Mortíferos

3 Capítulo II - Conhecendo


Notas iniciais
Hey povo õ/ Obrigada pelas visualizações :D Boa leitura ^^

A casa tinha um estilo gótico e um aspecto antigo. James ia à frente, e Sophie o seguia.

Assim que entraram, era possível ver uma razoável quantidade de pessoas os esperando: haviam cinco pessoas situadas naquela sala. Alguns com uma expressão alegre e outros com uma expressão fria.

— Seja bem-vinda, Sophie. Há tempos estamos tentando ter contato com você, felizmente, tivemos sucesso dessa vez. — Falou uma mulher com cabelos castanhos e aparência adulta. — E a propósito, meu nome é Sally — Acrescentou.

— Obrigada pela recepção. — Disse Sophie, de um modo educado.

— Por nada, querida. — Respondeu sorrindo.

— Esses são: Thalia —Ela apontou para uma garota morena sentada no parapeito de uma das janelas — Alec — Dessa vez apontou para um homem aparentemente forte— E Lizzie — Apontou para uma garotinha que, assim como Sophie, era ruiva, porém parecia com muito mais energia.

— É tão bom ter novas pessoas aqui! — Comemorou Lizzie, dando alguns pulinhos.

Todos saíram de suas posições e voltaram a fazer o que estavam fazendo antes que Sophie chegasse. Exceto Sally e Lizzie, elas estavam demonstrando serem pessoas simpáticas, Sophie havia se simpatizado com elas, quem sabe poderiam ser amigas, quem sabe.

— Vamos Sophie! Eu e a Sally vamos mostrar a casa pra você. É enorme! — Lizzie falou enquanto a puxava pelo braço em direção aos outros cômodos da casa.

— Ela é sempre assim, a alegria em pessoa. Aprecio esse jeito de ser dela, mesmo tendo sido ignorada por tanta gente. Ela é feliz, gostaria de ser como ela ás vezes. — Sally sussurrou para Sophie quando Lizzie se afastou um pouco delas. — Não, sempre. — Completou.

— Também gostaria de ser como ela. Na verdade, já fui como ela, mas eu mudei, porém, ainda acredito que essa eu feliz ainda existe. Ela existe, só preciso trazer ela de volta. — Sophie comentou com Sally.

— Faça de suas palavras as minhas. — Falou Sally concordando.

— Venham logo! — Lizzie chamou por elas acenando com a mão.

Elas visitaram todos os cômodos daquela casa, e a cada um que passava, Sophie ficava cada vez mais impressionada, nunca tinha visto uma decoração como aquela e aquele aspecto antigo, mas agradável. Aquele lugar lhe confortava, lhe fazia se sentir livre, capaz de expressar o que sentia e o que pensava. Aquele lugar era um lar pra ela agora. O lugar onde morava era apenas sua casa, não se sentia mais tão confortável lá como se sentia quando sua tia estava viva. Mas agora tinha conhecido um lugar que, talvez, um dia pudesse chamar de lar, seu lar.

Visitaram por último o jardim, e como ele era lindo. Haviam diversos tipos de plantas nele, tantas que era difícil se concentrar em apenas uma. Sophie nunca vira um jardim em sua vida, estava feliz de poder ver um naquele momento.

— Soube que você tem o poder da ilusão também. — Disse Sally com uma expressão curiosa.

— Sim, eu tenho.

— Eu tenho o poder de controlar a água! Eu controlo a água! — Lizzie argumentou enquanto demonstrava seu poder usando uma pequena fonte que havia no jardim.

— Cuidado com essa fonte, Lizzie! — Reclamou Sally.

— Certo.

— Sem mais delongas, gostaria de te pedir um favor, Sophie. Na verdade, acho que esse favor vai te ajudar muito também.

— Tudo bem. O que é?

Sally tinha uma expressão suave formada em seu rosto, parecia que o que iria propôr era algo simples e eficaz. Sophie esperava que a sua suposição estivesse correta, do contrário, era encrenca na certa.

— O que acha de me ajudar com a fronteira mágica dessa casa? Como você tem o mesmo poder, podemos trabalhar juntas, estou ficando exausta. Vamos ter treinamento sempre que você vier. Isto é, você vai continuar vindo, não é?

— Eu realmente preciso pensar bem nisso. Mas saiba que se eu realmente for ficar irei te ajudar, com certeza.

— Tudo bem. Obrigada, Sophie. Você tem o tempo que achar necessário para pensar à respeito.

— Obrigada, prometo que pensarei no assunto.

Ficaram conversando no jardim até o sol surgir e Sophie precisar voltar para casa.

Mas uma dúvida ecoava em sua mente: “Devo voltar a ir para lá?”.