Mortos não-vivos
7 A vingança tem a cor dos teus olhos
Notas iniciais

A vingança tem a cor dos seus olhos
Aquela noite era a mais escura e densa que a pacata cidade de Anteros viria a ter, o estopim para tantas outras noites sombrias.
...
Charlotte e Ricky cometeriam seu maior crime...
Ela fora uma ex- secretária da recém-falida Organização Blood Rose’s e ele um rapaz desempregado que se sujeitava a qualquer “trampo rápido” que lhe trouxesse dinheiro. Ambos serviram como cobaias para os experimentos de remédios para o T-vírus (causador da tragédia de Raccon City). A Blood Rose’s, como a Will Pharma, foi uma grande empresa afiliada a Umbrella Comporation. Quando o incidente de Raccon explodiu e se espalhou pelo mundo, a Blood Rose’s foi a primeira a ser incitada a produzir amenizadores para a epidemia. As ações baixas e o desapoio do governo brasileiro fez com que a organização apressasse seus estudos.
Essa conjuntura causou um desastre nos experimentos. O que era pra ser a cura se converteu em um novo vírus, apelidado como Cravilátine. Foi diagnosticado que o vírus apresentava vários graus de mutação: no começo, as cobaiais sequer sobreviviam, após varias aplicações seguidas, viu-se que elas resistiam ao bacteriófago com alguns sintomas como febre, dores de cabeça, falta de apetite, hemorragia, a pigmentação de seus olhos mudavam para violeta, os dentes excretavam um líquido acinzentado, as unhas cresciam e o corpo liberava um suor pegajoso semelhante a uma troca de pele.
O produto final de todos esses testes era um ser morto, mas consciente, de força e velocidade intensa, com garras e presas enormes, faminto por carne, semelhante a uma mistura de vampiro com tigre. Blood Roses foi processada por experimentos ilegais por culpa da Umbrella. Houve um caso raro de uma paciente que em 8° mês de gestação foi infectada pelo T-vírus em 2004 e recebeu uma aplicação do Cravilátine enquanto permanecia em estado de transformação. Ela não resistiu, porém a filha que esperava trouxe um resultado inigualável para os cientistas: ela não morreu; diferente dos outros, cresceu normalmente, com as habilidades de um Cravilátiner. O vírus Cravilátine é responsável por destruir as células do T-vírus, porém quando atinge o corpo dos zumbies, ou os mata ou não ocorre reação nenhuma (o vírus começa a ganhar resistência e se adapta), se o Cravilátine atinge uma pessoa normal, esta passa por diversos estágios até resistir e se tornar um Cravilátiner ( o monstro violeta), no caso do bebê, o Cravilátine matou a mãe infectada pelo T e atingiu a criança humana que recebera sangue da mãe já com a imunidade para o próprio Cravilátine. Uma “guerra de vírus”, onde agora essa criança era a última esperança para a salvação da humanidade contra o apocalipse zumbi.
Charlotte
17:30 de uma sexta-feira,
–Ei Ricky, seu bunda mole, anda logo, o serviço é pra hoje!!- Falei afastando meu cabelo loiro-escuro do rosto, algum dia eu corto ele..
–Calma aê gatinha, por que tanta pressa? Por acaso sua consciência não dói por matar tanta gente de uma só vez?
–Não to nem aí pra vidinha desses hipócritas, nenhum deles passou pelo que eu passei, nenhum deles impediu que enfiassem aquela agulha em mim. A única coisa que me interessa agora é me vingar da Umbrella, não é justo fazerem toda a filhadaputagem, sairem ilesos e culparem a Blood Rose’s!!!
–Tá bem, ta bem. Já aplicamos naquela loja no centro da cidade, nas feiras e no Shopping do bairro Sul... o que falta agora?- Acelerou o carro. Ricky é atraente, cabelos castanhos, mulato, olhos violeta, robusto e de barba mal feita. Sinto nada por ele, não tenho tempo pra isso, não enquanto não fizer todos dessa merda sentirem na pele e mostrar para o mundo os montros que a Umbrella criou.
–O distrito de Margery Street...- peguei as amostras do T-vírus guardadas no porta-luvas.
–Tem certeza que o plano deles vai funcionar??- Perguntou apagando o cigarro com o dedo.
–Se vai eu não sei, mas a festa continua...
Continua
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