Mortal Love

14 Central Black Bull


Notas iniciais
Oi, leitores de plantão que eu amo! Sim, eu amo vocês, mesmo os tendo abandonado por um grande tempo. Sinto muito. Minha vida tá muito corrida, eu atrasei esse capítulo, mas é porque eu tive ideia pra um mais avançado que já escrevi. Fiquei de recuperação em física e viajei nesses feriados que teve por aí. Tô correndo contra o tempo e eu sinto muito mesmo /= Vou tentar não atrasar mais, vou estudar mais pra não ficar de recuperação e meu pai não pegará mais meu computador desse jeito. Desculpem. Acho que esse capítulo ficou bom... Tem muita ação e eu tentei dar o meu melhor, já que estava atrasado... E eu dedico esse capítulo à Arya Stark e à VerônicaEverdeenChasePetrova. Me desculpem mais uma vez... E obrigada a todos que comentam, que já recomendaram e que já favoritaram (:

Annabeth POVS

Tentei entreter os dois sequestadores no carro para eu tentar pegar meu celular, mas eles não cederam. Falei algumas sacanagens e disse que faria coisas com eles em troca do meu celular, mas ambos eram gays. Pelo menos eu não seria estuprada.

– Qual é? Juro que minha boca faz milagres no que vocês têm debaixo das calças — Tentei provocá-los e passei a língua nos dentes, o que fez os dois rirem mais ainda e o cara que surgiu do porta malas arrancou o chip do meu celular e o jogou na estrada, depois atirou meu celular para fora da janela do carro também — Puta que pariu! Aquele celular custou caro, sabiam? Estúpidos — Rosnei para eles, mas não devia ter feito isso, porque eles colocaram uma faixa na minha boca, impedindo-me de falar e gritar.

– Fique quietinha, loirinha assanhada — O motorista falou e me mostrou o dedo do meio.

Agora eu estava em um quarto escuro debaixo de uma escada úmida e havia uma única coisa no quarto, que era uma cama apenas com um colchão, sem nenhum lençól ou travesseiro, apenas um colchão duro e mofado. Isso sem contar as baratas que passavam nas paredes a todo instante, e às vezes nos meus pés, o que me deixava com muito medo e nojo, fazendo-me gritar.

– Cale a porra da sua boca! — Um black bull gritou e chutou a porta do quartinho em que eu estava.

– Me chupa! — Gritei de volta.

– Já estou indo, vadia — Ele rebateu.

– Pode vir! Escroto! — Rebati a ele e o Black Bull entrou no meu quarto.

– Não como vadiazinhas, ok, loira? E eu tenho namorada — Aquele Black Bull era lindo, tinha os cabelos loiros e olhos verdes como os de Percy, isso sem contar a pele bronzeada e os dentes perfeitamente alinhados e brancos que enchiam sua boca com lábios carnudos e vermelhos — Agora cala a porra da sua boca — Ele me jogou um travesseiro fino e, aparentemente, inútil e depois saiu.

Dei um grito de frustração e me encostei na porta do quartinho onde eu estava trancada.

– Qual o seu nome? -Perguntei a ele.

– Ninguém — Ele respondeu com um tom de voz seco e sem graça, mas sexy.

– Ok, Ninguém. Pode por favor me libertar? — Pedi.

– Esqueça, loira. Você é nosso plano e nossa isca — Ele me respondeu e não posso negar que a voz dele mexia comigo. Porra! Depois que perdi a virgindade, tudo me faz ficar louca — Agora cale a porra da sua boca — Ele chutou a porta novamente e eu me levantei num salto, assustada.

– Prometo que faço um bom trabalho com você se você me soltar — Falei com a voz mais sexy que conseguia — Imagine minhas mãos, minha língua, minhas entradas e meus gemidos, chamando por seu nome... "Ninguém" — Disse gemendo.

É claro que eu não faria nada desse tipo com ele, mesmo ele sendo lindo, porque eu amo Percy. Mas talvez ele me libere dessa forma.

– Vai se foder, vadia — Ele me disse com uma voz bruta — Vou chamar outra pessoa pra cuidar da porra da sua porta.

– Você fala "porra" demais — Comentei.

