Mortal Kombat
6 Capítulo 006: Sala de Rastreamento
Capítulo 006: Sala de Rastreamento.
O guarda já está de pé diante de Quan Chi, encarando-o nos olhos e segurando a sua barriga, sentindo bastante dor e ainda com sangue escorrendo pelo canto de sua boca.
Quan Chi: Vamos logo! Eu preciso sair daqui bem rápido!
Guarda: Sim... eu já sei! Deixe só... eu dar uma dura no prisioneiro ali...
O guarda se vira e abre a cela a qual estava protegendo.
Quan Chi: Seja rápido!
Ele entra na cela, se aproxima do prisioneiro, que está dormindo e tem uma aparência horrível, coberto de sangue e lama, cabelos muito maltratados e bem gordo. O guarda dá um forte chute nele, acordando-o em um susto. Logo depois, ele solta um pequeno gemido de dor e se ergue, ficando sentado no chão da cela.
Guarda: Fique quieto, bastardo! E me escute com atenção!
O guarda se abaixa e fica cara a cara com o seu prisioneiro, enquanto que Quan Chi fica um pouco afastado do lado de fora, observando a cena, inclusive o guarda, que está de costas para ele. Por alguns segundos ele continua olhando fixamente, percebe que o guarda mexe em suas vestes pretas e depois levanta a mão um pouco na direção de seu rosto, com a outra mão, toca no ombro do prisioneiro, que faz uma cara de estranhamento. Quan Chi também estranha, franze os olhos e se aproxima mais um pouco da cela.
Quan Chi (elevando um pouco a sua voz): Imbecil! Eu disse para andar logo! Não tem motivos pra tanta demora!
O guarda, ainda abaixado, se vira de lado e olha momentaneamente para Quan Chi com o canto do olho.
Guarda (se erguendo): Não se preocupe... eu já terminei!
Ele se vira completamente e sai da cela, trancando-a, depois, fica bem na frente de Quan Chi.
Quan Chi: Vamos! Me guie para a saída desta espelunca nojenta!
Guarda: Temos que ter um plano primeiro.
Quan Chi: Naturalmente! Não conseguiremos sair daqui sem que nenhum dos demais guardas perceba se não tivermos nada planejado, mas essa parte está totalmente por sua conta! Afinal de contas, é exatamente por isso que eu preciso de você, para poder despistar os demais lixos que guardam essa porcaria de prisão!
Guarda: Sim... eu entendo... bom... siga-me.
O guarda se vira e sai andando pelo corredor na direção oposta à porta que dá entrada a escadaria em forma de caracol. Quan Chi fica parado, observando-o com os olhos um pouco franzidos, então, o guarda pára de andar e se vira.
Guarda: Você não vem?
Quan Chi fica calado por alguns momentos até que ele responde.
Quan Chi: Hum! Por um momento eu achei que poderia ser algum tipo de armadilha sua... mas creio que até vermes imundos como você, têm cérebro! Então... sabe muito bem que me trair numa hora dessas... com certeza seria a última coisa que você faria nessa sua miserável vida, não é mesmo?
Guarda: Não se preocupe, Quan Chi! Não vou mentir e dizer que cooperar com você é algo que me agrada... mas já percebi que estarei em desvantagem te traindo... eu irei te ajudar sim, mas você também tem que dar a sua palavra de que... não irá me dedurar pra ninguém... nunca...
Quan Chi fica calado e vai até o guarda, se aproximando do ouvido dele.
Quan Chi: Não teste a minha paciência, sua barata podre! Eu já perdi muito tempo por sua causa, pare de falar um monte de asneiras e me tire daqui o quanto antes!
Guarda: Sim...
O guarda recomeça a andar e, dessa vez, Quan Chi vai seguindo-o, até uma porta de ferro. Eles param diante dela.
Quan Chi: É por aqui que vamos?
Guarda: Sim... poderíamos ir pelo caminho do banheiro ali pelo outro lado, mas creio que por aqui a quantidade de guardas que iremos encontrar é menor.
O guarda mexe nas vestes e pega um chaveiro contendo uma grande quantidade de chaves. Ele pega uma bem grande e a enfia na fechadura da porta, abrindo-a, provocando um ruído metálico no corredor. Os dois entram e a porta se fecha. No interior da cela, o prisioneiro gordo e sujo observa a porta se fechando e abre um leve sorriso no rosto.
Prisioneiro: Haha! Hahahahahahaha! Como eu queria sair daqui pra ver isso acontecer... esse Quan Chi... hahahahahahahhahahaha!!
Quan Chi e o guarda estão em mais um corredor escuro, totalmente vazio com diversas lamparinas nos tetos e com o chão completamente sujo, assim como as paredes. Eles vão andando lentamente para frente.
Guarda: Bem... se algum dos guardas ver você comigo não haverá problemas, todos pensaram que eu estou te levando para algum tipo de punição ou algo assim... mas, tem uma coisa... que irá nos complicar bastante para que você saia daqui limpo.
Quan Chi: E o que é?
Guarda: Para que qualquer um dos guardas saia daqui, ele deve passar antes na Sala de Rastreamento para mostrar a sua carteira... o certificado de que é um dos guardas daqui, para provar que não é algum tipo de prisioneiro disfarçado... ou algo do tipo e o mesmo deve ser feito na entrada, para que não haja a presença de intrusos aqui. Entendeu?
Quan Chi: Sim... eu já tinha ouvido falar de uma coisa dessas é por isso que eu peguei você, senão não poderia sair sem ser percebido... de fato é um problema, mas você irá resolver...
Guarda: Sim, fique despreocupado, isso será o problema maior, mas eu já tenho algo em mente...
Quan Chi: Desembucha logo, então!
Guarda: Certo... me escute com atenção.
Os dois continuam andando pelo corredor escuro até que seguem por uma passagem pela direita, que dá entrada a uma grande sala contendo um grande número de celas, todas protegidas por inúmeros guardas. Os dois passam, sendo vigiados não só pelos guardas mas pelos prisioneiros. Um deles chega na porta de sua cela e começa a gritar.
Prisioneiro: Hahaha! Fez malcriação! Fez malcriação! Vai tomar punição! Hahahahaha!!!
Eles dois nem mexem o rosto e continuam andando. Seguem por uma grande escadaria, descendo a mais uma grande sala, dessa vez, escura e vazia. Depois, abrem mais uma porta de madeira, descendo mais uma escadaria que dá caminho a um corredor bem longo, cujas paredes estão cheias de portas de ferro. Os dois vão andando, até que o guarda pára na frente da terceira porta da parede da direita.
Quan Chi: O que foi?
Guarda: É aqui! A Sala de Rastreamento!
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