Moça, seu namorado é gay

11 11 – Sentimentos conflitantes, sonhos esquecidos


Notas iniciais
FANFIC EM FASE DE TESTE Isso significa que ela pode conter erros ortográficos e de concordância verbal. Se achar algum, eu agradeceria muito que anotasse no bloco de notas e mandasse para mellorine189151@gmail.com ou ainda por MP. Não deixem de participar do grupo das minhas fanfics no facebook também (:

11

Sasuke a carregou nos braços para a cama. Estava sonolenta, cansada, bêbada. Os pensamentos e sentimentos entrelaçados juntos em uma noite embriagada. Queria dormir e ronronar nos braços de seu príncipe que costumava chamá-la de Coração, mas não sabia se aquela cena fazia parte de seus sonhos bêbados. Talvez no outro dia não lembrasse mais de nada e gostaria de viver o momento.

Sasuke não estava completamente sóbrio, mas diferente de Haruno, não estava bêbado. Estava consciente de seus atos e de todas as coisas que Haruno disse. Lembrava-se, ainda, de como chorou ao contar que estava vivendo um amor impossível e que, não disse claramente, mas deu a entender que se tratava dele o protagonista desta história.

Ele a levou para casa embalada em seus braços. Não queria dirigir e pagou um táxi. Shizune, que não bebeu a noite toda, ficou com seu carro e o devolveria no dia seguinte, porque saiu com Juugo e o carro emprestado.

Ele abriu a porta e pôs Haruno para descansar no sofá enquanto foi até a geladeira beber água. Quando voltou, plantou seus olhos na criatura mais angelical que viu na vida. Haruno era ainda mais bonita quando estava dormindo e ele passou a se perguntar se fazia parte de seus sonhos. Agora sabia que ela também estava apaixonada por ele e que sussurrava seu nome sem parar quando estava dormindo. A vontade foi de beijá-la, acordá-la e tomá-la para si ali mesmo. Mas tudo o que fez foi pegá-la de novo nos braços e levá-la para a sua cama.

– Coração, hora de dormir... – Ele disse com a voz tão doce quanto mel; e depois riu de si mesmo, porque ela já estava dormindo. O que disse foi sem sentindo, mas quis dizer.

Todavia, ela acordou e coçou os olhos, ainda presa no seu abraço. – Sasuke-kun...? – Bocejou e se agarrou a ele mais do que antes.

Seria uma tarefa difícil colocá-la para dormir. Cuidar de um bebê de seis meses seria muito mais fácil. Cuidar de um bebê de dezessete anos era difícil, principalmente para Sasuke que estava com vontade de assediar o “bebê”.

– Vamos dormir, princesa?

– Você vai dormir aqui comigo...?

Oh, como queria.

Dizer que sim e dormir.

– Eu vou dormir no quarto ao lado e você me chama se precisar de mim, pode ser?

– Não... – Ela respondeu toda manhosa, parecendo uma gata. – Dorme aqui comigo.

– Eu não posso, Coração... – Sussurrou.

– Pode... – Gemeu. – Eu deixo.

Sasuke tocou timidamente o rosto de Haruno e ela se inclinou em direção à sua mão para apreciar o toque. O sorriso que ela fez ao sentir a carícia fez Sasuke reafirmar ao seu coração o motivo pelo qual tinha se apaixonado por ela. Ele se aproximou e tocou a ponta do seu nariz com o seu próprio, dando-lhe um beijo de esquimó.

– Me beija... – Haruno sussurrou com os lábios entreabertos.

– Eu não posso... – Sasuke sussurrou ainda mais baixo. Tinha a certeza de que ela estava prestes a dormir de novo, ou bêbada demais para fazer um pedido como esse.

– Por favor...

Os lábios de Sasuke sumiram para dentro de sua boca. Era o primeiro beijo verdadeiro dos dois. Lento e apaixonado. Começou tímido, como uma carícia, e aos poucos foi ficando intenso. Haruno buscou naqueles lábios o sabor do álcool que a faria ficar embriagada para sempre.