– O problema é meu, loira — Ele respondeu e eu ouvi passos no corredor e logo a voz de outro Black Bull, anunciando ser meu novo "guarda".

Coloquei o travesseiro no colchão duro daquela cama ridícula e me deitei; fechei meus olhos e tentei pensar em alguma outra coisa sem ser a explosão de amanhã, baratas e nos meus problemas de agora. Fechei os olhos e pensei em Percy, no seu sorriso sincero, nos seus olhos que carregavam os 7 mares e em cada fio de cabelo negro e bagunçado que ele tinha. Tentei me lembrar do cheiro dele, do abraço, dos beijos doces e quentes que ele me dava, no toque de sua mão... Percy era o paraíso. Eu estava apaixonada por ele — Apaixonada de verdade -, e precisava dele aqui comigo.

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Percy POVS

Passei o resto do meu dia treinando tiros com minha arma. Não errei um só tiro, e acho que isso tem a ver com a raiva que estava sentindo por Annabeth ter ido embora.

– É melhor você descansar um pouco, Percy — Rachel chegou por trás de mim e sussurrou em meu ouvido.

– Melhor não — Respondi sem olhar para ela e atirei mais uma vez.

– Tudo bem — Virei-me para ela e ela estava revirando os olhos — Mas eu acho mesmo que você precisa descansar, porque quando Annabeth estava aqui, vocês não pararam o sexo por um minuto, e agora que ela se foi, você só fica treinando — O que Rachel estava falando era verdade, mas eu precisava distrair minha cabeça — Durma que passa, e amanhã você estará disposto para explodir a central — Ela aproximou-se de mim e eu e ela fizemos nosso antigo toque com as mãos.

– Vou dormir, então — Cedi e ela me deu um beijo no rosto, saindo dali.

Coloquei minha arma em cima de uma mesinha e saí dali também, indo para o meu quarto. Eu precisava mesmo descansar e ter uma boa noite de sono. Desde que eu não tivesse meus pesadelos, estaria tudo bem.

Cheguei até o meu quarto, coloquei uma bermuda larga, tirei minha camiseta e deitei-me na cama, fechei meus olhos e tentei dormir. Consegui atingir meu objetivo facilmente, já que eu estava muito cansado.

– Tudo pronto para explodir? — Joffrey perguntou a mim e eu afirmei com os polegares — Ótimo.

Joffrey deu o sinal a Luke e Thalia, que apertariam os botões do controle para acionar as dinamites e ambos contaram até três para colocar tudo para o ar, mas no "2" eu ouvi um grito.

– PARE, POR FAVOR — Era a voz de Annabeth e todos olhamos para ela correndo na central deles, vindo para nossa direção, mas Luke e Thalia não puderam controlar suas mãos que já estavam nos botões e tudo foi explodido, inclusive Annabeth.

– NÃAAAO — Eu gritei e caí no chão, já sentindo as lágrimas escorrerem de meus olhos para o meu rosto, pescoço, roupas.

Eu estava arrasado e...

– Acorda, Percy — Thalia me deu um tapa na cara e eu abri meus olhos rapidamente e assustado — Cale a porra da sua boca! Precisamos dormir — Sentei na cama e olhei a minha volta, lá estavam Thalia e Luke, ambos com olhos arregalados e eu não duvidava que os meus estavam assim também.

– Tive um pesadelo com a explosão, Annabeth, morte, vocês dois — Comecei a falar rápido e não usei conectivos para deixar minha fala com sentido, então Thalia e Luke estavam me olhando com olhares estranhos, como se eu fosse um louco perturbado.

– Ok, conte-nos o pesadelo — Luke falou e ele e Thalia sentaram-se a minha frente na minha cama e um pegou na mão do outro, o que eu achei meio estranho, já que eles nunca pegavam um na mão do outro, porque eles transavam sem compromisso nenhum e, isso não importa no momento.

Acalmei-me e comecei a contar a eles o meu pesadelo e ambos ouviram sem falar nada, mas quando terminei eles se olharam com olhares cheios de dúvida e Thalia falou:

– Volte a dormir, isso foi só um pesadelo.

