Mortal Set of Lies
1 Fierce
Notas iniciais
Naquela manhã, eles estavam reunidos, deitados em baixo de uma grande Magnólia. Estavam calados, apenas observando as flores e sentindo o vento bater em seus rostos. Mas o silêncio foi quebrado quando Melissa começou a falar.
— O que acham que o futuro tem para nós?
Ethan olhou para Melissa e respondeu:
— Não tem como saber, mas se continuarmos juntos, acho que estará tudo bem. Acho que devemos nos preocupar com o futuro apenas quando ele chegar.
— Eu concordo com Ethan, estará tudo bem se continuarmos juntos. Afinal, só sobrevivemos às nossas famílias e aos problemas por causa dessa amizade. Estaria arruinada sem vocês! — continuou Troian.
Amber se sentou e olhou para cada um de seus amigos.
— Para sempre juntos? — perguntou Amber.
— Para sempre juntos. — responderam todos em uníssono.
Mas alguns "para sempre" duram pouco.
. . .
1 Ano Depois
A briga havia começado cedo naquela manhã. Melissa, Ethan, Troian e Amber apenas escutavam, sem saber o porquê de tudo isso. A manhã estava quente e com o céu limpo. Os amigos estavam no quarto de Amber, apenas esperando a briga acabar para poderem descer e fazer qualquer coisa com que eles pudessem se distraír. O quarto era incrívelmente feminino. A cama rosa, com mesas de cabeceira brancas dos dois lados da cama. A parede tinha quadros de fotos e algumas borboletas coladas. Para um quarto de uma menina de 15 anos, aquilo era meio estranho.
— Quando isso vai acabar? Essa briga já durou mais do que devia. — Ethan perguntou
Troian andou de um lado para o outro, e depois de um minuto de silêncio, ela falou:
— Não sei! Nós temos que fazer algo. Somos culpados por parte do que está acontecendo!
Melissa levantou em um pulo.
— Aquilo foi um acidente! Não planejávamos aquilo. Combinamos de nunca mais falar sobre isso.
— Ok! Não falamos nisso nunca mais depois que combinamos, mas agora é praticamente ímpossivel ignorar com essa briga. — retrucou Amber.
Ethan andou até a janela e observou a rua. As casas eram perfeitamente alinhadas, mas diferentes. A rua tinha árvores de todos os tamanhos com flores coloridas por toda a sua extensão. Era um bairro calmo, assim como toda a cidade.
— Melissa, você acha que seu pai possa realmente estar envolvido nisso? — questionou Amber.
Amber sentou-se na cama e respondeu, com as sobrancelhas levantadas:
— Meu pai pode ter todos os defeitos, mas não poderia machucar alguém. E mesmos e ele estivesse envolvido, qual é o grande motivo dessa briga?
— Você sabe, Melissa. Todos nós sabemos. Um dos motivos é nossa culpa. Apenas temos que descobrir quais são os outros e os motivos para serem causados. Por enquanto, a nossa parte nessa história fica morta. — disse Troian, com um tom de voz elevado. — E se um de nós estivesse guardando uma informação sobre isso? Não teria nenhum problema em continuar guardando, não é?
— Numa situação dessas, não teriamos motivos para esconder coisas entre nós. — Ethan falou e fez uma pausa. Fez uma cara de dúvida e olhou para Troian com os olhos semicerrados — Troian. Você sabe de algo, não sabe?
— Talvez eu saiba... talvez não. — Troian respondeu, olhando para baixo.
— Vá logo! Conte-nos!
— Droga, você me pegou. Ok, eu vou contar. — Troian suspirou e se jogou na cama. — Na noite em que aquilo aconteceu, meu pai estava conversando com a mãe da Melissa. Não consegui escutar a conversa, mas isso aconteceu antes de a briga come... — Troian foi interrompida por um som alto e muito próximo, semelhante a um tiro.
— Melissa, não é seu pai que tem uma arma? — perguntou Amber, correndo para a janela.
— Sim, ele... ele tem.
Numa onda desesperada, os quatro correram do quarto, descendo as escadas correndo como loucos. Amber abriu a porta da frente da sua casa. Ouviram um grito agudo, vindo de Troian. Ethan caminhou até o meio da rua, com uma expressão aterrorizada no rosto. Isso não poderia estar acontecendo.
. . .
Esperem, essa história está meio confusa, precisamos voltar um pouco para que vocês possam entender tudo. Precisamos voltar alguns meses. Precisamos voltar até aquela noite.
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