Morte a Pecadora

1 Arrependimentos e fim!


A frágil pureza findou

Nasci e morri no momento que te conheci

Entregando-me como a virgem perdida

Chorando no canto, arrependida.

Carrego comigo o fardo

De não esperar do divino Pai

O eterno amor destinado

Digo adeus, minha vida se esvai

Pelos pulsos cortados

Enquanto o piano em vão

Toca a marcha fúnebre.

Minha inevitável conclusão

Lagrimas correm pelo rosto monstruoso

Choro, não pelo meu abate

Choro pela morte dos pequenos

Pecadores merecem o arremate

Choro de extrema dor

Do meio das coxas e o profundo dos pulsos

Choro pela boca imunda, maculada

Choro pelos falsos sussurros

O horror de minha visão

Tremo no frio suportável

Meu corpo machucado e melado

Corpo sujo do pecado

Vejo a dama de preto

Conservada na beleza imortal

Arrasta-me pelos pés ao inferno

Tratada merecida tal qual um animal

(30/04/11)

Notas finais
Estava muito p*** nesse dia, melhor sentimento que atrai uma poesia...
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!