Thalia e Luke saíram do meu quarto sem dizer mais nada e me deixaram ali sozinho. Não voltei a dormir, eu não conseguia e tinha medo do que eu poderia "sonhar". Ainda bem que o despertador não demorou a tocar e logo todos estavam de pé, já vestidos e prontos para atacar a central dos Black Bull.

Outras pessoas do nosso "time" haviam chegado essa manhã e quando acordei eles já estavam prontos também.

– Então Percy, Thalia e Luke entram para instalar as dinamites e acabar com quem quer que esteja em nosso caminho? — Rachel repassava o plano mais uma vez.

– Vou com eles — Piper disse, analisando seu reflexo em sua adaga.

– Se você vai, eu vou — Jason falou, chegando por trás de sua namorada e abraçando-a por trás.

– Ótimo — Eu disse — Precisávamos mesmo de mais pessoas indo com a gente.

– Se tem alguém que sabe lidar com fogo, esse alguém sou eu — Leo chegou por trás de todos nós, supreendendo-me, já que ele havia saído do FBI há um ano e disse que nunca mais voltaria — Feche a boca, Percy. Não quero homem babando por mim — Leo disse ironicamente e eu revirei os olhos. Aquele era o Leo que eu conhecia.

– Bom te ver de novo — Falei e apertamos as mãos um do outro.

– Ok, e eu, Joffrey e os outros vamos ficar do lado de fora com os carros e aniquilaremos as pessoas de fora — Rachel falou, pegando seu revólver e mirando em um lustre, mas ela não atirou.

– Isso — Joffrey confirmou — Já podemos ir? — Ele perguntou e todos nós dissemos que sim.

Entramos em nossos carros e nos dirigimos até a central dos Black Bull. Atacaríamos todos eles, explodiríamos o local, pegando eles de surpresa e eles não teriam como escapar dessa vez. Seria o fim dos Black Bull, o fim dos nossos problemas e então eu poderia voltar para Annabeth e tranzar com ela — Amar ela, desculpem -, pelo resto de nossas vidas.

Chegamos até a Central Black Bull e eu e as pessoas que seguiriam comigo entramos no local facilmente, já que conseguimos encaixar uma pessoa nossa no meio deles e essa pessoa, que na verdade era Nico Di Angelo, nos ensinou como entrar lá e onde instalar as bombas. Agora Nico era uma das pessoas que ficaria junto a Joffrey e Rachel.

– Por aqui — Eu disse, virando em um corredor que devia estar vazio, mas estava com dois Black Bull que não paravam de rir. Thalia os aniquilou antes mesmo que eles pudessem nos ver.

– Essa é a minha garota — Luke disse impressionado e eu ri dos dois.

– Ok, chega de namorar aqui — Leo disse e passou a nossa frente — Deixem comigo — Ele abriu uma porta que era uma área proibida para a maioria dos Black Bull, só os mais poderosos podiam entrar lá. Era a sala de controle de toda a central.

Entramos na sala de controle da central e não havia ninguém lá, já que era a hora do almoço e todos deviam estar dois ou três andares acima de nós. Desligamos todas as câmeras por lá e instalamos dinamites ali mesmo e programamo-as para explodir em 15 minutos.

– Foi moleza — Comentou Piper e eu tive que concordar com ela. Fora fácil até demais.

Saímos da sala e a alegria já passava em meu cérebro. Logo a central seria explodida, e com ela todos os Black Bull. Fácil, fácil. Mas então trombamos com três Black Bull e um deles gritou: "FBI AQUI!" e disparou um alarme, que acionou em toda a central e a luta começou.

Voltei-me para um ruivo com sardas no rosto e olhos verdes e mirei o revólvel em seu peito e atirei, mas ele se abaixou rápido demais e agarrou minha perna, fazendo-me cair no chão, e comigo minha arma caiu longe e ele pulou em cima de mim. Ele me deu dois murros no rosto e quando foi dar o terceiro, segurei seu braço e o contorci. Meu nariz agora sangrava e o sangue escorria para a minha boca. O gosto de sangue já inundava minha garganta, mas não tinha tempo para parar aquilo.