Ele mordeu seu lábio inferior, de leve, e ela gemeu ansiosa.

Sua cama parecia estar mais macia do que o costume e sua pele estava abrasada com a fricção de dois corpos abraçados, Sasuke sentado com ela em seus braços, como uma criança. Era quase um pecado o que estava fazendo, mas lembrou-se de que tinha forte inclinação para o lado mau e pecador da vida. Talvez por isso trabalhasse para a justiça.

Caminhou ajoelhado com a amada nos braços até o topo da cama e foi deitando-a aos pouquinhos. Seguiu beijando-a e fez um jorro de prazer percorrer seu corpo quando beijou seu pescoço, fazendo com que ela estremecesse abaixo dele. Seu corpo estava reafirmando o que dissera a ele mais cedo.

– Eu estou vivendo um amor impossível.

– Está falando de Naruto?

– Estou falando de alguém que me trata como se eu fosse o órgão mais importante da sua vida.

O coração...

Seguiu as ordens de seu corpo e passou as pernas ao redor do quadril dele, e grudando todas as suas partes a ele. A forma como Sasuke a beijou depois disso foi selvagem. Ele abraçou o seu Coração na ânsia de afugentar a distância inexistente entre dois; mal sabiam onde um começava e o outro terminava, eram um só naquele momento, grudados como adesivo. Ele passou a língua no pescoço de Haruno, que gemeu, e imediatamente ele soube onde aquilo acabaria. Não tentou evitar.

Haruno deixou que suas mãos percorressem o peito plano de Sasuke e tentou abrir alguns botões de sua camisa. Etapa concluída com sucesso. Sasuke, envolvido na mesma sintonia, passou os dedos pela alça de seu vestido e o empurrou para baixo, fazendo Haruno se arrepiar com o toque, com o tecido deslizando pelos seus braços, deixando o decote ainda mais baixo. Haruno ouviu um gemido extasiado de prazer quando Sasuke, ainda que um pouco hesitante, colocou a mão sobre o seu seio e massageou devagar. À medida que ele executava aquelas carícias, os sons iam ficando mais altos e só então Haruno se deu conta de que era ela quem os fazia. Uma onda de desejo afogou qualquer outro sentimento. Com Naruto, ela sempre se sentia muito incômoda e não deixava que ele fosse além. Com Sasuke, não. Queria vê-lo, realmente vê-lo, beijando todo o seu corpo e tocando as suas curvas. Gostava de como sua pele ficava quente e sensível ao toque por onde ele passava as mãos e deixava rastros de beijo.

Os lábios dele abandonaram os seus para criar um rastro quente em seu pescoço. Haruno não gostava quando Sasuke deixava a barba crescer um pouco. Ele também não, mas às vezes se esquecia de aparar os pelos do queixo. Mas, naquele momento, Haruno adorou que ele não a tivesse feito ainda. Porque por onde ele passava beijando, ela pinicava prazerosamente a pele dela. Gemeu de prazer. Sasuke sorriu. E não parou, continuou descendo um pouco mais, até alcançar seus seios. Os dedos dele acariciaram as costelas de Haruno e a trouxeram para mais perto dele. Arqueou as costas instintivamente, se oferecendo, sem saber, ainda mais para ele quando sugou pela primeira vez os seus mamilos.

O gosto de álcool insistia em não largar a boca de Haruno e Sasuke estava se embriagando também, mas com seu perfume, com suas expressões lascivas, com sua entrega.

Rápido como o bote de uma cobra, envolveu seus braços em Haruno e trocou de posição, ela caindo por cima dele. Seus olhos brilharam como duas estrelas negras e o gemido que Haruno emitiu quando ele voltou a beijar e chupar seu pescoço quase fez seu coração parar de bater. Ele estava, inevitavelmente, apaixonado por ela.

Que estranho. Trocaram de posição novamente.

