Mortíferos

14 Capítulo XIII – Desvendando


Notas iniciais
Leiam as notas finais...

Sophie caminhava sozinha por uma estrada esquisita usando uma magia aplicada em si mesma. Parecia ser cinco anos mais nova, tinha cabelos pretos com cachos nas pontas e pele pálida, usava um vestido branco com babados e uma túnica cinza. Tudo isso era obra de seu poder.

De repente, um grupo com vários guardas e uma mulher aparece em sua frente. Sophie estava com os batimentos cardíacos a mil de tão nervosa que estava.

— O que faz aqui, garotinha? — Perguntou um dos guardas a encarando.

— Me perdi de minha mãe com a confusão que estava tendo. — Disse Sophie fazendo esforço para chorar para que parecesse mais realista.

A mulher loira e os guardas a encaravam totalmente desconfiados. Claro que não acreditariam nela.

— Você não me engana, garota! Sei que está usando o poder da ilusão, pois também o possuo e por isso posso senti-lo em você. Tens o toque da morte, não é? Responda-me! — Disse a mulher enquanto desfazia a magia de Sophie, o que era fácil, já que era especialista nisto.

— Guardas, prendam-na!

Sophie tentou correr, mas os guardas a alcançaram e prenderam-na com algemas que cobrem toda a área da mão, para que o poder não tivesse efeito, e arrastaram-na para uma carroça, onde havia outros como ela.

Chegando ao local da execução, eram escutados os gritos dos condenados, risadas dos acusadores e festa geral dos outros magos.

Sophie foi forçada a ir para a área de onde vinham os gritos agonizantes e lá viu a pior das cenas, pessoas sendo queimadas vivas e o rei rindo de tal. O que fez Sophie ter ódio mortal do mesmo.

— Majestade, nós achamos os culpados pela série de assassinatos. — Disse um guarda puxando as correntes dos garotos para que andassem mais rápido. — Disseram que foram mandados por outro alguém, e esse alguém não possui o toque da morte.

— Digam quem lhes mandou. Digam! — Exigiu o rei alterando seu tom de voz.

— Alicia Brafman.

O tempo parou naquele momento para Sophie. Por que sua irmã faria aquilo? Tinha tantas dúvidas rondando sua mente que mal conseguia ficar de pé.

— Está blefando. Uma Brafman jamais faria isto. Principalmente a Alicia. Ela é uma de nossos mais leais servos.

— Se acredita tanto assim nela, por que não mandam a chamarem?— Sugeriu o que aparentava ser o mais velho dos garotos.

— Mandarei. Assim verás que estás errado. Morrerás como perdedor. Todos vocês. — Disse o rei debochando deles.

Alicia foi chamada e compareceu ao local. Quando o rei notou a presença de Sophie e percebeu sua semelhança com Alicia, a reconheceu como a irmã da qual Alicia tinha desprezo. O próprio rei tinha desprezo.

Quando as gêmeas se viram, trocaram olhares tensos e se afastaram um pouco uma da outra.

— Alicia, minha querida, que bom que chegou. Estes garotos vieram me dizer que você os mandou provocar essa série de assassinatos que teve no Reino. Confirme que tu és inocente, por favor, querida. — Pediu o rei sorrindo.

— Sinto-lhe dizer, amado rei, mas é verdade o que falam. — Disse Alicia acusando a si mesma. — Nunca pensei que fosse levar isto tão a sério e mandar executar estes magos. Tudo o que eu queria era todos eles na instituição, longe de mim. Longe de nós. Aceito arcar com as consequências, mas, por favor, deixe esses magos que ainda estão vivos poderem viver ainda mais.

— Como pôdes Alicia? Eras minha serva favorita. Agora tu não és nada. Liberarei os inocentes. Mas você e esse grupo de garotos vão pagar pelo o que fizeram e pelas vidas perdidas aqui hoje. — Declarou o rei. — Guardas, liberem os outros e queimem esses. Eles são os verdadeiros culpados.

— Alicia! — Sophie chamou por ela.

— Me desculpe irmã. Espero que possa me perdoar algum dia. — Alicia disse enquanto era colocada na jaula junto aos garotos e abaixados à grande fogueira.

— Você vai sofrer por não ter nos pago, Alicia. — Gritou um dos garotos.

E os gritos agonizantes de Alicia e dos garotos foram escutados dolorosamente por Sophie naquela noite sombria.

Notas finais
Gente, entendam, a Alicia tem uma bipolaridade enorme... ou tinha .-.