Levantei-me rapidamente e fui em direção a minha arma caída, peguei-a e atirei no peito do ruivo, que vinha atrás de mim. Virei-me para o outro lado e Piper travava uma luta com uma garota negra de cabelos lisos — Chapinha, com certeza -. Piper tentava acertar algum ponto sensível da garota, mas o máximo que havia conseguido fazer era causar alguns pequenos cortes nos braços e um no rosto dela.

– Que uma ajudinha? — Perguntei a ela, chegando por trás da garota negra e dando-lhe uma rasteira.

– Uma "ajudinha" cairia muito bem — Piper respondeu ofegante e eu segurei a garota negra por trás pelos braços e deixei que Piper enfiasse sua adaga no coração dela.

Piper não esperou que eu a elogiasse e já partiu para cima de dois homens que estavam contra Jason e chutou um deles na barriga, fazendo-o cair contra a parede e ela cortou seu pescoço.

– Não mecha com o meu namorado! — Ela gritou ferozmente e aquilo foi meio irônico, porque Jason que devia salvá-la, não ela salvar ele. Mas foda-se. O resto da luta dos dois eu perdi, porque fui surpreendido com um grupo de mais ou menos 10 de Black Bull que havia chegado.

– Hora da carnificina — Eu disse ironicamente e peguei mais uma arma no cinto e atirei com as duas armas duas vezes, acertando e matando de uma vez dois Black Bull que estavam de aproximando.

Uma mulher chegou por trás de mim e me deu um chute na perna, fazendo-me cair. Um homem veio e pegou uma das minhas armas, mas fui rápido e atirei nele com a outra arma, só que a menina deu um chute no meu braço e depois se jogou em cima de mim, dando-me um murro no rosto e eu senti meu nariz ser mais machucado e sangrava cada vez mais.

– Vadia — Thalia disse ferozmente e atirou na cabeça da menina por suas costas e ela caiu no chão com os olhos abertos.

Levantei-me com a ajuda de Thalia e ela depois me deu as costas, indo em direção a um homem que tentava atingir Luke com uma barra de ferro, mas ele se desviava, não podendo atingí-lo, já que as balas de sua arma haviam acabado. Claro que Thalia acabou com ele rapidamente.

Voltei-me para dois homens que estavam correndo em minha direção: atirei no braço de um deles, retardando-o por um tempo e depois dei um chute no tórax do outro, fazendo-o cair no chão e um baque alto surgiu. Pisei no pesço dele e mirei em sua testa, depois atirei. Voltei-me para o outro homem que eu havia atirado no braço e dei-lhe dois murros do rosto e um chute na barriga, fazendo-o cair e o sangue de seu nariz escorria. Eu queria fazer alguém sentir a dor que eu estava sentindo. Depois chamei Piper e deixei que ela cortasse a garganta dela.

– Muito bom, Jackson — Leo disse e atirou duas vezes na perna de uma menina — Pena que não mato ladys lindas como você, gracinha — Ele disse a Black Bull no chão, que era linda mesmo e depois chamou por Thalia, que teve o prazer em matá-la — Eu fico com o de óculos — Ele disse a nós, se virando para um homem que lutava contra Piper e atirou numa perna dele, depois no braço e então deu-lhe um murro forte, que fez ele bater na parede e depois cair no chão. Leo pegou uma faca de seu cinto e acertou em cheio o seu coração.

– Bom trabalho, Valdez — Falei a ele e fiz sinal de positivo, depois parei de prestar atenção no que ele fazia e virei-me para outros Black Bull.

Atirei em cheio em mais 3, Luke atirou em 4, o resto eu não vi, mas agora restavam apenas mais 7 e seria muito fácil acabar com eles. Quando eu estava indo atirar em uma mulher de cabelos pretos até a cintura, uma voz alta, masculina e grossa inundou a sala.

– Parem ou a loirinha morre — Olhei para onde vinha a voz e lá estava ela: Annabeth.

Annabeth estava nos braços do líder dos Black Bull e uma faca estava colocada em seu pescoço, impedindo-a de se mexer, quem sabe até mesmo de respirar facilmente, e um filete de sangue já começava a escorrer. Atirei as armas ao chão e coloquei as mãos para cima, olhei em volta e ninguém fazia o mesmo.