Mosli: Uma paixão que não tem fim.
10 Capítulo 10
–Mili namora comigo?
Virei o olhando sem entender.
–Mosca, depois de tudo isso que aconteceu, você acha que eu vou namorar com você? -disse derramando várias lágrimas
...
Acordei com os raios solares me incomodando. O domingo havia passado tão rápido... Minha mãe me aconselhando o tempo todo já estava me enchendo, estava sempre chorando pelos cantos. Ah, segunda-feira, é dia de aula, não queria ir mas havia prova.
Estava usando uma calça escura rasgada e uma blusa de caveiras sem manga. Coloquei meus tênis da vans preto e enfaixei meus pulsos.
Peguei minha bolsa e sai de casa. Do pé pra dentro da escola me zoavam como se fosse uma pessoa desconhecida, me xingavam de coisas que me faziam lembrar do momento em que Mosca estava bravo comigo, essa imagem não saia da minha cabeça.
Vi Bia e Pata sentadas embaixo de uma árvore, me aproximei rapidamente e sentei na frente das duas.
–Eu não aguento mais, todos me olham como se eu fosse uma pessoa de outro planeta. -disse -Será que ficaram sabendo?
–Amiga não fica assim. -disse Bia -Bom, nesse momento todos estão sabendo, não sei como.
–Como não ficar? -respondi
–Mili, eu acho que meu irmão não quis fazer aquilo com você. Ontem vi ele chorando olhando uma foto sua, e ele nem saiu do quarto o dia todo.
–E o que você quer que eu faça Pata? -disse
...
Estava em casa ajudando minha mãe a fazer o almoço quando escuto a campainha tocar. Abro a porta e advinha quem eu encontro? É, o idiota do Mosca.
–O que você quer? -digo seca
–Mili, fiquei esse tempo todo pensando no que eu fiz, eu sei que estou errado, mais eu estava com raiva. -ele fez uma pausa e continuou -Mili eu gosto de você no primeiro dia que te vi, não é fácil ver a garota que eu amo beijando outro cara.
Suspirei. Estava com os olhos cheios de lágrimas.
–E ver o garoto que eu amo beijando outra garota é dificil também, ainda mais dificil quando ele diz que uma noite entre nós não valia nada. -suspirei -Eu sofri também Mosca, e não quero passar por uma coisas dessas de novo.
Vi uma lágrima escorrendo em seu rosto, não queria magoa-lo, mais eu também estava magoada.
–Mili, me perdoa, por favor. -disse ele colocando suas mãos trêmulas e quentes em meu rosto.
–MILI, TEM ALGUÉM AÍ? -gritou minha mãe me interrompendo antes que falasse algo
–Tem sim mãe, mas ele já esta de saída. -grito de volta. -Desculpa Mosca. -disse fechando a porta
Coloquei minhas mãos na porta, encostando minha testa na mesma derrubando várias lágrimas. Minha pernas estavam bambas, mas só havia uma pergunta em minha cabeça. Será que devia perdoa-lo?
~Continua
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