O calor que irradiava de seu corpo também a queimava. Haruno estava completamente maluca abaixo dele e louca, pela primeira vez, que a camisa de algum garoto se desintegrasse. Queria colar pele a pele. Ele encontrou um caminho por debaixo da saia dela, subiu lentamente pela lateral de sua coxa e abriu as suas pernas, levantando a saia, para que o seu quadril recebesse a sua amplitude. Mesmo que estivesse ainda confusa, bêbada e extasiada com o prazer que sentia, sentiu o membro duro de Sasuke sob o tecido e gemeu ainda mais alto quando ele voltou a beijá-la e a se esfregar nela com força. Ele já estava ficando louco e sussurrara "coração" no ouvido dela. Será que ela poderia ouvi-lo? Será que estava consciente mesmo do que estava acontecendo entre os dois? Não sabia. Mas seguia sussurrando mesmo sem resposta. Não para agradá-la e deixá-la ainda mais excitada, mas porque ele estava excitado e apaixonado. A combinação dessas duas palavras não deixava que Sasuke parasse. E Haruno, mesmo submergida na confusão de sentimentos, ainda conseguia sentir prazer com qualquer coisa que Sasuke fizesse, ainda que isso se limitasse a apenas ouvir seu nome sussurrado no seu ouvido e impregnado na sua pele. Sim. Podia ouvir.

[...]

Na manhã seguinte, não estava nevando nem chovendo, mas estava fazendo frio o suficiente para manter Haruno dormindo até às dez da manhã e perder o horário de ir para o colégio. Ela se remexeu na cama às 10:10 e sentiu todos os músculos do corpo doloridos, como se estivesse feito grande esforço físico na noite anterior ou como se um trator houvesse passado por cima dela. Mas não era nada disso, mas sim efeitos pós sobrecarga grande de álcool e grande gasto de glicogênio. Ela se espreguiçou mais uma vez e sentiu ainda mais vontade de não sair dali de jeito nenhum, as suas cobertas estavam tão quentes e seduzentes. Sentou-se na cama para observar no relógio despertador que horas eram e sentiu-se zonza, com a cabeça doendo como uma panela quente. Colocou a mão na fronte, mas de nada adiantou. Adiantou-se em verificar a hora antes que despencasse de novo sobre a cama e dormisse feito um urso em período de hibernação. Assustou-se.

– Puta que pariu! – Ela gritou e pulou para fora da cama, deixando que os lençóis se arrastassem enroscados em suas pernas. – Por que o Sasuke não me acordou?

Ela passou pelo espelho que tinha no quarto e não deixou de notar que estava vestida com uma roupa de dormir que não usava há séculos e achou muito estranho. Não vestiria aquilo nem morta depois de Ino ter tirado sarro dela por meses. Era um short e blusa regata com estampa de coelhinhos e cenouras. Ela gostava na época, mas tinha que concordar que era infantil demais para a sua idade, embora ainda não tivesse sequer completado a maioridade.

Invadida pela dúvida, ela direcionou o olhar para a cama e viu lá muitas cobertas. Cobertas, inclusive, que não eram dela. Claro, com uma roupa tão curta, era justificável que usasse muitas cobertas para dormir, ainda mais em período tão friento, mas não se recordava de ter tantas cobertas. A desconfiança só estava aumentando. Esforçou-se ao máximo para lembrar-se dos acontecimentos da noite anterior, mas nada lhe veio à mente. Resolveu ir até a cozinha e perguntar a Sasuke, embora achasse que ele já tivesse saído para o trabalho.

Ela enrolou-se em um roupão de banho – por conta do frio; mas também porque a roupa estava minúscula e ridícula demais para ela sair andando pela casa vestida daquele jeito, seminua – e caminhou em direção à cozinha. Quando chegou lá, observou que tinha café da manhã feito para ela, mas não tinha Sasuke, que era realmente o que ela queria que estivesse ali. Se não para alegrar seu dia com o seu sorriso, com as explicações que ela esperava ter.

– Sasuke? – Chamou só para ter certeza.

– Sim? – E ele respondeu, para sua surpresa. Automaticamente sorriu, mas ele não respondeu da mesma forma, embora ela não tenha percebido que nessa manhã ele estivesse... Diferente.

