Mortal Love
4 Os olhos misteriosos
Notas iniciais
Annabeth POV's
Desde ontem de manhã quando cheguei no acampamento e vi o moreno — MORENO? Eu nem sequer sei seu nome... — pela primeira vez eu estou pensando nele. No jantar de ontem eu o procurei com os olhos por entre as mesas, mas não o encontrei.
Levantei-me de minha cama e caminhei em direção à janela lateral. O sol ainda estava nascendo e minha colega de quarto — Que eu ainda não sabia o nome também — estava dormindo. Eu nem a vira chegar de noite, pois o sono já havia me dominado e eu adormeci com um livro sob meu rosto.
Os passarinhos cantavam do lado de fora e um cheiro ótimo de natureza invadia minhas narinas e aquele céu estava simplesmente maravilhoso.
Peguei meu celular dentro de minha bolsa de franjas e tirei uma foto daquela visão maravilhosa que eu estava tendo e postei-a no instagram; depois vi que haviam 3 ligações perdidas de minha mãe e 6 mensagens da mesma.
Reviro os olhos e retorno a ligação.
Chamou, chamou, chamou... Ninguém atendeu.
– Vá se deliciar em um motel com seu novo namorado — Resmunguei, guardando o celular em minha bolsa novamente.
Comecei a me despir e logo vesti a camiseta do acampamento e um shorts jeans que não era curto demais, cobria o que tinha que cobrir, mas deixava a coxa bem descoberta; também calcei um tênis com um amortecedor muito bom e fui ao banheiro do chalé.
Penteei os cabelos loiros e encaracolados e os prendi em um alto rabo de cavalo e coloquei meu óculos de sol aviador e meu boné dos Yankees; escovei os dentes e saí do chalé, rumando o refeitório.
Sentei-me em uma das mesas e fiquei observando a paisagem. O acampamento ainda não dava sinal de vida, a não ser pelo barulho que vinha da cozinha e um cheiro maravilhoso de bacon sendo frito. Mas acho que o café da manhã ainda demora a sair.
A visão do moreno me pegando pelos braços se repetia em minha cabeça a todo momento e suas palavras também. A sensação fora ótima, mesmo eu bancando a boba.
É...
– Bu — Uma voz masculina vem de trás de mim e eu me assusto, acordando para a vida e saindo de meus pensamentos.
Meus braços foram para o alto e meu coração disparou. Então olhei para trás e... Lá estava ele: O moreno com seus cabelos mais bagunçados do que nunca, deixando-o ainda mais lindo; seus olhos verdes mar sendo um pouco cobertos pelos cabelos, tornando-os misteriosos; a camiseta do acampamento e uma bermuda esportiva que ia até os joelhos e um tênis all star preto de cano médio.
– Te assustei mesmo? — Ele me perguntou, achando graça de tudo aquilo e coçando sua cabeça em uma parte próxima a nuca, mexendo seus cabelos negros como a noite.
Empinei o nariz.
– Mas é óbvio — Respondi — Um maluco como você...
Parei de falar pois ele havia se aproximado demais e eu já conseguia ouvir sua respiração com perfeição.
– Annabeth Chase — Ele pronunciou meu nome — Sou Percy Jackson — Ele estendeu sua mão para mim e eu a peguei.
Até que enfim eu descobri o nome dele.
– Por que não veio ao jantar ontem a noite? — Perguntei, não conseguindo disfarçar que eu me importava.
Ele arqueou uma de suas sobrancelhas e abriu um sorriso misterioso e ao mesmo tempo muito charmoso.
Merda! Como você faz isso?
– Então você reparou que eu não estava aqui? — Ele perguntou e eu fiquei corada de vergonha, com certeza. Ele riu.
Levantei-me e estava determinada a sair dali e voltar para o chalé e só retornar ao refeitório quando minha colega de quarto acordasse. Mas algo me impediu... Percy segurava meu braço e me olhava nos olhos.
– Desculpe — Ele disse, desviando o olhar e olhando agora para seus pés — Comecei errado com você.
Soltei meu braço de suas mãos e voltei a me sentar.
– O que você vai fazer essa manhã? — Ele me perguntou com interesse.
Dei de ombros.
Eu mal chegara no acampamento; não sabia o que fazer. Eu poderia atirar de arco e flecha, aprender esgrima... Mas com quem?
– Não sei — Respondi.
– Pois eu sei — Ele começou a falar. Seu olhar estava distante e concentrado nas árvores à frente — Você vai ser do mesmo time que eu no jogo de capturar a bandeira — Virou-se para mim então e sorriu de orelha a orelha.
Assenti em resposta e percebi que o café da manhã já estava pronto e eu já podia me servir.
– Vamos tomar o café antes, ok? — Disse a ele e ele riu, mas eu não entendi.
Nós dois nos levantamos, pegamos um prato e começamos a nos servir e nossas mãos se encontraram na hora de pegar os talhares em uma vasilha e eu senti meu rosto corar, então olhei para ele e ele estava olhando para mim, mas desviamos o olhar um do outro, como se nada daquilo tivesse acontecido.
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