Notas iniciais
Olá fantasminhas e aos queridos(as) que comentaram. Só vim pedir desculpas e dizer que eu NÃO abandonei a fanfic (não ia deixa-la no primeiro capítulo rsrs). Espero que gostem e demonstre isso comentando. *--*

– Vou precisar usar essas roupas mesmo? – Pergunto ignorando o sorrisinho debochado que Frost me dirigia. Mah me lançou um olhar de “de novo essa pergunta?” e disse:

– Se quiser parecer normal para as outras pessoas, vai. E qualquer dúvida – Então Mah olha para Jack e da um sorriso de canto – Pergunte ao seu parceiro.

Reviro os olhos. Quem ela pensava que era? Com que intimidade debochava daquele jeito? Desde o começo sempre achei que ela me dava às instruções meio que com certa ironia na voz, porém, agora era oficial.

– Jack e eu não somos parceiros – Tento soar o mais educada possível diante de minha irritação.
Olho para ele novamente. Estava com as mãos em cada bolso da calça “esquisita”, que eu nunca tinha visto. E então foi quando percebi que seu cabelo estava diferente. Parecia mais moldado. A pele que antes eu achava que era cinza (ou quase isso) estava... Da cor da minha. Será que era falta de banho? Está ai mais um motivo para ele se manter bem longe.

– Então vamos? – Perguntou Mah com a sua expressão de tédio.
– A hora que você quiser, flor – Jack responde, referindo-se a ela.

– Espera! Preciso saber se vamos ficar em quantos separados – Aviso ainda olhando para o contrato.

Então é quando Mah perde a paciência e responde grosseiramente:

– Escute aqui garota. Já não basta ter me atormentado durante quatro semanas e bem na hora em que estou prestes a me livrar de você, você inventa uma nova besteira?

Fiquei olhando para ela não acreditando que ela realmente tinha sido mal educada comigo, nem minha própria mãe me dirigiu uma vez se quer a palavra desde jeito. Nem minha mãe nem ninguém. A única vez que meu pai chegou perto de me da uma bronca foi quando congelei a cabeça da Anna.

– Não irei até me pedir desculpas – E então vou até a cadeira mais próxima e me sento com as pernas cruzadas, até lembrar que aquele vestido era curto demais.

– Escuta você não está no seu mundinho de gelo. Aqui é vida real. Pessoas trabalham...
– Certo. Mas todos são assim como você? Mal educados? – Indago.

Jack olhava para mim e depois para Mah e depois novamente para mim. Até que resolveu intervi em nossa discussão.

– Ei! Ôôu! Garotas. Estou aqui. Podemos por favor, acabar logo com isso? Elsa, por favor, facilite as coisas. Quanto mais isso durar mais tempo vamos perder.

Fiquei admirada com aquelas palavras vindas de Jack, pois foi a primeira vez que concordei com ele. E foi a única coisa sensata que já o vi dizer.

– Certo. Vamos – Escutei Mah dizer um: “aleluia” em sussurro e levantar os braços para cima.

***

Mah nos deixou com um homem: Alto, Forte careca. Tinha a pele escura e usava óculos escuros. Mas nem estava tão claro dentro da sala e então não entendi qual era o proposito dele está usando aquilo, mas não comentei nada e resolvi não ficar olhando muito.

– E ai grandão? Qual é a boa? – Jack o cumprimenta com um pequeno soco no braço do homem. Pequeno literalmente, pois aquele homem era quatro vezes maior que Jack.

– Tudo na mesma – O tal grandão responde parecendo triste e apesar do tamanho ele tinha um jeito gracioso.

Após mais algumas frases como “ah, ela nem liga para mim”, “ela me odeia”, Grandão olha para mim e pisca apenas um olho a o Frost.

– Caramba, desculpe alteza. Nem a cumprimentei – E então faz uma rápida reverencia a mim.

Não gostei do tom usado por ele. Até parece que sou alguma carrasca.
***
Entramos os três no pequeno elevador. E logo me arrependi de meu ato.

Aquilo parecia que ia despencar a qualquer instante. Primeiro ia para a esquerda e depois voltava para baixo e depois para o lado novamente.

Jack se divertia com tudo. O tal grandão continuava parado igual a uma estatua. E eu? Bom, fiz de tudo para segura numa barra de ferro e me manter de pé.

