Mortal Love

8 Traição ou não, resultou em um grande problema.


Notas iniciais
Dedico a kiria semipotervorazes e a Tiicids *o* Obrigada, gostosas, por favoritarem. Esse capítulo é de vocês :D

Percy POV's

Era estranho. Parecia que eu e ela nascemos para ficarmos juntos e enquanto eu a beijava, toda a minha safadeza de moleque e meus desejos sexuais passaram — Não me chamem de gay, caralho, deixa eu terminar de explicar. Porra! — Era algo a mais que um simples prazer humano. Era amor...?

Não! Eu não podia estar amando novamente. A primeira e única vez que amei alguém deu muita merda, porque eu acabei sofrendo demais e esse sofrimento gerou essa bosta que eu sou hoje. Vai ver Annabeth não me decepcionará. Vai ver ela é igual as outras e é melhor eu evitá-la. Não sei.

Beijei o topo da cabeça dela e ela afundou mais o seu rosto no meu corpo e me abraçou mais forte.

Três dias se passaram desde nosso primeiro beijo e, agora eu queria passar cada momento do meu dia com ela e, pelo o que parecia, ela comigo.

Todos, de todas as mesas e chalés, desde a hora de acordar até a hora de ir dormir, juntando mais todas as refeições e jogos que fazíamos, nos olhavam com cara de "WHAT THE FUCK? Esse mulherengo assanhado pegou mesmo essa lady?" e reviravam os olhos. Annabeth percebia aquilo, mas nem se importava. Mas eu sim. Quer dizer, eu nunca fiquei com uma menina que realmente prestasse e valesse a pena; sempre foram vadias, vagabundas, prostitutas, sexistas e patricinhas do caramba que só queriam saber dos bad boys para depois falar: "Eu, líder de torcida, com meu Camaro cor de rosa e meu saltinho chique, consegui domar Percy Jackson, o bad boy indimável, na cama. Ele se comportou bem." Quer saber? Vai tomar no cu.

– Acho que essa blusa está grande demais para você — Disse a Annie, que me olhou e nós dois compartilhamos uma risadinha em nossa mesa, atraindo mais atenção para nós.

– É porque essa blusa é sua — Ela disse e levantou-se um pouquinho, deixando seu rosto na altura do meu e relando nossos narizes um no do outro e ela fechou os olhos e eu também e logo senti nossas línguas juntas.

Ouvi uma risada feminina perto da gente e paramos de nos beijar e, quem nos encarava era Thalia Grace, minha prima.

– É isso mesmo produção? — Thalia fingiu estar perguntando a alguém e colocou uma mão sob o ouvido, como se quisesse ouvir algo difícil de se escutar — Meu primo Percy Jackson está apaixonado? — Ela riu e eu também, entrando na piada para não gerar brigas.

Thalia se sentou ao lado de Annabeth e pegou o suco de laranja dela, bebendo tudo, mas Annabeth nem ligou.

– Hoje as meninas vão até aquela ilha no meio do mar, não é mesmo? — Perguntei e Thalia fez que sim com a cabeça e depois arrotou por causa do suco e Annabeth riu, mas tenho certeza que ela estava pensando "Que deselegante" — E você vai, Annie?

Ela deu de ombros em resposta e isso me preocupou.

Eu precisava que Annabeth fosse até a ilha aquele dia, pois eu tinha coisas a fazer e mais coisas a esconder, coisas que ela nem poderia sonhar em saber, se não tudo estava acabado e, eu não queria perdê-la.

– Vai — Encorajei-a.

– Não estou me sentindo muito bem hoje e, sinto que vomitarei todo meu café da manhã no iate — Ela protestou, colocando as mãos sob a barriga, como se tivesse algo de errado com ela e eu logo pensei: "FUDEU! ENGRAVIDEI A MENINA!", mas aí me lembrei de que ainda não tivemos relações sexuais.

– Mas já? — Thalia perguntou e eu consegui entender dessa vez. Pelo menos eu acho que ela se refiriu ao sexo.

– Não, eu não estou grávida — Annabeth disse e revirou os olhos. A resposta dela era a prova de que eu entendi uma coisa certa pelo menos uma vez na vida — Acho que vou sim — Annabeth se alegrou por um momento — Acabei de me lembrar que naquela ilha podemos ver os tubarões martelo muito bem e quero entender mais sua natureza, então seria melhor se eu fosse.

Ótimo! — Me alegrei também, óbvio. Se Annabeth fosse, nosso relacionamento ainda estaria a salvo — Terei que me lembrar depois de agradecer aos tubarões-martelo com pedaços de carne quando visitar a ilha.

– Que horas vocês vão?

– Saímos daqui a 10 minutos — Thalia disse, olhando na hora de seu celular e guardando-o de volta no bolso.

– Acho que vou arrumar uma bolsa para levar — Annabeth disse e eu não entendi. Que tipo de menina leva uma bolsa para uma ilha? — Percy, relaxa — Ela disse — Na bolsa eu levarei água, bolachas, protetor solar, repelente, band-aid e coisa do tipo, não maquiagem, absorventes e escova de cabelo — Ela piscou para mim e seguiu para o seu chalé, colocando seu boné azul dos Yankess na cabeça.