Arrependeu-se da noite anterior e das coisas que fez. Mas isso não significa que não tivesse gostado, significava que ele acordou com a consciência pesada por ter tirado alguma vantagem de Haruno enquanto essa estava bêbada. Não que tivesse ido longe demais, eles não chegaram a transar, mas tinha arrancado dela alguns beijos, mordidas, chupões e gemidos. Estava no céu e perdeu a cabeça facilmente, mas também agradeceu quando ela dormiu em seus braços. Era um sinal? Um sinal de que aquilo estava errado e que nunca deveria ter acontecido? Não sabia, mas sentia-se culpado da mesma forma.

Foi engraçado vê-lo preocupado na manhã seguinte, na triste indecisão de arrumar ou não as suas malas. Já imaginava Haruno se lembrando de tudo e pondo ele para fora de casa, mas também estava ciente da quantidade de álcool que ela consumiu. Álcool demais para lembrar. Confiou-se nisso, muito mais do que confiava em si. Quer dizer, não confiava em si.

– P-Por que não me acordou? – Ela perguntou e não entendeu porque gaguejou.

Ele sorriu, mas foi um sorriso diferente. Pegou um envelope de comprimidos que estava em cima da geladeira, tirou um da cartela e encheu um copo com água, entregando à Haruno, que ficou sem entender. – Aqui... Beba.

– O que é isso?

– Analgésico. Você deve estar com uma dor de cabeça dos diabos.

– De fato... Isso se deve...

– Ao álcool, claro. Você se lembra de quanto bebeu?

– Me lembro de um certo alguém dizendo que eu não iria ficar bêbada.

– Não confie em tudo que um bêbado disser, mesmo que as pessoas digam que os bêbados não mentem. Eles viajam demais.

– Você não estava bêbado...

– Você é que pensa.

Ela engoliu o comprimido com água sem tirar os olhos dele. Colocou o copo em cima da mesa assim que terminou e perguntou: – Foi você que trocou a minha roupa ou eu dormi com alguém?

– Eu estava bêbado, não louco. Nós combinamos. Ninguém pode trazer companheiros amorosos para cá, eu não deixaria você trazer um cara para cá. Fui eu quem te trocou.

– E não tinha uma roupa melhor? – Ela fez uma careta.

– Achei fofa essa roupa.

– Espera... Isso significa que você me viu nua?

Oh, ele viu. E beijou todo o seu corpo...

– E o que tem de mais nisso? – Ele fez o máximo de esforço para não mostrar interesse. – Eu não vi nada de mais aí. Você é uma tábua, nem peito tem.

– Ei, ei, não precisa humilhar. Ok? – Ela ficou nervosa e inflou as bochechas. – Tem gente que gosta.

– As donas de casa, por exemplo? São elas que gostam de tábua de passar.

– O que você tem essa manhã? Está um porre! – Ela saiu da cozinha batendo pé.

– Sou um saco quando fico de ressaca, não liga, não...

– Vai à merda! – Ela gritou antes de fechar a porta para tomar um banho e se trocar.

Haruno escorregou pela porta e ficou envolvida em uma confusão de sentimentos. O que tinha acontecido na noite anterior? Seu faro era bom para problemas e ela sabia – tinha a certeza – que algo a mais tinha acontecido, algo que Sasuke insistia em mascarar com o seu mau humor repentino. Nunca o tinha visto assim, e sabia que estava fingindo. Precisava descobrir, mas isso ficaria para depois.

Ela submergiu em uma banheira de água quente que deixou aquecer por cerca de dez minutos e se lavou, colocando uma roupa seca logo em seguida. Tinha perdido um dia de aula e poderia pegar os assuntos com Ino ou com Temari, mas não deixaria de trabalhar. Já era quase hora do almoço quando saiu do quarto depois de passar alguns e-mails importantes, mas Sasuke não estava mais ali. Almoçou sozinha um lámen improvisado com verduras.

[...]