Assim que chegamos, foi preciso que o tal grandão me segurasse até que minha visão voltasse ao normal.

E não acho que ele reclamou disso não, pois insistiu em continuar me segurando. Além de Anna e meus pais, nunca ninguém desconhecido tinha me abraçado. Claro que achei estranho e acho que ele estava mais se aproveitando de mim.

– Não precisa. Já estou bem – E tiro seu braço da minha cintura o mais educado possível.

***

A casa era grande e bonita. Não tão grande como o meu castelo em Arendelle, mas grande.

Após um assovio alto o bastante para me ensurdece o grandão foi embora e fomos atendidos por uma “vovó corpulenta”, a qual eu conhecia, porem, de vista.

Ela sorria, simpática, olhando para Jack e depois para mim e foi assim até eu pergunta se podia entrar.

Ela deu uma risada “desengonçada”, igual a todas as fadas que eu já ouvi falar no estúdio da Disney. Nada contra fadas, serio, até as acho engraçadas e legais, mas a maioria é desengonçada.

– E ai dona madrinha? Como vai a Cinderela? – Perguntou jack jogando-se no enorme sofá que tinha no primeiro “aposento”.

Não pude acha estranho como Jack falava com ela. Como se já se conhecessem há muito tempo. Fora de Arendelle, eu mal falava com Rapunzel, minha prima e por cartas ainda por cima.

Junto de outras duas garotas, bem mais novas que eu, a fada nos mostrou a casa e finalmente o aposento onde eu ia me hospedar.

O que eu achei ótimo, pois Jack não parava de fazer piadinha para as duas garotas caírem na risada. Qual era a graça que elas viam nele? Jack é tão infantil. Ele é o padrão perfeito de pessoa a qual eu nunca me interessaria, ainda não entendo como pode ter pessoas que dizem que nos “formamos um belo par”.

***

Claro que não era lá essas coisas, mas tudo ali lembrou minha infância. Quando eu e Anna dividíamos um quarto. Quando ela me acordava todos os dias para irmos brincar na neve.

Apenas uma coisa a qual eu não conhecia me chamou a atenção logo de primeira. Era uma coisa fina, grande e quadrada. Parecia até um cubo de gelo adulto. Dos bem grandes sabe?

Fiquei tentada em aperta num daqueles mini quadradinhos, mas eu não gostei nem um pouco daquilo então, apenas ignorei.

Estava morrendo de fome, mas não queria ver ninguém. Acho que bateu uma recaída da antiga Elsa que eu era.

***

Ouvi batidas rápidas e sussurros. Quando abri a porta, as duas garotas que mencionei anteriormente, caíram em cima de mim. Depois tentaram levantar e me ajudar, mas só fizeram piorar as coisas, pois tornei a cair novamente. Decidir que: pelo bem de minha reputação eu manteria isso em segredo e eu as fiz que prometessem que também não contariam nada a ninguém, principalmente para Jack.

***

As duas aprendizes de fada (pelo menos eu supus que era isso que elas eram) Me conduziram até a cozinha. Estava com cheiro bom, admito. Tão cheirosa quanto à comida do palácio.

Assim que cheguei Jack já se servia de uma coisa amarela e meio grudenta, porém, tinha um cheiro maravilhoso.

Uma jarra de vidro deslizou sobre a mesa e sozinha virou uma porção de suco num copo que também deslizou até chegar perto de Jack.
A fada madrinha dava ordens às vassouras e baldes para que deixassem tudo limpo em meia hora. E assim uma quadrilha de vassouras e baldes deslizaram para fora da cozinha.
A fada deve ter percebido meu espanto, pois deu um sorriso e gesticulou com as mãos para que eu não desse importância e sentasse à mesa, onde Jack já fazia a festa devorando uma coxa de peru.

Ele levantou as sobrancelhas para mim quando me viu e ofereceu a coxa de peru para mim. Argh! Que nojo! Empurrei seu braço para longe e ele soltou a coxa de peru que voou indo parar dentro da jarra falante.

Ah fada madrinha, a eterna vovó calma, dirigiu um olhar carrancudo a Jack que deu de ombros e apontou o polegar para mim.

– Não aponta esse dedo para mim não cara pálido. Ninguém mandou você querer me sujar com isto – Disse quando um prato deslizou até parar em minha frente e uma porção de colheres me serviu daquela comida estranha de cheiro bom.

