Na mais profunda gaveta do meu pai, eu encontrei uma arma. Tive um arduo trabalho para tirar pilhas de roupas do meu pai, que por sinal estavam sujas a meses. Me deparei examinando a arma, era linda nunca tinha visto algo assim na minha vida, andei com meus dedos pela armas tendo o cuidado de tocar nela até achar algo que precisava saber sobre meu pai. O resultado foi o que eu esperava, absolutamente nada. Mas mesmo assim eu era otimista, pensava alto sabia que meu pai não podia ter me deixado com o diabo da minha mãe sem deixar algum bilhete ou recado explicando sua saida repentina. Tinha que ter algo haver com a sua partida, ninguém nem seus melhores amigos sabem me responder por onde aquele homem anda. As vezes penso que é tarde demais para... Meu pai foi a única pessoa nessa vida que foi digna de ter o meu amor, como pode me deixar assim? Existe um motivo para isso, ele sabe que eu sou seu tesouro e ele é o meu. Tenho que continuar a procurar mais sobre ele, até que não habite mais a alma no meu meu corpo, até que eu caia deitada em um túmulo entalhado com meu nome.

Já que estou sem sucesso com a arma, resolvi procurar algo atraente e que talvez contenha uma mensgem para mim. Mas onde? Enquanto pensava, localizei uma rachadura bem fina na parede onde apenas um papel pequeno passaria. Arrisco olhar, afinal, não tenho nada a perder já perdi a única pessoa que me amava de verdade. Muitas vezes eu penso que meu pai foi a coisa mais valiosa que eu já tive em toda a minha vida. E como eu não esperava, eu realmente achei uma papel amarelo rasgado, que estava continha:

" Meu tesouro é mais valioso do que você pode imaginar"

Assinado: Chris Lou

Chris Lou, Chris Lou... onde eu já ouvi esse nome?Eu acho que é um dos amigos do meu pai que mencionou em uma de suas conversar noturnas comigo. Quando a minha mãe dormia, eu saía com meu pai pelo rua e conversávamos sobre a semana que tivemos, acredite ou não mas eu adora esses passeios e isso é uma das coisas das quais eu mais sinto falta. Até hoje a minha mãe não sabe sobre nossos passeios.

O bilhete me parecia muito simples, e por que diabos um amigo do meu pai deixaria um recado desses na rachadura da parede do antigo quarto do meu pai? Eu precisava de mais informações para achar meu pai, essa nova descoberta talvez nem me ajude. Será que eu iria perguntar para minha mae? Ela deve conhecer esse tal amigo do meu pai. É... talve fosse bem melhor perguntar para minha mãe.

– Finalmente acordada meu anjo? — disse ela

– Eu o que? Eu estava... Hum... eu estou no meu quarto — eu estava tão confusa que não consegui formular uma pergunta descente para pergunta a ela. — Perai... você ficou me olhando dormir, o que eu te disse sobre isso mãe?

– Desculpe filha, mas queria se a primeira a te dar os parabéns no dia do seu aniversário de 14 anos.

– Eu não ligo para isso, eu quero lhe contar algo mas por favor não me ache uma doida. Eu tive vários sonhos ultimamente sobre o quarto do meu pai, onde eu vasculhava seus pertences depois de sua partida. Mas hoje eu finalmente achei uma bilhete que dizia " Meu tesouro é mais valioso do que você pode imaginar "... Mãe?

E ela não respondeu, ela me olhava com os olhos de uma mãe preocupada e aterrorizada, e também parecia pensativa. Por um momento eu não sabia o que fazer, então continuei olhando para ela. Percebi que ela estava com seus longos cabelos loiros pintados presos em um rabo de cavalo e usava um belo vestido azul. Que provavelmente seria usado para celebrar o meu aniversário.

O que pareciam ser horas se passaram e minha mãe continuou com a mesma expressão em sua face. Até que o alarme de incêndio na cozinha começou a disparar e eu tive que sair correndo para desligá-lo e apagar o fogo antes que os bombeiros cheguem. Acabei de apagar o incêndio. Quando resolvi voltar para o quarto e ver se minha mãe continua bem, ela tinha sumido da casa. Procurei em todos os cômodos possiveís na casa e não achei nem a brisa gelada de inverno que geralmente tinha nessa época do ano.E agora? minha única chance de descobrir quem era Chris Lou se foi.Minhas chances de encontrar meu pai estam cada vez menores e eu realmente precisava dessa ajuda. O que me restava fazer era esperar até o dia seguinte para ver se ela voltava.

Meu anivesário chegava ao fim, e nem se quer saí de casa para comemorar, meus amigos estavam ocupados em uma festa que eu não fui convidada. Eu sempre fui deslocada, mas isso não vem ao caso. Eu estava lendo um livro incrivelmente belo, e sem querer preguei os olhos e sonhei.

Meu sonho não era no quarto do meu pai, o que para mim não era um bom sinal. Como eu iria ver mais pistas? Esse sonho era sombrio. O estranho é que ele não parecia um sonho.

Eu me deparava com o corredor da minha escola, as luzes tortas e com mal contato, água espalhada pelo chão como se algum cano tivesse estourado e barulhos aterrorizantemente agudos. Não tinha para onde fugir as portas estavam todas trancadas e o corredor não parecia ter fim. Depois de um longo percurso eu comecei a ouvir gritos cada vez mais altos, pensei que estava chegando perto do meu destino nesse sonho. No final do corredor, haviam duas figuras presas ao teto, quando cheguei mais perto confirmei que aquelas figuras eram pessoas humanas e que estavam amarradas pelo pescoço com um corda grossa. A figura da esquerda estava muito decomposta, não seria possivel descobrir quem era aquele pobre ser que poderia ter tido um fututo incrivel se tivesse sobrevivido, mas a figura da direita me era familiar e parecia que tinha acabado de ser morta.

Era a minha mãe.