que fosse o de menor proporção.
– Vou perguntar de novo: você está doente?
– Não necessariamente... – Mordeu os lábios. Não queria ter dado essa resposta.
– Quando eu chegar, você me conta o que significa esse seu “não necessariamente”. Mas se apronte, porque vou tomá-lo previamente como “não estou doente, Sasuke, vamos cair na balada, sim”. Estarei aí em duas horas. Você não me deixou ter um animal de estimação, nada mais justo que me fazer esse “favor” – usou um argumento que julgou fatal.
– Ai que saco você, hein! – Ela bufou depois de tanta insistência. – Ok, eu vou. – Um sorriso brotou em Sasuke. – Mas vou logo avisando que se prepare porque o meu humor hoje não está nos seus melhores dias.
– Ah... Deixa que eu te adoço.
Com a provocação do amigo, ela desligou o telefone e foi se aprontar. Cabelo e maquiagem levavam tempo.
Notas finais
Estou de volta depois de mais de cinco meses e quero dar umas explicações que são muito, mas muito, importantes para que entendam o que aconteceu com a estória e não fiquem confusos demais em futuros capítulos.
Eu não estava escrevendo antes porque estava muito abarrotada com muitas fanfics para dar conta e minha vida pessoal batendo na minha porta. E, para agravar ainda mais isso, eu recebi algumas advertências da moderação do site e por pouco não fui expulsa. Acontece que todos estão cansados de saber que eu não betava os capítulos e muito menos lia os termos de uso. Vamos lá! Qual de vocês lê todos os termos de uso que aparece na frente? Acredito que ninguém. Pois foi nisso que pequei. Eu coloquei em algumas fanfics links que não podiam e postei uma sinopse no campo de texto. Isso é proibido pelo site. Assim, para que eu não ganhasse mais nenhuma advertência de algum maníaco por regras de plantão (ou invejoso), eu tive que deletar todas as minhas fanfics e betá-las. Aliás, eu quero deixar aqui explícito o meu agradecimento e um grande beijo para as meninas que estão me ajudando com isso. Elas estão betando os capítulos comigo e me ajudando com as regras do site. Claro que vocês encontraram alguns erros na estória, ainda assim, e isso é normal. Eu estava com muitas saudades daqui e postei os capítulos que betei antes de mandá-los para elas. xp
Então, me aproveitando da betagem, eu achei melhor reescrever as fanfics. Ou seja, Moça, seu namorado é gay está toda reescrita (e na terceira pessoa, como perceberam). Reescrever significa que eu adicionei novos eventos e tirei outros. Então, para que não fiquem confusos lá na frente, eu aconselho que LEIAM A FANFIC DE NOVO. Eu sei que estou sendo um pé no saco ao pedir isso, mas é isso. Se não lerem de novo, vão ficar sem entender. Eu vou entender se não quiserem fazer isso também, é só uma dica para o bem de vocês, porque muitas coisas mudaram.
Bem, é só isso, e deixem-me dizer que eu estava MORTA DE SAUDADES, MEUS AMORES ♥
Nos vemos na próxima postagem e eu prometo agora atualizar isso aqui semanalmente.
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M ♥.
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