– Eu, diferente de você vossa majestosa, sou um cara educado. Eu estava te oferecendo e não te sujando.
– Ah, invente outra menino do gelo. Você fez isso para me perturbar. Você é especialista nisso.
– O meu cerni é distribui alegria as pessoas, fazer com que elas queiram se divertir, e olha que você está precisando e não me chame de garoto do gelo. Não tenho culpa de você ser uma pedra de gelo.
– Você é tão infantil. Eu lhe daria uma resposta, mas você nem merece minha atenção. Até porque é disso o que você gosta, não é, Jack? A-TEN-ÇÃO!

– O que está insinuando ô dona da verdade que...
Foi quando a fada deu um tapa na mesa e gritou:

– Basta! – Então se olhar bondoso voltou e com um estalar de dedos, uma nova jarra de suco apareceu à mesa enquanto aquela saía reclamando.

Seria tão bom, ter os poderes dessa fada madrinha de vez em quando. Quem sabe com um estalar de dedos eu poderia fazer Jack desaparecer, ou fazer com que ele ganhe responsabilidade.

***

– E então meus queridos nem todo o casamento são perfeitos, nem mesmo os das princesas da Disney. E para quem sobra tudo? Para essa pobre fada aqui – Disse a fada madrinha com uma expressão triste.

Ela e Jack em apenas trinta minutos, já haviam falado da vida da Cinderela, branca de Neves e da Bela.
– Quê? Então quer dizer que a fera ainda tem algumas recaídas? – Perguntou Jack para logo em seguida começa a rir.

A fada disse que não poderia revelar tudo, pois iria contra as regras. Descobri várias outras coisas sobre a Fada, ela não é apenas uma vovó que usa a magia para transforma trapos velhos e aboboras em carruagens. Descobrir que seu nome verdadeiro é Luz, e que essa não é a sua aparência verdadeira. Além ter vários filhos, alguns são até vilões.

Ela mencionou isso com uma expressão triste que até o menino do gelo pareceu ter, pelo menos uma vez na vida, levado algo á serio.

– Úrsula e a irmã mais nova Morgana são exemplos disso.
Eu não conhecia nem uma dessas duas pessoalmente, na verdade nunca tinha visto nenhuma delas nas reuniões, mas ouvi falar coisas terríveis sobre elas.

Após mais algumas histórias, pedir licença para me retirar.

– Ah, mas já minha queria?- Pergunta Luz (não vou mais chama-la de fada madrinha e sim pelo seu nome). Fingir um sorriso e disse que estava cansada e com sono. Ignorei a ultima “piadinha” de Jack.

– Liga não dona madrinha. Velho é assim mesmo.
– Ah, falou o cara que tem trezentos e dezesseis anos – Retruquei, dando as costas a ele.
– De pura sedução, beleza e felicidade. Obrigada.
– Você é impossível!
– Eu sei. O Coelhão vive me dizendo isso. Alias acho que vocês iam se da muito bem. Ele é chato, nariz empinado e mentalmente velho – Então Jack caiu na risada. Até é claro eu jogar uma bola de gelo em sua cara-pálida.

Foi bom ver as colheres, pratos e até as cadeiras rirem da cara dele. Senti um pingo de satisfação.

Notas finais
Então? Ah, só para esclarecer algumas coisas: gente, tudo que aqui nesta fanfic for escrito, foi tirando da minha imaginação fértil. kkkk.... E de como que os personagens seriam "na vida real". E sobre a Rapunzel ser prima da Elsa e Anna... Bom, deixa eu explicar porque quis coloca-las primas. Simples, porque eu acho que tem tudo a ver. Não sei se vocês perceberam no filme Frozen, mas o José e a Rapunzel aparecem (por meio segundo) na hora em que os portões são abertos (um pequeno spoiler para esclarecer kk). Bom, ai vocês devem está e perguntando: "E ai sua escritora doida? Podia ser apenas uma participação especial, sei lá, elas são de reinos visinhos. Isso não significa nada." (exagerei) Se vocês forem prestar atenção nas caracteristicas da mãe (e o pai também) da Rapunzel e a mãe da Elsa... Tem uma mera semelhança, o cabelo... E gente; isso é uma fanfic. Pode TUDO. :*