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RELATÓRIO DA INVESTIGAÇÃO 009

Nome: Sakura Haruno

Suspeitas: Laços com a família Uzumaki e Hyuuga

Caso: Exportação e Importação de órgãos humanos

Sakura Haruno foi embebedada com álcool e substância de efeito alucinógeno. Indivíduo em questão foi interrogado e comportou-se de forma colaborativa, desorientada no tempo e no espaço, respondendo a perguntas e estímulos dolorosos. 25% das estimativas da interrogação mostram que os laços com ambas as famílias é apenas sentimental, não sabe de segredos sobre a ex-amiga e ex-namorado. Os outros 75% das suspeitas serão averiguadas.

Sasuke Uchiha, hacker e investigador criminal nível 1.

Departamento de inteligência robótica.

FBI, Tóquio – JA

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– Estou lendo aqui o e-mail que me mandou. Quer dizer que ela não sabe de nada?

– Interroguei o máximo que pude e tudo indica que não. Suspeitaram errado e vamos ter que partir para outros alvos.

– Calma aí, não é você quem decide isso. Esqueceu quem é o chefe da operação?

– Você... – Respondeu com tédio evidente, revirando os olhos.

– Isso mesmo. Então shiu aí, você escreveu que ainda falta 75% das estimativas a serem investigadas, vamos lá. Faça o que deve ser feito.

– Escrevi por escrever, não acho que ela tenha nada a ver com o caso.

– No FBI, nada é escrito só por escrever. Se escreveu, é porque acha que ainda há suspeitas. O que há? Está querendo sair do caso?

– Estou querendo andar com o caso – corrigiu-o.

– Estamos andando.

– Ok então...

– Você é investigador nível 1. Vai ficar com a menina, não pode evoluir para suspeitos mais... Peculiares desse jeito.

– Perda de tempo.

– Faça o seu trabalho.

– Ok – Sasuke disse e desligou, tendo a certeza que teve a conversa mais chata que já poderia ter com o seu irmão.

Ficou encarando o telefone depois disso. Pensou muito sobre os pontos que conseguiu ligar. Haruno era muito aberta quando estava bêbada e não confessou nada que pudesse ajudar no caso, embora fosse muito atrativa a sua ligação com as duas famílias que descendiam da Yakuza e que estavam envolvidas com o tráfico de órgãos humanos. Atrativa porque ela era um elo entre as duas famílias, mas do ponto de vista informativo, um elo que nem existia, porque não sabia absolutamente de nada e Sasuke já tinha as suas certezas, embora não tivesse investigado tudo o que tinha traçado antes mesmo de ter o seu primeiro contato com a garota. Mas as suspeitas já haviam caído a chão antes mesmo do plano estar 50% executado. Não tinha nada a oferecer. Mas não sabia até que ponto a conhecia, também. Haruno escondia dele muitas coisas, até mesmo o seu nome era um mistério... Então, quem poderia garantir que não tinha mais coisas a esconder? Coisas estas relacionadas à investigação. Mas Sasuke tinha a estranha sensação de que seria perda de tempo prosseguir investigando-a e queria pegar um peixe maior naquele cardume. Também queria ir embora, porque a convivência estava difícil. Quem sabe, depois disso, as coisas ficassem melhores para ele. Ou quem sabe não, porque tinha a certeza plena de que Haruno nunca o perdoaria por ter mentido.

Mas arriscar não custava. Poderia perder a sua amizade, mas poderia ganhar o seu amor. Era nisso que queria acreditar.

No outro lado da cidade, Haruno desceu do metrô e chegou ao local de trabalho sendo recebida com muito entusiasmo pelo seu chefe:

– Haruno-san, tem uma surpresa esperando por você!

– Uma surpresa?! – Ela arqueou uma sobrancelha.

– Sim – respondeu –, mas me deixe perguntar: você está melhor?

– Sim, obrigada – agradeceu a preocupação. – Que tipo de surpresa está esperando por mim?

Minato-san direcionou a cabeça para a porta que dava acesso à mesma sala que abrigava as bandas famosas que faziam sessões de autógrafos no Konoha Musical.

Haruno deixou sua mochila no balcão da loja, caminhou até a porta, colocou a mão na maçaneta na porta e abriu. – Você?!

– Haruno-san. – Sorriu.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.