Thalia sorriu para mim e se levantou do banco, indo em direção ao iate, mas antes de seguir seu rumo, ela me deu um murrinho no ombro e partiu.

Encontrei-me sozinho em minha mesa e resolvi ir para o meu chalé me preparar para o que estava por vir. Quando me levantei da mesa em que eu estava, as pessoas que estavam em volta em olharam e as meninas sussurraram coisas uma para as outras, dando-me sorrisinhos e uma delas até arrumou sua coluna, estufando seu peito para a frente, fazendo parecer que seus seios eram maiores; outra menina jogou seus cabelos e sorriu de modo totalmente indiscreto e eu nem liguei, mas quando eu estava chegando perto do meu chalé, logo vi a imagem dela na varanda: Priscila.

– O que faz aqui? — Perguntei a ela e a menina começou a caminhar em minha direção, abrindo sua camisa laranja e tirando-a ali mesmo, expondo seus seios imensos, que balançavam enquanto ela vinha em minha direção — Pare com isso — Falei e dei as costas a ela.

– Eu sei que você me quer — Ela segurou meu rosto e virou-o para ela, mas não bem para ela, mas para seus seios, que eram uma perdição mesmo, mas agora aquilo não fazia mais sentido. Ela balançou-os na minha frente e colocou minhas mãos sob eles, mas eu logo as tirei dali — Pode pegar, Percynho. Eu não ligo.

Continuei caminhando em direção ao meu chalé e ouvi passos atrás de mim e percebi que Priscila me seguia e quando me virei para mandá-la ir se fuder e ir embora dali, que eu não a queria mais, deparei-me com uma Priscila que usava somente uma calcinha de renda preta, o que era muito excitante.

– Porra — Eu disse — Vai embora — Mandei e comecei a subir as escadinhas do meu chalé, indo para a porta, mas ela me segurou e logo me encurralou na parede.

Priscila começou a esfragar-se em mim e, quando eu estava prestes a empurrá-la, ouvi a voz de Annabeth:

– Com 3 dias juntos você faz isso? Não quero nem saber o que acontece depois de tanto tempo — Ela jogou minha camiseta em Priscila — Ela precisa mais do que eu — E correu, chorando.

Empurrei Priscila com força — Não queria nem saber se ela era uma garota, a rainha da Inglaterra ou da puta que pariu, aquela vadia fodera minha relação com Annabeth.

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Annabeth POV's

Ao jogar a camiseta em Priscila, senti mey rosto queimar e as lágrimas subirem com tudo para os meus olhos, como se os tivesse afogando-os e eu comecei a correr. Minha visão estava embaçada, o que fez com que eu esbarrasse com umas duas pessoas, mas cheguei ao meu chalé rapidamente.

Eu planejava passar a tarde toda ali e na manhã seguinte imploraria para que minha mãe viesse me buscar e, eu realmente achava que ela viria, pelo menos se eu contasse tudo o que aconteceu nesses últimos três dias.

Entrei no chalé e bati a porta com muita força e depois a tranquei, dando duas voltas com a chave e atirando-a ao chão — Depois eu catei e coloquei-a em cima de um criado mudo.

– MERDA! — Gritei e joguei-me na cama, enterrando meu rosto entre minhas

mãos e sentindo as lágrimas descerem cada vez mais rápidas e com maior densidade — Como pude ser tão burra?! — Resmunguei e dei murros no travesseiro.

Olhei pela janela de cima da minha cama, que dava uma boa visão até o porto onde estava o iate e vi que ele já estava partindo com todas as meninas do acampamento. Foda-se, eu não queria ir mesmo, não é?

Deitei-me em minha cama e fechei os olhos, tentando dormir, mas a imagem de Percy e aquela putinha de bordel sempre voltava a minha mente e eu tive medo de dormir e a cena se repetir em um sonho bom, transformando-o em um terrível pesadelo. Portanto, tudo o que fiz foi encarar o teto e, fazendo isso, tentei pensar em outras coisas, às vezes até conseguia, mas depois os via se agarrando novamente: Era impossível escapar daquelas imagens.

Ficar acordada e encarar o teto ainda parecia a melhor opção.

As lágrimas desciam e eu soluçava silenciosamente.

Em alguns minutos de pura solidão, uma batida de leve veio a minha porta e eu preferi ignorar, mas então a pessoa começou a bater mais frequentemente e mais forte, o que fez eu gritar:

– Vai embora e se fode!

A pessoa então forçou a maçaneta e depois a porta pareceu ser esmurrada ou chutada por alguém muito forte e eu senti o medo subir.

– Quem é? — Gritei — Quem é?! — Gritei novamente e, novamente sem resposta.

Eu estava desesperada e fui até a escrivaninha do quarto e peguei minha faca, armando-me bem na entradinha do banheiro.

E então aconteceu: A porta se abriu com um chute muito forte e eu apenas vi a sombra de um homem ou menino a porta e gritei.

Notas finais
Ficaram curiosos, amores? *oooooooooo* Comentem, heim Beijossssssssss