Morte

1 Capítulo único


Notas iniciais
Bem, eu sou apenas mais outra pessoa um tanto quanto perturbada tentando explicar, ou quase, o que seria a morte.

A morte é relativa

Ela é uma perda para quem presencia

Ela é a solução para quem já estava perdido

Ela é o fim para quem era feliz

A morte é relativa

A verdadeira morte só ocorre se a vida existir

Nada consegue ser a face ruim de algo não existente

O ruim só consegue se espalhar em meio à felicidade

O ruim já não é ruim para quem sofre

A morte é relativa

O pior tipo de morte é aquela que ocorre em vida

Não quando uma pessoa querida morre

Não quando suas lágrimas escorrem por uma perda física

O pior tipo de morte é o esquecimento

Esquecer a vida

Esquecer a família

Esquecer os amigos

Esquecer o sentimento

Ser esquecido...

O esquecimento leva a alma

Aos poucos

Com unhas afiadas e invisíveis

A morte é relativa

A vida

Não é um coração batendo

Não é um sistema nervoso funcionando

Não é uma visão limpa

Não é um olfato aguçado

Não são mãos de artista

Não é uma audição de lobo

É a alma

Sem a alma

O coração bombeia o sangue em um corpo sem vida

O sistema nervoso controla um morto vivo

A visão limpa fica em preto e branco

O olfato aguçado não consegue sentir o aroma da vida

As mãos de artista ficam cansadas para esculpir

E a audição de lobo só consegue escutar ruídos

A morte é relativa

Ela é apenas um momento?

Ela é cruel?

Ela é boa?

Ela é a solução?

Ela é uma tragédia?

Ela é o fim?

Ela é a passagem?

Ela é o portão?

Ou será que ela é apenas a chave?

Notas finais
Espero que tenham gostado, entendido e filosofado junto comigo...
:D
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!